GP Memória – Hungria 1997

Depois dos eventos altamente emocionantes de Hockenheim, onde Gerhard Berger teve um regresso em grande à competição, após três corridas de ausência, máquinas e pilotos estavam agora em paragens húngaras, para disputarem o GP local. E ali havia uma modificação no alinhamento dos pilotos, pois na Sauber, o italiano Gianni Morbidelli estava de regresso à competição, depois de três corridas de ausência para curar de uma lesão.
Com o campeonato a ficar mais emocionante no duelo entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher, todos estavam a querer saber quem levaria a melhor na qualificação para a corrida. E ali, os dois candidatos ficaram com a primeira fila, com Michael Schumacher a levar a melhor sobre Jacques Villeneuve. Surpreendentemente, o Arrows de Damon Hill era o terceiro da grelha, seguido do McLaren-Mercedes de Mika Hakkinen. Eddie Irvine foi o quinto, seguido do segundo Williams-Renault de Heinz-Harald Frentzen. No sétimo lugar estava o Benetton-Renault de Gerhard Berger, seguido do segundo McLaren-Mercedes de David Coulthard. E a fechar o “top ten” estavam o segundo Benetton-Renault de Jean Alesi e o Sauber de Johnny Herbert.
Na partida, Schumacher largou melhor, seguido por Hill, Irvine, Villeneuve e Hakkinen, e parecia que as coisas iriam ser um passeio para o piloto alemão. Mas naquele dia de calor, os pneus Bridgestone estavam melhores do que os Goodyear e Hill parecia acompanhar o alemão, enquanto que Irvine servia de tampão para o resto do pelotão. Após as primeiras voltas, vendo que o carro estava bem, o britânico começou a aproximar-se do piloto da Ferrari, preparando-se para atacar o comando. Atrás, Irvine parava na sétima volta para trocar de pneus, que se tinham desgastado permaturamente.
Na volta 11, no final da meta, Hill movimenta-se de lado para forçar a ultrapassagem a Schumacher e é bem sucedido, ficando no comando da corrida, a primeira vez de um Arrows desde 1989. A manobra surpreendera muitos dos que assistiam à corrida, e mais surpreendidos ficaram quando viram a se afastar de Schumacher, que se debatia também com um mau jogo de pneus e atrasava-se em relação ao pelotão. Enquanto isso, na volta 12, o sistema hidrulico do McLaren de Hakkinen cedia e Villeneuve era terceiro e duas voltas depois ele ia para segundo, quando Schumacher parou nas boxes para um novo jogo de pneus.
À medida que a corrida acontecia, Hill afastava-se cada vez mais da concorrência. Os seus pneus Bridgestone funcionavam às mil maravilhas no calor húngaro, e o britânico da Arrows tinha agora uma vantagem que chegava aos 12 segundos na volta 36, e doze voltas dpeois, aos 25 segundos Parecia que Hill, Brigestone, Arrows e até o motor Yamaha iam a caminho de algo inédito até ali: uma vitória.
Atrás, Villeneuve mantinha o segundo lugar, enquanto que Schumacher se debatia com os maus pneus que tinha no seu carro e tentava salvar o dia, conseguindo o máximo de pontos possível.
Na volta 74, toda a gente estava convencida que estava a poucos minutos de algo histórico. Hill tinha uma vantagem de 35 segundos sobre Villeneuve e parecia que tudo funcionava no carro do britânico. Mas é a partir dali que começa o drama: a duas voltas do fim, começa a ter problemas com o acelerador e o seu ritmo baixa muito. O seu motor começa falhar, por causa também do seu sistema hidráulico e a sua vantagem, antes confortável, começa a ser apanhado por Villeneuve.
O canadiano acelerou, esperando ter tempo para o apanhar. Eventualmente o conseguiu no inicio da última volta e o passou, para desgosto de todos os que assistiam. Era uma vitória que lhe era sua, mas que os problemas do carro levaram a melhor. Villeneuve rumou à vitória e conseguiu baixar a diferença em relação a Schumacher para três pontos. Hill chegou ao segundo posto, dando mais um pódio histórico à Arrows e dando um momento de glória numa temporada cheia de problemas, enquanto que Johnny Herbert completava o pódio. 
Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Michael Schumacher – que chegou ali após uma estratégia de três paragens – o Jordan de Ralf Schumacher e o Prost de Shinji Nakano, que se envolvera no inicio da última volta num desentendimento com o Ferrari de Eddie Irvine, que acabou com o irlandês na gravilha.
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