A capa do Autosport desta semana

Esta semana, o pessoal do Autosport decidiu mais uma vez falar de Formula 1, em particular, fazendo uma entrevista a Nico Rosberg, que está a ser cada vez menos “o filho do Keke” para ser um jovem piloto com muito futuro. E diz algo interessante na capa: “Não invejo o Hamilton“. Agora entende-se aquele gesto de amizade antes da cerimónia do pódio…

O mais interessante da semana está no canto inferior direito: o Rali da Argentina, em que Sebastien Loeb ganhou mais uma vez, alargando a sua liderança no campeonato. Eu sei que as coisas andam chatas por essas bandas, mas menorizar a favor de um filho de campeão, por muito bom que seja?

Ah… e ainda temos o Moto GP, em Jerez de la Frontera. As duas rodas também são gente!
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A malícia do Nuvolari…

O meu amigo Nuvolari fez esta montagem no dia em que foi conhecida a morte do Jean-Marie Balestre. Acho que ele deve ter uma pontaria digna de campeão olimpico, pois isto foi coilocado dois dias antes do execrável NOTW (recuso-me a escrever o nome do jornal) meter a “sick nazi orgy” do tio Max…
Um pedaço notável de humor negro, sem dúvida…

Mosleygate começa a ter reprecursões

Pois é… se fosse um Primeiro de Abril antecipado, a coisa já estava a cair no esquecimento. Mas as reprecursões da “orgia” onde o “tio” Max esteve envolvido já se começam a sentir na Grã-Bretanha. Primeiro, o “no comments da FIA acerca do assunto, e depois, os jornais ditos “sérios” começam a comentar que Mosley está a elaborar uma estratégia junto dos advogados para rebater as acusações, indica que a coisa é tudo, menos mentira.
Uma coisa é certa: certas personalidades já começaram a pronunciar-se sobre o assunto. Uma delas, Stirling Moss, declarou ao sério “The Times” que quer a cabeça do “tio” Max: “Eu não vejo como ele poderá continuar. Espero que ele continue, pois ele é muito bom no que faz. O que ele faz em portas fechadas é problema dele, mas quando algo assim vem à tona… é absolutamente chocante“. Estas declarações foram captadas no Blog do Capelli.
Digam lá: não acham uma coincidência do caraças isto acontecer no mesmo momento em que se começa a falar de Jean Todt como futuro presidente da FIA? É como não acreditar em bruxas, mas que lá existem, existem…

IRL – Ronda 1, Homestead

Foi ontem à noite, a primeira prova da nova IRL, depois da fusão (foi mais falência) com a CART. Na oval do estado da Florida, à noite, uma corrida animada valeu a Scott Dixon, da Chip Ganassi, a vitória, e clatro, a liderança na competição.

Com várias mudanças na liderança, o momento decisivo aconteceu a dez voltas do fim, quando o então lider, o brasileiro Tony Kanaan, se viu envolvido no acidente causado pelo estreante venezuelano Ernesto Viso. Um dos destroços atingiu a suspensão dianteira direita, danificando-o, mas foi capaz de chegar ao fim, no oitavo lugar final. Para além do vencedor Dixon, o americano Marco Andretti foi segundo, enquanto que Dan Wheldon terminou no terceiro posto.
Dos pilotos que vieram da extinta CART, Oriol Serviá foi o melhor, terminando no 12º lugar, mostrando que eles vão ter dificuldades não só em adaptar-se à nova competição, como também, a correr nas ovais. Em relação às três mulheres em competição, Danica Patrick foi a melhor, na sexta posição, Milka Duno desistiu na volta 122, vitima de acidente. Sarah Fisher não participou.

WRC – Rali da Argentina (Final)

E o vencedor foi… pois, Sebastian Löeb. Já não há surpresas no WRC, o vencedor é o mesmo. E ainda por cima, o piloto francês beneficiou dos problemas dos outros para ter uma vantagem quase inseparável sobre o segundo classificado, o australiano Chris Atkinson, da Subaru: 2,33 minutos!
Os problemas com a concorrência, depois do atraso irremediável dos Ford de Latvala (15º na geral) e Hirvonnen (que foi quinto), atingiram também o Subaru de Petter Solberg, que ficou parado na classificativa 19, e não arrancou mais. Sendo assim, o lugar final no pódio coube ao espanhol Daniel Sordo. E a Citroen, ainda meteu um terceiro carro no quarto lugar, graças ao jovem zimbabueano Conrad Rautenbach.
Em relação a Bernardo Sousa, depois de ter desistido no final da segunda etapa, conseguiu voltar à estrada a tempoa para participar nas classificativas de hoje, acabando na 18ª posição da geral e oitavo no PWRC, conseguindo assim um ponto.

