Resultados da sondagem CC… e mais!

Terminou hoje o prazo para votarem na sondagem sobre o escândalo de Max Mosley com as “meninas da vida”, em que envolveu umas chibatadinhas e uns unifiromes nazis, que foi denunciado por um tabloide inglês, que tinha como objctivo expô-lo ao rídiculo.
Pois bem: a grande maioria de vocês quer o “tio” Max fora da FIA. Mais concretamente 61 por cento dos votantes. 9 por cento disseram “não”, enquanto que 26 por cento achavam que isto tem mais a ver com a vida privada do homem, e um por cento disse “não sei”.
Entretanto, no fim de semana espanhol, Bernie Ecclestone reuniu-se com todos os chefes de equipa, excepto Aguri Suzuki, e sugeriu que todas elas assinassem um comunicado pedindo a Max Mosley para que renunciasse ao cargo. A ideia era que todas assinassem, mas Ferrari, Williams e Toro Rosso opuseram-se à ideia. Portanto, tudo aidado por mais um mês, até dia 3 de Junho.
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Patrão da A1GP desiste de comprar equipa

O homem por detrás da A1GP, depois da saída do árabe Sheik Al Makhtoum é de origem portuguesa. António (Tony) Teixeira foi há muitos anos para a Africa do Sul e tornou-se empresário de sucesso na área do petróleo e diamantes. Desde o inicio de 2006 que é ele o dinamizador do A1GP, uma verdadeira Taça das Nações onde estão envolvidos 22 países, entre os quais Brasil e Portugal, e que no ano que vêm, conta mais uma entrada, a da Coreia do Sul.

Com a temporada a fechar este fim de semana no circuito de Brands Hatch, Tony Teixeira deu uma entrevista à Agência Reuters, afirmando que no último ano, esteve quase a comprar duas equipas de Formula 1, primeiro a Spyker e depois a Toro Rosso. Contudo, voltou atrás quando a Formula 1 alterou as regras, banindo as equipas-cliente: “Quando soube da mudança das regras, fiquei chateado. Foi por isso que a Prodrive abandonou os seus planos, pois queriam correr como a ‘equipa B’ da McLaren.”, afirmou.

A ideia da equipa era promover a A1GP na categoria máxima: “Acredito que a Formula 1 é a maior máquina promocional existente no mundo“, e trazer os melhores talentos dessa categoria. Contudo, caso mudem as regras, permitindo “equipas B”, será dos primeiros a tentar comprar uma equipa.

Na entrevista, Tony Teixeira aproveitou para dar uma “alfinetada” à nova Force India, que substituiu a Spyker, e que será a ponta de lança daquele país asiático na Formula 1. “A Force India ainda tem um longo caminho até conseguirem vislumbrar um pódio! Esta é uma mensagem errada. Penso que o Vijay [Mallya] está a tentar um plano a longo prazo, mas penso também que não é a mensagem certa, tendo uma equipa indiana com pilotos não-indianos.”, referiu.

E ainda foi mais longe: “A Índia quer ver pilotos indianos. [Narain] Karthikeyan já provou isso mesmo, ao vencer na A1 GP. E não vejo a Force Índia a vencer uma corrida de F1 nos próximos cinco anos.”

Em 2009, a A1GP terá novo chassis e motor, fabricados pela Ferrari.

Os confusos números de Rubinho

Por acaso reparei nisso há uns tempos, mas nunca aprofundei o tema. Mas sabia que tinha potêncial para criar confusão. E é o que está a acontecer. Onde é que Rubens Barrichello vai bater o record de Grandes Prémios de Riccardo Patrese?

Segundo os numeros do piloto, o “record” será batido no próximo GP, em Istambul, e ele quer comemorar nessa altura. Mas na realidade, não vai ser. Isto é porque Rubinho tem, para além da não qualificação no infame Imola 94, três não-participações na sua carreira: Belgica 98, Espanha e França 2002, ambos ao serviço da Ferrari.

No primeiro caso foi devido à enoorme carambola na primeira volta. O seu Stewart ficou muito danificado e não pode correr a segunda partida. Nos outros dois GP’s, foi porque ficou parado na grelha de formação, quando os carros vão para a volta de aquecimento. Assim sendo, o que Barrichello tem na realidade são 253 Grandes Prémios, e só comemoraria o “record” em Magny-Cours, palco do GP de França. Caso ele conte os DNS de Espanha e França, comemora no Mónaco. Caso conte somente o GP da Belgica, ele comemora no Canadá.

