Noticias: FIA apresenta o novo calendário de 2012

A FIA anunciou esta tarde em Paris o calendário para a temporada de 2012. Num calendário que se vai manter a mesma quantidade de corridas – vinte – e onde bhá um equilibrio entre as provas europeias e as asiáticas: oito cada um.
As grandes novidades são a incursão de Austin, no Texas – que nos últimos dias tem surgido noticias de que está quase parada devido à falta de fundos – o regresso do Bahrein, depois da agitação social do inicio deste ano que levou ao cancelamento da corrida, e a saída do GP da Turquia, que acontecia no circuito de Istambul, devido ao fato dos organizadores não quererem pagar os custos cada vez mais exorbitantes que Bernie Ecclestone anda a pedir para que seja acolhida a Formula 1.
Quanto a Austin, a passagem de junho (que era o que estava acordado inicialmente) para novembro é uma mais-valia para a pista texana, pois as temperaturas em junho por aquelas bandas são muito altas, mais de 40º Celsius em média. E também com as noticias dos atrasos nas obras, até calha bem ser tão tarde no campeonato…
Eis o calendário para 2012:
18/03 – Austrália (Melbourne)
25/03 – Malásia (Sepang)
15/04 – China (Xangai)
22/04 – Bahrein (Shakir)
13/05 – Espanha (Barcelona)
27/05 – Mónaco
10/06 – Canadá (Montreal)
24/06 – Europa (Valencia)
08/07 – Grã-Bretanha (Silverstone)
22/07 – Alemannha (Hockenheim)
29/07 – Hungria (Hungaroring)
02/09 – Bélgica (Spa-Francochamps)
09/09 – Itália (Monza)
23/09 – Singapura
07/10 – Japão (Suzuka)
14/10 – Coreia (Yeongnam)
28/10 – India (Delhi)
04/11 – Abu-Dhabi (Yas Marina)
18/11 – Estados-Unidos (Austin)
25/11 – Brasil (Interlagos)

As tensões e especulações do mundo dos ralis

Entre os ralis da Alemanha e da Austrália, e com o Mundial de ralis deste ano ao rubro, entre os pilotos da Citroen, pois tirando o primeiro rali do ano, na Suécia, a marca do “double chevron” tem dominado os acontecimentos. Mas parece que este duelo fratricida está a causar mais rombos dentro da equipa do que outra coisa, e poderá afetar não só o desfecho deste mundial, como também poderá mexer com o mercado de transferências para 2012, numa altura em que, como sabemos, uma marca estará mais forte (Mini) e outra prepara-se para a sua estreia (Volkswagen).
Primeiro que tudo, os eventos no Rali da Alemnanha. É mais do que sabido que foi um duelo fratricida entre Sebastien Löeb e Sebastien Ogier, do qual acabou quando Löeb, o heptacampeão, teve um furo, dando a Ogier o seu quarto triunfo nesta temporada. E no final do segundo dia desse rali, Ogier teve um desabafo para a imprensa, afirmando que “foi feita justiça”, uma declaração que caiu muito mal no seio da equipa francesa.

É conhecida a ambição de Ogier, e este apenas está a dizer à sua marca para que mantenha a promessa de tratamento igual e ter armas capazes de bater Löeb, quando fosse necessário. Foi essa promessa que o impediu de ir, em 2009, para a Ford. Agora, aparentemente, a assinatura do novo contrato com a marca no qual conseguiu os seus sete títulos mundiais, e que vai até ao final da temporada de 2013, deverá incluir uma cláusula de que será primeiro piloto, deixando de haver o tratamento igual que detêm agora. Pelo menos é isso que a imprensa francesa anda a falar desde há umas semanas a esta parte. E a relação Löeb/Ogier está cada vez mais a lembrar a relação Senna/Prost…
Hoje, numa entrevista a Martin Holmes, publicada na Autosport portuguesa, Löeb fala um pouco do estatuto da equipa e das tensões entre eles: “O Ogier está num estado de alma diferente e não aceita, queixando-se da nossa relação. Trabalhar com o Ogier no futuro vai ser difícil. Dantes até nos encontrávamos fora das provas, e agora embora isso vá ser difícil, não mudará a minha vida. Agora só nos vamos ver na Austrália, e daqui para a frente vai ser difícil porque ambos queremos vencer, mas também temos que ajudar a equipa. Enquanto estivermos na mesma equipa, vai ser complicado.”, referiu, antes de contar mais alguns detalhes de uma relação cada vez mais “intrincada”.
Se eu acho que era melhor o Sebastien Ogier sair da equipa? Não sou eu que tenho de tomar essa decisão! O ano passado quando ele negociava com a Ford, eu disse-lhe que seria melhor se estivéssemos em equipas diferentes.“, comentou.

