Ayrton Senna em 3D

Já vi isto há algum tempo, mas na altura ainda não tinha este blog. E se tivesse lembrado disto no passado dia 21, teria de certeza colocado isto. Mas não calhou… Bom, vamos ao que interessa: No Youtube, há um pequeno filme de 3:48 minutos, onde se mostra uma animação em 3D de todos os carros que Ayrton Senna conduziu ao longo da sua carreira. E quando digo isto, digo mesmo desde o primeiro kart, quando tinha 14 anos, até ao fatídico Wiliams FW 16C, de 1994.

Carreguem aqui e matem lá as vossas saudades…

Anúncios

Rali de Portugal – Dia 2

Se alguém ainda tinha dúvidas, estas foram completamente dissipadas: Sébastien Löeb e o Citroën C4WRC confirmaram hoje porque eram apontados como os principais favoritos à vitória final. O francês venceu todas as especiais, dilatou a margem para o finlandês Marcus Gronholm de 15.0s para 40.5s e prepara-se para vencer o Rali de Portugal.

O segredo de Löeb esteve, novamente, na extraordinária empatia com os pneus, ora macios (de manhã), ora duros (à tarde), montados no seu C4, tão só e apenas porque com o mesmo tipo de borrachas, Marcus Gronholm e o Focus WRC06 não conseguiram responder aos ataques do binómio francês. Agora, só um verdadeiro golpe de azar poder revolucionar a história do rali.

Eis a classificação geral:

Sébastien Loeb/Daniel Elena (Citroen C4 WRC) 3h00:25.5s
Marcus Gronholm/Timo Rautiainen (Ford Focus RS WRC 06) a 40.5s
Mikko Hirvonen/Jarmo Lehtinen (Ford Focus RS WRC 06) a1m57.3s
Petter Solberg/Philip Mills (Subaru Impreza WRC 2007) a 2m10.3s
Dani Sordo/Marc Marti (Citroen C4 WRC) 3m59.4s
Jari-Matti Latvala/Miikka Anttila (Ford Focus RS WRC 06) a 4m50.2s
Henning Solberg/Cato Menkerud (Ford Focus RS WRC 06) 6m49.0s
Daniel Carlsson/Denis Giraudet (Citroën Xsara WRC) a 6m55.6s
Gigi Galli/Giovanni Bernacchni (Citroën Xsara WRC) 8m12.8s
10º Manfred Stohl/Ilka Minor (Citroën Xsara WRC) a 11m20.6s

(…)

12º Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer WRC), a 12m05.2s

Vamos aos anuncios – Johnny Walker

A marca de “whisky” Johnny Walker é desde meados de 2005 o patrocinador da McLaren Mercedes. Patrocínios vindos de marcas de bebidas alcóolicas parecem ser na Formula 1 uma alternativa ao tabaco, que está sendo progressivamente banido das legislações europeias, americanas e afins. Esta companhia, que tem como lema “Keep Walking”, mostro dois anúncios com protagonistas diferentes: primeiro, Kimi Raikonnen, e agora, com Fernando Alonso.

A ideia do anúncio é a seguinte: um combate, os pilotos de caça aguentam até 5G’s de força durante poucos minutos, enquanto que os pilotos de Formula 1 aguentam durante uma hora! Ora, tudo isto é muito giro, mas… os pilotos de caça podem aguentar, não 5G’s, mas 9 G’s! E por vezes mais…

Bom, também aqui podem ver o “making of” deste belo anuncio. Divirtam-se, e… “Keep Walking”!

Rali de Portugal – Dia 1

A primeira etapa do Rali de Portugal começou com Marcus Gronholm a tentar distanciar-se de Sebastien Löeb, já que era o primeiro a abrir a estrada, mas ao longo do dia, o francês da Citroen conseguiu ganhar segundos ao finlandês da Ford. Na última especial do dia, Loeb conseguiu chegar à liderança. O alsaciano tem agora três segundos de diferença para Gronholm, que vai tentar defender nas etapas de amanhã.

Quanto a Mirko Hirvonen, Dani Sordo e Petter Solberg, cedo ficaram a discutir as posições secundárias. O jovem finlandês está no terceiro lugar, aguentando as investidas do norueguês da Subaru. Dani Sordo está no quinto lugar, incapaz de apanhar os dois pilotos nórdicos.

