Agora é oficial: Ricciardo vai correr na Hispania

Aquilo que se falava como rumor insistente na hora do almoço confirmou-se neste final da tarde: o australiano Daniel Ricciardo vai correr na Hispania a partir do GP da Grã-Bretanha, no próximo final de semana, em Silverstone. Ricciardo irá correr até ao final da temporada, em principio no lugar do indiano Narain Kathikeyan.
É bastante excitante. É fantástico, simplesmente fantástico“, disse Ricciardo em declarações ao jornal Herald Tribune, de Melbourne. “Fazer a minha estreia em Silverstone é fantástico. É um circuito que conheço bem e é no cimo da estrada daquela que é a minha segunda casa em Inglaterra“, acrescentou a partir do aeroporto de Heathrow, ponto de onde Ricciardo se preparava já para seguir viagem para Budapeste para continuar a sua temporada na FR 3.5 neste final de semana.
Piloto da Red Bull Academy desde cedo, Ricciardo, que amanhã fará 22 anos, nasceu em Perth, a maior cidade do Oeste australiano. Depois do karting, começou em monolugares aos 15 anos, já em 2005, na Formula Ford da Austrália Ocidental. No ano seguinte, correu na Formula BMW Asia, onde acabou na quinta posição. Correu na versão britânica, e na final mundial, terminando no quinto lugar.
Em 2007, passou para a Formula Renault, onde em 2008 acabou como vencedor na versão da Europa Ocidental, e vice-campeão na competição europeia. Em 2009, foi para a Formula 3 britânica, ao serviço da Carlin, onde terminou como campeão. Desde 2010 que Ricciardo corre na World Series by Renault 3.5, ao serviço da Tech 1 Racing, onde acabou na segunda posição no final da temporada passada. Este ano, segue na quarta posição do campeonato, enquanto que correu como terceiro piloto da Toro Rosso nas primeiras sessões de sexta-feira dos Grandes Prémios, desde o primeiro, na Austrália.

Vida e morte de Giuseppe "Nino" Farina

(…) “Farina era determinado, e fazia tudo para vencer. Incluindo colocar os adversários fora da pista. Em 1933 e 38 está envolvido em duas polémicas, ambas relacionadas com a morte de dois pilotos em pista: o francês Marcel Lehoux e o hungaro Lazlo Hartmann. O primeiro acontece no GP de Deauville e o segundo acontecerá em Tripoli, então uma colónia italiana.

Anos mais tarde, Stirling Moss disse acerca do estilo de Farina: “Naquele tempo, havia uma certa tolerância a manobras sujas e todos nós, às vezes, lançávamos mão delas. Mas Farina abusava. Ele era um combatente sobrevivente reclamando da incompetência das suas vítimas e ninguém discordava de que ele havia causado ambos os acidentes fatais“.

No caso da morte de Lazlo Hartmann, as autoridades atribuíram a causa do acidente a “um golpe de vento”, que teria feito com que o piloto perdesse o controle do carro mas testemunhas garantiram que o problema foi apenas Lazlo, correndo com um carro muito menos veloz do que o de Farina, não ter saído da frente do italiano rápido o bastante. Esses rumores eram tão fortes e tão persistentes que mesmo anos após a sua morte, em 1983, Enzo Ferrari, na sua autobiografia “Piloti, che gente…”, dedicou muitas linhas em desmentir categoricamente tais rumores.” (…)

Hoje faz 45 anos que Nino Farina encontrou o seu fim num poste telefónico numa estrada da zona de Chamberry, no centro de França. Ia para Rouen, assistir ao GP de França de Formula 1, e provavelmente ver as filmagens de “Grand Prix”, filme realizado por John Frankenheimer. Farina certamente se identificaria com Jean-Pierre Sarti, pois também era um piloto absolutamente impiedoso nas pistas, e louco a conduzir. O fato de ter sido apontado como o culpado de dois acidentes mortais é um bom exemplo.

O resto da história daquele que nasceu em berço de ouro, foi licenciado em Direito e foi familiar do fundador da Pininfarina, venceu corridas antes e depois da II Guerra Mundial, de ter sido o primeiro vencedor oficial de um Grande Prémio de Formula 1 e de ter sido o seu primeiro campeão, tudo isto quando tinha ultrapassado os 40 anos… está hoje no sitio Pódium GP.

