WTCC – Okayama: Huff e Farfus vencem, Monteiro abandona nas duas corridas

No ambiente chuvoso de Okayama, a BMW e a Chevrolet tiveram um grande dia, com vitórias em ambas as corridas, mas em termos de campeonato, a vitória poderá estar a caminho de Yvan Muller, pois os seus rivais, Gabriele Tarquini e Andy Prilaux, tiveram jornadas para esquecer, bem como Tiago Monteiro, que não terminou ambas as corridas do fim de semana japonês.
Na hora da primeira corrida, a chuva era de tal modo forte que os carros partiram atrás do Safety Car, ficando assim nas primeiras três voltas. Depois, Robert Huff conseguiu superar os BMW de Andy Prilaux e Augusto Farfus e rolar até à vitória. Yvan Muller conseguiu subir ao pódio no terceiro lugar e consolidar a sua liderança no campeonato do mundo, pois ficou logo atrás do piloto da ilha de Guernsey, fazendo reduzir a diferença entre os dois apenas para 22 pontos. Já Gabriele Tarquni, outro dos candidatos ao título, apenas foi sétimo. Quanto a Tiago Monteiro, a sua corrida acabou na segunda volta, vitima de uma colisão com Franz Englester.

Poucas horas depois, e debaixo de chuva constante, ocorreu a segunda corrida. Com o Safety Car a entrar por duas vezes por causa de carros parados na pista em posições perigosas. Na primeira situação, isso fez “desaparecer” a vantagem conseguida pelo Seat do dinamarquês Michael Nyaeker, e depois não aguentou a pressão de Gabriele Tarquini, e depois dos BMW’s de Augusto Farfus e Colin Turkington. Pouco depois, Tarquini despistou-se e hipotecou as suas chances de revalidação do título, dando a vitória ao piloto brasileiro. A primeira do ano para ele. Turkington foi segundo e Muller o terceiro, conseguindo aumentar a vantagem sobre os seus adversários, pois Andy Prilaux também abandonou. Agora, o piloto francês lidera com 37 pontos de vantagem sobre o homem do BMW, antes da decisão em Macau, daqui a quinze dias. Basta agora a Muller um pódio em qualquer das corridas, mesmo que o seu principal adversário vença as duas corridas.
Quanto a Tiago Monteiro, como foi já explicado, foi um péssimo fim de semana para ele e para os Seat no país do Sol Nascente: “Foi um fim de semana péssimo para todos os Seat. Todos tivemos problemas, azares, complicações e nada correu bem. Na qualificação cometi um erro que me afastou dos primeiros lugares, depois o Warm Up até foi o melhor de tudo, já que fui o melhor Seat e fiz o segundo tempo. Mas logo na primeira corrida entrei em aquaplaning e bati num outro carro que estava também em aquaplaning. Entre as corridas demoraram muito a trazer o carro de volta para a box e sobrou pouco tempo para o reparar, apesar de os mecânicos terem feito um excelente trabalho. Arranquei da linha de boxes em último mas os danos obrigaram-me a parar. Há fins de semana assim. O Gabrielle (Tarquini) bateu nas duas corridas, o Tom (Coronel) e o Michel (Nykjaer) também não tiveram sorte. Quando é assim não há nada a fazer,” afirmou.
O campeonato WTCC de 2010 acabará a 21 de Novembro no Circuito da Guia, em Macau.

Youtube Motorsport: O acidente de Alexander Premat em Adria

O fim de semana competitivo resume-se essencialmente a provas de Turismo e GT. Enquanto que de madrugada houve o WTCC, no circuito japonês de Okayama, no circuito italiano de Adria decorrida a penultima ronda do DTM de 2010. A corrida foi agitada, como sempre, na primeira volta, mas no final desta, o francês Alexander Prémat sofreu o maior susto da sua vida.
Enquanto que o escocês Paul di Resta e o alemão Mike Rockenfeller se tocavam a entravam em despiste, Premat sofria o toque de outro concorrente em plena recta da meta, que o faz despistar e bater em cheio nos guard-rails triplos, capontando várias vezes até parar. O carro ficou desfeito, mas só foi o susto para Prémat e os comissários por ali perto.
Quanto à corrida, as banderias vermelhas foram mostradas logo de imediato, para que os destroços fossem retirados e a pista limpa. Quando a corrida recomeçou, esta foi vencida por Timo Scheider, com o britânico Gary Paffett e o canadiano Bruno Spengler a completarem o pódio, sendo este último agora o novo comandante do campeonato, com 66 pontos, contra os 63 de Di Resta, quando falta apenas uma corrida, no circuito chinês de Shangai.

