Youtube Indycar Video: as primeiras voltas de Rubens Barrichello em Sebring

Nos últimos dois dias, Rubens Barrichello esteve na pista de Sebring para experimentar, a convite de Tony Kanaan, o carro da IndyCar Series para 2012. O veterano piloto brasileiro, que tem mais de 300 Grandes Prémios de Formula 1 no seu currículo, e sem lugar para 2012 no pelotão da formula 1, demonstrou que ainda tem vontade de correr e mostra-se competitivo, com tempos que se aproximaram em muito o seu amigo Kanaan.
Aqui vê-se como ele andou numa pista – bastante ondulada, por sinal – e provavelmente, pelo que se lê no Twitter nestas últimas horas – que isto pode ter sido mais do que um mero teste. Provavelmente, Rubens poderá ter vencido algumas resistências suas e de mais alguns familiares, e tentará a sua sorte nos Estados Unidos, agora que o calendário tem poucas provas em pistas ovais.
Veremos. Por agora, veja-se as suas voltas em Sebring num carro totalmente novo.
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A polémica da noticia retirada da Autosport britânica

O post anterior sobe o McLaren MP4-27 traz comentários do chefe da McLaren Apllied Technologies, Geoff McGrath, que fala, claro sobre o carro em si e o potencial de inovação que poderá ser polémica. Essas declarações foram feitas no site da revista britânica Autosport, e estão a causar polémica nesta tarde de terça-feira em paragens britânicas. Porquê? Pois a revista decidiu tirar a noticia do ar pouco depois de a ter colocado.
A coisa, claro, causou polémica, com os adeptos a “deitarem a lenha” sobre a revista e chamando-lhes nomes muito feios. Pelo que leio no Formula 1 Blog, a razão pelo qual a revista decidiu tirar a matéria do ar e repô-la sem as declarações do senhor McGrath tem a ver com os elogios a Sebastian Vettel, que foram demasiado grandes, incomodando provavelmente Martin Whithmarsh, o manda-chuva da secção da Formula 1 em Woking. É que deitar a toalha no chão a cinco minutos do começo do combate costuma não ser boa politica para ninguém. 
Claro, poderiam ter corrigido antes, e não depois, e evitando toda esta “tempestade num copo de água“. Mas como estamos a poucas horas de que seja mostrado algo muito importante, pois estamos a falar de um dos “players” do campeonato e o primeiro a revelar o jogo. E como leram anteriormente, tem o potencial para criar polémica.   

O que será o novo McLaren MP4-27?

Esta vai ser provavelmente a semana da McLaren. Pelas boas – e provavelmente – controversas razões. Depois de esta segunda feirta terem circulado rumores de que estaria interewssada no motor V6 Turbo da PURE, que está a ser fabricada em França e com a ajuda de Craig Pollock – o acordo com a Mercedes termina na temporada de 2014 – agora surgem rumores de que o McLaren MP4-27, que será mostrado amanhã, poderá ser tão inovador que as restantes equipas tudo farão para o ilegalizar, salvo o devido exagero.
A imprensa britânica fala hoje de que o carro terá algumas inovações no seu design que poderão ter levantado as sobrancelhas à concorrência mais direta – leia-se Red Bull e Ferrari – e fizeram com que a expectativa tenha crescido, a menos de 24 horas da sua apresentação oficial em Woking. E como todos sabem, ainda está fresca nas nossas memórias a polémica que foi o sistema de estabilidade da Lotus, que a FIA primeiro permitiu, mas depois aboliu.
Há inovações técnicas sobre o carro que ficarão imediatamente óbvias quando vocês olharem“, começa por dizer Geoff McGrath, o diretor de tecnologia da marca, à Autosport britânica. Ele espera que nesta temporada estrejam a lutar de igual para igual copm o Red Bull RB8, que será apresentado alguns dias depois. “Nós começamos bem atrás nos últimos anos, que é uma coisa realmente decepcionante. Mas, quando estamos atrás, você pode ver que historicamente evoluímos mais rápido que os outros“, continuou.
De fato, as expectativas estão muito altas nesta terça-feira. O Twitter está cheio de rumores, e o mais consensual é de que eles irão apresentar uns “sidepods” a lembrar o Jordan 195, que não tinha quase qualquer entrada de ar, e duas asas laterais. Se é verdade ou que tudo isto não passa de um golpe publicitário para que todos nós falemos da equipa de Woking para criar um enorme falatório, não sabemos. Mas é certo que a McLaren será este ano a segunda equipa a apresentar o seu chassis de 2012, e a primeira das “grandes” a mostrar o novo bólido conduzido por Jenson Button e Lewis Hamilton, que tem como alvo ambos os títulos mundiais. E com toda a gente a criticar o bom gosto do Caterham CT-01, veremos se aqui a tendêndia é para ser seguida ou a equipa encontrou algo para contornar.
Amanhã saberemos a resposta. E veremos se vale a pena ver e sobretudo… se é legal.