Noticias: Porsche regressa a Le Mans em 2014

É o regresso de uma lenda na Endurance. A Porsche anunciou esta tarde na sua sede, em Estugarda, que voltará a Le Mans em 2014, num protótipo LMP1, para voltar a repetir os sucessos que teve na clássica francesa nos anos 60, 70, 80 e 90.
A competição automóvel sempre foi uma parte essencial da marca Porsche. Por isso, para nós, era apenas uma questão de tempo até que regressássemos enquanto equipa de fábrica à liga superior da competição. Os sucessos da Porsche em Le Mans não têm rival. Queremos dar seguimento a esse registo com a 17ª vitória“, referiu o presidente da administração da Porsche AG, Matthias Müller.

A marca de Estugarda, cuja última participação – para além dos habituais 911 GT3 – data de 2009 com o RS Spyder, da LMP2 e desenvolvido essencialmente para a American Le Mans Series (ALMS) com grande sucesso. “Com o RS Spyder provámos que os nossos engenheiros dedicados ao automobilismo em Weissach estão na linha da frente. Por exemplo, fomos os primeiros a utilizar um motor com injeção direta, DFI, estabelecendo novos parâmetros em termos de performance e eficiência. Recentemente, com o 911 GT3 R Hybrid, adotámos uma nova tecnologia para competição e conseguimos alcançar uma redução considerável nos consumos“, disse Wolfgang Hatz, membro do conselho de administração para a Pesquisa e Desenvolvimento na Porsche AG.

E o regresso da marca à Endurance pode passar pelo desenvolvimento de tecnologias híbridas, que já começou em 2010 com o desenvolvimento do 918 Hybrid, e que os regulamentos do ACO deixam em aberto nos anos seguintes. “Estamos ansiosos por assumir a tarefa de desenvolver novas tecnologias e continuar com o sucesso do Porsche RS Spyder. Após o final do nosso programa oficial na American Le Mans Series (ALMS) estivemos a par das últimas evoluções tecnológicas. Agora vamos iniciar as pesquisas especificas de forma a avaliar os vários conceitos alternativos para o nosso novo carro. Estes obviamente que dependerão dos regulamentos para 2014. Em principio, esses regulamentos são interessantes para nós, porque a integração da tecnologia híbrida no conceito do veículo é uma opção possível“, disse Harmut Kirsten, o responsável pela Porsche Motorsport.

Este anuncio da Porsche – que se saúda, pois ainda se fala hoje em dia dos carros legendários que fabricou, como o 908, o 917, o 956 e o 962, entre 1964 e 1986 – poderá supor que a Audi poderá estar a preparar a entrada na Formula 1 em 2014, data da entrada em vigor dos novos motores V6 Turbo aprovados pela FIA e pelas equipas, agrupadas na FOTA. Esses rumores foram parcialmente confirmados quando a Red Bull disse que a Audi estava a planear a entrada na categoria máxima do automobilismo em 2013, com a arquitectura dos motores de quatro cilindros em linha.

Contudo, nada ainda foi dito sobre os planos futuros da marca de Inglostadt, que estreou este ano o seu novo protótipo LMP1, o R18, com uma vitória em Le Mans. Sabendo que ele poderá circular nas pistas até 2013 sem qualquer problema, poderá ser que este anuncio seja apenas a primeira parte de um plano coordenado no Grupo AG, do qual saberemos a segunda parte nas semanas ou meses que aí vêm. Ou então poderá haver uma espécie de convivência de ambas as marcas por mais algum tempo em 2014, mas isso é algo que poucos acreditam. Especialmente depois da Red Bull ter “colocado a boca no trombone”…

Veremos o que o futuro nos reserva. Mas para já, esta é uma excelente noticia para os amantes do automobilismo.

Rumor do dia: Daniel Ricciardo pode ser piloto da Hispania

A noticia surgiu esta manhã nos sites australianos: o local Daniel Ricciardo poderá ser anunciado a qualquer momento como piloto da Hispania Racing Team no lugar do indiano Narain Karthikeyan. Segundo a imprensa local, o anuncio pode ser dado ainda hoje, e a acontecer, o piloto australiano irá correr emprestado pela Red Bull até ao final da temporada, com a excepção do GP da India, a 30 de outubro.
A ser verdade, Ricciardo, que fará amanhã 22 anos e atual piloto da World Series by Renault, depois de ter vencido a Formula 3 britânica em 2009, terá a sua estreia na Formula 1, mas não no local onde se esperava, ou seja, na Toro Rosso. As boas prestações dos seus pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suiço Sebastien Buemi, aparentemente colidiram com intenção dos responsáveis da Red Bull, nomeadamente Helmut Marko, colocar já o piloto australiano na categoria máxima do automobilismo.
Resta esperar pela confirmação desta noticia.

