Extra-Campeonato: Por fim, o final do ano

Hoje, acaba o ano de 2008. Foi um ano cheio de coisas boas e más, tal como foi o anterior, e como certamente será o próximo. Se vamos ter saudades dele, isso por agora não sabemos. Mas em alturas de crise mundial, e as principais economias do mundo a encolher-se, provavelmente, iremos recordar este ano pelas piores razões… e ainda por cima, foi o ano que os americanos elegeram o Barack Obama, e a Formula 1 viu Lewis Hamilton a ganhar o seu primeiro título mundial, numa das mais emocionantes chegadas de que há memória, e viu também um jovem rapaz de 21 anos chamado Sebastien Vettel, a ganhar numa ex-Minardi, no circuito mais mítico da Formula 1. Impressionante, não?

Por mim, gostaria que no ano de 2009 acontecesse o seguinte:

– Que o campeonato de Formula 1 seja tão competitivo em pista e que se fale menos dos seus bastidores. Que se mantenham as equipas que lá estão e apareçam outras, e que vença o melhor piloto, no melhor carro. Desejo a mesma coisa no Mundial WRC de Ralies, na IRL, na GP2, no DTM, na A1GP, entre tantas outras…
– Desejo que os dirigentes ganhem juizo nas suas cabeças e trabalhem para criar um automobilismo onde o espectador saia a ganhar. Desejava também que o “Tio” Max Mosley não ande tanto a chicotear-se a ele mesmo, e que o “Tio” Bernie Ecclestone se reformasse. Só que desejar a sua saída poderia significar um novo perigo chamado Flavio Briatore… será que não podiam sair os dois da Formula 1 para sempre em 2009?
– Desejo também que 2009 seja um grande ano para o automobilismo português. Que o novo projecto do Tiago Monteiro seja um sucesso, que as boas prestações do Filipe Albuquerque na A1GP não só o recompensem com o título na categoria, como isso seja o trampolim para um bom lugar na GP2. Que o Alvaro Parente consiga um lugar nas equipas da frente e que seja um dos candidatos ao título, e que o Formiga e o Armando Parente consigam bons projectos nas suas novas categorias, e que apareçam mais novos talentos portugas nos monolugares. E para finalizar, que o Pedro Lamy finalmente inscreva o seu nome na lista de vencedores das míticas 24 Horas de Le Mans, no seu Peugeot 908 HDi.
Quanto a mim? Ora…
Para além de saúde e carinho, desejo também que acabe o ano de 2009 com mais dinheiro com que entro, que conheça mais pessoas, e que apareça e tenha aquela mulher especial, pois já mereço. Desejo também que os meus projectos em curso se desenvolvam e desabrochem para cumprir todo o potêncial que detêm, desejo que o blog seja conhecido por mais pessoas, que continue os projectos que já foram colocados, que comece a passear por mais sítios míticos, e trazer a minha visão pessoal, que finalmente conheça alguns blogueiros em carne e osso. E que alcance e passe o meio milhão de visitas, tudo isto com saúde e paciência infinita para escrever isto. Que ambas as coisas nunca faltem em 2009.
Acho que não é pedir muito, pois não? Enfim, desejo-vos um Feliz Ano Novo, e que todos os vossos desejos se concretizem… desde que não colidam com os meus… LOL! Beijos e abraços a todos.
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Desempregado? Tenta a IRL!

Para três pilotos em particular, Rubens Barrichello, Lucas di Grassi e Sebastien Bourdais, a formula 1 em 2009 vai ser vista de fora. No caso de Barrichelllo, vai ser um pouco mais penoso, pois pode ser a sua primeira temporada de fora da Formula 1 desde 1993. Contudo, a saída da Formula 1 pode significar que tentem a sua sorte noutras categorias, como a IRL.

