Bom Ano Novo!

A esta hora, o Extremo Oriente e a Austrália comemoram a passagem de ano para 2008. Nós ainda não chegamos lá, mas não tarda acontecerá a nossa vez. Entretanto, aproveito para desejar-vos votos de um Bom Ano Novo e que este ano que venha seja melhor do que o ano que está a acabar. Paraos meus lados, espero que isso aconteça, pois confesso que tive poucas alegrias, sendo a maior de todas esta mesma: o blog. Mas isso eu desenvolvo melhor quando dentro de mês e meio comemorar o primeiro aniversário deste blog, pois quero comemorar em grande!
Portanto, para todos: Boas Entradas, que tenham saúde, sorte no amor e no jogo, realização profissional e que o campeonato do Mundo de Formula 1 seja tão emocionante como este que acabou (excepto na parte da polémica…)
Já agora, para acabar, deixo-vos um video dos melhores momentos do campeonato de 2007, colocado hoje pelo… já sabem, o Anti Kalhola.

Rali Dakar 2008 – Parte 5

Hoje fala-se dos projectos independentes, aqueles aventureiros que vão para o deserto só cxom o objectivo de chegar ao Lago Rosa ou às areias de Dakar, para a etapa de consagração, e não se importam de passar por todas as vicissitudes para alcançar esse objectivo. Em suma: os verdadeiros aventureiros. Eis os projectos, apresentados pelo blog 16 Valvulas.

Tiago Monteiro – O ex-piloto de Formula 1 e actual piloto da SEAT no WTCC vai fazer uma perninha ao Dakar, onde vai correr com um Buggy Desért, um projecto de Phillipe Gache, onde um piloto a solo tenta correr no Rali Dakar. Sim, leram bem: O Tiago vai enfrentar o deserto sozinho! Esse projecto louco (ou aventureiro) tem causas humanitárias por detrás. O buggy tem um chassis tubular e conta com 250 cavalos de potência.

Yvan Muller – O piloto francês do WTCC é outro que irá participar no projecto do Buggy SMG, e também vai tentar chegar a solo até ao Lago Rosa.

Robby Gordon – O multifacetado piloto norte-americano (CART, NASCAR, Bajas) regressa ao Dakar este ano com o seu “monstro”. A sua Team Dakar USA inscreveu mais uma vez o Hummer H2, um monstro nascido para a guerra que mais tarde se tornou “civil” e que agora Robby Gordon traz para o Deserto com outros objectivos, muito mais pacificos. Pode ser candidato a ganhar etapas, e pouco mais.
Vannina Ickx – A filha de Jacky Ickx, que no ano passado esteve no DTM, volta ao Dakar para correr, deste vez a bordo de um Nissan Springbok, na tentativa de chegar mais uma vez ao Lago Rosa.

Phipippe Gallois – Este piloto francês tem, sem dúvida, um dos projectos mais interessantes e mais originais desta edição do Dakar. Numa altura em que a industria automobilistica procura alternativas aos combustiveis fósseis, este carro movido a bio-combustivel e com células fotovoltaicas é sem dúvida, o carro mais “verde” deste Dakar.

Pedro GranchaPedro Grancha começou no motociclismo, mas em 2001 decidiu rumar aos carros. A sua carreira nas 4 rodas teve o momento alto quando e sagrou campeão nacional de todo-o-terreno em 2006. Em 2007 teve um ano difícil, falhou a sua estreia no Dakar e não conseguiu renovar o titulo, mas adquiriu uma Nissan Navara Off-road com que vai enfrentar pela primeira vez as areias do Deserto com o objectivo de chegar ao lago rosa e mostrar o potencial da sua Nissan, uma carrinha preparada na África do Sul com motor de 280cv e que terá assistência da VR2 competições.
Ricardo Leal dos Santos – Este português participou sempre a solo no Dakar. Primeiro em “quad”, e desde 2005 dentro de um jipe. Depois de algumas boas participações em 2006 e 2007, com um Mitsubishi Pajero, em 2008 vai correr num BMW X5 semi-oficial com o intuito de subir mais posições na geral e renovar o titulo de pilotos a solo.
E por hoje é tudo. Amanhã falarei dos favoritos à vitória na categoria de motos.

