Noticias: Tiago Monteiro comprou a BCN?

O piloto português pode ter comprado a BCN Competicion, equipa da GP2 pertencente a Enrique Scabaloni, e que neste momento compete também na GP2 Asia.
Apesar da equipa ainda não ter confirmado este negócio, tendo emitido hoje um comunicado onde afirma estar a decorrer negociações, o sitio português Sport Motores refere hoje que Tiago Monteiro já chegou a acordo com Scalabroni. O negócio concretizou-se à segunda tentativa, depois de uma primeira aproximação que não resultou em acordo. No lado do português, afirma que um comunicado sobre este assunto será emitido amanhã.

Olhem só quem vem cá!…

O Autódromo do Algarve vai receber no Domingo a visita do ex-piloto Michael Schumacher, sete vezes campeão do Mundo de Formula 1. Em vez de estar em Interlagos, o antigo piloto da Ferrari vai dar duas voltas à pista algarvia, como que a “abençoar” a inauguração.

Será que é mais uma achega ao regresso da Formula 1 a Portugal? Não acho muito, pois ele não influencia a FIA e o “Whipmaster” Max Mosley… mas é um bom sinal.

Formula 1 – Ronda 18, Interlagos (Treinos)

Este é um fim de semana onde se decide quem será o novo campeão do Mundo de Formula 1, logo, ambos os candidatos ao título, tem que mostrar que estão vivos e que ambicionam o ceptro máximo. E a “jogar em casa”, Felipe Massa demonstrou logo nos treinos livres que quer ter vantagem, ao fazer o melhor tempo na primeira sessão.
O piloto da Ferrari demonstrou estar em bom nível (1.12.305 segundos), ao efectuar uma serie consistente de voltas rápidas já perto do final da sessão, mas prevê-se mais uma luta intensa com o britânico Lewis Hamilton, que se cotou como o segundo mais veloz no final da sessão, a escassos 0.190 segundos.
Na terceira posição da grelha provisória ficou Kimi Raikkonen, a apenas 0.012 segundos de Hamilton, o que demonstra a rapidez que os Ferrari estão a ter em Interlagos, mesmo com temperaturas mais baixas. O finlandês acabou por apanhar um pequeno susto a meio da sessão, quando choveu com maior intensidade no traçado brasileiro, ao efectuar um pião à saída do S de Senna, depois de pisar um dos correctores já molhados.
O polaco Robert Kubica colocou o seu BMW no quarto posto, um lugar na frente de Heikki Kovalainen, da McLaren, uma vez mais longe dos tempos do seu companheiro. O espanhol Fernando Alonso, da Renault, ficou em sexto, à frente de Mark Webber, da Red Bull, e de Nelson Piquet Jr. que, a jogar também em casa, ficou com o oitavo tempo. O “top ten” ficou completo com Nick Heidfeld (BMW), também longe de Kubica, e por Timo Glock, que colocou o seu Toyota na décima posição.
Isto foi o que aconteceu na primeira sessão de treinos livres, pois quando os carros sairam para a segunda sessão, as coisas ficaram um pouco diferentes. Massa dominou boa parte da sessão, mas nos instantes finais, o Renault de Fernando Alonso levou a melhor e liderou a tabela de tempos, com 1.12,296 segundos, ganhando a liderança ao piloto brasileiro por escassos 0.057 segundos.
No terceiro posto ficou Jarno Trulli, que melhorou sobremaneira o seu tempo da manhã, colocando-se à frente do Ferrari de Kimi Raikkonen, que concluiu um bom resultado de conjunto para a marca do Cavalino Rampante neste primeiro dia.
O quinto foi Mark Webber, da Red Bull, que ficou à frente de Sebastien Vettel, da Toro Rosso, que também evoluiu bastante ao longo da segunda sessão. Nelson Piquet Jr. foi sétimo, na frente do Williams de Nico Rosberg, o oitavo. Quanto a Lewis Hamilton, aparentou ter algumas dificuldades com o acerto do seu monolugar, sendo obrigado a diversas correcções no volante e mesmo a travagens mais violentas em alguns momentos. Sendo assim, ficou com o nono tempo. O segundo Williams de Kazuki Nakajima completou o “top ten”.