Os tabloides não tam mais nada que fazer?

A Inglaterra acordou hoje com a noticia de um tabloide, afirmando que Max Mosley, o patrão da FIA, se envolvou numa orgia sexual com 5 prostitutas. E não era uma orgia qualquer… é mais para o sado-maso.

O News of The World (suplemento dominical do tabloide The Sun) documenta que o “Tio Max” ter-se-á envolvido em práticas sado-masoquistas num denominado “dungeon” (masmorra), localizado num apartamento em Londres.

A noticia, que vem acompanhada com fotos e um video, é impressionante, pois numa passagem do vídeo, é possível assistir a uma cena protagonizada por uma prostitura vestida com um uniforme nazi e, alegadamente, com Max Mosley. Sendo filho de Oswald Mosley, o maior fascista que a Grã-Bretanha já conheceu, será que ele terá sdaudades da infância? (eu sei, estou a ser maldoso…)

Agora mais a sério: acima de tudo, ele é um ser humano, com taras e manias. O problema é que ele é uma personalidade pública, num país que tem a imprensa tabloide mais agressiva do mundo, cortesia do Sr. Murdoch e afins. Afinal, se eles “mataram” Diana de Gales, porque não pagar meia dúzia de Libras a meia dúzia de p**** para apanhar os famosos com as calças na mão? Ahhh… no dia em que apanharem o Kimi e o Lewis Hamilton

Já agora, agradeço-vos

Bom, 24 horas depois de ter lido aquele comentário e de ter reagido como reagi, notei o tamanho da solidariedade que existe na blogosfera. Se ontem tinha visto, no seu pior, o alcançe dos meus escritos, agora vejo a melhor face, e o reconhecimento que esses têm entre os que me visitam. A todos eles, o meu obrigado.

Alguns de vocês acham que a minha reação foi um pouco desproporcionada. Aceito a crítica construtiva, mas queria mostrar a todos a ideia de que aquele ataque manhoso e cruel magoou-me imenso. Tinha uma ideia da vossa solidariedade, mas não imaginava esta dimensão.
E essa coisa anónima tem muita sorte em eu não o conhecer, e de não vivermos mais no século XIX, pois nesse tempo, qualquer desafio à honra terminava com um duelo, à pistola ou à espada. E muitas vezes, terminava na morte de um deles. Foi assim que acabou Alexander Hamilton, o homem que idealizou o sistema financeiro americano, abatido em duelo pelo… vice-presidente dos Estados Unidos!
Mais uma vez, obrigado a todos pela vossa solidariedade.

WRC – Rali da Argentina (Dia 2)

Sebastien Löeb continua a liderar, após as classificativas da manhã. A vantagem de 1.32,4 segundos que tem sobre o Subaru de Peter Solberg, revela que ele e a sua máquina já tem, mais uma vez, a vitória no bolso, salvo qualquer contrariedade…
A Ford só coleccionou azares. Depois de Lavala ter capotado e perdido nove minutos para o francês, foi a vez de Mirko Hirvonnen, que bateu com uma pedra no seu Ford Focus, danificando seriamente a suspensão. Assim sendo, o segundo lugar, no final do primeiro dia, iria para o Subaru de Chris Atkinson. Mas… na derradeira especial “de estrada”, antes da super-especial, o piloto australiano teve problemas no seu Impreza, perdendo quarenta segundos e o segundo lugar, agora pertencente a Solberg. Mas neste momento, ambos os pilotos lutam pelo segundo lugar, tendo as últimas noticias afirmado que a diferença é apenas de 4,1 segundos.
Entretanto, Bernardo Sousa deu nas vistas na categoria de Produção. Chegou a vencer especiais, e rolava na quinta posição na classificação do PWRC quando a caixa de velocidades, que dava problemas desde o final do primeiro dia, e no último troço da manhã, abandonou de vez, depois de um problema de motor que o “calou” durante dois minutos. Foi pena, mas a cada rali que passa, mostra o seu talento. Afinal, tem “apenas” 20 anos!
O Rali da Argentina termina amanhã.