Enquanto que os Sebastiões se degladiam, a Ford, que está na mó de baixo, pode ser o destino de Sebastien Ogier. Mas para que isso aconteça, terá de se livrar de um dos finlandeses. E isso até será mais fácil do que se julga, pois ambos os finlandeses… querem ir embora. Mikko Hirvonen tem contrato até ao final da época e poderá estar a negociar a sua ida para a Volkswagen em 2012 e ajudar no desenvolvimento do modelo Polo R. Mas também Jari-Matti Latvala, que tem contrato até 2012, está a pensar mudar de ares. Não só porque é uma máquina que parece não ser capaz de apanhar os Citroen DS3 WRC, como também a Ford está em processo de reavaliação da competição.
Contudo, parece que essa parte poderá estar resolvida a favor da sua continuidade, dado que as especulações sobre possiveis negociações de Ogier para a marca britânica são fortes e fundadas. Caso se confirme essa continuidade, poderá ser que Latvala cumpra o resto do contrato.
E se na Mini tudo está tranquilo, concentrado apenas no desenvolvimento do seu carro – cujo potencial é grande, pelo menos no asfalto – a Volkswagen poderá ter dois finlandeses a desenvolver o carro. Hirvonen e Latvala são as hipóteses atrás referidas, mas também Juho Hanninen, que está no SWRC, poderá ficar a desenvolver o carro, dado que trabalha para a Skoda, uma das marcas do Grupo Volkswagen.

Fora das equipas oficiais, parece que muitos privados andam super satisfeitos com o modelo DS3 WRC. Quase todos os têm – Petter Solberg, Kimi Raikonnen, Dennis Kuipers, Peter Van Merksteijn… – e mais um poderá ter esse carro em 2012: o qatari Nasser al-Attyah. Com a sua participação no Dakar mais ou menos a prazo, dada a saída da Volkswagen no Todo o Terreno, Al-Attyah quer saltar para a primeira divisão dos ralis, pois corre com um Ford Fiesta no SWRC, ao lado de pilotos como o estónio Ott Tanak ou o português Bernardo Sousa, sem enormes resultados. E como os seus patrocinadores não estão muito virados para o Fiesta, e o Mini Countryman ainda está na sua fase de crescimento, o DS3 é uma opção a curto prazo e mais consistente.
A acontecer, será um ano em cheio para ele. Afinal de contas, não é qualquer um que no ano que vem vai fazer Dakar, WRC e Jogos Olimpicos – é um atirador de qualidade mundial e atual campeão asiático.

Youtube Nurburgring: Uma volta com um carro elétrico

Confesso que o que mais me impressiona é a velocidade a que isto vai e o barulho que faz. Deve ser a primeira vez que oiço o barulho dos travões a chiarem do que o barulho de um motor de combustão que não existe, pois foi substituido por dois motores elétricos.
O protótipo em questão é o Toyota TMG (Toyota Motorsport GMBH) EV P001, e guiado pelo piloto alemão Jochen Krumbach, atingiu uma velocidade máxima de 260km/h o que, combinado com o impressionante binário de 800Nm, fez com que o recorde do “Inferno Verde” para carros elétricos caisse de uns meros 9.01,338 segundos para uns impressionantes 7,47,794 segundos que, apesar de estar longe dos 6.25,91 minutos que o legendário Stefan Bellof fez em 1983, num Porsche 956, já o coloca numa galeria respeitável, pois fica a par de carros como o Mercedes SLS AMG ou o Audi R8 V10, dois carros de produção muito velozes.
Aos poucos e poucos, os veículos elétricos começam a ser impressionantes. E não ficaria admirado se daqui a dez anos, o panorama automóvel será tremendamente diferente… até no automobilismo!

