Noticias: A1GP de 2009 termina no México

A A1GP divulgou hoje que a sua temporada de 2008/09 vai terminar no Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, a 24 de Maio, três meses depois da data inicialmente prevista para a realização do evento. A prova, inicialmente prevista para o dia 22 de Março, fora adiada devido à realização em simultâneo de um concerto de musica, mas depois foi decidida a marcação de uma nova data.
É muito importante para a competição o regresso à Cidade do México, pois este circuito ganhou o prémio pela melhor organização no ano passado“, afirmou o CEO da série, Pete da Silva, que fez estas declarações na apresentação do próximo evento da A1GP, a ronda de Portimão, que se realizará no próximo dia 12 de Abril.
Porém, este circuito precisa de fazer algumas alterações para ser homologado pela FIA. Essas alterações implicam que a famosa Curva Peraltada seja transformada em duas chicanes, no sentido de diminuir a velocidade dos carros. Destes anuncios de ontem não consta a ida a Interlagos, como chegou a ser referido há algum tempo atrás.
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Historieta da Formula 1: Pace e o molho de chaves

Parece que não, mas o brasileiro José Carlos Pace foi um dos pilotos mais azarados da Formula 1 no seu tempo. A diferença para outro azarado, como Chris Amon, é que o brasileiro, falecido a 18 de Março de 1977 num desastre de aviação no interior de São Paulo, ganhou uma corrida, e logo em casa: o GP do Brasil de 1975, no Autódromo de Interlagos. Hoje em dia, esse circuito tem o seu nome.

A história que se segue é contada pelo Gustavo Coelho, no já extinto site Pitstop, e aconteceu precisamente na corrida seguinte à sua vitória em Interlagos: o GP da Africa do Sul, no circuito de Kyalami. Pace sempre se deu bem nesse circuito, e depois de no ano anterior ter conseguido um segundo lugar na grelha, com um Surtees, nesse ano conseguiu convictamente a sua primeira (e unica) “pole-position” da sua carreira, a bordo do Brabham-Cosworth.

Na corrida, Pace parte bem e mantêm a liderança até á terceira volta, altura em que é ultrapassado pelo Tyrrell de Jody Scheckter, o piloto local, que irá ganhar a corrida. Estranhamente, Pace chegava sempre ao final da recta da meta numa velocidade claramente reduzida, como se o motor estivesse em baixa rotação. O piloto continua a corrida dessa maneira, e termina-a na quarta posição. No final, quando os mecânicos investigam o carro para saber o que se tinha passado, fizeram uma descoberta incrivel: um molho de chaves que algum mecânico tinha esquecido dentro do “cockpit”, antes da corrida.

O chaveiro ficara preso debaixo do acelerador e limitava o curso do pedal, e desta forma Pace não conseguia acelerar a fundo. “Perdi para um chaveiro!”, brincou José Carlos Pace após a corrida. Este é o azar mais famoso, mas o brasileiro já tinha tido outros durante a sua carreira. Três anos antes, no famoso GP do Mónaco de 1972, disputado debaixo de chuva, o brasileiro, então a conduzir um March inscrito por Frank Williams, perdera a viseira no meio da corrida e acabara a corrida… na última posição, a oito voltas do vencedor, o BRM de Jean-Pierre Beltoise. Se Amon é Rei, Pace deveria ser Duque ou Conde…