Noticias: Peugeot apresenta o seu novo bólido para Le Mans

Era um segredo algo escondido, mas quando a Autosport britânica disse que a Peugeot estava a testar a sua nova máquina em Monza, a marca de Sochaux limitou-se simplesmente a confirmar o assunto. Com o modelo 908 a chegar ao final da sua vida útil, e com a Le Mans Series a entrar numa nova era em 2011, com o seu primeiro campeonato internacional, a marca está a testar o seu novo modelo, o 90X, ainda sem numero oficial.
Não há grandes diferenças em relação ao 908: uma “barbatana de tubarão” no capot posterior, que visa impedir que o carro levante voo em caso de pião a alta velocidade, algo obrigatório pelas novas regras do Automobile Club de L’Ouest (ACO), uma nova e imponente tomada de ar para o motor, tomadas de ar de dimensões reduzidas atrás e um novo aileron traseiro. “O nosso objetivo era ter o carro em pista ainda antes do final do ano. Estamos satsfeitos por tê-lo conseguido. O caminho ainda é muito longo e temos pela frente bastante trabalho para estarmos preparados para 2011“, começou por afirmar Olivier Quesnel, diretor da Peugeot Sport.

Quanto à motorização e às tecnologias escolhidas, estão a ser exploradas ainda muitas opções. Trabalhamos continuamente no desenvolvimento do motor. As corridas de resistência são um verdadeiro laboratório que nos permitem desenvolver todas as tecnologias da marca“, completou Bruno Famin, diretor técnico da Peugeot Sport.
A marca ainda disse que o facto dos regulamentos permitirem a introdução de novas tecnologias faz com que considerem a introdução de um modelo híbrido num futuro próximo. Quanto a pilotos, nada foi dito.

Extra-Campeonato: O sucesso do nosso video e as 800 mil visitas desta casa

Está a ser uma semana interessante para mim. Há três dias, lancei, em conjunto com o Mike Vlcek e o Bruno Rafael, o nosso video “Faster than You (Felipe Baby)”, que em três dias aproxima-se vertiginosamente das dez mil visualizações, sinal do sucesso que o video está a ter e da aprovação que está a ter entre os internautas. Isso é bom sinal, porque já sei que a ideia foi um sucesso e é um incentivo para fazermos mais alguns dentro em breve.
E esta noite, tive mais um marco pessoal: o contador “anunciou” que este blogue alcançou a marca das 800 mil “pageviews”, o que uma marca, para mim, impensável na altura em que comecei, há três anos e quase nove meses.
Isto começa cada vez mais um sitio frequentado (cerca de 30 mil visitantes mensais) e todos estes resultados estatísticos começam a demonstrar que, para vocês, é ser um sitio cada vez mais interessante de seguir. E só posso agradecer a vocês por isso. E a barreira do milhão, que parecia ser um mito quando iniciei isto, torna-se uma realidade cada vez mais palpável.
Tenho consciência que para muitos de vocês, esta é uma paragem obrigatória. A esses que me visitam todos os dias, só posso agradecer por terem feito desta humilde casa um sitio recomendável. E agora é trabalhar para o milhão, que é altura de lá chegar!

Miguel Oliveira: o primeiro português a competir a tempo inteiro na MotoGP

Num dia complicado para as motos no Estoril, devido à chuva intensa que cai na pista, e que levou ao cancelamentos das qualificações da MotoGP, por exemplo, e deu a Jorge Lorenzo a sua sétima “pole-position” do ano, nos bastidores confirmava-se uma noticia que alegrava os adeptos nacionais de motociclismo: o jovem Miguel Oliveira, piloto de 15 anos e que na semana passada se tornou vice-campeão da Europa de 125cc, tinha sido confirmado como piloto regular no Mundial da mesma categoria em 2011.
Segundo Domingos Piedade, o administrador do Autódromo do Estoril, a Dorna, entidade que organiza o Moto GP, estaria disposta a apoiar a entrada de um piloto português na Moto GP, e as prestações de Miguel Oliveira não tinham sido passadas em claro, dado ter sido um dos melhores no ultra-competitivo campeonato europeu, dominado há anos por pilotos espanhois. Para além disso, corre no campeonato espanhol, onde é um dos candidatos ao título.