5ª Coluna: O desaparecimento da imprevisibilidade

Na quinta-feira passada, foi feriado e andei o dia todo fora de casa a ajudar nas mudanças de um amigo meu. Cheguei muito tarde e estava demasiado cansado para poder fazer a 5ª coluna da semana que passou. E como a minha prioridade nessa semana tinha sido os posts a comemorar os cem anos do nascimento de Juan Manuel Fangio, acabei por deixar passar a oportunidade de escrever a minha coluna de opinião. Por esse fato, peço-vos desculpa.
Contudo, esta semana existe um assunto que é interessante o suficiente para ser falado. É sobre o fato de este domingo termos assistido pela terceira vez na historia da Formula 1 uma corrida onde todos os pilotos que largaram chegaram ao fim. E não são poucos: foram 24 pilotos a partir e 24 a chegar, o que é incrivel. E o indiano Narian Karthikeyan, no seu Hispania tornou-se no primeiro piloto da história da Formula 1 a chegar ao fim nessa 24ª posição. Poderemos dizer que é o sinal do bom trabalho dos engenheiros: a fiabilidade dos carros de Formula 1 chegou ao ponto de que são praticamente inquebráveis. Mas tem um lado mau: de que retirou imprevisibilidade à categoria máxima do automobilismo.

Falei disso logo no domingo, na minha crónica da corrida. Mas esse fato teve eco nos dias seguintes, quando o veterano Jarno Trulli, piloto da Lotus e 20º classificado na corrida valenciana, escreveu sobre isso na sua coluna no jornal italiano “La Reppublica”: “Se isso é positivo ou negativo, depende da ambição do piloto, mas eu não gosto disso. A corrida em Valência, na minha opinião, indicou outro vencedor além do usual Sebastian Vettel e esse vencedor é a tecnologia.” escreveu.
Isso diz duas coisas: Primeiro, as chances de uma equipa pequena conquistar pontos fica tremendamente reduzida. Segundo, a Formula 1 perde o seu apelo, não é coincidência que a corrida de [Domingo] foi a mais chata do ano“, concluiu. Que claro contraste com Canadá, não é? Outra noticia relacionada com o caso e do qual a Autosport portuguesa faz hoje eco: o jornal alemão “Die Welt” noticiou que nas oito primeiras corridas de 2011, registaram-se apenas 18 falhas mecânicas, menos vinte do que em igual periodo do ano passado.

Por um lado, Jarno Trulli pode estar a “puxar a brasa para a sua sardinha“, mas por outro lado… quando comecei a ver Formula 1, no inicio da década de 80, vivia-se a era Turbo: motores pequenos, de 1.5 litros, mas sobrealimentados, chegando até a ter potencias de 1500 cavalos em qualificação. Eram ultra-potentes, mas tinham dois grandes defeitos: eram pouco fiáveis e bebiam imenso. Só por si eram dois fatores de imprevisibilidade, e se quiserem ler as estatisticas, vejam a carreira de Jean-Pierre Jabouille, o primeiro piloto que guiou um Formula 1 Turbo: só pontuou três vezes na sua carreira, duas delas foram vitórias. Aliás, tem mais corridas onde conseguiu a “pole-position” – cinco – do que a chegar ao fim nos pontos. Ali, as corridas dependiam não só do talento do piloto, mas sim da colaboração da máquina, ou de um momento de distração, muitas vezes fatal.
Nelson Piquet disse certo dia numa entrevista que “as pessoas vêm as corridas porque querem ver o circo pegar fogo“. Lá isso é verdade: mais do que querer ver o nosso piloto ganhar, queremos ver o nosso adversário desistir. E se for por quebra mecânica, melhor. Conheço a história do GP do Brasil de 1978, onde em Jacarépaguá, sempre que passava o Ferrari de Carlos Reutemann, as multidões uluantes gritavam: “quebra, quebra!” só porque queriam ver Emerson Fittipaldi vencer no seu carro. E acho que muitos gostariam de ver as novatas a pontuar, algo que nunca se viu até agora, e pelos vistos, só poderão alcançar pela forma mais dificil: desenvolver o carro, porque o “fator acaso” ou se perferirem, o “fator sorte”, foi-lhes retirado.