Noticias: Adrian Sutil condenado a 18 meses de pena suspensa

O piloto Adrian Sutil, que este ano estará de fora da Formula 1 após três temporadas na Force India, foi esta manhã condenado num trinbunal alemão a 18 meses de pena suspensa e a cerca de duzentos mil euros de indemnização, após uma agressão a Eric Lux numa discoteca de luxo em Xangai, há cerca de um ano. 
O tribunal de Munique, onde este caso foi julgado, considerou provado que Sutil agrediu Lux, co-proprietário da Genii Capital, com um copo de champanhe, na sequência de uma rixa dentro de uma discoteca na capital comercial da China, no domingo após o GP chinês, em abril de 2011. A indemnização será entregue a instituições de caridade. Quanto à sentença, o delegado da Procuradoria de Munique pediu este tipo de penalização para demonstrar que profissionais deste calibre são modelos de conduta e se deveria portar como tal.
Não se sabe ainda se Sutil irá recorrer da sentença. 

Youtube Motorsport Classic: Quando um piloto leva a mulher a passear…

Lembram-se certamente de Riccardo Patrese, que levou a sua mulher a passear em Jerez de la Frontera e pregou-lhe um susto de morte. O video deve ter sido visto algumas milhões de vezes e parece que se tornou num padrão para mais videos semelhantes, e provavelmente o temor de qualquer mulher de piloto. Portanto, posso dizer que Mariana Barbosa, mulher do piloto português João Barbosa, vencedor das 24 Horas de Daytona em 2010, é uma pessoa de coragem quando aceitou dar duas voltas na mesma pista onde o seu marido ganhou neste final de semana.
O resultado destas voltas podem ver nos próximos seis minutos. E se virem o video até ao fim, podem ver o que ela diz no final da volta…

Rumor do dia: Kubica pode entrar num simulador em abril

Robert Kubica, que toda a gente gosta de dizer que está acabado para a Formula 1, está em casa a recuperar da sua mais recente contrariedade, a sua escorregadela no gelo que fez fraturar a sua perna direita, há cerca de duas semanas. A poucos dias do primeiro aniversário do seu acidente no rali Ronda di Andora, Kubica foi noticia neste final de semana devido a um rumor afirmando que ele irá testar um simulador em junho. E não é um simulador qualquer: é o da Ferrari. 
Segundo a revista italiana “Omnicorse”, Kubica está na fase final da sua recuperação e parece que a parte mais dificil, que serão as movimentações do seu braço e cotovelo direito, está progressivamente a superá-lo e mesmo a contrariedade da sua tíbia direita é uma questão de semanas e nada afetou a sua recuperação. A revista fala também que caso os testes no simulador sejam positivas, a próxima fase será um teste em pista em junho, com um carro de 2010 com o novo motor V6 Turbo de 1.6 litros, que será estreado em 2014. E por essa altura, poderá assinar uma carta de intenções com a Scuderia, visando a temporada de 2013. 
E se o melhor se confirmar, provavelmente as coisas para Felipe Massa na Scuderia estarão mais negras… mas isso é outra história. O que interessa saber é que Kubica poderá estar mesmo bem encaminhado para a recuperação total. A grande dúvida é saber como se comportará num teste como este e se terá tempos suficientemente competitivos para a Formula 1, um desporto exigente e que pede que os pilotos estejam a mais de cem por cento. E se estiver, será provavelmente uma das maiores recuperações da história do desporto, digno talvez de um filme de Hollywood.