A minha imagem do dia

Hoje capricharam! Mandaram-me fotos pré-1950 (data do primeiro campeonato do mundo de Formula 1), e esta conheço-a bem porque o tenho no livro “Bandeira da Vitória” que o jornal Autosport publicou, em fascículos, em 1996.
A fotografia em questão remonta a 1934, altura do Grande Prémio de Itália, em Monza, Depois da catástrofe do ano anterior, quando três pilotos (Giussepe Campari, Luigi Borzacchini e o Conde Louis Czaltowski) morreram, vítimas de acidentes, a organização colocou chicanes nas curvas da pista, chegando à impressionenta quantidade de 100 curvas por volta. Mais do que as chicanes actuais…
Enfim, vamos lá identificar os senhores: na frente, o Mercedes W25 de Rudolf Carracciola está na frente dos Alfa Romeo de Achille Varzi e de Tazio Nuvolari (numero 8). Apesar de estarmos no começo do dominio alemão nas pistas europeias, e quem ganhou foi um Mercedes, o vencedor foi um homem da casa: Luigi Fagioli.

BATRacer e os meus capacetes

Desde há mais de dois meses que sou um jogador regular de um jogo de Formula 1 online chamado BATRacer. Esse jogo, que tem mais de 60 mil inscritos, tem vários campeonatos lá incluidos. Para além da Formula 1 (2007, 2006, 2002 e 1986), tem também outros campeonatos como o BTCC (British Touring Car Championship), a CART (ou Champcar), a A1GP, Le Mans Series, entre outros.

Também há campeonatos ficcionais, como BAT Seven Series (uma corrida feita com Carros Caterham Seven) ou agora mais recentemente, a MR2 Series (o modelo da Toyota, que em França se lê como… merdoso).
Nâo é fácil o percurso do sucesso. Para fazeres o teu ranking, precisas de ter um minimo de 35 corridas, jogadas no modo público, privado ou “mid-season” (entras a meio de uma época, em substituição de outro). Nâo convês estar muito tempo fora do computador. Mais de três dias sem ir aos teus jogos e arriscas-te a seres corrido de alguma competição.
Até agora, os meis resultados têm sido regulares. Já ganhei um campeonato de Formula 1 2002, pela Ferrari, mas era um campeonato privado e não contava para o ranking. Caso fosse assim, tinha muito mais do que apenas uma vitória e uma “pole-position”. Lidero outro campeonato de Formula 1 2007, numa McLaren, e sou segundo classificado num campeonato de BTCC, ao volante de um MG Rover, mas esse é um “mid-season” onde os pontos não contam para o ranking (com muita pena minha…)
Mas o BATRacer é um bom pretexto para falar sobre os capacetes, mais concretamente os meus capacetes. Depois de me ofrecerem o Kool Tools (recompensa por ter sido um bom piloto), podia escolher o meu capacete. De inicio. coloquei um casco do Gilles Villeneuve, como forma de homenagear a sua rapidez e o seu espírito. Mas sabia que isso era provisório. E quando vi outro compatriota meu, o Rui Cordeiro, com um belo capacete, vi que esta era uma boa chance de ter o meu próprio capacete… pelo menos virtualmente.
Pedi a ele que desenhasse um para mim, dando umas ideias que gostaria de ver concretizadas. Como gostei sempre do desenho do capacete do Francois Cevért, gostaria de ver esse desenho, com uma modificação minha, que era o de colocar um desenho com o meu “nick”. Dito e feito. Eis os resultados:
Resultado um:
Resultado dois:

O Rui ainda me fez mais um capacete, por sua própria iniciativa. Gostei dele, que o mantive, pois quero ver se meto no futuro, num novo campeonato ou coisa assim. Agora, é só juntar uns trocados e comprar um capacete branco, para colocar algum destes desenhos…