Que confusão! Ou será a ansiedade para dizer que tem um “record” nas suas mãos?

Roland Ratzenberger

Escusado será dizer que dia é hoje. E que dia será amanhã. É algo que nós, os que viveram aquele fim de semana inesquecível, não nos livraremos até ao dia das nossas mortes. E todos os anos estaremos a olhar para trás, e recordar o que aconteceu, pelo menos aos mais novos. E hoje lembramos o 14º aniversário da morte de Roland Ratzenberger.

Já escrevi sobre ele no ano passado. Se quiserem ler, o link está aqui. Mas quero dizer isto: não deviamos recordá-lo só porque o conhecemos no momento em que morreu. Seria muito injusto, pois ele teve uma vida e uma carreira, com momentos meritórios…

As notas do GP de Espanha

Já sairam as notas do GP de Espanha, e fiquei espantado com a disparidade entre nós acerca das notas dadas a certos pilotos, nomeadamente David Coulthard e a Nelson Piquet Jr.
Quem deu altas notas aos dois foram a Barbara Fanzin do Velocidade.org, e a Priscilla Bar, do Blog Guard Rail. Bom… eu confesso que fiquei um pouco espantado com a nota 9 do Piquet. O desempenho dos treinos não pode ser tudo. Eu pelo menos, valorizo quatro coisas:

– Treinos
– Companheiro
– Corrida

– Resultado
Se ficar nos pontos, é bom. Agora, o Coulthard nada fez para merecer aquela nota, aquele 6, para mim, seria no minimo, um “top ten”, batendo o Mark Webber e acabasse num sexto ou quinto lugar, e mais nada.

E o 9 do Piquet? É quase um escândalo! Tudo bem que fez uma boa qualificação, mas as asneiras que fez na corrida foram suficientes para anular tudo de bom que ele fez no dia anterior…

Outras coisas mais: 0 7 ao Timo Glock não é lá muito justificado. Esteve demaisiado discreto para merecer tal nota. Eo Takuma Sato a ter a mesma nota 8 do Heiki Kovalainen? Só dou oitos a pessoal que vá ao pódio e que fique no “Top Six”…
Eu sei que cada um tem o seu critério, mas um pouco mais de seriedade e rigor! O que acham das notas? Justas ou não?

GP Memória – Espanha 1973

Depois de um mês de interregno, o campeonato do Mundo de Formula 1 de 1973 partia para a sua quarta etapa, a primeira em solo europeu. O GP de Espanha, tal como acontecia em Inglaterra e em França, tinha dois circuitos, que alternavam um com o outro. Como este era um ano impar (nos anos pares, era em Jarama, nos arredores de Madrid), a corrida era no Parc de Monjuich, em Barcelona, um circuito urbano com fama de perigoso.

A situação na tabela de pilotos era esta: Emerson Fittipaldi liderava com 22 pontos, seguido de Jackie Stewart com 19. Dennis Hulme, no seu McLaren, era um distante terceiro, com oito pontos. Assim sendo, o título iria ser decidido entre estes dois pilotos. Noutras equipas, porém, haveria algumas alterações significativas. A Ferrari apresentava o seu primeiro monocoque, o 312B3, com Jacky Ickx ao voltante. E ia sozinho. Eram tempos difíceis na Scuderia…

Entretanto, Graham Hill começava a construir o seu sonho de ter a sua própria equipa. Comprara um chassis Shadow e arranjara o patrocinio dos cigarros Embassy, que o iriam acompanhar para o resto da sua carreira. A McLaren estreava um segundo chassis M23 para o americano Peter Revson, e começava a mostrar que tinha sido bem nascido.

Entretanto, uma equipa colocava na estrada o seu novo chassis, uma evolução do chassis do ano anterior, mas sobre outro nome: Iso-Rivolta. O que não se sabia, era que o Iso IR1, que iria ser tripulado pelo italiano Nanni Galli, pertencia a um… Frank Williams.

Nos treinos, a luta pela “pole-position” foi entre o Lotus de Ronnie Peterson e o McLaren de Dennis Hulme, que tentava repetir a façanha da corrida anterior, em Kyalami. Quem ganhou a batalha foi o sueco. Jackie Stewart foi quarto, batido pelo seu companheiro de equipa, Francois Cevért. Emerson Fittipaldi foi sétimo na grelha, ficando atrás de Peter Revson e de Jacky Ickx. Ao lado de Fittipaldi estava o BRM de Clay Regazzoni. Graham Hill foi 22º e último classificado, dois lugares mais atrás de Nanni Galli.