No caso de Bourdais, cada vez mais fora das contas da Toro Rosso, que apesar de ainda não ter definido os seus pilotos, cada vez mais está definida que a dupla para 2009 será constiuida por Sebastien Buemi e Takuma Sato. Sendo assim, a Newman-Haas-Laningan, a sua equipa nos tempos da CART, poderia estar interessada nos seus serviços. Apesar da equipa já ter ocupado o lugar disponivel com o americano Graham Rahal, filho do legendário Bobby Rahal, pode ser que haja abertura para onscrever um segundo carro para o francês, que ganhou os últimos quatro títulos da categoria. Resta saber se consegue superar a sua insatisfação pelas pistas ovais…
Quanto a Rubens Barrichello, depois do anuncio da retirada da Honda da Formula 1, o brasileiro ficou virtualmente sem emprego. Depois de correrem rumores que poderia fazer um teste com a Penske, prontamente desmentida, o seu nome voltou à baila devido aos problemas com a justiça por parte de Helio Castroneves, devido à sonegação de impostos. Mas caso não vá para a IRL, outras hipóteses como a American Le Mans Series e o WTCC podem estar em cima da mesa… será que descartou um regresso ao Brasil, para correr na Stock Car?
Um pouco diferente perece ser a perspectiva de Lucas di Grassi. Como tem contrato como piloto de testes da Renault, pode tentar a sua sorte em mais uma época de GP2. Mas também a IRL seria boa ideia, nos mesmos moldes de Barrichello, na Penske. Mas caso não aconteça, pode também tentar a sua hipótese do DTM alemão. Ver-se-á…

Noticias: Carlos Slim nega rumores de acordo com a Honda

Depois de no Sábado se ter dito na Imprensa italiana que Carlos Slim poderia ter comprado as instalações da Honda F1 pelo preço simbólico de um dólar, e que iria contratar Bruno Senna no lugar de Rubens Barrichello, hoje o bilionário mexicano veio a terreno negar tudo, num comunicado colocado no seu sitio oficial:

A Telmex informa que Carlos Slim Helu não adquiriu, nem mantém negociações para a aquisição da equipa de Fórmula 1 da Honda. Toda a informação veiculada ontem pela imprensa carece de fundamento, sendo por isso completamente falsa.”

Estas declarações foram reforçadas por Ross Brawn, um dos responsáveis pela estrutura de Brackley. Em declarações ao jornal inglês The Daily Telegraph, Brawn afirmou que tais informações não são verdadeiras: “Gostávamos que fosse verdade mas não é! É um daqueles rumores que ganha vida própria.”, afirmou. Contudo, Brawn continua optimista quanto a um eventual desfecho das negociações. “Existe uma grande quantidade de interessados. Entrámos agora na fase em que temos de filtrar as propostas sérias das que não são“, explicou Brawn.

O piloto do dia – Allan McNish

Durante muitos anos, foi considerado como uma grande esperança do automobilismo britânico, especialmente depois de ter ganho o campeonato britânico de Formula 3 em 1991, trampolim de acesso à categoria máxima do automobilismo. Mas os bons resultados nas categorias de acesso não lhe indicavam necessariamente a passagem pela Formula 1, e quando isso aconteceu, já tinha 32 anos. Mas em compensação, tornou-se num dos melhores pilotos na categoria de Endurance, sendo vencedor por duas vezes das 24 Horas de Le Mans, a última das quais este ano, dez anos depois de ter ganho da primeira vez. Hoje, e porque ele comemora o seu 39º aniversário, falo-vos de Allan McNish.