A capa do Autosport desta semana

Estamos no fim do ano. Janeiro é o mês do Rali Dakar, o maior rali-raid do mundo, que capta a atenção do mundo inteiro durante 15 dias. Todos os dias, centenas de concorrentes enfrentarão as dunas do deserto, as caminhos de pedra, as armadilhas escondidas, a sede, a fome, o cansaço, os perigos… muitas vezes pode ser uma armadilha mortal, e até agora, 49 pilotos e membros da organização já perderam a vida desde 1979.
Este ano vai ser o terceiro em que o rali partirá de Lisboa, e não vai ser o último ano, já que voltarão em 2009. Mas este é o tema da capa do Autosport desta semana: os preparativos para o Dakar, mais uma odisseia no deserto. O senhor com o capacete de astrounauta é a maior esperança portuguesa para um bom resultado: Carlos Sousa. A bordo de um Volkswagen Touareg, Sousa vai tantar combater a hegemonia dos Mitsubishi, que ganharam as últimas edições do Rali. E as comparações com o filme “Odisseia no Espaço“, de Stanley Kubrick, não devem ser exageradas…

Boldes Memoráveis – Jordan 191 (1991)

Eddie Jordan foi uma das presonagens mais colocridas da década de 90 na Formula 1, e a sua equipa foi sempre olhada com simpatia desde o primeiro momento. Mas por detrás dessa personalidade colorida e dos seus carros sempre fora do comum (quem não se lembra dos carros com as cabeças de serpente), estava uma equipa séria, com um vasto cúrriculo nas Formulas de acesso.
Nascido a 30 de Março de 1948 em Dublin, na Irlanda, Eddie Jordan foi empregado bancário antes de ser campeão irlandês de karts em 1971. Foi para a Formula Ford, onde sofreu um grave acidente em 1974, onde partiu ambas as pernas. Em 1978 mudou-se para a Formula 3 britânica e no ano seguinte correu na Formula 2, com Stefan Johansson como seu companheiro de equipa. Em 1980, depois de testar na McLaren, ficou sem dinheiro e montou a sua própria equipa: a Eddie Jordan Racing.
A partir de 1981, correndo na Formula 3, Jordan teve pilotos como David Sears, Martin Brundle (1983) e com Johnny Herbert, em 1987, ganhou o campeonato britânico. Em 1988, passou para a Formula 3000, com Herbert e Martin Donnely, e no ano seguionte, ganhou o campeonato tendo a bordo o francês Jean Alesi.
No final de 1990, Eddie Jordan prepara-se para o assalto à categoria máxima: a Formula 1. Mas quer fazê-lo com pés e cabeça, e não ser mais um aventureiro daqueles que chegam todos os anos à competição. Para isso compra motores Ford HB V8 e contrata o inglês Gary Anderson para desenhar um carro simples, mas eficaz. Assim nasce o Jordan 191.

