O último post do ano e as prespectivas para 2010

E pronto… chegamos ao Dia de São Silvestre. Ou se perferirem, ao último dia de 2009, a primeira década do século XXI. Dentro de algumas horas, veremos os primeiros fogos de artificio na Nova Zelândia e Austrália, e depois veremos, vindo o nosso Leste, no sentido dos fusos horários, a inevitável marcha do relógio, apontando para as doze badaladas da meia noite. Nessa altura, vestidos de branco, abrimos o champanhe (Espumante, Cava ou Asti…) e comemos as doze passas, esperando nós que o ano que aí vem seja melhor do que o ano que passou.

Até foi um bom ano, no meio da crise. Tivemos… o quê? Um campeão inesperado, de uma equipa que no inicio do ano ninguém dava nada, um grande susto, uma tentativa de regresso frustrada (mas mais tarde corrigida, noutra equipa) alguns ingressos, um “regresso” e lutas interinas por várias razões, desde um sistema de pontos… ridiculo, até a um “combate dos Chefes” entre FIA e FOTA, que chegou ao ponto de ruptura. E tivemos escândalos na pista… ao retardador, e a consequente explusão dos prevaricadores. E a retirada de duas construtoras, com uma terceira a decidir a sua permanência, mas a um nivel reduzido.

Isto foi 2009. O ano que aí vêm prespectiva-se como atraente, no mínimo. Teremos pelo menos seis ou sete bons candidatos ao título, o regresso de Michael Schumacher, mas não a bordo de um Ferrari, como muitos esperavam. O seu destino vai ser a Mercedes, a mesma que dezoito anos e meio antes, pagou-lhe o lugar vago na Jordan para, numa pista onde nunca tinha corrido antes, surpreender meio mundo. Teremos o regresso dos nomes Mercedes e Lotus, teremos uma grelha alargada a 26 carros e um calendário de 19 pistas, cada vez mais dirigidas para o Médio e Próximo Oriente… mas teremos o regresso do Canadá. Ao menos isso!
Estas são as prespectivas que veremos na Formula 1. Noutras categorias, o panorama também vai ser diferente: o ingresso de Kimi Raikonnen nos Ralies, a bordo de um Citroen C4 WRC vai ser um motivo de atracção e curiosidade, e decerto que a IRL e a Le Mans Series também vão ser motivos de interesse para todos nós, bem como o Rali Dakar, que arrancará no final da semana, em Buenos Aires para a sua voltinha na América do Sul, bem longe das suas origens africanas.

Perspectivas pessoais para 2010? Bom, como já disse, preparo a publicação do meu primeiro livro. Não é uma obra de ficção, é mais uma colectânea do que de melhor já escrevi aqui. De uma certa forma, é começar a ganhar dinheiro com isto, sem Google Adsense ou algo parecido. Se as coisas correrem bem, outros surgirão. Até uma obra de ficção, que claro, nada tem a ver com o automobilismo. Mas espero um dia ter força de vontade para escrever tal.
E 2010 também é um ano redondo por outra coisa, algo que, confesso, tem a minha atracção: será o 40º aniversário de uma temporada tão “horribilis” como o facto de este ano termos comemorado o 15º aniversário dos eventos de Imola. Ao longo do ano que aí vêm, falarei dos eventos que rodearam esse ano anormal, onde três pilotos encontraram a morte, um deles acabou coroado campeão do mundo.
E agora, ergo antecipadamente o meu copo de champanhe, desejando a todos vocês, amigos e vistantes deste blog, um excelente ano de 2010!

A despedida de 2009 (parte 1)

À hora que escrevo isto, já estamos a 31 de Dezembro, o último dia do ano. Dentro de algumas horas, no Pacifico, começam a soar os foguetes e abrem-se as garrafas de champanhe para comemorar a entrada de um Ano Novo, o de 2010.

Mas para recordarmos o que houve de interessante em 2009, eis um videozinho americano, a satirizar o que aconteceu neste ano que acaba. Sim, tem muitos assuntos ditos… “americanos”, mas creio que riremos de grande parte deles, não acham?

Youtube F1 Classic: teste de Jacky Ickx, Vallelunga 1971

Outro dia, o Dú Cardim mandou-me o link no Youtube dos primeiros testes que Jacky Ickx fez com a Ferrari, em 1971, no circuito de Vallelunga, nos arredores de Roma. O modelo usado é o 312B e Ickx fez o teste em companhia do suiço Peter Schetty, que fazia parte da equipa de Endurance, mas naquele ano era o homem que testava a máquina.