A defesa da honra

Hoje, quando vim aqui no sentido de actualizar e de ver os comentários ajnteriores, deparei com isto.
“Tem piada… nunca mencionas o facto de, nos anos 80, o campeonato mundial de F1, Sport Protótipos e ralis, coexistirem todos em igual nível de popularidade, e depos com o Mosley, tudo desaparece… mesmo ao nivel de viuva, pra voces só conta o Senna. O GP Japão que ele IRIA ganhar em 89, assim como tudo o resto…
Por fim, acho ridiculo a maneira como te gabas dp teu blog: “ah e tal já tenho 100 000 visitas”… Olha os teus textos são uma merda, tudo copiado da wikipedia acrescentando os teus (…) roubados ao juxpot do forum autosport, sem uma fonte sequer digna desse nome. Essas corridas que tu tanto falas (os GP memória) tu nunca as vistes sequer, basta ver pela maneira incompleta e amorfa que tu as comentas (e que tu chamas de “modo jornalístico” lá no forum quando dizem que tu te esqueceste de coisas importantes).
Eh pá mas aviso que continuarei sempre a visitar o teu fórum: o texto não vale uma merda, mas tem imagens excelentes… Os meus parabéns…Quero ver se és homem de deixar issso publicado aqui!
PS: Começa a ler uns livrps de F1, daqueles técnicos, e uns anuarios e biografias, porque tempo e disponibilidade para escrever, lá isso ninguém te tira!”
Este é um comentário anónimo. Tipicamente de cobardes. Não só o deixei lá, como também coloco aqui, para que todos vejam, e também como resposta ao desafio que ele lançou.
Como podem ver, estou profundamente ofendido. Estou a ser o mais frio e racional possivel para responder a este comentário da maneira mais compreensível para todos. Não me interessa saber de que lado vocês ficam, o que quero simplesmente é realçar o que se passou. O meu blog tem 14 meses de vida. Ao contrário de muita gente, este é o meu projecto pessoal. Sou licenciado em jornalismo, estou desempregado e este é a minha forma de mostrar que tenho talento para escrever sobre assuntos (neste caso que mais gosto).
O meu retrato acima posto é sinal de que estou a dar a cara. Portanto, ao contrario dessa coisa (que nem é um ser humano, é um cobarde ressentido), sou transparente e nada tenho a esconder.A esse cobardolas, digo isto:Tenho todos os anuários do Francisco Santos, desde 1989 a 2005 (não tenho os dois últimos). Tenho três biografias do Ayrton Senna e alguns livros, em inglês, sobre a Lotus e sobre os pilotos de Formula 1, nomeadamente o F1 Autobiography, provavelmente um dos livros mais bem escritos da Formula 1.
Segundo: sei ir ao Google, e sei o que pesquisar e onde pesquisar. Perco HORAS a ver o que é relevante ou não. E meto os links, para que vejam o que ando a fazer. Quase todos estão em inglês. Quantos de vocês sabem ler e tirar o que querem num inglês quase técnico?Terceiro: por causa dessa “coisa”, decidi colocar barreiras no meu blog. A partir de agora, comentários anónimos serão proíbidos. Sei que a maior parete de vocês vai lá, mas não comenta, ou nem vai lá, porque coloco aqui.
Quarto: Não sei porque essa “coisa” colocou o juxpot no meio da confusão. A unica diferença entre ele e eu, é que ele retira tudo de lá, e eu escrevo as coisas. Ele tem a tarefa muito mais facilitada…
Quinto: Consegui 111.800 pageviews em 13 meses. O blog não fala de politica, futebol ou sexo. TENHO MUITO ORGULHO NISSO! Tenho algo que pouca gente tem: sou reconhecido no estrangeiro, nomeadamente no Brasil. A coisinha, o que tem para mostrar? Menos de nada.
Ironicamente, este texto foi feito sem recorrer a qualquer fonte, só vi a noticia. Nem fui à Wikipédia (que ele acha a “fonte de todo o mal”…). Estava a escrever num Internet Café, porque estou em viagem e parei para fazer uma actualização. Tinha tempo limitado, portanto, fazer uma pesquisa como deve de ser, só se tivesse a carteira recheada ou um portátil à mão. Nâo tenho dinheiro para isso…
Como podem ver, estou ultrajado. Estou chateado. Se visse essa coisa à frente, não safaria sem um enxerto de porrada. Aquele blog é a minha vida, e os que me ofendem, simplesmente revelam aquilo que são: nada.
Jà agora, depois disto, decidi tomar uma decisão irreversível: este blog só terminará no dia em que eu morrer. Ou seja, qualquer decisão profissional no futuro implicará que eu continue a escrever aqui. Nemnum órgão de informação me impedirá de escrever aqui, e se houver alguém que coloque isso como obstáculo, simplesmente direi “não”. O que não me mata, torna-me mais forte. Contra todos os cobardolas anónimos.
Desafio-o a responder-me, mas com as mesmas armas do que eu: nome e cara.