A capa do Autosport desta semana

Esta é a capa do Autosport desta semana, e acho que de uma ceta forma, aquilo que coloca como título é a melhor indicação a aquilo que vimos este fim de semana e que vamos provavelmente ver no resto da temporada. uma Nova Ordem Mundial na Formula 1. E tem como antetítulo uma questão: “Será que Button também vai vencer na Malásia?” Aparentemente não sei, porque se prevê chuva em Sepang, e a lotaria seria ainda maior…
Mas o título é este: “Aí está a época mais louca da Formula 1“. Pelas polémicas fora da pista e pelas peripécias dentro dela, pode-se dizer que nós, fãs da Formula 1, nunca nos ficamos aborrecidos, mas até chegarmos a essa conclusão, vai um passo maior do que a perna, pois afinal, a temporada mal começou…
Mas apesar do destaque à Formula 1, há também destaque ao Rali de Portugal, que começa este fim de semana em paragens algarvias. E a questão que se coloca é: será que Sebastien Loeb será travado? Mas num rali onde marca o regresso de Marcus Gronholm à activa, o destaque é esse: “Loeb quer repetir duelo com Gronholm em Portugal“. Isso podemos ver a partir de sexta-feira…

Como se já não bastasse…

Apesar da Brawn GP ser a equipa mais rápida do momento, e de o acordo com a Virgin não ter um prazo de validade longo (fala-se que é até ao GP da Malásia), Ross Brawn não desarma e diz que vai haver melhorias no carro que o vão colocar… ainda mais rápido do que está agora.

Vamos ter várias novidades, entre as quais novos flancos que nos devem dar três décimos de segundo por volta. Na realidade já os temos prontos, mas vamos ter de fazer o carro passar novo teste de impacto lateral e isso só nos será possível quando estes chassis regressarem à Europa. Por isso só poderemos correr com essa novidade no G. P. de Espanha“, disse Brawn ao jornal português Autosport.

Quanto ao acordo com Richard Branson, o site brasileiro Grande Prêmio refere que o acordo assinado na sexta-feira vai até ao GP da Malásia, mas isso não implica que acabe logo a seguir. “Ocasionalmente, você tem situações na vida em que tudo parece bom demais para ser verdade, e essa é uma delas. Mas fiquem de olho no que acontece, pois vamos ver como as coisas vão se sair“, disse o milionário britânico à agência “Reuters”, deixando a ideia de que o apoio será maior. Segundo o site americano “Sports Daily”, Branson e Brawn negoceiam um acordo de 10 milhões de dólares por época, com o direito da Virgin ficar com o nome da escuderia, passando a ser Virgin Brawn Grand Prix.

Formula 1 em Cartoons – Bruno Mantovani

Depois de colocar alguns exemplos, só faltava o Bruno Mantovani para completar o ramalhete. E o peso da Honda, pergunta o Mantovani? Creio que nenhum, não é? Aliás, como sugeria o AC no seu post de ontem (e eu também, bem vistas as coisas…), Fukui-san e os seus alcólitos deveriam afiar as suas espadas de samurai para poderem praticar “seppuku”. Mas enfim… o último a rir ri melhor, não é?

Formula 1 em Cartoons – Blog do Tuta

Esta primeira caricatura vi no Blog do Capelli, mas o autor é o Tuta, que em três caricaturas, disse o que pensava deste Grande Prémio da Austrália de Formula 1, e da Formula 1 em geral. Se no primeiro exemplo, foi buscar uma famosa frase de Forrest Gump (um dos melhores filmes dos anos 90, na minha opinião), o segundo exemplo (este tirado do próprio site) tem a ver com o acidente que Sebastien Vettel e Robert Kubica tiveram, e do qual tenho que lhes agradecer, porque devido a isso… ganhei um anuário do Reginaldo Leme!

Que os dois são talentosos, eles são, mas que precisam de crescer mais um bocado, ai isso sim! E eles que descansem, pois cedo ou mais tarde, os dois serão campeões do Mundo…

GP Memória – Africa do Sul 1974

Quase dois meses depois das corridas iniciais na América do Sul, a Formula 1 estava de volta, correndo em paragens sul-africanas. Contudo, esta ronda esteve quase a não se realizar, pois nessa altura, a crise energética tinha atingido forte e feio a sociedade, e havia problemas em termos de fornecimento de combustível. Felizmente, o assunto fora resolvido a tempo, e a corrida pode prosseguir como planeado.