O chassis era bonito e agradável de se ver. Com a frente elevada para deixar entrar o fluxo de ar por debaixo do nariz (tal como tinha acontecido com os Tyrrell do ano anterior), tinha uma caixa de velocidades manual Hewland de seis velocidades, e calçava pneus Goodyear. Tudo sem complicações…
Jordan contrata um veterano, o italiano Andrea de Cesaris (que tinha corrido com ele na Formula 2) e o belga ex-Coloni Bertrand Gachot. A combinação entre um veterano e um rápido e talentoso piloto, com experiência nas pré-qualificações, poderia ser a ideal para se safarem dessa penosa armadilha a meio da temporada. E facilmente conseguiram (excepto em Phoenix, onde De Cesaris ficou pelo caminho).
Cedo se impuseram no meio do pelotão, onde muitas vezes eram naturais candidatos ao “top ten” na grelha de partida. E no Canadá, os Jordan finalmente conseguiram o que queriam, ao terminar na quarta (De Cesaris) e quinta posições (Gachot). Na corrida seguinte, no México, De Cesaris volta a ficar nos pontos, na quarta posição, apesar de no final ter de empurrar o carro devido à falta de gasolina. Até ao Grande Prémio da Hungria, os carros da Jordan tinham conseguido 13 pontos, mas o melhor foi nessa corrida, quando Bertrand Gachot consegue bater o “record” da volta mais rápida do circuito de Hungaroring.
Tudo corria bem, quando o pelotão da Formula 1 se preparava para correr na pista de Spa-Ferancochamps, na Belgica. Mas de repente, um acontecimento inesperado traz agitação à equipa: Gachot é condenado a uma pena de prisão, devido a um desacato com um taxista em Londres uns meses antes, e Jordan precisava de um substituto o quanto antes. Pensou em Keke Rosberg e Stefan Johansson, mas o alemão Willi Weber chegou-se a ele, oferecendo os préstimos do campeão alemão de Formula 3 e então piloto da “Junior Team” da Mercedes: Michael Schumacher. Jordan aceita, pedindo 150 mil dólares pelo piloto, naquele fim de semana, e mesmo sem qualquer experiência de Formula 1, surpeende meio mundo ao ser oitavo classificado na grelha de partida do GP da Belgica, batendo por quase um segundo o veterano De Cesaris!
Na corrida, Schumacher não passa da primeira volta, mas a impressão nos meios da Formula 1 foi duradora, e Flavio Briatore, o patrão da Benetton, contrata-o para correr na sua equipa logo na corrida seguinte, em Monza. No seu lugar, vem Roberto Moreno, que veio da… Benetton. Moreno corre em Monza e no Estoril, onde irá ser substituido por outra grande primessa vinda da Formula 3000: o italiano Alessandro Zanardi. Nas três corridas finais, Zanardi acaba por duas vezes na nona posição.
No final da época de estreia, a Jordan constitui a sensação do ano, conseguindo establecer-se como uma equipa do qual todos têm simpatia por ele. E tudo graças a um chassis bem desenhado, pilotos competentes e um bom motor. Um exemplo que deveria ser seguido por muitas equipas. Quando a Jordan, foi uma equipa de referência durante as 15 temporadas seguintes, vencendo quatro corridas e sendo candidata ao título em 1999, através de Heinz-Harald Frentzen. Vendida em 2005 para a Midland, teve como supla final o indiano Narain Karthikayean e o português Tiago Monteiro. Desde então mudou de nome por três vezes: primeiro Midland (2006), depois Spyker (2007) e agora Force India (2008).
Carro: Jordan 191
Projectista: Gary Anderson
Motor: Cosworth V8 de 3 Litros
Pilotos: Andrea de Cesaris, Bertrand Gachot, Michael Schumacher, Roberto Moreno, Alessandro Zanardi.
Corridas: 16
Vitórias: 0

Poles: 0
Voltas Mais Rápidas: 1 (Gachot 1)
Pontos: 13 (De Cesaris 9, Gachot 4)

Fontes:

Livro: Anuário Formula 1 91/92Francisco Santos. Edições Talento

http://en.wikipedia.org/wiki/Jordan_Grand_Prix

Dakar 2008 – Parte 4

O dia de hoje nas apresentações para o Lisboa-Dakar de 2008 vai ser dedicado à apresentação dos Buggys da equipa Schlesser. Jean-Louis Schlesser é um dos veteranos do Dakar, que desde 1991 corre com “buggys” fabricados por ele próprio, e que teve os mais variados motores (primeiro Citroën, depois Renault e agora com motores Ford)