Quem está a fazer uma prova “de trás para a frente” é Jari-Matti Latvala, o melhor representante da equipa Ford Stobart. Depois de ter deixado o carro ir abaixo na primeira classificativa do dia e com isso ter perdido cerca de 40 segundos, o finlandês trepou na classificação desde a 18ª posição até ao sexto lugar, acabando por envergonhar o seu companheiro de equipa, Henning Solberg, que não foi além do 10º lugar, numa prestação muito discreta.

Armindo Araújo, o melhor representante nacional, é 13º classificado, e tem feito uma etapa bastante cautelosa, colocando-se à margem de qualquer armadilha. Não cometeu erros, e à sua frente estão classificados todos os grandes “lobos” do Mundial, pelo que, neste contexto, não será fácil subir posições.

Classificação Geral:

Sébastien Loeb/Daniel Elena (Citroen C4 WRC) 1h25m39.0s
Marcus Gronholm/Timo Rautiainen (Ford Focus RS WRC 06) a 3.1s
Mikko Hirvonen /Jarmo Lehtinen (Ford Focus RS WRC 06) a 25.3s
Petter Solberg/Philip Mills (Subaru Impreza WRC 2007) a 32.8s
Dani Sordo/Marc Marti (Citroen C4 WRC) a 01:10.9s
Jari-Matti Latvala/Miikka Anttila (Ford Focus RS WRC 06) a 1m42.2s
Manfred Stohl/Ilka Minor (Citroën Xsara WRC) a 02:01.0s
Chris Atkinson/Glenn Macneall (Subaru Impreza WRC 2007) a 2m12.2s
Daniel Carlsson/Denis Giraudet (Citroën Xsara WRC) a 2m19.4s
10º Toni Gardemeister/Jakke Honkanen (Mitsubishi Lancer WRC) a 2m28.8s

(…)

13º Armindo Araújo – Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer WRC), a 4m25.6s;

Noticias: FIA bane controle de tracção para 2008

A temporada de 2007 será a última em que o controle de tracção será usado nos monolugares de Fórmula 1. Em 2008, os carros vão deixar de tê-lo, uma reivindicação que os fãs há muito reclamavam.

“Nenhum carro pode ser equipado com um sistema, ou aparelho, que é capaz de prevenir que a roda gire em falso, ou compense a aceleração excessiva imposta pelo piloto”, notifica a FIA no Artigo 9.3 das novas regras.

Este sistema era muito útil para os pilotos, pois impedia que as rodas rodassem em demasia, em especial por aceleração excessiva do piloto. O controlo de tracção foi introduzido oficialmente na F1 em 2001 após a FIA não conseguir provar que as equipas o utilizavam ilegalmente.

Para além disso, a FIA aprovou um novo sistema de controlo do motor (ECU), que vai ser igual para todas as equipas. Esta unidade será fabricada pela McLaren e resulta dos novos regulamentos para a F1, que entrarão em vigor na próxima temporada.

Vamos falar de anuncios – Audi

“Vospring durch Technik”, é o lema do construtor alemão, cuja sede é na cidade bávara de Inglostadt, na Baviera. Significa “Progresso através da Técnica”, e demonstra que ao longo da sua história, as inovações foram o seu prato forte para estar à frente da concorrência. E sendo assim, a competição automobilística sempre foi uma espécie de “tubo de ensaio” para as inovações que trouxe para os carros de série.

E numa altura de Rally de Portugal, que melhor palco para lembrar o já mítico Audi Quattro? Lançado em 1980 num Rali do Algarve, foi o percursor dos “Grupos B”, verdadeiros monstros de motor Turbo, com mais de 700 cavalos, quando estes foram banidos, seis anos depois. Pilotos como Walter Rohrl, Stig Blomqvist ou Michelle Mouton ganharam corridas com estes carros. E Mouton foi a primeira mulher a ganhar um Rali. E foi o “nosso” Rally de Portugal, faz agora 25 anos.

Há um belo anúncio que recorda esses tempos, que podem ver aqui.

Actualmente, o seu maior envolvimento chama-se Le Mans. Graças aos seus motores TDI, eles mostram-se imbatíveis na prova de 24 Horas. Primeiro com o R8 (2000, 2001, 2002, 2004 e 2005) e depois com os R10 Diesel, que se tornaram em 2006 no primeiro carro a Diesel a ganhar as 24 Horas de Le Mans, e continuam a ser dominadoras na American Le Mans Séries, ganhando até agora todas as provas em que entraram. A sua mais recente vitória foi na semana passada, as 12 Horas de Sebring, nos Estados Unidos.

Neste grande anúncio pode-se ver a montagem de um R10. Se calhar deve ser dos melhores que já vi!