A corrida sul-africana foi o palco de várias estreias em termos de chassis. A Hesketh tinha finalmente o seu próprio chassis, o modelo 308, para o rápido James Hunt. No caso da BRM, o modelo P201 estava pronto a estrear, com Jean-Pierre Beltoise ao volante. Mas a expectativa maior estava na Lótus e o seu revolucionário modelo 76. Era mesmo revolucionário: duas asas traseiras, quatro pedais, um dos quais para activar uma embraiagem electrónica, uma percursora das actuais caixas semi-automáticas na Formula 1. Contudo, este era um modelo complexo, e as performances da equipa nestes treinos foram decepcionantes: Jacky Ickx fora décimo na grelha, Ronnie Peterson o 16º.

A Williams traz um segundo piloto para paragens sul-africanas, o dinamarquês Tom Belso. Quem também se estreava na Formula 1 era um italiano de 35 anos, a bordo de um March laranja, pintado com as cores da sua patrocinadora, a firma de peças Beta: Vittorio Brambilla.

A grelha sul-africana foi preenchida, como sempre, com pilotos locais. A Team Gunston, com dois Lótus 72, tinha como pilotos Paddy Driver e Ian Scheckter, o irmão mais velho de Jody, enquanto que Eddie Keizan corria com uma Tyrrell 003, com o patrocínio da Lucky Strike, e para finalizar, Dave Charlton tinha inscrito um McLaren M23 pela Scuderia Scribante.

Lamentavelmente, havia uma equipa não participa neste Grande Prémio: a Shadow. Uma semana antes, durante uns testes de adaptação ao circuito, o carro dirigido pelo americano Peter Revson sofre uma quebra da suspensão na rápida recta anterior à meta, a Barbecue Bend, causando um despiste fatal ao americano. Tinha 35 anos. Denny Hulme, seu ex-companheiro da McLaren, tinha assistido ao despiste fatal e decidira que iria abandonar a competição no final dessa época.

Os treinos tiveram alguns resultados surpreendentes. Niki Lauda conseguia aqui a sua primeira pole-position da carreira, e a primeira da Scuderia em ano e meio (a última tinha sido em Itália 1972, graças a Jacky Ickx), batendo a Surtees do brasileiro José Carlos Pace, que conseguia aqui o seu melhor resultado na grelha da equipa do único campeão em duas e quatro rodas, John Surtees. A segunda linha tinha também mais uma pequena surpresa, pois o italiano Arturo Merzário levava o seu Iso Marlboro ao terceiro lugar, tendo a seu lado o Brabham de Carlos Reutmann. A terceira fila tinha o McLaren de Emerson Fittipaldi e o segundo Ferrari de Clay Regazzoni. O alemão Hans-Joachim Stuck era o sétimo a largar, tendo a seu lado o melhor dos locais, Jody Scheckter. Denny Hulme era nono, á frente do Lótus de Ickx.

Na partida, Lauda parte na frente, enquanto que Reutmann passa Pace e Merzário para ficar com o segundo posto. A meio do pelotão, o desastre acontece aos dois Lótus. O acelerador de Peterson fica preso e bate em… Jacky Ickx! O sueco ainda aguente duas voltas, antes de se retirar, enquanto que o belga continua a correr até à volta 31, quando os travões dão de si.

Entretanto, na frente, Lauda aguenta os ataques de Reutmann até à nona volta, altura em que é ultrapassado pelo piloto argentino, para não mais largar a liderança. Nesta altura, atrás destes dois pilotos estão Clay Regazzoni, Jody Scheckter, James Hunt e Emerson Fittipaldi. Hunt desiste na 14ª volta, porque o carro vibrava violentamente, e poucas voltas depois, Scheckter, o herói local, tinha problemas num dos pneus e atrasava-se. Quem beneficiava destas contrariedades na frente era Mike Hailwood, que já se encontrava na quinta posição, atrás de Fittipaldi, no início da 20ª volta.