Vallelunga tinha sido renovada ao longo do ano anterior, e provavelmente aquele deve ter sido a primeira vez que as máquinas de Formula 1 andavam naquele circuito. Construido em 1959, o circuito era originalmente uma oval de 1800 metros de comprimento. Recebeu em 1963 o GP de Roma, uma prova extra-campeonato, e em 1969, passou para as mãos da ACI (Automobilie Club D’Itália) Foi a partir daí que foi reconstruida, para receber várias provas de automobilismo, a mais famosa das quais as 6 Horas de Vallelunga.

Actualmente, o circuito tem 4085 metros de extensão, tendo sido revonado pela última vez em 2004. Recebe essencialmente as provas em Itália, como a Formula Renault, a Formula 3 e a Formula 3000 Euroseries (a partir do ano que vem será rebatizado de Auto GP), mas tem licença para que as equipas de Formula 1 possam fazer testes.

Mads Osterberg e a história de um piloto extremoso…

Contado, ninguém acredita. Mas este caso aconteceu ontem na Noruega, mais concretamente no Romjulsrally. Mads Ostberg, piloto que faz participações pontuais no Mundial WRC a bordo do seu Subaru Impreza, desistiu de correr depois do seu carro não ter conseguido partir, pois o seu motor não aguentou as temperaturas extremas que se faziam sentir na altura. 28 graus negativos…

Mas esse não é a parte insólita. O resto é contado pelo lendário jornalista inglês Martin Holmes na Autosport portuguesa:
Depois de ver os seus adversários a iniciarem a sua prova, [Ostberg] ficou surpreendido por ver o carro de Anders Grondal a aproximar-se em circunstâncias muito estranhas, com Ostberg a acenar furiosamente para Grondal, avisando-o para ter mais cuidado com a sua navegadora, Veronica Engan. Porquê? “Ela é a minha noiva e tu deves olhar pela segurança dela. disse Ostberg. “Qual é o problema?” questionou Grondal. “Tens o carro a arder! Não sabias disso?”. respondeu Ostberg. E não sabia mesmo. Grondal e Engan estavam com problema com o turbo do seu carro, que se incendiou, obrigando-os ao abandono. A prova foi ganha por Sveinung Bieltvedt num Subaru de Grupo N.”

A Formula 1 numa encruzilhada

Como sabem, o ano de 2009 ficou bem marcado pela luta entre a Associação de Construtores de Formula 1, a FOTA, e a FIA, a entidade suprema do automobilismo, representada no inicio do ano por Max Mosley. E sabem perfeitamente que a batalha entre as duas entidades chegou ao ponto de ruptura, que aconteceu durante alguns dias, no final de Junho, mais concretamente após o GP da Grã-Bretanha. A solução chegou depois com um novo Acordo da Concórdia assindado por um período de quatro temporadas, até ao final de 2012, e retirada de cena de Max Mosley, substituido em eleições por Jean Todt.

Seis meses depois, todos fazem o balanço do ano, e todos recordarão, certamente, deste capítulo, e muitos mesmo dirão provavelmente que este é um assunto resolvido. Mas outros recordarão que aquele acordo, do qual nunca vimos sequer uma linha dos seus artigos, mas sabemos que existe, não foi mais do que uma forma de “comprar tempo” até 2012. E esta semana, Luca de Montezemolo, o presidente da Ferrari, e o representante máximo da FOTA no inicio do ano (agora o cargo pertence a Martin Withmarsh, da McLaren) recordou-nos disso, ao afirmar numa entrevista feita ao Autosport inglês que caso não se mude certas atitudes até 2012, a marca do Cavalino Rampante pode abandonar a Formula 1.

Quero melhorar a Formula 1 entre agora e 2012, quando assinaremos um novo Pacto da Concórdia. Senão, teremos motivação em outro lugar”, começou por dizer. “Fui a Le Mans e fiquei impressionado. Não podemos aceitar as enormes disparidades existentes entre os pilotos, a imprensa e o público. No passado, as grelhas de partida estavam cheios de meninas bonitas, mas agora fazem lembrar um campo de concentração. Precisamos superar isso.”, declarou.