Na partida, Peterson defendeu-se dos ataques de Hulme e Stewart. A meio, um jovem Niki Lauda, 11º na grelha, faz uma largada espectacular e sobe ao sexto posto, atrás de Fittipaldi. Na terceira volta, Stewart passa para o segundo lugar, e começa a pressionar o sueco. As coisas não mudam muito até à volta 20, altura em que um problema numa das rodas faz com que Hulme vá às boxes e caia na classificação.

Algumas voltas depois, Fittiapldi, que estava a pressionar o francês Cevért, consegue ultrapassá-lo e chegar ao terceiro posto. Entretanto, Lauda tinha um problema num pneu e abandona a corrida. Com isso, quem aparecia nos pontos era o Shadow do americano George Follmer, que apesar de estar na sua segunda corrida na Formula 1, era um veterano das pistas (tinha na altura 39 anos…)
Na volta 47, os travões do Tyrrell de Stewart cedem e ele se vê obrigado a abandonar, ficando Peterson mais à vontade, pois atrás dele vinha o seu companheiro Fittipaldi. Entretanto, Carlos Reutmann, no seu Brabham, era terceiro, tendo conseguido ultrapassar o Tyrrell de Cevért. Follmer tinha conseguido passar o seu compatriota Revson e era quinto classificado, e Jacky Ickx começava a sofrer problemas com o seu carro, atrasando-se na classificação.
As coisas iriam ser assim… até à volta 57. Peterson começa a ter problemas com a caixa de velocidades e vê-se obrigado a abandonar, deixando Fittipaldi sozinho na liderança. Reutmann era segundo, mas dez voltas depois também sofria com a caixa de velocidades, e encostava o carro de vez. Assim sendo, Cevért herdava o segundo lugar, e um surpreendente George Follmer era o terceiro classificado. Quando os carros cortaram a meta pela 75ª e última vez, para além do pódio acima dito, os outros pilotos que chegaram em lugares pontuáveis foram o McLaren de Peter Revson, o BRM de Jean-Pierre Beltoise e o McLaren de Dennis Hulme.
Após esta corrida, Fittipaldi liderava confortavelmente o campeonato com 31 pontos, a 12 pontos de Stewart, enquanto que o terceiro classificado era agora Francois Cevért, com 12 pontos. Peterson, apesar de ter feito a melhor volta, ainda não tinha nenhum ponto. Apesar da temporada estar no começo, muitos começavam a pensar que Fittipaldi ia bem encaminhado para o bi-campeonato…

Noticias: Futuro da Super Aguri decidido amanhã

A Super Aguri, como todos sabem, está à beira de fechar as portas. Depois do negócio falhado com a Magma Group, de Martin Leach, comunicado entre as ronas de Bahrein e Barcelona, Aguri Suzuki e a Honda andaram à procura de parceiros para financiar a equipa, e evitar que esta abra falência de imediato.
Amanhã pode ser um dia importante para a equipa, pois a Honda e Aguri Suzuki irão reunir-se no Japão para saber se continuam a apoiá-la, ou então a deixarão cair. Caso caia, eles nem irão à Turquia e o pelotão ficaria reduzido a 20 carros. Mas isso pode não acontecer.
E porquê? Segundo o Autosport inglês, Josef Weigl, patão da Weigl Group, fez uma proposta de parceria com Aguri Suzuki, no sentido de garantir o financiamento da equipa até ao final do ano, e depois elaborar um acordo de longo prazo com a Super Aguri nos anos seguintes. Suzuki já disse sim, mas só amanhã, na reunião com a Honda, é que se decidirá se a Super Aguri continua a viver. A fim da crise ou a sua sentança de morte?

Mais um talento a caminho!

Este fim de semana, tivemos Alvaro Parente a ganhar a sua primeira corrida em GP2, o primeiro “rookie” na história a fazê-lo, desde que a série foi criada, em 2005. Na semana anterior, Filipe Albuquerque conseguiu dois pódios na A1GP, na ronda de Shangai, conseguindo o impressionente “score” de 45 pontos nas seis provas em que correu desde que foi contratado pela equipa nacional. E ontem, Pedro Lamy ajudou a Peugeot a ganhar os 1000 km de Monza.