Mas podem ver outros anúncios, mais engraçados ou espectaculares, como por exemplo estes aqui, aqui ou aqui. É por isso que é um dos carros mais procurados em Portugal e no Mundo!

Rally de Portugal – Super-Especial

Segundo a organização, estavam cerca de 25 mil pessoas, mas para quem via a Super-Especial em casa, como eu, parecia que o estádio estava “à pinha”. Com esta paisagem montada, começou oficialmente o Rally de Portugal de 2007, seis anos depois desta prova ter saído do Mundial.

Num espectáculo de cor, luz e soberba intensidade humana, foi servido o “aperitivo” da prova que, tal como se previa, serviu para levar ao rubro os espectadores do Estádio do Algarve. E o primeiro líder é Marcus Gronholm, num Ford Focus, que levou a melhor sobre o francês Sebastien Loeb, num Citroen C4, e o espanhol Dani Sordo, numa máquina idêntica.

Entre os muitos pilotos que marcaram presença, destaca-se o italiano Gigi Galli. Apesar de ser o oitavo na Super-Especial, põs o público em delírio quando mostrou o que tinha por debaixo do fato de competição: uma camisola da Selecção Nacional. Quanto a Armindo Araújo, ele foi apenas 16º da geral, com o mesmo tempo que o inglês Matthew Wilson, num Ford Focus.

Amanhã, quando o rally entrar verdadeiramente na estrada, vai-se ver a verdadeira disputa pelo segundo, para ver quem será o melhor? Vai ser mais um passeio de Loeb? Ou veremos adversários à altura?

Noticias: França suspende o seu GP para 2008

A Federação Francesa de Automobilismo (FFSA) distribuiu hoje um comunicado anunciando a suspensão do GP da França para a temporada de 2008.

De acordo com o documento, a decisão se deve a “vários assuntos que não conseguiram ser realizados com sucesso”. No entanto, esta conclusão poderá ser modificada durante uma reunião do comitê da entidade.

“A Federação, organizadora e promotora do GP da França, reuniu-se no dia 21 de março e decidiu, de forma unânime, suspender a inscrição do evento no calendário de 2008, já que todas as condições necessárias para o sucesso deste não foram atingidas”, afirma a FFSA.

“O Comitê da FFSA reexaminará a situação durante seu próximo encontro, no mês de julho. A primeira prioridade é realizar a edição de 2007 nas melhores condições possíveis em Magny-Cours”, encerrou o comunicado.
A razão da suspensão não foi adiantada, mas pode ter a ver com noticias veículadas no inicio da semana de que Bernie Ecclestone tem a intenção de realizar um Grande Prémio no parque de estacionamento da EuroDisney, nos arredores de Paris, a partir de 2008, substituindo o circuito de Magny-Cours, situado no centro de França.
O GP da França, país-sede da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), é disputado ininterruptamente desde 1950 e terá, no próximo dia 1 de Julho, sua 57ª edição. Para além de Magny-Cours, a prova já foi disputada em vários circuitos, como Paul Ricard, Dijon-Prenois, Clermont-Ferrand, Reims, Rouen e Le Mans.

GP Memória: Africa do Sul 1982

Faz agora 25 anos que começou uma das mais controversas, polémicas e porque não? trágicas temporadas de sempre. A temporada de 1982 começou com um remanescente da guerra entre a FISA, de Jean-Marie Belestre, e a FOCA, de Bernie Ecclestone. Essa polémica, que tinha começado nos finais de 1979, com a proibição das “saias” por parte da FISA, ao que a FOCA decidiu desobedecer, levando a situações como boicotes a corridas (como aconteceu ao GP de Espanha de 1980).

No inicio de 1982, a situação não estava resolvida. Para piorar as coisas, começava a haver polémica com os motores Turbo, mais potentes e mais caros do que os aspirados Ford Cosworth DFV V8. Quem os usava eram as equipas de fábrica (Alfa Romeo, Renault, Ferrari), enquanto que os “garagistas” andavam com os motores Cosworth, que já começavam a perder potência, já que os Turbo começavam a ser mais fiáveis. Algumas equipas planeavam ter o seu: a Brabham tinha assinado contrato com a BMW, a Lotus queria ter motores Renault Turbo, mas ainda não tinham chegado a acordo… Para piorar as coisas, o GP sul-africano era disputado a mais de 1200 metros de altitude, favorecendo claramente os motores Turbo

Para piorar as coisas, a FISA decidiu que os pilotos deviam ter uma Super-Liçença, ou seja, uma espécie de “carta de condução” obrigatória que os habilitava a conduzir Formula 1 quem tivesse, no mínimo, 300 Km de testes. Para além disso, havia uma cláusula “leonina” que os impedia de ir para outra equipa a meio da temporada. Os pilotos assinaram o contrato sem terem lido essa cláusula, e quem chama a atenção é um recém-chegado… de seu nome Niki Lauda!