Neste mais de um século de competições automobilisticas, o acidente e a quebra mecânica sempre fez parte do jogo. As vitórias não eram só resultado do bom dia do piloto ou de uma máquina superior às outras, também tinha a ver com uma falha mecânica, eletrónica ou humana. Quando esse fator desaparece, a sensação que se fica é como termos eliminado a Morte, pois modifica-se um dos paradigmas, uma das razões pelo qual vemos corridas. E com estes regulamentos atuais, em que os motores e caixas de velocidades se tornaram inquebráveis por ordem da FIA, o seu desenvolvimento foi congelado por um periodo de tempo, tudo isto em nome da redução de custos, acabaram sem querer por matar um pouco mais a galinha dos ovos de ouro que se tornou a Formula 1.
Sem querer, ou talvez não, existe agora menos um motivo para acordar nas manhãs de domingo.

Noticias: Pirelli considera o regresso dos pneus de qualificação

A Pirelli, que tem o monopólio do fornecimento de pneus para a Formula 1, está a considerar reintroduzir os pneus de qualificação na temporada de 2012. Quem o diz é o seu diretor, Paul Hembery. Em declarações à alemã “Auto Motor und Sport”, Hembery pretende melhorar onde a marca esteve menos bem este ano.
Estamos pensando na próxima temporada e vemos onde estão as fraquezas de nosso sistema“, começou por dizer. “Por exemplo: quando as duas primeiras sessões de treinos forem realizadas em condições de piso molhado, precisamos de um jogo extra de intermedios. Já concordamos que isso deverá ser incluído nas regras da próxima temporada.

Também temos mais ideias. Talvez podemos desenvolver um total de seis diferentes compostos slick e dar às equipes três opções de escolha. Há muitas opções. Podemos criar, também, um pneu com muito mais aderência para uma única volta, especialmente para a qualificação“, declarou.

Contudo, Hembery fez a disse que tais regras estão dependentes daquilo que as equipas acordarem. “No final, a decisão cabe às equipas. Se eles não quiserem, nós não faremos.“, concluiu.

Os pneus de qualificação foram introduzidos no final dos anos 70 e existiram até 1982, altura em que foram abolidos. Depois disso, voltaram no final da década de 80, onde ficaram até 1991, usados por Goodyear e… Pirelli, altura em que foram abolidos para a temporada de 1992, ficando de fora desde então.

E a temporada de 1976 vai virar filme de Hollywood!

Sempre disse ao longo da existência deste blog que em termos de cinema, vi mais projetos de filmes sobre automobilismo em geral, e Formula 1 em particular, do que a realidade. Pois bem, há precisamente dois meses que falei aqui de um filme sobre Niki Lauda e a temporada de 1976. E vai para a frente: Ron Howard foi anunciado como o realizador de um filme cujo titulo provisório é “Rush”, e que será produzido, em principio, pela Dreamworks.
Howard não é um diretor qualquer: aos 57 anos, já ganhou um Oscar de Melhor Realizador por “Uma Mente Brilhante“, e ele é muito bom a realizar biópicos: para além desse, fez filmes sobre eventos do século XX como “Apollo 13” ou “Frost/Nixon“, para além de “Anjos e Demónios”, o filme baseado num dos livros de Dan Brown. Pouco mais se conhece sobre quem são os atores ou quando é que as filmagens começarão.

Como sabem, a temporada de 1976 foi um duelo entre o Ferrari de Niki Lauda, campeão no ano anterior, e James Hunt, que substituira Emerson Fittipaldi na McLaren. O duelo foi intenso, e estava a ser ganho pelo austriaco quando aconteceu o acidente em Nurburgring, a 1 de agosto, que o colocou à beira da morte. De volta a um cockpit 40 dias depois, o duelo continuou até ao diluvio em Fuji, a última prova do campeonato, onde o austríaco abandonou voluntariamente na primeira volta e entregou o título a Hunt por um ponto.

Já agora, a Dreamworks parece ter também os direitos de passar para o cinema o livro “Shunt”, a extensa biografia sobre a vida colorida de James Hunt, publicada na Grã-Bretanha no final de dezembro do ano passado.