Nascido a 29 de Dezembro de 1969, em Dumfries, na Escócia, McNish começou a correr desde os onze anos de idade no karting, em 1981. Durante os cinco anos seguintes, ganhou três campeonatos ingleses, seis campeonatos escoceses, e foi terceiro no GP de Itália de 1985 e no Campeonato do Mundo desse ano. Em 1987 salta para os monolugares, e participa na Formula Ford britânica, onde termina o campeonato no segundo lugar, bem como um quinto lugar no Formula Ford Festival, que decorria em Brands Hatch.
No ano seguinte, novo salto, e vai para a Formula Vauxhall Lotus, onde vence o campeonato à primeira, e participa também na competição europeia, onde ganha uma corrida e termina no terceiro lugar da geral. É por causa disso que ganha vários prémios nesse ano, os mais importantes das quais o BRDC Young Driver of The Year, e o Autosport Magazine Club Driver of The Year.
Em 1989, vai para a Formula 3, onde correu nnuma das equipas mais prestigiadas de então, a West Surrey Racing. Nesse ano, corriam com um chassis Ralt, com motor Mugen, e depois de batalhar com adversários de respeito como o sueco Rykard Rydell, o escocês Paul Stewart (filho de Jackie Stewart), e o australiano David Brabham (filho de Jack Brabham), conseguiu vencer o campeonato à primeira, e tornando-se assim numa das maiores esperanças escocesas para a Formula 1. E para isso, consegue um lugar como piloto de testes da McLaren em 1990, enquanto que corre na Formula 3000.
Nesse ano, na Formula 3000, corre pela DAMS, tendo como seu companheiro o francês Eric Comas. Foi uma época atribulada, pois para além de conseguir uma vitória e uma pole-position, para além de algumas subidas ao pódio, terminando no quarto lugar da geral, também se viu envolvido num forte acidente com o italiano Emanuele Naspetti, na primeira prova da época, em Donington Park. Esse acidente causou a morte de Ray Plummer, um espectador que teve o azar de ser atingido pelo motor arrancado pelo impacto no muro.
Continuou a correr nos anos seguintes na Formula 3000, para além de fazer as suas tarefas como piloto de testes da McLaren, mas a oportunidade para “dar o salto” não mais aparecia. Em 1993 tornou-se piloto de testes da Benetton, enquanto que continuava a correr na Formula 3000, mas apenas em eventos mais seleccionados. Em 1994, continuou nas mesmas tarefas, mas parecia que aas portas da Formula 1 para ele se fechavam cada vez mais e mais.
Tentou de novo a sua chance em 1995, na Paul Stewart Racing. Nessa temporada, era um dos pilotos mais velozes do pelotão, mas os azares alheios o impediram de lutar como deve de ser pelo título, não alcançando vitórias, mas duas pole-positions e alguns pódios. No inicio de 1996, ajudou a Lola a desenvolver o chassis do seu projecto malfadado da Formula 1, e tentou a sua sorte na CART, mas o lugar que queria na PACWwest ficou para Mark Blundell, e sem hipóteses, McNish tentou a sua sorte na Endurance. E foi aí que despertou para esta série, mostrando-se como um dos melhores pilotos do Mundo nesta categoria.
Em 1997, foi correr para a Porsche, no campeonato americano, onde venceu três corridas, e no ano seguinte, na Classe GT1, foi correr em Le Mans, no Porsche 911 GT1, onde em conjunto com os franceses Laurent Aiello e Stephane Ortelli, venceu as 24 Horas de Le Mans pela primeira vez na sua carreira. Nesse mesmo ano, acabou em segundo lugar nas 24 Horas de Daytona, sendo o primeiro na classe GT1.