As corridas do passado: Holanda 1981

Quinze dias depois de Zeltweg, o pelotão da Formula 1 estava no circuito holandês de Zandvoort, num campeonato que estava cada vez mais disputado entre Carlos Reutemann, o lider, e o seu perseguidor mais próximo, o brasileiro Nelson Piquet. Mas havia outros candidatos, como o australiano Alan Jones ou o francês Jacques Laffite, que tinha vencido na corrida austriaca e estava agora a meros onze pontos de Reutemann.


Em Zandvoort, a grande novidade do pelotão era o regresso dos Fittipaldi de Chico Serra e Keke Rosberg, que tinham faltado na participação da corrida anterior devido à falta de motores funcionais nessa corrida, sinal das dificuldades financeiras que atravessavam já naquele momento. (…)


(…) A corrida começa com Prost a manter a liderança dos ataques de Arnoux, e praticamente ficou nessa posição no final da primeira curva. Atrás, Jones tinha passado Piquet para o terceiro lugar, e Laffite passar Reutemann para o quinto posto. Mas mais atrás havia drama: Gilles Villeneuve, que tinha tido uma má qualificação, arrancava do 16º posto para tentar passar entre o Alfa Romeo de Bruno Giacomelli e o Arrows de Riccardo Patrese. Mas a passagem foi mal calculada e o seu Ferrari pulou e acabou na primeira curva, depois de um pião. Metros mais à frente, o outro Ferrari de Didier Pironi batia no Ligier de Patrick Tambay e também ficavam pelo caminho.


Prost começou a abrir uma vantagem para Arnoux logo na segunda volta, enquanto que o outro francês começou a defender-se dos ataques de Jones, mais rápido do que ele desta vez. Na terceira volta, Jones passa Arnoux em aceleração, e poucos depois é a vez de Piquet fazer o mesmo, e depois Laffite. Reutemann passa o francês na volta dez, e o segundo Renault era agora sexto classificado. (…)”

No final dessa corrida, Alain Prost conseguiu resistir às pressões de Alan Jones e venceu pela segunda vez na sua carreira com o seu Renault, mostrando o potencial para ser o excelente piloto que sabemos agora ter sido. E com Carlos Reutemann entre os desistentes e o segundo lugar de Nelson Piquet na corrida, permitiu que no final ambos ficassem igualados na liderança, ambos com 45 pontos cada um. E no sexto posto, a duas voltas dos vencedores, ficava o Ensign de Eliseo Salazar, que na 12ª corrida da sua carreira, conseguia o seu primeiro ponto e era o primeiro chileno a consegui-lo. Tudo isso e muito mais podem ler hoje no site Pódium GP.

A atual salganhada da Renault

A cada semana que se passa, surgem novos desenvolvimentos sobre a Renault, mostrando até que ponto está atolada de dívidas ao pescoço e até que ponto eles estão desesperados por dinheiro. Uma Renault que é só de nome, pois a Genii é cada vez mais dona daquilo. Só que o homem que toma conta dela, Gerard Lopez, precisa de dinheiro como água no deserto e alguns dos seus patrocinadores estão a antecipar pagamentos para assegurar o básico.

Tudo isto acontece numa altura em há quatro pilotos em destaque nessa equipa: Robert Kubica, que saiu agora de uma nova operação ao cotovelo e está quase na parte final da sua recuperação; Bruno Senna, que garantiu o seu lugar à custa de 300 mil euros por corrida, vindos – segundo uma fonte brasileira de Elke Batista, um dos homens mais ricos do Brasil – Romain Grosjean, que Eric Boullier queria que corresse no final do ano, mas o dinheiro falou mais alto; e Nick Heidfeld, que decidiu processar a Renault-Genii-Lotus, porque lhe tiraram o tapete debaixo dos seus pés sem justificação.
E é essa salganhada que explica Luis Vasconcelos na edição desta semana da Autosport portuguesa, com a possibilidade de novos proprietários no horizonte, logo, mais pilotos no baralho.