The End: Jean-Marie Ballestre (1921-2008)

O ex-presidente da FIA (1979-91), Jean-Marie Ballestre, morreu esta tarde aos 86 anos, de causa ainda desconhecida, anunciou esta tarde uma fonte familiar. As causas da sua morte são ainda desconhecidas.

Decididamente um dos homens mais polémicos que a Formula 1 jamais teve, ao longo do seu mandato teve que lidar com várias polémicas, a primeira das quais a guerra FISA-FOCA, em 1980-81, que mais tarde deu origem aos primeiros Acordos de Concórdia, assinados em 1982. Para além disso, esteve envolvido na grande controvérsia ligada à desclassificação de Ayrton Senna, no GP do Japão de 1989, que mais tarde confessou ter sido feito para favorecer Alain Prost, no sentido de garantir então o seu terceiro título mundial.
Nasceu a 9 de Abril de 1921, e gabava-se de ter participado na resistência nazi na França ocupada, na II Guerra Mundial, mas nada disso foi comprovado. Após 1945, decidiu fundar o jornal desportivo chamado Auto Journal, que foi um sucesso de vendas, e envolveu-se na estrutura organizativa da então Comission Sportive International (CSI). Primeiro, ajudou a fundar a Federation Francaise de Sport Automobile (FFSA), em 1950, e mais tarde, em 1961, foi presidente da Comissão Internacional de Karting, para em 1973 ser eleito presidente da FFSA, fazendo parte da comissão directiva da então CSI. Em 1978 é eleito presidente, e no ano seguinte converte-o na Federation International de Sport Automobile (FISA)
Mal começa a trabalhar, o seu estilo imtempestivo começa a ser notado. Primeiro, quando decide banir as saias, resultantes do “efeito-solo”, que era norma na altura. Isso fez colidir com as equipas, representadas por uma organização, a FOCA, cujo presidente era então o patrão da Brabham: Bernie Ecclestone.
A desavença, que durou duas temporadas, teve dois pontos altos: o GP de Espanha de 1980, que apesar de ter sido realizado com equipas FOCA, nunca foi reconhecido pela FISA (que tinha a seu lado as equipas de fábrica, como a Renault, Ferrari e Alfa Romeo), e o GP de San Marino de 1982, que foi boicotado pelas equipas FOCA, maioritariamente inglesas, e que contou apenas com 14 carros na grelha.
Estas desavenças terminaram em 1982, quando, incitados por Enzo Ferrari, os contrutores e as Federações resolveram fazer um acordo, que se chamou de Pactos de Concórdia, devido ao facto da sede da FISA (agora FIA) ser na Place de la Concorde, bem no centro de Paris.
Balestre foi um homem que se preocupou com a segurança: foi no seu mandato que foram establecidos os “crash-tests” obrigatórios, como condição fundamental para a aprovação de chassis onde pudessem correr nos circuitos, foi ele que criou a figuar da “Super-Licença”, onde o piloto tinha que obrigatoriamente testar pelo menos 300 km para poder ter o direito de correr por uma equipa de Formula 1. Claro, isso não evitou o aparecimento de imensos corredores-pagantes, durante o seu mandato…
Em 1989, a decisão de Ballestre em desclassificar Ayrton Senna, e a subsequente multa por “condução perigosa” (600 mil dólares de multa e suspensão por seis meses, nunca aplicada), enraiveceu muita gente, e no ano seguinte, ele foi ao Brasil, para assistir ao regresso da Formula 1 a Interlagos. Numa altura em que o país sofria na pele os Planos do malfadado “Plano Collor”, e onde se vendiam “T-shirts”, onde se podia ler “Fuck You Ballestre“, chamando-o de nazi, ele ainda teve tempo para ser sarcástico: “aparentemente eles nem têm dinheiro para comprar tomates…”
Curiosamente, quando Senna vingou-se de Prost, no mesmo local, no final de 1990, Ballestre nada fez para sancionar o plioto brasileiro. No ano seguinte, candidatou-se a um terceiro mandato, tendo como opositor um amigo de Bernie Ecclestone, e antigo dono da March: Max Mosley. Venceu a eleição, e Ballestre retirou-se calmamente para gozar a velhice, na sua casa do Sul de França. Até hoje.