Paulo Oliveira, pai do piloto português, confirmou à AutoSport portuguesa que as duas hipóteses são a Andalucía Cajasol, atual equipa de Miguel Oliveira no Campeonato Europeu de Velocidade (CEV) e que alinha no Mundial de 125cc com o espanhol Alberto Moncayo e o inglês Danny Webb; e o Team Aspar, tradicionalmente uma das equipas mais fortes da categoria.
Uma coisa é certa: numa categoria onde não há tradição em termos de pilotos portugueses, vê-lo por aqui é o concretizar do sonho de um adolescente que tem potencial para ser campeão. Agora resta torcer para que cresca e amadureça nestas categorias tão competitivas como esta, que em 2012 se transformará em Moto3.

Videos no Youtube: Top Gear no 60 Minutes

Não vou dizer que seja uma inevitabilidade, mas uma coisa é certa: hoje em dia o Top Gear é um programa incontornável nas televisões de todo o mundo. Segundo números dados pela BBC, o programa costuma ter uma audiência de 350 milhões de pessoas em mais de 170 países. E claro, todos os dias há sempre milhares de pessoas que vem pelo menos um programa, pois ora dá em qualquer canal de TV por cabo, ou então sempre podem ver na Net, através do seu portal no Youtube, por exemplo.

A popularidade do programa fez com que aparecessem versões noutros países, como na Austrália e Rússia, por exemplo. E este Outono aparecerá uma versão americana, que passará no Canal de História, depois de mais de um ano de várias tentativas. E claro, a popularidade e a originalidade, bem como o bom humor e alguma polémica causada pelos seus apresentadores, Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, e o mitico “The Stig”, fizeram com que a CBS, através do seu programa mítico de reportagens “60 Minutes”, os fosse entrevistar para saber qual é o segredo do seu sucesso.

E nada foi deixado de fora, incluindo as polémicas. Eis o video da reportagem, que foi para o ar no passado Domingo.

Rumor do dia: Lotus-Renault com Bruno Senna em 2011

Os dias passam e as peças do puzzle acabam por aparecer. E quando – ou se – este estiver concluido, o resultado pode ser interessante. Se lerem isto até ao fim, vão perceber o porquê.
Esta quinta feira, os sites brasileiros especializados em automobilismo noticiaram a existência de negociações entre a Lotus e Bruno Senna, sobrinho de Ayrton e actual piloto da Hispania. O piloto de 27 anos, que está a ter um inicio de temporada duro na equipa de José Carabante e Colin Kolles, procura patrocinadores para continuar na categoria máxima do automobilismo em 2011, o que até pode ser complicado, dado a falta de resultados e a dificuldade de algumas empresas em abrir os cordões à bolsa.

Para além disso, existem algumas resistências para o ingresso de Bruno Senna dentro da equipa. Não tanto com ele, mas com o facto de um dos seus pilotos, Jarno Trulli, ainda ter adeptos dentro da equipa, dado o facto dos pilotos mais velhos, pela sua experiência, ainda serem importantes para desenvolver carros numa era onde os testes estão reduzidos ao minimo.
Contudo, o facto de Lotus e Renault terem decidido fazer o anuncio do acordo de fornecimento de motores no fim de semana brasileiro, na mesma altura em que decorre o Salão do Automóvel de São Paulo, o mais importante da América Latina, e ainda por cima quando se sabe que existe um pavilhão do Instituto Ayrton Senna, que expõe dois modelos da Lotus, não passará descabida a ideia de que Carlos Ghosn e Tony Fernandes irão fazer um anuncio muito importante, que vai mais além de um simples fornecimento de motores.
Se acontecer, estaremos perante algo tremendamente importante. Uma Lotus-Renault, com sistemas da Red Bull, e com um Senna no volante. Um “regresso ao passado” muito importante, pois mais do que história, o potencial de resultados de sucesso é muito grande. Veremos.