AS homenagens dos pilotos de Formula 1

O GP do Brasil, sendo a última etapa do campeonato do Mundo, é definitivamente o local para inumeras homenagens. Para além da homenagem que a Red Bull fará a David Coulthard, pintando o seu Red Bull de branco, para propagandear a “Wings for Life”, uma fundação que apoia as pesquisas para a espinal medula, outras homenagens estão a acontecer este fim de semana.
Primeiro, Rubens Barrichello andou esta sexta-feira com o capacete de Ingo Hoffman, uma lenda do automobilismo brasileiro, que teve uma passagem fugaz pela Formula 1 nos anos 70, na Fittipaldi, e uma lenda na Stock Car brasileira, que este ano decidiu despedir-se das pistas. Ironia dupla: o apelido de Hoffman é “Alemão”, e Barrichello pode estar a disputar o seu último Grande Prémio na Formula 1…
A segunda homenagem é a que faz Nelson Piquet Jr., ao Brasil, pois vai ser o seu primeiro Grande Prémio que irá disputar em solo brasileiro. Logo, nas gotas do capacete, vai ter uma bandeira brasileira, para assinalar o feito.

WRC – Rali do Japão (Dia 1)

Começou esta madrugada o Rali do Japão, penultima prova do Mundial WRC, e eventualmente, o palco da consagração do penta-campeonato de Sebastien Löeb. Para que o francês possa comemorar o título no Domingo, terá que acabar a corrida na terceira posição, algo que está neste momento a conseguir.

Mas se para Löeb, as coisas até tem corrido como previsto, no caso do resto do pelotão, as coisas andaram perto do caos. Na Ford, por exemplo, Francois Duval teve um grave acidente na sexta especial, onde embateu com grande aparato num rail, e de onde o seu navegador, Sebastien Pivato, sofreu ferimentos que o levaram a ser transportado de helicóptero para o hospital, tendo fracturado a tíbia e a pelvis, estando neste momento a ser operado no Hospital de Sapporo.
Isso causou confusões e transtornos entre os outros navegadores, ao ponto de o navegador de Löeb, o monegasco Daniel Elena, se recusar a sair sem a carta na mão. Ora… nenhum dos comissários no local sabia falar inglês! Mas duas das classificativas do dia, a sétima e a oitava, foram canceladas.
Assim, Hirvonen lidera, seguido por Jari-Mari Latvala, e com Löeb em terceiro lugar. Mas poderia estar melhor acompanhado, pois o seu companheiro de equipa, Daniel Sordo, desistiu com problemas no turbo antes da sexta especial, fazendo com que o Subaru Impreza de Petter Solberg ascendesse ao quarto lugar.
Na categoria de Produção, o lider é o surpreendente russo Evgeni Novikov, com Armindo Araujo no décimo lugar, a um minuto do líder. O piloto português queixou-se dos problemas que aconteceram nas classificativas, que para ele, foram o motivo pelo qual não subui ainda mais na classificação:
Fomos surpreendidos na primeira passagem pelos troços, onde perdemos algum tempo para os mais rápidos com as condições extremamente complicadas que as especiais apresentavam. A afinação que levávamos no Mitsubishi Lancer Evo IX não era demasiado dura para o estado do piso e optámos por jogar pelo seguro. Sabemos que neste campeonato os resultados também se conseguem com uma boa gestão e estratégia, pelo que esperamos ganhar lugares nos dois dias que faltam”, explica Armindo Araújo.
Com cerca de um minuto a separar o primeiro do décimo classificado, tudo pode acontecer nos dias seguintes…

A despedida de David Coulthard

Nunca a despedida de um piloto da Formula 1 foi tão bem preparada como a de David Coulthard. Quinze épocas depois, e 246 Grandes Prémios completados, o piloto escocês vai abandonar a competição máxima do automobilismo.
A Red Bull, equipa do piloto, está a preparar uma decoração especial para o seu carro. Este vai estar totalmente de branco, e também as palavras “Wings For Life“, fundação que se dedica à procura de cura para a paralisia da espinal medula, apoiada pela Red Bull, marcam presença nas asas do monolugar.
Em declarações aos jornalistas, o escocês explicou que está a dedicar a última corrida “à visão de tornar a paralisia curável“, referindo-se a todos os doentes paraplégicos.