No ano eguinte, passa para a Toyota, onde corre na equipa de Le Mans, na tentativa da marca japonesa de conseguir vencer na mítica prova de Resistência, algo que não consegue, pois desiste ao fim de 173 voltas. No final desse ano, troca a Toyota pela Audi, já que a marca japonesa decide concentrar-se na aventura da Formula 1. Em 2000, McNish ganha a American Le Mans Series, com o Audi R8, e foi segundo nas 24 Horas de Le Mans desse ano. No final do ano, a Toyota lembra-se de si para testar o novo prótótipo com vista a estrear-se oficialmente na Formula 1 em 2002.
Em conjunto com o finlandês Mika Salo, ambos testaram o carro, e os resultados foram tão bons que ambos foram escolhidos pela marca para serem a primeira dupla na estreia da marca na Formula 1. Aos 32 anos, McNish ia finalmente estrear-se na categoria máxima. A sua temporada foi modesta, não conseguindo pontuar, apesar de ter tido boas chances para tal. A mais flagrante de todas foi na Malásia, onde um erro dos mecânicos, que o chamaram para uma paragem desnecessária nas boxes, o fez perder pelo menos um quinto lugar garantido.
No final do ano, a Toyota decidiu substituir ambos os pilotos pelo brasileiro Cristiano da Matta e pelo francês Olivier Panis, numa jogada que muitos comentadores, como Martin Brundle, então na ITV, que o achou acharam como má politica da marca. E o escocês ia embora “com estrondo”, pois sofreu um acidente espectacular na famigerada curva 180R, nos treinos para o GP do Japão, onde o seu carro ficou cortado a meio, mas onde ele saiu ileso. Contudo, não irá participar naquilo que seria o seu último Grande Prémio da sua carreira da Formula 1…
A sua carreira: 17 Grandes Prémios, sero pontos.
No ano seguinte, torna-se o terceiro piloto da Renault, onde participará nas sextas-feiras de treinos livres, onde aproveitrará os seus conhecimentos de piloto para melhorar o carro. Entretanto, em 2004 volta-se para a Endurance, voltando para a Audi Sport UK, onde vence as 12 Horas de Sebring, com o italiano Rinaldo Cappelo, que vai ser o seu companheiro de equipa até aos dias de hoje. Para além de Sebring, vence os 1000 km de Silverstone, e os 1000 km de Nurburgring, e dá nas vistas nas 24 Horas de Le Mans, onde se retira cedo. No final do ano, é galardoado pela revista Autosport como o Melhor Piloto na categoria de Sportscars, e também é lhe atribuido a Stewart Medal Award, pela sua contribuição ao automobilismo escocês.
Em 2005, corre no DTM, pela Audi, onde consegue 13 pontos no campeonato, sem resultados de relevo. Continuando a correr na Le Mans Series e na American Le Mans Series, foi terceiro em Sebring, segundo em Le Mans e vencedor nos 1000 km de Silverstone. No ano seguinte, 2006, as coisas melhoram: torna-se campeão da American Le Mans Series, vencendo as 12 Horas de Sebring, na estreia do novo Audi R10, na primeira das oito vitórias na ALMS desse ano. Na Europa, participa nas 24 Horas de Le Mans, onde esteve na liderança durante as primeiras horas, mas no final, problemas no seu carro o fazem cair para a terceira posição.
Em 2007, torna-se Tri-campeão da ALMS, ganhando nove corridas nesse ano, e faz a melhor volta em Le Mans, sem contudo vencer a prova. Nesse ano, é atribuido o William Lyons Trophy, dado pelo Scotish Motor Racing Club, no qual se torna presidente ainda no mesmo ano, sucedendo a Jackie Stewart, um cargo que ainda o mantêm. E no ano seguinte, consegue vencer de novo as 24 Horas de Le Mans, ao lado de Rinaldo Capello e o dinamarquês Tom Kristensen, batendo a concorrência dos Peugeot 908. Para o dinamarquês, este tornou-se a sua oitava vitória na mítica corrida de resistência.Para além de Le Mans, ganhou também nas 12 Horas de Sebring e os 1000 km de Silverstone, e no final do ano, surpreendendo tudo e todos, foi-lhe dado o prémio de Melhor Piloto do Ano, atribuido pela revista inglesa Autosport.
Fontes:

A capa do Autosport desta semana

Como se aproxima o Ano Novo, logo fala-se no Rali Dakar, que depois dos problemas que levaram ao seu cancelamento no ano passado, mudou de paragens, indo para a América do Sul, mais concretamente a Argentina e o Chile. Logo, a capa do Autosport desta semana tem a ver com o assunto, sob o título de “Admiravel Mundo Novo“.

Nesta edição, mostra-se o percurso do rali, que começará no próximo dia 3 de Janeiro, bem como os participantes portugueses de tal aventura, e os obstáculo que terão de ultrapassar, ainda mais que este ano terão mais outro: a altitude.

Para além disso, como o ano de 2009 está à porta, falar-se à da actual crise, e o impacto que ela teve nas várias marcas, espalhadas pelas diversas competições automobilisticas. Desde a saída do Audi da Le Mans Series, até à da Honda da formula 1, tudo está dissecado. E na parte da Formula 1, para além do eventual contrato que Fernando Alonso pode ter assinado pela Ferrari em 2011, há também um “quiz” para puxar a mente dos “sabichões” da Formula 1, e algumas histórias incrivéis que tem como protagonistas alguns ex-pilotos da nossa praça. Por exemplo, adivinhem lá quem é que convenceu Ayrton Senna a “tirar satisfações” ao Eddie Irvine, no final do GP do Japão de 1993?

Alonso na Ferrari? Onde é que já ouvi isto?

Há meses que se ouvem boatos de que Fernando Alonso irá para a Ferrari no ano tal e tal, que subsituirá Felipe Massa/Kimi Raikonnen, especialmente por parte da imprensa espanhola, etc, etc… os rumores são tããão chatos que no dia em que isso for realidade, terão que a anunciar duas vezes para que todos acreditem. Enfim…

Hoje, o jornal italiano Gazzetta dello Sport disse que Fernando Alonso já assinou um contrato com a Ferrari para correr a partir da temporada de 2011, altura em que terá quase 30 anos, contrato esse que durará quatro temporadas, substituindo Kimi Raikonnen. Fala-se que o Banco Santander, que é patrocinadora pessoal de Fernando Alonso, e que irá para a Ferrari no final de 2009, estaria disposta a pagar a multa que existe no contrato, caso o piloto espanhol saia mais cedo da Renault.
Tudo muito bonitinho e muito lógico, mas… não é o dia 27 de Dezembro o dia dos logros em Espanha?

Rumor do Dia: Carlos Slim pode ter comprado a Honda

Carlos Slim, o patrão da Telmex, e um dos homens mais ricos do mundo, pode ter comprado esta fim de semana a estrutura da Honda F1, na sua sede em Brackley, pela quantia simbólica de um dólar. Quem dá a noticia é o jornal italiano La Stampa, na sua edição de ontem.

Os detalhes ainda não são conhecidos, mas um anuncio oficial irá acontecer no inicio do ano que vêm. E caso assim seja, a dupla escolhida seria a de Jenson Button e do brasileiro Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, colocando Rubens Barrichello de fora da Formula 1.
Para Slim, que causou aparato quando aterrpou o seu helicóptero na semana passada no parque de estacionamento da Honda, quando foi visitar as instalações, dinheiro não é problema: a sua fortuna vale 45 mil milhões de dólares, o equivalente a 5 por cento do PIB do seu país. É dono de restaurante, plantações de tabaco, bancos, 3 por cento da Apple, para além de ser dono da Telmex, que por sua vez é dona da Embratel brasileira, que apoia Bruno Senna…
Sendo assim, espera-se pelo inicio do ano para saber de mais pormenores. Até lá, é tudo especulação. Mas que a grelha volta a ter vinte carros, isso sim.

O resgate de Mark Donohue, GP da Austria de 1975

Descobri isto quando passeava pelo Fórum do Autosport. Aparentemente, são os instantes após o socorro ao americano Mark Donohue, no warm-up do GP da Austria, no seu March 751, inscrito pela equipa Penske. Neste pequeno excerto de quase dois minutos, vê-se o americano a ser levado para a unidade móvel do circuito, para ser submetido aos primeiros exames no local, antes de ser transportado para o helicóptero para Graz, onde iria ser submetido a exames mais detalhados, e o resgate do seu carro, após o acidente que atingiu três comissários, tendo um deles, Manfred Schaller de seu nome, vindo a falecer.

Mas o que não se sabia era que Donohue tinha sofrido um traumatismo craniano grave, e como consequência, estava a ser formada uma hemorragia. Queixou-se das dores que sofria, cada vez mais fortes, e quando os médicos descobriram o problema, já era tarde, apesar de ter sido operado no mesmo dia. Dois dias mais tarde, o americano, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 1972 e amigo pessoal de Roger Penske, estava morto, aos 38 anos.