A apresentações estão a ser feitas pelo blog 16 Valvulas, que está a fazer por estes dias um extenso documentário sobre os pilotos e as máquinas participantes neste Dakar. Amanhã falarei nos vários projectos privados, entre os quais vários pilotos portugueses (este ano, numa participação recorde).
Os pilotos/máquinas
Jean-Louis SchlesserO piloto francês de 55 anos vai levar para o Dakar 2008 o seu X826, o Francês é o piloto “odiado” pelos Portugueses, o ano passado queixou-se mesmo de ter sido apedrejado pelo publico nas Especiais Portuguesas, culpa dos anos em que no panorama internacional Carlos Sousa e Schlesser brigavam pelo títulos, e também pela fama de “vigarista” que o Francês tem. Mas Jean Louis não começou nos Ralis, iniciou-se nos circuitos na F3, competiu em provas de resistência e foi 2º em Le Mans, competiu na F1 e estreou-se no Dakar ao volante de um Lada. Em 1991 inicia o projecto Buggy Schlesser e em 1993 vence o Dakar na categoria de 2 rodas motrizes, em 1998 e 2000 venceu sempre o campeonato de Bajas e em 1999 e 2000 vence a prova à geral e entra no quadro dos míticos do Dakar. Em 2008 conta com o X826, uma evolução do Buggy Schlesser original, com um motor nomeado de Schlesser com 285 cv, capaz de atingir os 200km/h, espera marca novamente a diferença ao intrumeter-se na briga das marcas de fábrica.
José Luis MontredeMonterde é um espanhol já com experiência no Todo-o-terreno, começou em 2001 no Dakar, desde ai participou sempre na prova mítica do deserto, pertenceu à equipa da BMW e aos comandos de um BMW X5 conseguiu a sua melhor qualificação com um 9º lugar. Em 2008 tem a oportunidade de conduzir o X822, um carro feito para a edição de 2004 mas que continua competitivo, baseado no chassis Ford com um motor Ford V8 de 285cv.
Dominique HoiseauxDominique é o menos conhecido da equipa, apesar de participar no Rali desde 1999. Em 2004 conseguiu um 13º lugar na Geral. Este ano leva o carro de 2005, um X-824 a evolução do X822, com motor de 285 cv.

A minha imagem do dia

Hoje, recuemos 31 anos no tempo. Enquanto que os carros arrancam para a grelha de partida do Grande Prémio da Grã-Bretanha, no circuito de Brands Hatch, decerto que reconhecem o senhor da camisa cor de rosa, que está um bocado desfocado, mas vê-se quem é, mas digam lá, conseguem reconhecer aquele senhor de azul, mais adiante, de braços cruzados? Se não sabem, eu digo: é o Bernie Ecclestone.
Um pouco de história, para os mais leigos: nos anos 70, os donos das equipas ciram a FOCA (Formula One Construtors Association), no sentido de reclamar as cada vez mais crescentes receitas da televisão. Max Mosley, advogado de profissão, era um dos fundadores da March, em 1970, e Bernie Ecclestone era o dono da Brabham desde 1971.

No final da década de 70, o poder das construtoras era tal que desafiava a então FISA, que tinha elegido recentemente o presidente da Federação Francesa, um tal de Jean-Marie Balestre. Foram as tensões relativas aos regulamentos referentes às saias do efeito-solo, em 1980-81 que a guerra entre a FOCA e a FISA estalou e que quase levou à divisão da Formula 1. O que evitou tudo isso foi uma coisa chamada… Pacto de Concórdia.

Dakar 2008 – Parte 3

A terceira equipa a ser apresentada hoje é a BMW X-Raid. Apesar de ter o apoio da BMW, esta não é uma equipa totalmente oficial, com pilotos contratados para o efeito. É mais uma estrututra semi-oficial, que ainda por cima leva dois modelos para o Dakar deste ano: o BMW X3CC e o BMW X5CC. No primeiro carro correm três pilotos, no segundo dois, sendo que num deles está o português Miguel Barbosa.
Mas vamos às apresentações, que já foram feitas pelo blog 16 Valvulas.
Equipa e Carro