RENAULT APOSTA EM BRUNO SENNA
A Renault substiuiu Nick Heidfeld por Bruno Senna no GP da Belgica, mas o alemão colocou a equipa em tribunal e pode regressar em Singapura. Isto numa altura em que parece provavel a escuderia mudar de dono no final do campeonato.
As criticas públicas de Gerard Lopez e Eric Boullier a Nick Heidfeld não preconizavam nada de bom para o piloto alemão, que saiu na Hungria na oitava posição do Mundial de pilotos, dois pontos na frente de Petrov e Schumacher, pelo que a noticia da sua substituição por Bruno Senna não foi uma verdadeira surpresa.


Mas o brasileiro precisou de garantir 300 mil euros à equipa de Enstone para garantir o seu lugar, ajudando a Renault F1 neste momento complicado da sua existência, pois é voz corrente no paddock que a escuderia se debate com falta de fundos. Em Spa houve mesmo quem nos assegurasse que a Lotus teve de avançar com os pagamentos que estavam escalonados para mais tarde, para que algumas contas fossem pagas e a verdade é que alguns elementos da marca que é propriedade da Proton estavam muito ativos na Belgica, não se comportanto como convidados mas como verdadeiros elementos da equipa de F1.


O belissimo desempenho de Bruno Senna logo na qualificação chegou no melhor momento para Eric Boullier, que tinha de estar a defender uma posição que lhe tinha sido imposts – a sua perferência era de colocar Grosjean no lugar de Heidfeld a partir do GP de Singapura – e teve no sétimo lugar do brasileiro a melhor noticia que já recebeu este ano.


MUDANÇA DE MÃOS À VISTA


A exigência de patrocinios feita a Bruno Senna, e que acabou por fazer com que o brasileiro fosse preferido a Romain Grosjean na substituição antecipada a Nick Heidfeld, deixa à vista as dificuldades económicas que Boullier continua a desmentir, mas que fontes da equipa nos voltam a confirmar em Spa.


Segundo as mesmas fontes, o empréstimo contraído junto do Snoras Bank em 2010, para pagar a primeira das cinco prestações de 17 milhões de euros devidas à Renault, não foi pago em dinheiro mas sim em ações, o que explica a presença de Vladimir Antonov, o principal acionista do banco lituano, em diversas corridas ao longo desta temporada. Como a Genii Capital não parece estar em posição de pagar a prestação deste ano, que tem como prazo limite o primeiro dia de novembro, perfilam-se compradores no horizonte, encorajados por Bernie Ecclestone, que está determinado a afastar Lopez do ‘seu’ campeonato.


O holandês Marcel Boekhooern, proprietário da McGregor, parece estar na “pole-position” para adqurir a Renault, o que implicaria a entrada de [Gierdo] Van der Garde para o lugar de Petrov em 2012, mas David Richards também está a tentar convencer os seus sócios do Kuwait – proprietários da Aston Martin – a fazerem uma oferta, pois continua a sonhar com um regresso à F1.


Boekhooern vê neste negócio como uma alternativa muito interessante ao apoio à Williams (ler em separado) e tem muito capital disponivel depois de há poucos anos ter ganho 900 milhões de euros em apenas nove meses, com a compra e sucessiva venda da Telford! E também percebeu que o seu genro, Van der Garde, teria acesso na Renault F1 a material muito mais competitivo do que se assinasse com a Williams, estando a preparar uma oferta muito generosa a Lopez, que este é muito capaz de aceitar, pois parece que está a debater-se com uma muito evidente falta de meios.
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O QUE FAZER COM GROSJEAN?
O sucesso de Romain Grosjean na GP2 está a criar uma dificuldade extra a Eric Boullier, adepto confesso das qualidades do franco-suiço, mas sem poder para o impôr no seio da Renault. A sua intenção era a de o fazer correr a partir do GP de Singapura, mas o dinheiro de Senna mudou o curso dos acontecimentos e está praticamente excluída a possibilidade de Grosjean regressar à F1 este ano.