Lotus 25: os 50 anos do primeiro monocoque de Formula 1

(…) A ideia do chassis surge algures em 1961 quando Colin Chapman jantava com Mike Costin, um seu antigo associado que se tinha juntado a Keith Duckworth para construir uma preparadora de motores que vitia a ser a Cosworth. Ambos discutiam a rigidez torsional dos chassis, e à medida que conversavam, Chapman desenhava em guardanapos as ideias que iam tendo. Em poucas linhas, nascia um chassis que iria revolucionar a Formula 1, que iria fazer com que se resolvesse uma problema aparentemente irresolúvel: um chassis tão rígido como leve. 


O modelo 25 era três vezes mais rijo do que o modelo 21, que era feito de modo tubular, mas a sua leveza era maior do que o modelo anterior. Para que isso acontecesse, decidiu distribuir melhor o peso, colocando o piloto no carro em posição reclinada, quase deitada, deixando a sua linha de visão quase em linha com a parte mais alta do chassis. Mesmo assim, o piloto via bem e conseguia ter um bom desempenho quando conduzia. E o piloto principal da Lotus, Jim Clark, iria ser o principal beneficiado deste chassis. (…)

Em 2012 comemora-se o 50º aniversário do primeiro monocoque, o Lotus 25. Saído da mente de Colin Chapman, quebrou o pensamento dominante dos chassis tubulares e conseguiu conciliar dois principios aparentemente contraditórios: peso e resistência. O chassis, feito de aluminio três vezes mais resistente do que os carros normais, era mais leve do que os tubulares. E com isso, aliado ao motor Coventry-Climax, de 1.5 litros, marcou uma era, dando a Jim Clark o título de 1963, depois de ter lutado  no ano anterior com Graham Hill pelo título mundial. E ainda teve um papel  no título mundial de 1965.

Para lerem o resto da história e o palmarés alcançado por este chassis, podem ver o artigo no PortalF1.com.

The End: Francois Migault (1944-2012)

O ex-piloto francês Francois Migault, que correu na Formula 1 entre 1972 e 75 ao serviço de equipas como a BRM, Hill e Williams, morreu esta manhã em Le Mans aos 67 anos, vitima de cancro.
Nascido a 4 de dezembro de 1944 em Le Mans, começou a sua carreira em 1969 depois de vencer no Volant Shell, uma das competições então existentes para descobrir talentos no automobilismo do hexágono. Passou para a Formula 3 em 1970, com um chassis Tecno, para dois anos depois passar para a Formula 2, onde disputa cinco corridas, conseguindo como melhor resultado um quarto lugar no circuito de Albi. Por esta altura, envolve-se no projeto da Connew, equipa construida por um entusiasta britânico do automobilismo, Peter Connew. Participou no GP da Austria, mas a sua corrida acabou após 22 voltas, devido a uma falha na suspensão.
Regressa à Formula 2 em 1973, com um chassis Pygmeé, mas com resultados modestos. volta à Formula 1 em 1974, ao serviço da BRM, como terceiro piloto e com um 160E já datado. A sua melhor classificação é um 14º lugar em França, não marcando qualquer ponto. Em 1975, corre duas provas pela equipa de graham Hill, sem resultados, e tenta uma corrida pela Williams, em Paul Ricard, mas não arranca, terminando ali a sua particiação na categoria máxima do automobilismo.
Em 1976 está na formula 2, correndo ao serviço da Osella, onde consegue um ponto, e aos poucos troca os monolugares pela Endurance. 
Sendo um nativo de Le Mans, entra desde cedo nas 24 Horas. A sua primeira participação é de 1971 e compete frequentemente até 2001, quando tem já 56 anos. O seu primeiro resultado de nível é um terceiro lugar na edição de 1974, com um Matra-Simca 670C, ao lado de Jean-Pierre Jabouille, e dois anos depois, é segundo com um Mirage GR8, ao lado do seu compatriota Jean-Louis Lafosse, e depois é terceiro classiifcado na edição de 1981, com Rondeau 379C, ao lado do britânico Gordon Spice.