Lauda chama a atenção do então presidente da GPDA, o piloto da Ferrari Didier Pironi, das cláusulas desiguais, e decide renegociar as contratos. A FISA e a FOCA dizem não, e a solução foi a mais radical: a greve. Na sexta-feira, 21 de Janeiro, Niki Lauda freta um autocarro e mete lá dentro todos os pilotos, e estes rumaram para o Sunnyside Park Hotel de Joanesburgo, prometendo não sair enquanto a sua situação estivesse resolvida. Quem ficou no circuito para resolver a situação foi o seu presidente, Didier Pironi.

Ecclestone, Balestre e os organizadores do GP sul-africano estavam fulos. O “tio” Bernie queria despedi-los a todos, invocando “justa causa”, Balestre queria suspendê-los indefinidamente, “sequestrando” as suas Super-Licenças, e a ameaça de cancelamento estava pendente, com nítidos prejuízos para os organizadores sul-africanos, que já tinham sofrido “na pele” com as disputas FOCA-FISA (no ano anterior, apesar de terem corrido, o seu GP não tinha sido incluído no calendário pela FISA).

Chegada à noite, e sem acordo á vista, Jean-Marie Balestre tinha sido “bombardeado” à hora do jantar por pães atirados pelas esposas e namoradas dos pilotos… entretanto, Niki Lauda (mais uma vez), sabendo que os donos das equipas queriam retirar os seus pilotos do hotel à força, decidiu barricá-los num salão, com um piano de cauda, e os pilotos foram buscar colchões para que dormissem todos juntos, evitando tal sequestro. Quem os entretinha eram Elio de Angelis (exímio pianista) e Gilles Villeneuve (filho de pianista). Quem escapou a isto tudo foi Teo Fabi, que aproveitou uma ida à casa de banho para fugir do hotel…

As negociações duraram a noite toda, e já quase de manhãzinha, Pironi, Balestre e Ecclestone chegaram a acordo: a cláusula “leonina” fora banida, os pilotos podiam voltar às suas equipas sem qualquer tipo de retaliação, e o Grande Prémio podia voltar ao normal. Todos respiraram aliviados…

Nos treinos de Sábado, René Arnoux chegou à “pole-position” seguido pelos dois Ferrari de Villeneuve e Pironi, e do seu companheiro de equipa, Alain Prost. Na partida, Arnoux leva a melhor sobre os Ferrari, que nesse ano tinham chassis e motor muito melhores. Mas cedo Villeneuve desistia e Pironi ficava em segundo, atrás de Arnoux. Prost vinha atrás, mas era melhor que os outros dois. Contudo, um furo à volta 41 atirou-o para o oitavo lugar, mas a partir daí iniciou uma grande cavalgada, batendo por diversas vezes o record da pista, passando os seus adversários: primeiro o Mc Laren do regressado Niki Lauda, depois o Williams de Carlos Reutmannm, e depois o seu companheiro de equipa René Arnoux, chegando à liderança à volta 68, a nove voltas do final. Pironi atrasava-se, com um problema no Turbo, e terminava no 18º lugar, a seis voltas.

E assim acabava esta prova, mas os problemas não estavam todos resolvidos. O próximo GP, em Jacarépaguá, no Rio de Janeiro, iria desencadear outro problema, este mais grave… mas conto isso noutra altura.

Já começa mal…

Começa mal o nosso Rali de Portugal. Durante o “shakedown” da manhã (uma espécie de ensaio geral), o Mitsubishi Lancer WRC de Armindo Araújo, o melhor piloto português, despistou-se numa lomba, ferindo cinco pessoas. Eles estavam numa zona interdita pela organização. Um fotógrafo português fracturou uma perna e uma outra pessoa teve um braço fracturado, tendo ambos dado entrada no Hospital de Faro. As três outras vítimas tiveram apenas ligeiras escoriações mas mesmo assim foram conduzidas ao hospital para se submeterem a exames.

O “shakedown” foi interrompido durante 45 minutos, e o rali vai decorrer no final da tarde, com a Super-Especial no Estádio do Algarve. Espero que os incidentes tenham terminado por aqui…