Para melhorar as coisas, a Red Bull decidiu colocar uma estatística da carreira de David Coulthard na Formula 1… fora do normal. Assim sendo, eis oas numeros que o piloto escocês consegiu na carreira:

– Teve sete companheiros de equipa (Damon Hill, Mika Hakinnen, Kimi Raikkonen, Christian Klien, Mark Webber)
– Deu 55.400 entrevistas;
– Vestiu 160 macacões, 140 capacetes 85 pares de luvas e um macacão espacial;
– Fez 31.322 horas de exercícios físicos;
– Foi o único piloto a usar uma fantasia de Super-Homem num pódio;
– Apanhou 1.927 vôos;
– Comeu 432 frangos em almoços;
– Esteve em 22 desfiles de moda;
– Tem o seu próprio museu, que vende… pijamas de bebé!
– Vestiu-se por uma vez como policia de Nova Iorque.

Eis umas estatísticas diferentes…

Até vale a pena!

Uma semana depois de a ter instalado, vejo que tenho garantidos 18 seguidores do meu blog. Isso significa que cada vez que esses 18 seguidores abrem o seu endereço no Blogger, acompanham as minhas mais recentes actualizações deste estaminé, o que é optimo.
Pelo menos, nisso eu vejo vantagem. Inscrevi-me durante esta semana em mais de 30 blogues, com esse objectivo: ver o que se escreve noutros lados, pois sei que por vezes, a inspiração para escrever algo de interessante, ou não, vêm daí. Portanto, não me inscrevi só por simpatia pelo blogueiro, ou blogueira. E que, em muitos aspectos, são a minha inspiração. E se ainda não teve tempo ou se encontra reticente sobre o mais novo brinquedo do Blogger… bom, eis as minhas razões pelo qual esta aplicação tem o seu lado positivo.
Ah… e se já repararam que inscrevi a mim próprio, o motivo é estranhamente simples: sou perfeccionista, e tenho a mania de corrigir muitas vezes o que escrevo. E muitas das vezes, deixo passar erros crassos!
Em suma: se ainda não instalou, instale. Pode ser que ganhe mais novos amigos.

Noticias: GP2 Series vai correr no Algarve

A cada dia que passa, novos anuncios sobre a realização de provas no novo Autódromo do Algarve, em Portimão, vão sucedendo. A última das quais tem a ver com a GP2, que vai ter uma ronda dupla em Portugal.
Esta notícia significa que no calendário da GP2, pelo menos uma das provas não se realizará ao mesmo tempo que a Fórmula 1 ao ocntrário do que sucedeu este ano.
Em declarações ao site oficial da competição, um dos responsáveis da GP2 Series, Bruno Michel, referiu que “No Autódromo Internacional do Algarve foi realizado um trabalho tremendo e é uma pista fantástica, que tem tudo o que uma competição de alto nível necessita. Estou bastante ansioso por este evento.”, referiu.

Paulo Pinheiro, responsável máximo do Autódromo Internacional do Algarve, mostrou-se feliz com este desfecho: “Estou encantado que a GP2 Series tenha escolhido encerrar a época no Algarve. Isso premeia o nosso esforço e dedicação na construção de um circuito que possa receber tão prestigiada categoria. É uma grande honra para nós e tudo faremos para receber condignamente a caravana da GP2 no próximo ano.“, referiu.
Isto acontece na mesma altura que em Jerez de la Frontera, decorrem os testes da GP2, onde Alvaro Parente está a testar ao serviço da Racing Engineering, a mesma equipa que deu o título de 2008 ao italiano Giorgio Pantano.

GP Memória – Japão 1988

O GP do Japão de 1988 constituía um momento decisivo na candidatura do título mundial para o brasileiro Ayrton Senna. Sabia que graças ao sistema usado, onde se aproveitavam somente onze dos dezesseis melhores resultados, o seu adversário, Alain Prost, teria de deitar mais pontos fora do que ele, logo, ao piloto brasileiro bastava uma vitória no circuito japonês para conseguir alcançar o seu sonho: ser campeão do Mundo.

O último fim-de-semana de Outubro ia ser um momento decisivo na carreira do piloto brasileiro, pois pela primeira vez, tinha uma chance real de arrebatar o título, ainda por cima na casa da Honda, o parceiro de motores. Mas para além disso, havia outras novidades no “paddock”. Por exemplo: a Larrousse teve que trocar subitamente o seu piloto, Yannick Dalmas, que estava doente, por um local chamado… Aguri Suzuki.

Nos treinos, a primeira fila era obviamente da McLaren, com Ayrton Senna a ser melhor do que Alain Prost. Na segunda fila, o Ferrari de Gerhard Berger partilhava a segunda fila com Ivan Capelli, num registo que já começava a ser habitual… a terceira fila pertencia à Lotus, que metia Nelson Piquet e o herói local, Satoru Nakajima. Na quarta fila ficavam o Arrows-Megatron de Derek Warwick e o Williams.Judd de Nigel Mansell. A fechar o “top ten” estavam o Ferrari de Michele Alboreto e o Benetton de Thierry Boutsen.