Mas este fim de semana foi a estreia de um jovem de 16 anos nos monolugares que, segundo dizem, pode ser melhor que estes pilotos acima referidos. Chama-se António Félix da Costa (à esquerda na foto), e é mais conhecido pelo apelido de “Formiga”. Esta ano, participa na Formula Renault 2.0, quer na categoria Norte da Europa, quer na Eurocup, a bordo da Motorpark Academy, uma das melhores do pelotão. E na sua primeira corrida em monolugares, ele, que é o mais novo dos inscritos (somente tem 16 anos), acabou no podio, mais concretamente no terceiro lugar. E, mais curioso ainda, corre com o “maldito” numero 13!

Na segunda corrida do fim de semana, estava a caminho de mais uma subida ao pódio, quando um incidente com outro concorrente o relegou para a 20ª posição. No campeonato NEC, ele é agora 11º no campeonato, comandado por um dos seus companheiros de equipa, o finlandês Vallteri Bottas. Semana que vêm, vai correr em Spa-Francochamps, na Belgica, mas na Eurocup. Sigam-no, meus amigos, pois ele é talento puro!

Noticias: Kovalainen teve alta

Heiki Kovalanien, o piloto da McLaren que foi vítima de um forte embate no muro de pneus no GP de Espanha, teve alta esta tarde do Hospital Geral da Catalunha. Após extensos exames e de passar uma noite no hospital, em situação de observação, o piloto finlandês foi libertado pelos médicos catalães.
Martin Whitmarsh, um dos directores da McLaren, tem esperança de que o finlandês possa correr na prova seguinte, na Turquia: “Não há lesões visíveis, mas como bateu com a cabeça, há que acautelar essa situação. Não sou médico, mas penso que deverá ser ‘libertado’ muito brevemente. Julgo que estará em condições de correr na Turquia, dentro de quinze dias…“, referiu, em declarações captadas pelo jornal português Autosport.
Contudo, para que tal aconteça, Kovalainen tem que ser observado pelos médicos da FIA e só após uma série de autrados exames é que podem dar o “OK” para poder guiar. Já agora, diga-se que o embate de Kovalainen no muro de pneus aconteceu a mais de 220 km/hora, e que causou uma desaceleração de 26 G’s. Impressionante!

IRL – Ronda 5, Kansas (Corrida)

Se ontem, os Chip Ganassi dominaram os treinos, hoje a corrida foi deles. O britânico Dan Wheldon ganhou a corrida, e só não houve dobradinha, com o neozelandês Scott Dixon, foi porque o brasileiro Tony Kanaan se intrometeu entre eles e conseguiu o segundo lugar.

A corrida foi atribulada: logo na primeira volta, uma pedra atinge o carro do brasileiro Enrique Bernoldi, que bate contra o muro, fazendo entrar o “Pace Car”, que lá esteve até à oitava volta. Quando regressou, os Chip Ganassi seguiam na liderança, seguidos por Thomas Scheckter e Danica Patrick. Na volta 19, nova situação de bandeiras amarelas, quando o australiano Will Power bateu no muro. Nessa situação, os pilotos aproveitaram para parar pela primeira vez para reabastecer.

Na volta 98, o terceiro incidente do dia: Thomas Scheckter envolve-se com o venezuelano Ernesto Viso, e ambos os carros tocam. Apesar do sul-africano não ter batido no muro, teve que abandonar com a suspensão danificada. Quanto a Viso, prosseguiu até ao final, quedando no 14º posto.

O momento decisivo da corrida foi na volta 150: Buddy Rice embate no muro com força, fazendo com que o Pace Car saísse mais uma vez. Para Scott Dixon, o então lider, foi o fim das suas aspirações de vitória, pois contava parar nessa altura. Feito o reabastecimento, caiu para o sétimo lugar. Recuperou depois para o terceiro posto final, mas a corrida poderia ter sido dele. Prova disso é que fez a melhor volta.

Assim sendo, Dan Wheldon apenas administrou a distância para Kanaan, para que conseguisse a sua vitória. Depois dos três primeiros, Helio Castroneves levou o seu Penske até ao quarto posto, conservando a liderança no campeonato, e Justin Wilson foi o melhor dos ex-CART, ao acabar no nono lugar, com o seu Newman-Haas. Danica Patrick, a vencedora de Motegi, esteve modesta até à volta 164, altura em que desistiu por problemas mecânicos, enquanto que a outra mulher do pelotão, Milka Duno, foi apenas 16ª.

Agora, a próxima paragem vai demorar um mês. E porquê? Pois é altura das míticas 500 Milhas de Indianápolis, que se realizarão no próximo dia 25 de Maio.