Com a equipa a necessitar de um piloto pagante para acompanhar Kubica em 2012 – pois o polaco também não tem outras alternativas e terá de reconstruir a sua carreira – Grosjean pode roubar o lugar a Jerôme D’Ambrosio na Virgin, pois os dois tam a carreira gerida pela Gravity. Mas o belga garante alguns apoios financeiros, o que deixa Grosjean em maus lençois, podendo muito bem ter de procurar outros caminhos para prosseguir a sua carreira, pois por regulamento não vai poder continuar a correr na GP2.

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana trata sobre a vitória de Sebastian Vettel no GP da Belgica e daquilo que inevitavelmente irá acontecer daqui a umas semanas: “Crónica de um campeão anunciado“, é o título escolhido pela revista.
E se há dúvidas sobre aquilo que a revista anuncia, os subtítulos justificam o porquê de tal afirmação: “Sétima vitória de Vettel acaba com as dúvidas“; “Jovem alemão está a quase 100 pontos de Webber” e “Vinte anos depois da estreia, Schumacher brilha em Spa“.
Na parte de cima, a revista decidiu fazer uma entrevista a Sebastien Ogier, o segundo piloto da equipa oficial da Citroen, e a maior ameaça para Sebastien Löeb, atual lider do campeonato, e pelo título escolhido (“Ogier, o agente provocador de Löeb“), deve prometer. Depois, o anuncio de Carlos Sousa de que irá fazer o Dakar de 2012 numa equipa de fábrica, do qual ainda nada se sabe (“Carlos Sousa em equipa de fábrica no Dakar“) e por fim, o resultado da corrida de GT em Magny Cours (“Novo pódio para trio português em Magny Cours“)

Quando é que ele será campeão?

O campeonato do mundo de 2011 já não é uma questão de “quem” ou “se”, mas sim “quando”. Sebastian Vettel, o detentor do título, não o perderá nesta temporada, tal é o seu dominio no campeonato e tal é a eficácia do chassis RB7, mais uma criação de génio saído da pena de Adrian Newey. Aliás, está mais para o renovar do que outra coisa. Mas a questão é agora saber onde é que vai ser a “coroação” de Vettel.
A vitória de ontem de Sebastian Vettel em Spa-Francochamps é a sétima desta temporada, e o piloto de 24 anos será, algures em outubro, o mais jovem bicampeão de sempre. Mas neste atual sistema de pontuação, os 92 pontos de avanço nos faz pensar quando é que será consagrado. Na minha opinião pessoal, deverá ser em Suzuka, com o título de construtores um bocado antes, em Singapura, pois os 426 pontos que a Red Bull tem já podem não ser alcançáveis pelos 295 pontos que a McLaren detem neste momento.
Mas será que a matemática combina realmente com achismos pessoais? É o que se vai tentar mostrar neste post. Há centenas de variáveis possiveis, mas pode-se fazer uma amostra:

Cenário numero um:


Dobradinha da Red Bull nas três provas seguintes (Monza, Singapura e Japão), com Vettel em primeiro e Webber em segundo.


Resultado: Em caso de vitória, Vettel é campeão no Japão.
Com 92 pontos a separar primeiro de segundo, se a tendência se manter nas três provas seguintes, a diferença se alargava, à entrada da corrida de Suzuka, para 113 pontos, fazendo com que Vettel entrasse como virtual campeão, mas não campeão matemático. Para isso, Mark Webber não poderia ser o segundo classificado nessa corrida para que o alemão comemorasse o bicampeonato nas boxes japonesas, já que após a corrida japonesa ficariam apenas quatro corridas por realizar, logo, cem pontos em jogo.
Cenário numero dois:


Vettel vence as três provas seguintes e Webber não seria segundo numa dessas três corridas (Monza, Singapura e Japão)


Resultado: Vettel tinha de vencer no Japão para ser campeão.
Caso Mark Webber pontue nas três provas seguintes, mas em que numa das provas seja terceiro classificado, a diferença alargar-se-ia em 24 pontos, para 117 pontos, o que faria com que o cenário fosse algo semelhante quando o pelotão chegasse a Suzuka. Mas aí, bastaria apenas Vettel vencer, sem mais contas, para comemorar o bicampeonato, pois ficaria com 124 pontos de diferença sobre o seu companheiro.