Dos 31 inscritos, 26 entravam na competição, logo, cinco ficariam a ver a corrida na bancada. Foram eles o Coloni de Gabriele Tarquini, o Zakspeed de Piercarlo Ghinzani, os Eurobrun de Óscar Larrauri e Stefano Modena, e o Ligier de Stefan Johansson.

Na partida, acontece o momento mais temido por ele: fica parado na grelha. Mas ao mesmo tempo que os outros passam por ele, aproveita o facto daquela zona da pista ser a descer para ganhar velocidade suficiente para fazer pegar o carro e volta à corrida. Quando acontece, Senna tinha caído para a 14ª posição, mas a partir daquele momento, começa a recuperar o tempo perdido, e a encurtar a diferença para o seu rival Prost. Na volta seguinte, já tinha passado seis pilotos, e à quarta volta, tinha chegado à quarta posição!

Quem também fica parado na grelha fora Satoru Nakajima, mas também voltou à corrida, como Senna. Entretanto, Prost ia na frente, tranquilo, enquanto tinha Berger e Capelli atrás de si. Warwick era o quarto, mas leva um toque de Nigel Mansell, quando o inglês o tenta ultrapassar. Contudo, continua a corrida, enquanto que o inglês tem que ir às boxes para trocar a frente do carro. Mas nas voltas seguintes, o austríaco da Ferrari começava a ter problemas de consumo no carro, e deixava passar Ivan Capelli para o segundo lugar. Então, o italiano da March passou ao ataque e a ameaçar a liderança do francês!

Na 11ª volta, Senna ultrapassa Berger, para a terceira posição, ao mesmo tempo que Nelson Piquet sai de pista na primeira curva e tem de abandonar. Três voltas mais tarde, o Larrousse de Suzuki despista-se na chicane e volta mesmo em frente de Prost, e esta hesitação é aproveitada por Capelli para o ultrapassar! No inicio da 15ª volta, Ivan Capelli consegue um feito histórico: é o primeiro não-Turbo a liderar uma corrida em quatro temporadas.

Mas isso é sol de pouca dura. Prost puxa mais pelo motor a volta à liderança, e com isto, Senna aproximava-se perigosamente de ambos os carros. Na volta 19, Senna passa Capelli, que começava a ter problemas eléctricos (desistiu pouco tempo depois) e parte em cima do líder.

E na volta 27, a oportunidade: o francês apanha dois retardados: o March de Maurício Gugelmin e o Rial de Andrea de Cesaris. O francês fica preso atrás dos dois à saída da chicane, e o brasileiro aproveita para atacar a liderança. E consegue! Nas voltas seguintes, o brasileiro tenta afastar-se um pouco do piloto francês, para conseguir garantir a liderança, numa pista onde em certos sítios, caía uma ligeira chuva.

Até ao final, não houve novidades de maior, e quando passou a meta pela última vez, Ayrton Senna sucedia a Nelson Piquet na lista de campeões do Mundo, ficando o título no Brasil. Com Prost na segunda posição, o Benetton de Thierry Boutsen completava o pódio, com o terceiro lugar. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Gerhard Berger, o segundo Benetton-Ford de Alessandro Nannini, e o Williams-Judd de Riccardo Patrese.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1988_Japanese_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr467.html

Um lindo troféu, sem dúvida!

A organização do GP do Brasil pediu ao centenário arquitecto Oscar Niemeyer, o homem que desenhou Brasilia, que projectasse o troféu que oferecerá ao vencedor da corrida, este Domingo.

Segundo o próprio Niemeyer, o desenho original foi feito em… quinze segundos, e tem como inspirações, uma das colunas do Palácio da Alvorada, sede da Presidência da Republica, em Brasilia, e o volante estilizado de um Formula 1.

Como pessoalmente, Oscar Niemeyer é um dos meus arquitectos perferidos, para mim, este troféu é o mais lindo do ano. Muito melhor do que aquelas imitações com o símbolo do Banco Santander, quase um insulto aos pilotos…

Jà agora, deixo-vos com a sua definição de beleza, que encontrei no Blog do Groo: “Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo – o Universo curvo de Einstein“.