WRC: Sebastien Ogier explica a sua performance e acidente em Monte Carlo

Mais de uma semana após o Rali de Monte Carlo, um dos seus protagonistas, o francês Sebastien Ogier, agora piloto da Volkswagen, contou à imprensa sobre a sua performance no rali francês a bordo de um Skoda Fabia S2000, que o colocou por muitas vezes no quato posto, até que um acidente a mais de 180 por hora, em sexta a fundo, ter destruído o seu carro, no segundo dia de ralis. Segundo ele, a natureza específica deste rali é que foi possivel fazer este tipo de performance, e que os adeptos não podem contar que repita isso nos ralis seguintes:
Mandámos 10 árvores a baixo e um poste de eletricidade. Na primeira passagem aliviei um pouco, mas na segunda tentei passar em sexta a fundo, mas para isso tive de cortar a curva um pouco e foi isso que nos fez bater. Foi o meu pior acidente de sempre. Estava a ser uma prova boa, e eu próprio estava surpreendido com a posição onde me encontrava, mas daqui para a frente não me voltarão a ver andar assim entre os primeiros.“, referiu o piloto francês.
Ogier está agora a prosseguir os testes de desenvolvimento do Volkswagen Polo R, com vista à sua estreia mais lá para o final do ano em provas do WRC.

Um aviso para um futuro próximo

No momento em que escrevo estas linhas, leio que a Spanair anunciou ontem à noite que ia cessar as suas operações, com efeito imediato, cancelando voos e deixando dezenas de milhares de passageiros em terra. Uma companhia de baixo custo espanhola, decidiu cessar as suas operações devido ao fato de não ter dinheiro para pagar aos credores e também porque as negociações com a Qatar Airlines, com vista a uma possivel aquisição, falharam no inicio da semana. 
Esta noticia, na mesma altura em que se conheceram os números do desemprego em Espanha, e que bateram um recorde com 15 anos – 5,4 milhões de desempregados – era a pior coisa que se poderia esperar num país e num continente que está deprimido em crise e em desemprego, onde o pessoal da minha geração, se quiser trabalhar, terá de emigrar para outros lados. Mas esta noticia de uma companhia aérea a falir provavelmente não será a única em 2012. Isto porque há outras em situação periclitante, uma delas bem conhecida do nosso meio automobilístico: a Kingfisher Airlines. Caso não saiba, caro leitor, tem a ver com Vijay Mallya e a Force India.
Mallya é um dos homens mais ricos do subcontinente, mas como todos os homens ambiciosos, a sua fortuna cresceu de igual modo que a sua ganância, alimentada à custa de empréstimos bancários. E quando a soma desses empréstimos é superior ao seu “cash-flow”, temos problemas. É uma lição básica de Economia do qual muitos estão a aprender da pior forma possível. E a ironia é que isto está a acontecer num dos “BRIC’s”, a Índia, cujo setor aeronáutico é dos que mais cresce em todo o mundo. Quem conta isto tudo é o Joe Saward.
É sabido que Mallya assinou em outubro do ano passado um acordo de parceria com a Sahara, uma das maiores companhias do país, de forma a ficar com uma posição minoritária – cerca de 40 por cento – da Force India, a troco de uma injeção de cem milhões de dólares nas próximas três temporadas, para ajudar no crescimento sustentável da equipa, que tem motores Mercedes e uma dupla razoável em 2012, na figura do Nico Hulkenberg e do escocês Paul di Resta. Mas pouco se sabe deste acordo e pouco se sabe qual é a influência da Sahara no negócio da Force India. Serão “silent partners”, à espera de ver colapsar o sócio maioritário? Sabe-se muito pouco sobre os seus planos, por agora.
Entretanto, a companhia aérea de Mallya, a Kingfisher Airlines, “está pela hora da morte”. Em finais de 2010, a companhia aérea – fundada apenas cinco anos antes – tinha dívidas de 1.5 mil milhões de dólares e esta teve de ser reestruturada, de forma a ser paga de forma mais faseada e mais suportável pela companhia. Mas dia sim, dia não, fala-se na India de noticias de problemas com os pagamentos de taxas aeroportuárias, gasolina para aviação, para não falar dos salários em atraso. Este mês, a companhia pagou apenas 60 por cento do salário deste mês e ainda falta pagar parte do salário de dezembro. 
E para piorar as coisas, há a ameaça do governo indiano de retirar a sua licença de voo paira no ar, apesar desta ter decidido – discretamente, é certo – ajudar a companhia aérea, para evitar o embaraço de ter uma falência deste género, que seria sem dúvidas, espectacular. E claro, com efeitos colaterais no mundo da Formula 1…