Polémica: Ferrari acusada de novas ordens de equipa ilegais

A Autosport britânica lança na edição desta semana – que saiu ontem nas bancas – uma acusação grave: que a Ferrari pode ter novamente usado ordens de equipa para favorecer Fernando Alonso na sua vitória no GP da Coreia.
Um dos seus jornalistas, Mark Hughes, afirma que quando Fernando Alonso teve problemas na sua paragem nas boxes devido a má colocação de uma porca, a direcção de corrida teve a rapidez o suficiente para pedir a Felipe Massa para que segurasse o mais possivel os seus adversário tempo suficiente para que pudesse recuperar o tempo perdido. Isso custou ao brasileiro uma posição, mas no final compensou, com a vitória de Alonso e com o terceiro lugar de Massa.

Segundo o Autosport britânico, caso estas táticas não tivessem sido colocadas, e caso por exemplo Alonso fosse forçado a atacar Lewis Hamilton até à entrada do Safety Car, muito provavelmente o resultado final da corrida teria sido a vitória de um Ferrari: o de Felipe Massa, com Hamilton em segundo e Alonso em terceiro. E provavelmente na tabela classificativa, o lider do campeonato continuaria a ser Alonso… mas apenas com um ponto sobre Mark Webber.
Como a famosa regra 39.1 continua em vigor, segundo diz outro sitio britânico, o grandprix.com, caso as acusações sejam provadas, a repetição de novo incidente, pouco tempo depois de Hockenheim, pode ter repercussões mais graves, pelo simples facto de terem sido envolvidos mais carros, e afectou decisivamente uma corrida… e nesta altura do campeonato, o título de pilotos de 2010.
Resta agora saber se isto terá desenvolvimentos, nem que seja para desmentir tais acusações, porque… o potencial explosivo está lá.

GP Memória – Japão 1995

Uma semana depois de Michael Schumacher ter conseguido o bicampeonato ao serviço da Benetton, em Aida, a caravana da Formula 1 continuava no Japão para correr desta vez no circuito de Suzuka. A atmosfera estava bem mais descontraida com a questão do titulo já resolvida, mas ainda faltava a questão do título de construtores, pois ainda havia hipóteses de ficar nas mãos da Benetton ou da Williams, apesar da Benetton ter naquela altura 123 pontos, contra os 102 da equipa do Tio Frank…
Suzuka tinha também algumas novidades importantes no pelotão da Formula 1. Após recuperar da sua operação ao apêndice, Mika Hakkinen voltava ao cockpit do seu McLaren, que tinha sido ocupado pelo dinamarquês Jan Magnussen, enquanto que na Sauber, Peter Sauber dá uma nova chance a Karl Wendlinger para guiar o carro, no lugar do francês Jean-Christophe Bouillon.

Na qualificação, Michael Schumacher era o melhor, aproveitando o facto de Damon Hill estar com problemas no seu carro e com algum desalento tipico de final de época, após ter perdido pela segunda vez consecutiva para o piloto alemão. Ao lado de Schumacher estava o Ferrari de Jean Alesi. No terceiro posto estava Mika Hakkinen, em forma depois da operação, com Damon Hill atrás de si. Gerhard Berger, no segundo Ferrari, era o quinto, seguido por David Coulthard. Eddie Irvine, com o conhecimento da pista japonesa, era o sétimo na grelha, à frente de Heinz-Harald Frentzen, no seu Sauber. A fechar o “top tern” estavam Johnny Herbert, no segundo Benetton, e Rubens Barrichello, no segundo Jordan.
A corrida iria ser disputada sob pista molhada, pois tinha chovido durante a manhã, mas antes dela começar, havia uma baixa: Aguri Suzuki sofrera um despiste forte na qualificação e fraturara uma costela, impedindo-o de alinhar na corrida. Esta acabou por ser a sua última participação do piloto japonês na Formula 1.

Na partida, Schumacher pate bem e mantêm a liderança, seguido por Jean Alesi, que tinha… queimado a partida. A mesma coisa tinha acontecido a Berger, e ambos iriam ser penalizados com um “stop and go” de dez segundos cada. Mais atrás, o italiano Gianni Morbidelli fica parado na grelha no seu Footwork-Arrows e sai de cena, a mesma coisa a acontecer a Roberto Moreno, mas no caso dele foi por causa da caixa de velocidades do seu forti se ter quebrado.
Na sétima volta, depois de cumprir a sua penalização, Alesi vai às boxes para colocar pneus “slicks”, pois a pista já estava suficientemente seca para experimentar tal coisa, e compensou. Nas voltas seguintes, batia constantemente a volta mais rápida da corrida, e subia constantemente na classificação. Quando chegou ao segundo posto, no final da volta dez, os pilotos da frente começaram a trocar os seus pneus para seco.