Tiago Monteiro quer levar um piloto português para a sua equipa

O piloto português Tiago Monteiro deseja ter um piloto português na sua nova estrutura, a Ocean Racing Technology, e espera ganhar um prova já em 2009. Numa entrevista ao site inglês Crash.net, o axctual piloto da SEAT no WTCC, fala das suas aspirações para a nova equipa, e as circunstâncias dos quais surgiu a compra da estrutura, no qual revelou que esta é uma ideia antiga, ainda nos tempos em que andava na Formula 1:

Não é uma ideia nova porque em 2006, quando estava na Fórmula 1, apareceu uma oportunidade e houve a possibilidade de estar envolvido. Mas na altura, não era algo que eu quisesse e não tinha tempo“, começou por dizer. “Há uns meses atrás, surgiu outra oportunidade e a altura foi a mais apropriada“, explicou, salientando que a “minha prioridade é continuar a pilotar e ainda tenho contrato com a SEAT para o próximo ano, mas como julguei que tinha mais tempo foi difícil dizer que não“, concluiu.
Apesar de ter adquirido os bens de uma equipa, Monteiro vai montar uma estrutura quase do zero, com elementos de confiança por parte do piloto. “Com as pessoas certas, a atitude certa, uma gestão correcta e os pilotos certos não há qualquer razão para não vencermos corridas. Não tem a ver com o dinheiro – desde que haja o orçamento necessário para correr, podemos fazer tudo tão bem como qualquer outra equipa“, afirmou.
Quanto a pilotos, apesar de neste momento contar com o holandês Yelmer Buurman e o italiano Fabrizio Crestani, para as provas da GP2 Asia Series, Monteiro espera contar com um piloto português na equação em 2009. E aqui podem entrar dois nomes: Alvaro Parente e Filipe Albuquerque.

Existem várias possibilidades em termos de pilotos e quero usar a Ásia como terreno de testes para os pilotos antes de decidir qual a melhor escolha para a nossa principal competição. Seria um prazer enorme ajudar um piloto português e julgo que há dois pilotos com o talento e a experiencia suficiente para o fazer – Albuquerque e Parente. Estamos em negociações com eles, mas da mesma forma que eu prefiro um piloto português, o conjunto também tem de ser o mais acertado“, concluiu.

"O título é o meu objectivo!", diz Sebastien Vettel

Quem fala assim, não é gago. E Sebastien Vettel não foge à regra. O piloto alemão de 21 anos, a revelação de 2008, afirma que o seu grande objectivo é o título mundial, que espera ganhar dentro em breve. Numa entrevista ao jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, Vettel, que recusa o rótulo de “novo Schumacher“, mas sim de “novo Vettel“, fala das suas ambições e exprectativas para 2009, agora que está na Red Bull.

Será um ano interessante por causa das alterações técnicas e de regulamento, e para mim em particular que vou para uma nova equipa. Na qual o meu objectivo é sempre dar o melhor. E muito dependerá da qualidade da máquina e do trabalho da equipa“, referiu o jovem alemão.
Quanto às alterações no regulamento, afirma que não tem grandeas expectativas de mudança: “Uma grande mudança [nos regulamentos] deveria ter efeitos evidentes na grelha e na pista. Mas as equipas com mais recursos acabarão por prevalecer, pelo que os favoritos são sempre os mesmos“, concluiu.
Quanto à sua vitória em Monza, afirmou que isso em nada mudou no seu carácter. “Certamente, vencer um Grande Prémio dá-nos uma grande confiança para vencer outros e o título, mas continuo o mesmo“, explicou, afirmando que a temporada de 2008 não foi “incrível mas foi certamente muito boa“.
Quanto às conversas que teve com o seu compatriota e hepta-campeão do Mundo Michael Schumacher, afirmou que apesar de terem falado poucas vezes, as conversas giraram em torno da Formula 1. “Falamos de tudo sobre o automobilismo, desde karts até à Ferrari“, comentou. “Obviamente, a imprensa gosta de especular porque somos ambos alemães mas não gosto que digam que sou ‘o novo Schumacher‘. Eu sou o novo Vettel!”, acrescentou. Ah, grande Sebastião!