Nessa entrevista, o patrão da Ferrari refere que deve haver um equilibrio em termos de tecnologia e espectáculo, sob pena de perder peso perante outras disciplinas do automobilismo: “Dantes testava-se em qualquer altura, agora não há testes para ninguém. Há que haver um equilíbrio pois parece-me que se foi longe demais. Temos de olhar pelo espectáculo. Parece-me que a FIA está agora mais aberta para o começo de uma nova era. São precisas ideias novas onde é preciso englobar tecnologia, desempenho e pesquisa. Temos de reduzir os custos sem perder os elementos mais atraentes da disciplina“.

E refere ainda o capitulo do preço dos bilhetes, demasiado caros na sua opinião: “Precisamos de ter bilhetes a este preço? Hoje em dia, um jovem casal pode dar a volta ao mundo por menos dinheiro do que custa ver o GP de Itália nos lugares VIP. Acha justo?”, afirmou.

Já tinha lido um discurso semelhante há umas semanas, quando Carlos Ghosn, o presidente da Renault, também colocava dúvidas sobre a viabilidade da Formula 1, principalmente no caso das novas tecnologias ambientais. “Há grandes desafios sobre o quão justo é isso e como podemos aliar a Formula 1 com o compromisso ambiental. Você pode deixar de emitir gases nocivos combinado com alta tecnologia? Essas são algumas das questões na Formula 1“, dizia Ghosn a 24 de Novembro passado, numa altura em que a continuidade da equipa era colocada em causa. Se no caso de Ghosn, o pretexto era aliar a categoria máxima do automobilismo com a promoção de energias limpas, as declarações de Montezemolo podem também apontar nesse sentido.

Mas para quem acompanhou de perto a luta entre FOTA e FIA, recorda-se certamente que em muitos aspectos, isto era um luta de poder. Poder em termos de controlo de regulamentos, no tecto orçamental e na introdução ou não de novas tecnologias, de perferência que funcionem (e não o fracasso que foi este ano o sistema de recuperação de energia KERS) e mais importante, a divisão do bolo orçamental. Como todos sabem, metade dos lucros vão para a FOM (Formula One Management) que lida com as negociações televisivas e dos proprietários do circuitos, em acordos ditos “leoninos”, onde Bernie Ecclestone, o homem que está à frente da FOM, faz os acordos que quer, ao preço que quer, aumentando à percentagem que quer, a cada ano. E essa fatia do bolo, que a partir de 2010 será dividido por treze, em vez dos dez existentes em 2009, Montezemolo (e as restantes equipas) ambicionam.

Mesmo com todos os dados em cima da mesa, e do qual qualquer um pode interpretar como quiser, uma coisa é certa: a Formula 1 entra numa encruzilhada, no ano em que comemora o 60º ano da sua existência. É uma crise de meia idade, como diz o Luiz Fernando Ramos, o Ico, no seu mais recente post. E ele também diz outra coisa, e passo a citar: “Como eu já coloquei diversas vezes aqui no blog e falei na rádio: o acordo costurado esse ano é apenas um cessar-fogo no front. A guerra, porém, continua, mas agora no campo da diplomacia.” E temos mais três temporadas para que estes problemas sejam solucionados. Cabe a Jean Todt, um ex-homem da Ferrari, e agora o novo homem á frente da FIA, levar este barco a bom porto.

Mas Ecclestone não é esquecido. Montezemolo não o deixa passar em claro: “Ao lado de Bernie Ecclestone, sou a pessoa mais antiga no paddock e ambos partilhamos a mesma paixão geniuna pela modalidade“. Ora, sabendo que Bernie fará 80 anos em 2010 e como já referi atrás, a sua influência é grande, haverá sempre alguém que desejará aquilo que o “anãozinho tenebroso” controla neste momento…

Recordar o automobilismo em Angola

Desde que me meti no negócio do automobilismo, sempre achei fascinantes as corridas que faziam e fazem em Angola. Sendo a terra natal da minha mãe, e com (cada vez mais) familiares nas zonas de Benguela e Lubango (antiga Sá da Bandeira), li muito sobre o automobilismo que se fazia nos tempos coloniais, e descobri virtualmente algumas das personagens que marcaram esse tempo, como o Helder de Sousa e o Armando de Lacerda, um dos membros do Automóvel Clube do Huambo, e organizador daquele que se calhar era das mais importantes provas de Endurance da altura: as Seis Horas de Nova Lisboa (actual Huambo).