Mas atrás destes dois pilotos estava o BRM de Beltoise. Com um carro novo e bem afinado, o motor V12 respondia bem na altitude de Kyalami, e conseguia acompanhar os dois pilotos. Com o tempo, passou ambos os carros, e era quarto na volta 48, antes de Hailwood levar a melhor sobre o outro McLaren, e ficar com a quinta posição.

Mais para o fim, a corrida ganha emoção: na volta 66, o Ferrari de Regazzoni teve problemas de motor e encosta à berma, e na volta 74, a quarto do fim, é a vez de Lauda parar, com problemas de ignição. Isto quando tinha garantido o segundo lugar da classificação…

Assim sendo, quem herdaria os problemas da Ferrari era Beltoise, que levava o seu BRM ao melhor resultado da equipa em ano e meio. Mas quando o director da corrida mostrava a bandeira de xadrez a Carlos Reutmann, quatro voltas depois, história estava a ser feita: Reutmann tornava-se no primeiro argentino a ganhar uma corrida desde o lendário Juan Manuel Fangio, no mítico GP da Alemanha de 1957, com Beltoise e Mike Hailwood a acompanhá-lo no pódio. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam Patrick Depailler e Hans Stuck, que a bordo do seu March conseguia os seus primeiros pontos da sua carreira, e Arturo Merzário, que dava o primeiro ponto do ano á Iso-Marlboro.

À saída de Kyalami, Regazzoni liderava o campeonato, mas o equilíbrio era patente, pois tinha havido três vencedores em três corridas diferentes. Dali a um mês, em Jarama, o campeonato continuava, na chegada do pelotão a solo europeu.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1974_South_African_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr238.html

Formula 1 em Cartoons – Laser Car Design

Mais uma caricatura que publico hoje, e desta é de um velho amigo meu, que está a estrear-se nesta secção. O Tony Costa, do Laser Car Design, comemora a vitória da Brawn GP, como toda gente. Mas o Tony lembrou também da sina que Rubens Barrichello costuma ter, especialmente nos tempos em que esteve na Ferrari, e que teve de aturar um certo piloto alemão…

Formula 1 em Cartoons – GP Séries

Um dos blogueiros que mais gosto é o Marcos Antônio Filho, do GP Series, williamista convicto e uma pessoa que sabe interpretar como ninguém as fotos que vê todos os dias da Formula 1, especialmente em dias de corrida.

Ontem, num GP da Australia que inaugurou uma nova era na categoria máxima do automobilismo, falou-se da Brawn GP e do segredo do seu sucesso. Mais do que ter um carro genial, que conseguiu interpretar bem as nuances do regulamento, Brawn convenceu Barrichello que o segredo passava também por uma certa bebida, qual poção mágica que o Asterix bebia, para dar cabo dos romanos, e do qual o seu companheiro Obelix não podia beber, pois caiu ao caldeirão quando era pequeno…

Formula 1 – Ronda 1, Austrália (Revista da Blogosfera)

O GP da Austrália de 2009 era o inicio de uma nova Formula 1, nem que fosse devido às novas regras em relação ao design dos carros, à introdução de novos dispositivos como o KERS, ou então o regresso dos “slicks” sem rasgos. Mas o dia 29 de Março de 2009 vai ficar na história da Formula 1 devido a Ross Brawn, Jenson Button e Rubens Barrichello: a Brawn GP tornou-se na primeira equipa em 55 anos a conseguir uma dobradinha na sua primeira corrida oficial (a unica até agora tinha sido a Mercedes, com Juan Manuel Fangio e Karl Kling, no GP de França de 1954) e a conseguir uma vitória em 32 anos, desde Jody Scheckter no GP da Argentina de 1977.
Eis algumas das declarações que se podem ver na blogosfera em português (com uma excepção espanhola) acerca deste dia histórico para a Formula 1:
E não era blefe. A Brawn dominou o GP da Austrália, algo que ninguém poderia imaginar há menos de um mês.