Os planos imediatos da Volkswagen no WRC

Aos poucos, a Volkswagen começa a preparar-se para 2013, altura em que terá o seu Polo WRC pronto para atacar as classificativas um pouco por todo o mundo. E parece ser estranho alinhar no próximo Rali da Finlândia com dois… Skoda Fabia S2000, mas quando se pensa que a ideia é de testar e “rodar” as equipas de mecânicos, até pode fazer sentido, bem como a Skoda ser uma marca do grupo Volkswagen.
Assim sendo, esses dois Skoda Fabia S2000 estarão nas mãos do norueguês Andreas Mikkelsen e de Joonas Lindeoos, e eventualmente participarão em todos os ralis do WRC até ao final da temporada, com a excepção do Rali da Austrália. Quanto às inscrições destes dois nomes, Kris Niessen, o diretor da VW Motorsport, afirma que um dos objetivos da marca a médio prazo é o de encontrar pilotos para tripular os Polo WRC a partir de 2013.

Além de alguns pilotos de rali de alto nível, queremos apresentar alguns jovens talentos na nossa equipa de 2013. Assim, vamos dar a alguns jovens pilotos uma oportunidade de mostrarem as suas capacidades competitivas em prova“, começou por referir.

Esta é a melhor forma de ver quem está a pilotar melhor e quem se adequaria à equipa de ralis da Volkswagen. Seria ótimo se conseguíssemos encontrar um novo Walter Röhrl ou Michele Mouton usando esta abordagem“, acrescentou.

São vários os nomes do qual se fala para a equipa oficial. Desde o norueguês Petter Solberg até ao qatari Nasser Al Attyah, passando pelo finlandês Juho Hanninen, são pilotos altamente cotados na equipa, num investimento de que se fala ser pesado, pois a marca de Wolfsburgo quer vencer no prazo mais curto possivel.

Youtube Simulator Crash: A simulação do acidente de Robert Kubica

Esta vi hoje no site Total Race: uma simulação do acidente que Robert Kubica teve com o seu Skoda Fabia no passado mês de fevereiro, no Rally Ronda de Andora. A simulação foi mostrada à imprensa polaca como forma de sensibilizar as pessoas para os perigos na estrada.
E ao ver o embate do carro nos guard-rails, fico arrepiado com o impacto, e até que ponto é que teve sorte em escapar dali com vida. É que aquilo a aquela velocidade é uma verdadeira lança, e ele escapou de um empalamento mais do que certo…

The End: Angélico Vieira (1982-2011)

Agora é real, o Angélico está morto. Os médicos do Hospital de Santo António declararam o óbito esta noite após terem decidido desligar as máquinas que o mantinham vivo depois do grave acidente que sofreu na madrugada deste sábado. Depois de três dias a sofrer, e a fazer com que os pais passassem pela pior das suas dores, tudo acabou.
Neste momento em que o corpo está a ser levado para a morgue e as formalidades estão a ser tratadas, o circo mediático desloca-se para o local do enterro ou cremação, certamente transmitido em direto pela TVI, pois foi ela que fabricou a sua fama. Mas quero perguntar uma coisa: quando todo o circo acabar, farão todos os circulos e acenderão velinhas pela pobre rapariga de 17 anos que está internada e arranjarão lugar nos jornais para dar noticias sobre o estado de saúde dela? Pois é… não é mediática. Voltaremos a vê-la daqui a dez anos, se calhar, quando um canal qualquer fizer uma grande reportagem sobre este assunto. Espero não ver essa rapariga numa cadeira de rodas, mas não acredito.

E sabem… todo este sofrimento poderia ser evitado. Bastariam duas coisas: moderação no acelerador e os cintos de segurança colocados. E é assim como uma vida acaba aos 28 anos, outra aos 25 – chamava-se Hélio Danilson Filipe e foi hoje a enterrar – e como uma vida de 17 anos poderá ficar afetada, senão estragada de forma permanente. São verdades inconvenientes do qual ninguém gosta de ouvir, mas lamento, tem de ser ditas.
Francamente, tenho muita pena dos pais, que não merecem passar por isto. Simplesmente nenhum pai e mãe, por muito mal que o seu filho ou filha tenha cometido, não merece passar pelo pior dos castigos, que é este.