A X-Raid é uma das “outsider” deste Dakar, estrutura ligada à BMW não tem tido vida fácil no Deserto, com um projecto iniciado em 2002 e que em 2003 se estreou Dakar, com Luc Alphand como piloto e um 9º lugar como resultado. E que em 2004 teve o melhor resultado com o 4º lugar de Alphand. Até 2007 participaram no Dakar, tendo nas suas fileiras pilotos como Jutta Kleinscmidt e Nasser Al-Attiyah.
A X-Raid leva ao Dakar dois carros, o BMW X3CC e o BMW X5CC, ambos bastante idênticos, o motor é igual para ambos, um 6 cilindros de 3,0 litros, com um sistema de 2 turbos, um para velocidades mais baixas e outro para mais altas capazes de puxar todo o poder dos 280cv que este motor BMW tem para oferecer. Nas medidas é que a diferença se acentua, o X5 é maior que o X3. Na velocidade máxima o X3 superioriza-se ao atingir os 200km/h contra os 185km/h do X5.
Os pilotos
Bruno Saby – Veterano piloto francês, de 58 anos, foi multiplo campeão francês de Ralies (ganhou a fatídica Volta à Corsega de 1986, o rali onde morreu Henri Toivonen) e depois de Todo-o- Terreno, tendo ganho o Dakar em 1993, ao volante de um Mitsubishi. Tem ainda mais quatro pódios, ao serviço de equipas como Ford, Mitsibishi e Volkswagen. Este ano era para não vir, mas a morte de Colin McRae levou a que a equipa o contratasse para correr no lugar dele.

Nasser Al-Attiyah – Qatari de nascimento, é um desportista eclético: praticante de tiro aos pratos (participou nos Jogos Olimpicos de Atenas, onde foi quarto), foi também Campeão Mundial de Produção (PWRC) em 2006, ao volante de um Subaru Impreza, paera além de ser sete vezes campeão de Ralies do Médio Oriente. Este ano, depois de incursões no Dakar em 2004, 2006 e 2007, onde terminou no sexto lugar, vencendo uma etapa, espera conseguir ainda melhor, como ganhar mais etapas.
Guerlan Chicherit – É o mais jovem dos participantes na equipa. Aos 29 anos, este antigo campeão de ski e participante no Tropheé Andros, começa a particpar no Dakar, onde foi sexto em 2006 e não termina em 2007. Este ano, quer chegar a Dakar, de perferência melhor classificado.

Paulo Nobre – Os BMW X5CC vão ser guiados por dois pilotos que falam português. No primeiro caso, falo do brasileiro Paulo Nobre, mais conhecido por “Palmeirinha” (por ser um torcedor vigoroso do Palmeiras). Corre no Dakar desde 2006, onde não acaba nessa edição. Em 2007 volta a participar, com o português Filipe Palmeiro a seu lado, e agora este ano parte com a confiança redobrada.

Miguel Barbosa – Português, é filho do actual presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa. Mas ele já provou ser muito mais do que “o filho do papá”: tri-campeão nacional de Todo-o-Terreno (2003, 2005 e 2007) e campeão ibérico, é a sua terceira participação no Dakar, onde tem como seu melhor resultado o 21º lugar na edição de 2006, e o título não-oficial de “Rookie do Dakar“. Este ano, integrado numa estrutura oficial, espera conseguir melhorar na classificação.
Por hoje terminam as apresentações. Amanhã falarei dos “buggys” da Schlesser e outros. Até amanhã!

As apresentações dos carros para 2008

Ontem anadava a ler a noticia de que McLaren e Ferrari decidiram apresentar os seus carros… com diferença de um dia! A equipa anglo – alemã fá-lo-a no Museu da Mercedes, em Estugarda, enquanto que a Scuderia apresenta-o em Maranello. Quero ver as lupas apontadas aos carros para ver quem copiou o quê…
O mês de Janeiro vai ser pródigo em apresentações das marcas. Pelo menos até ao final do mês, somente a Williams, Toro Rosso, Super Aguri e Force India não terão os seus carros apresentados nesse mês. Mas poderão apresentar outras coisas em Janeiro…