Fico contente pela equipe, mas principalmente por este molequinho, que – como pode ser visto aqui, aqui e aqui – simpatizou com a Brawn desde o começo. E vibrou com a corrida de ontem. Passou até a gostar de Rubens Barrichello, para quem nunca havia torcido. Uma corrida marcante, da qual o guri certamente vai se lembrar para sempre.

“Nova Fórmula 1”? Infelizmente, não. A punição a Sebastian Vettel (US$ 50 mil de multa e perda de dez posições no grid de largada do GP da Malásia, no próximo domingo) mostra que a mentalidade dos comissários desportivos continua a mesma: piloto não pode disputar posição, não pode tentar evitar uma ultrapassagem, não pode ser arrojado. Ridículo.

Luiz Alberto Pandini, Pandini GP
As histórias fabulosas sobre o cálice sagrado diziam que quem dele bebesse rejuvesneceria de imediato. Na F1 esta imagem do Santo Graal encaixa que nem uma luva ao Ross Brawn, responsável máximo pela maior ressurreição da história do desporto automóvel.

As emocionantes imagens do Button a sair do carro aos pulos para se dirigir de imediato ao Barrichelo para se abraçarem de alegria, dizem muito do estado de espírito destes dois pilotos, que foram lentamente enterrados vivos nestes últimos dois anos de inferno japonês “made by Honda” e que em pouco mais de um mês se viram renascidos pelo Ross Brawn, ao ponto de terem feito a dobradinha no GP de estreia. É raro ver uma imagem de tanta união e sintonia como se viu hoje entre a equipa da Brawn GP.

A figura da corrida é sem dúvida Brawn GP, pois colocou o melhor carro em prova e geriu a corrida de forma imaculada. Dos seus pilotos pode-se dizer que o Button esteve imperial não errando em nada e que o Barrichelo foi guerreiro, mesmo se teve uma ponta de sorte ao conseguir o segundo lugar teve também muito de mérito, pois o brasileiro, após o erro da partida, fez uma corridaça.

Se não fosse a Brawn o protagonista da equipa seria o Hamilton, que partindo do fim da grelha galgou lugares até à terceira posição, numa exibição agressiva, como habitual no campeão do mundo, mas sem qualquer erro, o que já não é tão habitual. Para além do show de condução ainda mostrou a toda a gente que o KERS funciona e que faz diferença, principalmente nas ultrapassagens.

Em oposição esteve a Ferrari, que voltou a envergonhar qualquer tiffosi que se preze desse nome. Triste, paupérrima, patética, tudo adjectivos que serviam bem à equipa italiana, que não só viu o Massa abandonar com problemas no carro, como ainda teve o Raikkonen de encontro a um muro quando seguia sózinho, sem qualquer pressão de adversários. Absolutamente vergonhoso.

Realce para a FIA que mesmo sem saber parece que conseguiu criar as condições para voltarmos a ter corridas bem renhidas. Ultrapassagens não faltaram e até os pneus macios da Bridgestone (feitos de borracha de apagar lápis) que só duravam até saírem da linha de boxes, ajudaram à festa.

Referência final para o Japão onde pelos lados da Honda se devem estar a afiar as Katanas de Samurai para fazer alguns sacrifícios na reunião de direcção de amanhã.

Treino é treino e jogo é jogo. A velha máxima do futebol foi inapelavelmente trucidada no GP da Austrália de 2009.

Ross Brawn e sua equipe dominaram todo o fim de semana na terra dos coalas. Treinos e corrida.Ganhamos nesta prova um capitulo novinho da história sendo escrito na tela de nossas TV´s. Dobradinha na largada e dobradinha -ainda que daquele jeito- no pódio de uma equipe estreante.