Cenário numero três:


Vettel não vence uma das corridas, e Webber é o vencedor.


Resultado: se Webber não desistir em Suzuka, fica tudo adiado para a Coreia do Sul.
Sebastien Vettel já teve precalços a meio da temporada, especialmente quando McLaren e Ferrari venceram três provas seguidas e Vettel até falhou o pódio – irónicamente no GP alemão – Caso Webber e Vettel trocassem de posições numa das três corridas seguintes, a diferença seria diminuida em apenas sete pontos. À chegada a Suzuka, e partindo do principio que a diferença teria sido alargada em 14 pontos – para 106 pontos – somente se Mark Webber desistir nessa corrida é que Vettel comemoraria nas boxes, pois alargaria a vantagem em 25 pontos e passaria desses teóricos 106 pontos para 131.

Cenário numero quatro:


Fernando Alonso e a Ferrari vencem duas corridas, com Vettel em segundo lugar


Resultado: Vettel só comemoraria o título em Suzuka se Alonso não pontuar.
Aqui coloco o piloto da Ferrari, mas poderia colocar Lewis Hamilton ou Jenson Button. Mas estes são cenários cada vez menos prováveis, pois as performances de McLaren e Ferrari são menos constantes do que os da Red Bull. Lewis Hamilton é intempestivo, Jenson Button é mais consistente, mas depende de um bom dia do seu carro, Fernando Alonso pode estar sujeito às escolhas da sua equipa, etc…
Mas vamos supor que o piloto das Asturias vence em Monza e aguenta Vettel em Singapura, como aconteceu em 2010. Atualmente, a diferença de Vettel para Alonso é de 102 pontos, mas se os resultados das duas corridas seguintes forem Alonso-Vettel, e Webber for quarto classificado em duas provas e perder o segundo lugar da geral, teríamos Alonso a recuperar apenas 14 pontos para Vettel, mas a passar Webber por 15 pontos, o que faria com que a diferença diminuísse desses 102 pontos para 88.
Se Vettel vencesse e Alonso fosse segundo, a diferença alargaria-se para 96 pontos e tudo ficaria adiado para a Coreia do Sul. Se o espanhol fosse terceiro classificado, com Vettel vencedor, a diferença entre os dois seria de 101 pontos, e se fosse quarto, acabaria em 103. Portanto, num cenário destes, Vettel só seria campeão se Alonso desistisse, pois a diferença alagar-se-ia para 123 pontos. Mas numa era onde os carros são virtualmente indestrutíveis em termos mecânicos, é um cenário improvável.
Portanto, eis alguns calculos para o título de 2011. Mas como digo, isto é apenas uma amostra, e depende de váriáveis. A minha tem como cenário o título de Vettel em Suzuka, e para isto acontecer, temos de esperar que as coisas em Monza e Singapura correm como planeado, sem carambolas, colisões, motores partidos, penalizações e outros…

GP Memória – Holanda 1976

Quinze dias depois da vitória-surpresa de John Watson, no seu Penske, que resultou num legendário corte de barba, a Formula 1 estava de volta à ação no circuito holandês de Zandvoort. Por esta altura, todos estavam a assistir, espantados, à recuperação de Niki Lauda, que tinha passado de um estado critico para a ter tido alta do hospital de Mannheim, onde recuperava em casa no sentido de reaparecer na prova seguinte em Monza. Impressionado com a sua recuperação, Enzo Ferrari mandou correr o carro de Clay Regazzoni, esperançado que pudesse perturbar a recuperação que James Hunt tentava fazer, nesta ausência forçada do piloto austriaco.
Entretanto, no pelotão, havia modificações. Brett Lunger tinha saído da Surtees e no seu lugar tinha aparecido um novato sueco, de seu nome Conny Andersson, que tinha experiência de Formula 3. Outro dos salvadores de Nurburgring um mês antes, Guy Edwards, estava lesionado no seu pulso e no seu lugar na Hesketh tinha sido chamado o veterano Rolf Stommelen. Na Ensign, depois de Hans Binder ter guiado o carro na Austria, Mo Nunn, o seu proprietário, contratara o belga Jacky Ickx para o guiar no resto da temporada. E na Penske, um segundo chassis era guiado pelo local Boy Hayje, que fazia a sua estreia na Formula 1.