No caso do Armando de Lacerda, li atentamente as suas crónicas que postava no Fórum do Autosport português (hoje em dia uma sombra do que já foi. Mas a vida continua…) especialmente a odisseia que foi organizar a edição de 1972, que contou com participantes estrangeiros, alguns deles vindos directamente das 24 Horas de Le Mans. Ainda hoje causa-me algum espanto saber que pilotos do calibre de Hans Stuck, por exemplo, tenham vindo um dia ao Planalto angolano para correr uma prova de Endurance no meio da cidade…
Também nesse Fórum conheci o António Carvalhal, vulgo o mits 650 que, morando na então Lourenço Marques, viu de perto boa parte dos pilotos internacionais que iriam correr no circuito da Costa do Sol, grande parte deles sul-africanos e rodesianos (Basil van Rooyen, John Love, Sam Tingle, Peter de Klerk…) mas também outros de calibre internacional como Jochen Mass ou Niki Lauda. Já disse por algumas vezes que as histórias que coloca nos Fóiruns do Autosport merecem um espaço melhor, como um blogue especifico ou um site, mas enquanto achar melhor colocar ali… quem sou eu para o convencer do contrário?
Depois da Descolonização, e com a saída de boa parte da população europeia e das consequentes guerras civis nesses países, agora em tempo de paz, ambos os países reerguem-se. No caso angolano, conheço um site, o Car Vice, onde se fala a actualidade do automobilismo angolano. Sem as condições de Europa ou América do Norte, o entusiasmo é o mesmo, talvez mais.
Confesso que nunca abordei estes episódios do passado por diversas razões. A principal é o meu pouco conhecimento sobre estes assuntos, e como não quero “passar vergonha” perante senhores melhores conhecedores desse passado do que eu (só nasci em 1976), deixei que outros mais capazes falassem sobre isso.
No inicio da semana, recebo um simpático e-mail do senhor Fábio Pankowsky, de Porto Alegre, e que viveu durante dois anos em Angola. Ele descobriu a história do automobilismo local, especialmente do Clube Tuku-Tuku, de Benguela, e adquiriu o CD com imensas imagens de corridas ao longo dos 50 anos que o clube já leva, e entusiasmado com o que via, decidiu elaborar um blog onde colocou essas fotos, especialmente dos tempos coloniais. Gosto de saber que tal período da história não foi esquecido, e saber que outras pessoas, especialmente as estrangeiras, se entusiasmem com um periodo da história num país africano que agora começa a acordar de um pesadelo com mais de 30 anos.
O nome do blog é Motorsport in Angola, pois aparentemente que fazer a coisa de modo bilingue (inglês e português). Só lhe posso desejar boa sorte nesta aventura, pois o mais fácil já está feito.

Confirma-se: Piquet Jr. na Campos Meta era "broma"

A noticia de ontem sobre uma eventual compra de 15 por cento da Campos e a consequente entrada de Nelson Piquet Jr. na equipa não era mais do que uma partida pregada por um site espanhol, integradas nas “festividades” do “Dia de los Inocentes“, ou o Dia das Mentiras nos países hispânicos. Como no Brasil essa tradição é pouco conhecida, muitos, incluindo este escriba, cairam no conto do vigário, embora depois tenha tentado corrigir o tiro.

Mas o facto de tudo isto não ter passado de uma “broma”, não significa que haja um fundo de verdade. É sabido que a Campos necessita de patrocinadores para completar o orçamento, e precisa de um piloto com uma carteira bem recheada. E tudo isso não é para colocar os carros na grelha para o GP do Bahrein, em Abril. É para completar a época. Daí que personagens como Pastor Maldonado e Vitaly Petrov não estejam descartados, mas também o próprio Nelson Piquet Jr., que tem ainda a experiência de ano e meio na Formula 1. Até Abril, muita água correrá debaixo da ponte…

A capa da semana no Autosport

A capa da última edição do ano (e da década) da Autosport portuguesa é, como não podia deixar de ser, dedicada ao balanço do ano. Mas como estamos em 2009, o balanço torna-se no da década. Diz-se isso porque logo na parte de cima da revista existe a menção de um “especial da década”, onde se fala dos dez melhores pilotos da década, dos dez melhores carros de competição, e os dez melhores carros de estrada. Pessoalmente, não sou muito fã deste tipo de eleições, dada a natureza polémica de tal eleição, mas como é uma ocasião especial, acho que passa.
Mas a parte que mais chama a atenção, é obviamente o balanço do ano. “2009, o ano de todas as emoções“, é o título mais forte desta edição, onde colocam fotos de três dos campeões desse ano: Sebastien Löeb, nos Ralis, Jenson Button, na Formula 1 e Armindo Araujo, o campeão português na categoria de Produção.
Mas em tempo de balanço, a actualidade não deixa de ser noticia. Neste caso, é o Rali Dakar, que arranca no final da semana em Buenos Aires, e um dos pilotos em destaque é Carlos Sousa, que faz parte da equipa da Mitsubishi para esta edição. “Dakar: Carlos Sousa quer o Top 10“, é o título que a revista dá sobre este assunto.