Assim como foi bonito ver a primeira vitória de Kubica e de Vettel ano passado, também foi emocionante ver a festa de Ross com seus pilotos após a prova. É impossível não gostar dele. Seu comprometimento com a F1 é algo raro. Tomara que continue bem e com fundos para o resto do ano. Porém espero que as outras equipes todas melhorem. Para o bem da nossa diversão.

O fato é que definitivamente parece ter embaralhado tudo de verdade.

A antiga ordem estabelecida foi por água abaixo e se os antigos senhores dos grids quiserem fazer algo para voltarem apenas a serem competitivos – e não mais superiores – terão de remar muito, trabalhar para caramba e, claro, contar com a sorte que teve a Brawn. Que tirou um carro das telas do computador sem um teste sequer e funcionou como se a maquina tivesse sido testada a exaustão. Normal isto, não? (…)

Ron Groo, Blig Groo

Foi um pódio de desacreditados. Trulli, porque ninguém acreditava que um bom resultado seria possível saindo da última fila. Barrichello desfrutava de uma dupla desforra: por pensarem que a carreira dele havia terminado e por pensarem que a corrida dele terminaria na primeira curva após a largada. Button era o símbolo do triunfo da Brawn GP, aquela equipe pobre, surgida do espólio de uma equipe horrível.

(Mais tarde foi decidido que a desforra de Trulli caberia a Hamilton, vá lá, esse é outro que está desacreditado na temporada. O italiano teria feito uma ultrapassagem em bandeira amarela- ok Race Control, vou fingir que não estou questionando dessa vez.)

Impossível não sentir apreço por essa equipe que não pode mais ser chamada de ex-Honda, assim como foi impossível não reparar em como Button cumprimentou Barrichello após a prova. Ou como os dois conversavam paralelamente durante a entrevista coletiva. Nota-se que são cúmplices no resultado, que correm como equipe.

No mais, além de uma desforra, o que foi o GP da Austrália? Foi a prova de que o pacote aerodinâmico funciona. Os carros ultrapassam com mais facilidade, algo tão estranho à Fórmula 1 que por mais de um momento parecia uma corrida de kart.

Se as ultrapassagens voltaram a ser viáveis, a categoria também perdeu um pouco daquele ar racionalista, de jogo de xadrez, e se partiu para o corpo-a-corpo. Que o diga Kubica, com pneus duros, versus Vettel, com pneus de classificação que resolveram chamar de “moles”.E após todos os cálculos, todas as estratégias de pit stop, os dois se encontraram na pista. E a Fórmula 1 voltou a ser o que era. Pois somos todos acidentes, esperando para acontecer. (…)

(…)

Primeira etapa do ano.

Não sei se foi o longo jejum, mas pareceu mais emcocionante que o de costume. E, acho que preciso de mais umas tres ou quatro dobradinhas da Brawn para acreditar que isso realmente está contecendo.

A pré-temporada prometia uma primeira corrida espetacular.

E essa primeira corrida promete um campeonato digno dos Deuses.~

Que venham os Heróis, Quimeras e Sátiros.

Seremos coroados com a glória de mais 16 tarefas como esta.

Que comecem os trabalhos, e ao que parece o Olimpo nunca mais será o mesmo.

Ingryd Lamas, ding!

Ainda que muita gente esperasse um resultado como esse, acredito que ninguém imaginava o que se viu na madrugada de hoje, com a Brawn GP praticamente fazendo o que quis na pista. Apesar da largada ruim de Rubens Barrichello, o domínio da equipe foi evidente, com Jenson Button dominando a prova do início ao fim, eliminando assim qualquer dúvida que se tenha sobre o potencial do time inglês. Repetindo o que escrevi aqui ontem, a Brawn GP chegou para incomodar. E continuará a fazê-lo se algumas das equipes rivais não tomarem providências o quanto antes.