Com as trocas, Schumacher manteve a liderança, mas Alesi estava cada vez mais próximo do piloto alemão, diminuindo a diferença à medida que as voltas passavam. No inicio da volta 25, a diferença já era de seis segundos, quando o diferencial do seu Ferrari cedeu e a sua exclente prestação chegava ao seu fim abrupto. Assim, Schumacher esteve mais calmo na sua corrida, cedendo apenas a liderança na volta 31 quando parou para reabastecer uma segunda vez, cedendo o comando a Damon Hill, que herdara o segundo lugar de Alesi.
A partir da volta 35, a chuva voltava à acção, mas apenas numa zona localizada do circuito, a Spoon Curve. Apesar de localizada, era suficientemente grande e suficientemente importante para poder causar perturbações nos pilotos que ainda usavam os pneus slicks. E assim foi. Para a Williams foi o Inferno, quando viu em apenas duas voltas os seus pilotos abandonaram devido ao mesmo motivo: despiste. Num instante, dez pontos evaporaram-se da tabela e Michael Schumacher consolidava a sua vitória e também dava à Benetton o seu título de construtores.

Com Michael Schumacher a conseguir a sua nona vitória do ano, igualando a performance de Nigel Mansell três anos antes, a acompanhá-lo no pódio iriam o McLaren de Mika Hakkinen e o Benetton de Johnny Herbert. nos restantes lugares pontuáveis ficaram o jordan de Eddie Irvine, o Ligier de Olivier Panis e o Tyrrell de Mika Salo.
Fontes:

5ª Coluna: Sorte de uns, azar de outros nas paisagens coreanas

O final de semana coreano deve ter sido decisivo no campeonato de 2010. A sua colocação no calendário já indicava isso, mas as circunstâncias dessa corrida no fim de semana que passou as tornaram unicas, especialmente pela tempestade que se abateu durante o dia da corrida.
O que se pode mais acrescentar dos resultados deste Domingo? Dizer que Fernando Alonso mereceu vencer esta corrida, muitos concordarão que não. Mais justo seria dizer que aproveitou os azares da Red Bull. Não tanto no caso de Mark Webber, que perdeu a corruda porque não controlou o seu carro quando devia – e ainda levou Nico Rosberg com ele – , mas Sebastien Vettel, que estava a fazer uma corrida sólida e sem erros, não merecia vê-la acabada com um motor rebentado a dez voltas do fim. Tal como em 2006, quando viu o seu maior rival, Michael Schumacher, rebentar o seu motor no GP do Japão, o homem das Asturias aproveitou e conseguiu o seu segundo título mundial, confirmado em Interlagos.
E os campeões tamém são feitos de sorte, de estarem lá no momento certo. E a ele, a estrelinha da sorte brilhou na Coreia. Resta saber se o acompanhará em Interlagos, pois aparenta ter os seus motores no limite…

Quanto à pista em si… sempre considerei que nem todos os tilkódrmos são maus. Gosto particularmente de Sepang e Istambul, por exemplo, enquanto que acho um desperdício o circuito urbano de Valencia, por achar que aquilo é mais para as televisões e jogos de video. Não acrescenta nada ao calendário, especialmente numa cidade que tem o Circuito Ricardo Tormo nos arredores. Mas voltando ao circuito coreano, fiquei agradavelmente surpreendido. Claro, em 2010 foi feito num estaleiro de obras, todo enlameado e sem estruturas à volta, onde grande parte das estruturas hoteleiras eram mais “moteleiras”. Mas com o passar dos anos e a construção das restantes estruturas, as coisas se comporão.
Em suma, daquilo do qual se diziam “cobras e lagartos”, e de que o circuito iria ficar no fim do mundo e que o fim de semana iria ser um fracasso total, diremos que tudo se compunha para isso. Mas depois o resultado na pista esqueceu as aguras. Afinal, após estes dias todos, alguém se lembra que a prova durou quase três horas, terminando quase à noite?