"Broma del dia": Nelson Piquet Jr. na Campos!

Depois do “Crashgate”, muitos afirmaram que a carreira de Nelson Piquet Jr. estaria terminada, pelo menos na Formula 1. Mas outros falaram que, caso arranjasse dinheiro para comprar uma vaga, sempre teria uma hipótese de regresso. Pois, bem, parece que isso poderá acontecer. O site espanhol Motor 21 anuncia esta tarde que os Piquet podem ter comprado 15 por cento da equipa Campos, por um valor não declarado, e que Nelson Piquet Jr. poderá alinhar em 2010 ao lado de Bruno Senna, numa dupla totalmente brasileira. Ressalve-se uma coisa: hoje em Espanha é o “Dia dos Santos Inocentes”, ou por outras palavras, por lá comemora-se o Dia das Mentiras.

Mas caso a “treta” possa ser verdadeira (pode acontecer, pois a Campos precisa de dinheiro para completar o orçamento…) seria uma dupla impressionante, pelos sobrenomes que se carregam: o filho de Nelson Piquet com o sobrinho de Ayrton Senna. Algo inimaginável em meados dos anos 80… provavelmente não será uma dupla explosiva, pois é público que ambos são bons amigos fora das pistas, e nemnhum deles tem nem a graça de Nelsão ou a obssessão pela perfeição, como tinha Ayrton.

Mas, de novo: caso esta noticia não seja “broma”, será a repetição de algo que aconteceu duas vezes na história da Formula 1. A primeira foi em 1991 na equipa Benetton, com Nelson Piquet Sr. e seu grande amigo pessoal, Roberto Moreno. Começaram a temporada juntos até ao GP da Belgica, quando Flávio Briatore “despachou” Moreno para colocar um jovem alemão chamado Michael Schumacher. Quatro anos depois, em 1995, a então novata Forti Corse foi buscar Moreno para se juntar ao novato Pedro Paulo Diniz. Em ambos os casos, não duraram mais do que uma época.

Extra-Campeonato: Playboy em saldo ou o começo do fim?

Leio na edição de hoje do jornal português “Correio da Manhã” que a edição da Playboy de Janeiro vai ter duas cantoras “pimba”, a Ruth Marlene e a Jéssica, na capa. O grande problema não é o facto de termos duas cantoras de terceiro nível (mas bonitinhas), mas sim o preço que alegadamente elas aceitaram para fazer o ensaio: 800 euros.
Para quem apareceu há nove meses nas bancas com o objectivo de agitar o mercado, ver agora esta revista a rebaixar o seu prestigio é sinal de que as coisas andam muito más por aquelas bandas. Depois de nos últimos dois meses terem aparecido noticias de incumprimento no pagamento dos “cachets” de duas das famosas, chegado a haver acções em tribunal, e de neste mês terem colocado um homem na capa, agora eles começam o ano a dar menos de dois salários mínimos nacionais às “famosas do bairro” para ver se tiram tudo. Se calhar é esse o cachet que dão às playmates…
Para mim, a sensação que me fica é de que o fim está próximo. Se for assim, é pena.
Não sei se as coisas no Brasil serão assim. Se for em termos de personalidade, então poderemos dizer que só seguem uma tendência. Mas ver, por exemplo, que nos primeiros dois ou três numeros, eles deram 25 mil ou 30 mil euros a uma determinada famosa para posar nua, que era sete ou oito vezes mais do que as outras revistas costumam fazer para colocar alguém em biquini e algo mais, a sensação que fico foi que este é um projecto mal planeado desde o inicio. Não só por isso, mas pelos pequenos incidentes que vem acumulando, o primeiro dos quais foi o nome do director. A sensação que tenho deste projecto, e pelas experiências pessoais que já tive, foi que isto deve ter arrancado com algum dinheiro, mas que foi planeado com “navegação à vista”: iremos arranjá-lo ao longo do caminho.
Não sei como é que esta história irá acabar, mas temo que isto é descer baixo. E dentro em breve, talvez veremos o final desta experiência. Ainda bem que comprei os numeros todos, depois mostrarei aos netos que um dia, este país teve uma Playboy. E contarei a história.