Entre elas destaco a Ferrari, que sofreu o quanto pôde com o desgaste excessivo dos pneus macios, levando Felipe Massa a apresentar uma atuação medíocre e bem abaixo de seu potencial, abandonando em seguida. Kimi Räikkönen fechou o péssimo fim de semana para o time italiano da pior forma possível: beijando o muro do circuito de Albert Park. Sai prejudicada com nenhum ponto na tabela.

Lewis Hamilton, com uma aparente sobrevida depois de ter largado na 16ª posição, teve seus méritos por não desistir da briga e fazer uma série de ultrapassagens sobre os demais, como de costume. Com a punição de Jarno Trulli, terceiro colocado na prova, Hamilton sai de Melbourne no lucro, com seis pontos na classificação geral, contrariando todas as previsões.

O que vimos durante esta madrugada foi um claro sinal de que, se o desempenho que as equipes mostraram em Melbourne se repetir em outras etapas, teremos certamente um dos campeonatos mais inesquecíveis dos quase 60 anos de história da Fórmula-1. A fantástica dobradinha da Brawn GP, que desde os testes de inverno vem conquistando uma considerável quantidade de fãs, representa um daqueles momentos mágicos que adoramos guardar na memória para contar aos netos daqui a alguns anos.Esta corrida, sem dúvida alguma, é para nunca mais esquecer.

Alexandre Carvalho, Almanaque da Formula 1

Me ha gustado… Me ha gustado para ser Australia, quiero decir, porque cada año que pasa Melbourne se parece más a una lotería. Y me ha gustado por Jenson y por Ross; porque desde 1977 no se veía que una escudería nueva le metiera un paquete de órdago a lo más granado de la parrilla en la primera prueba del calendario (Wolf, en Argentina); y porque el señor Fukui habrá descubierto de una puñetera vez que metió la pata a finales de noviembre cerrando Honda.

Bonita, con todos los ingredientes y sobresaltos, Melbourne me ha encantado a pesar de que el ornitorrinco no ha sido profeta en su tierra como ya aventuraban algunos de los lectores de este blog, y aunque el 5º puesto final logrado por el Nano sabe a gloria después del triste fin de semana y la cochambrosa disciplina de carrera impuesta por Renault (al diablo se le ocurre meter a boxes y a la vez, a Piquet y a Alonso)…

Me quedo con Vettel por soberbio, con Kubica por peleón, y con Rosberg por no ceder al desaliento. Con Nelson, que ha estado a la altura de las circunstancias hasta que ha dejado de estarlo; y con Lewis, que como se muestre igual de atemperado y consistente que hoy, puede suponer un auténtico peligro durante lo que queda de año.

En el lado negativo, pongo a la dirección de carrera que ha tardado dos vueltas completas en sacar el Safety Car tras el accidente de Nakajima, y que ha deslucido el final de carrera volviéndolo a sacar cuando no hacía puñetera falta.

Os leo, que voy a ver si consigo encalomar a algún incauto el KERS que me había comprado.

Orroe, N U R B U R G R I N G

(…)

O circo ruma à Sepang, onde a Ferrari acredita que poderá superar os concorrentes, com exceção da Brawn. A escuderia italiana teve um péssimo começo e não cansou de comentar que a peculiar pista de Albert Park lhe desfavorece.
Se de fato teremos uma mudança nas forças até a próxima corrida, somente iremos descobrir dentro de uma semana. Sebastian Vettel chega na Malásia ciente de que perderá dez posições no grid devido ao desastre na Austrália. A Brawn dispara como favorita. Williams e Toyota demonstraram motivos para manterem-se otimistas neste princípio de temporada. McLaren e Renault pontuaram bem mas não convenceram.

Esses e outros fatores indicam que a Fórmula 1 se tornou um esporte altamente imprevisível e tem tudo para construir um campeonato sem igual. O pacote de mudanças surtiu um bom efeito, ainda assim não custa esperar uma prova tradicionalmente mais monótona, como a de Sepang, para ratificar essa conclusão.

Felipe Maciel, Blog F-1.