No final das duas sessões de qualificação, o melhor foi um surpreeendente Ronnie Peterson, que no seu March conseguia a primeira pole-position do ano para a marca. Ao seu lado na primeira fila estava James Hunt, no seu McLaren, enquanto que na segunda fila estavam o Shadow de Tom Pryce e o Penske do vencedor da corrida anterior, John Watson. Clay Regazzoni era o quinto, no Ferrari, seguido do Lotus de Mario Andretti. Vittorio Brambilla, no segundo March, era o sétimo, na frente do Tyrrell de Jody Scheckter. E a fechar o “top ten”, na quinta fila, estavam o Brabham de José Carlos Pace e o Ligier-Matra de Jacques Laffite.
Ainda houve um piloto que não conseguiu a qualificação para a corrida. Tinha sido o Tyrrell-Ford do italiano Alessandro Pesenti-Rossi.

Na largada, Peterson manteve a liderança, seguido por Watson, Hunt, Andretti, Pryce e Regazzoni. Nas voltas seguintes, Watson seguia Peterson, que começava a debater-se com problemas na direção do seu carro. Com isso, o irlandês aproximou-se o suficiente para fazer manobras de ultrapassagem, mas na segunda tentativa, à volta 14, Watson alargou a trajetória e Hunt aproveitou para passar para o segundo lugar. Na volta seguinte, Hunt passa Peterson para a liderança, enquanto que o sueco perdia um lugar para Watson. Pouco depois, perdia mais um lugar para Regazzoni, que já tinha passado Andretti e Pryce.
A partir daqui, as ocisas ficam calmas até à 48ª volta, quando a caixa de velocidades do seu Penske cede e tem de abandonar a prova. Assim, o suiço da Ferrari passa para o segundo lugar e começa a aproximar-se de Hunt, com Peterson na terceira posição. Enquanto que se desenhava um duelo pela liderança, na volta 53, a pressão de óleo do seu March deixava Peterson apeado.

As voltas finais desenhavam-se um duelo entre Ferrari e McLaren. Ambos degladiaram-se pela vitória, mas Hunt não cedeu um milimetro e conseguiu aguentar a pressão para ganhar a corrida e mais nove pontos no seu duelo pessoal com Niki Lauda. Apesar da boa corrida de Regazzoni, o segundo lugar final soava a derrota. Mário Andretti completava o pódio para a Lotus, e era o seu primeiro desde 1972. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Shadow de Tom Pryce, o Tyrrell de seis rodas de Jody Scheckter e o March de Vittorio Brambilla.
Fontes:

Formula 1 2011 – Ronda 12, Belgica (Corrida)

Depois da chuvada de ontem, hoje o tempo não ameaçava chuva, o que queria dizer que as coisas iriam ser diferentes do que tinhamos visto ontem. E de uma certa forma, a “normalidade” seria restablecida. Pois bem… foi o que aconteceu: Sebastian Vettel venceu no seu Red Bull, com Mark Webber a chegar na segunda posição, dando dobradinha à equipa austriaca e a equipa a ficar cada vez mais perto de revalidar ambos os títulos.
As coisas começaram logo nos primeiros cem metros da corrida, no gancho La Source, quando Nico Rosberg fez uma partida fenomenal, passando Vettel e ficando (por pouco tempo) com a liderança, ao mesmo tempo que Bruno Senna decidiu dar um toque no Toro Rosso Jaime Alguersuari, estragando a sua corrida e terminando ali a corrida do jovem catalão. Os comissários não acharam graça à sua manobra e decidiram penalizá-lo com um “drive through”, fazendo-o cair para o final do pelotão.

Mas a partir desse momento se começou a ver algumas recuperações… digamos, homéricas. Michael Schumacher, Jenson Button e até Mark Webber, que tinha tido uma má partida, começaram a impor um ritmo elevado e a aproveitar bem os pneus que tinham às suas disposições. Isso tudo acontecia quando na frente, Nico Rosberg não aguentava o ritmo e era passado por Vettel, que depois foi passado por Button (que recuperação!) e logo a seguir por Felipe Massa. Fernando Alonso era então quinto, mas já assediava Rosberg…
Então, na 12ª volta, o Safety Car entra na pista por causa de… Lewis Hamilton. O piloto da McLaren não conseguiu calcular a ultrapassagem ao Sauber de Kamui Kobayashi para Les Combes, toca nele e despista-se violentamente para os guard-rails. O safety Car entra e Hamilton vê lo seu fim de semana chegar ao fim de forma violenta.
E foi nessa altura que os pilotos aproveitaram para a sua primeira paragem nas boxes. Com uma paragem perfeita, Vettel conseguiu consolidar a sua liderança e não ser mais incomodado. Webber conseguiu ficar com o segundo lugar e Fernando Alonso o terceiro posto, e parecia que os pneus que tinha calçado, o pódio estava mais do que assegurado.

Mas na parte final, a Ferrari pediu a Alonso para que aguentasse o mais possivel na pista, e os pneus que tinha calçados não resistiram. Foi por isso que Alonso não resistiu aos ataques de Jenson Button e perdeu o pódio. E essa má estratégia da Ferrari custou também alguns lugares para Felipe Massa, já que este acabou no oitavo lugar, e o unico brasileiro a pontuar nesta corrida. Jenson Button agradeceu os problemas de Alonso e foi ele que acompanhou ambos os Red Bull, recompensando uma corrida de ataque, mas limpa, sem os erros e as precipitações do seu companheiro Hamilton. Compensou pela sua má qualificação.
Com Alonso a cair para quarto, Michael Schumacher aparece logo a seguir, no quinto posto, mostrando mais uma vez uma amostra daquilo que foi no passado, o piloto batalhador que conseguia fazer milagres em pista e vencia quase tudo. Apesar de ainda não ter subido ao pódio desde que regressou, provavelmente este foi uma das suas melhores corridas do ano, a par do Canadá. Rosberg, paesar de tudo, acabou no sexto lugar, atrás de Schumacher – por uma vez neste ano, isto acontece – mas aqui o alemão tinha de abrndar o ritmo porque já começava a não ter gasolina suficiente…
Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Force India de Adrian Sutil (outro que teve uma boa corrida para compensar a péssima qualificação) o Ferrari de Felipe Massa, o Renault de Vitaly Petrov e por fim, o Williams de Pastor Maldonado, que consegue algo raro: não só consegue o seu primeiro ponto da sua carreira, como consegue o primeiro ponto de uma venezuelano desde o GP de Long beach de 1983, quando Johnny Cecotto acabou a corrida na sexta posição, ao volante de um Theodore.

Assim cai o pano em Spa-Francochamps. Daqui a quinze dias teremos Monza, e pelo ritmo que as coisas andam, muito provavelmente será o inexorável caminho para o bicampeonato para Vettel e a Red Bull. Afinal de contas, são 92 pontos de diferença para Mark Webber, e se as coisas continuarem assim, o alemão arrisca a comemorar o bicampeonato em Suzuka…

Youtube Formula 1 Classic: México 1986, a primeira vitória de Gerhard Berger

No dia de aniversário de Gerhard Berger, lembro-me de um fato interessante sobre este simpático piloto austriaco: foi ele que deu à Benetton a sua primeira… e última vitória da equipa em toda a sua história. E neste dia de aniversário, é bom recordar os feitos de Berger nesse já distante GP do México de 1986, onde os pneus Pirelli e o motor “foguete” BMW Turbo por fim tinham um bom dia e davam ao austriaco a vitória que muito prometia nas corridas anteriores – como na Austria, por exemplo – e subia ao pódio para o comemorar.
Engraçado nessa corrida – para além do carro de Nelson Piquet se transformar um transportador de pilotos – é ver que Berger “meteu o nariz” na luta pelo título daquele ano, pois Alain Prost ficou na segunda posição e os Williams ficaram pior classificados: Piquet foi quarto, Nigel Mansell o quinto. Se calhar foi ali que Prost conquistou o seu bicampeonato, não?
Enfim, o que interessa é comemorar mais um aniversário a Berger. E que faça muitos mais!