GP Memória – Hungria 1992

Quando máquinas e pilotos chegam a paragens húngaras, sabem que naquele final de semana iria aparecer um novo campeão do mundo. Para muitos, seria a consagração de um piloto e de uma máquina que se mostrara invencível, para outros seria um alivio, porque a partir de agora, poderia-se mostrar automobilismo a sério, porque assim o piloto britânico poderia relaxar-se, pois o grande objetivo tinha sido alcançado. Em suma: naquele final de semana e a cinco corridas do final do campeonato, Nigel Mansell poderia ser, aos 39 anos de idade, campeão do mundo.

Mas se para uns, Hungria poderia ser o palco da consagração, para outros, era de agonia. A Brabham, clássica equipa de Formula 1, iria correr com apenas um carro na Hungria, para Damon Hill, já que o outro piloto, o belga Eric Van de Poele, fora para a Fondmetal, substituindo Andrea Chiesa. Isso significava mais uma vaga para a qualificação, mas foi algo não aproveitado por Perry McCarthy para passar para a fase seguinte, algo que Roberto Moreno fez.

Após as duas sessões de qualificação, o melhor foi Riccardo Patrese, no seu Williams, que conseguiu bater Nigel Mansell, que partia ao seu lado. Ayrton Senna era o terceiro, seguido pelo Benetton de Michael Schumacher, enquanto que na terceiro fila estavam o segundo McLaren de Gerhard Berger e o segundo Benetton de Martin Brundle. Michele Alboreto partia do sétimo lugar no seu Footwork- Mugen Honda, seguido do Ligier-Renault de Thierry Boutsen. A fechar o “top ten” ficaram os Ferrari de Jean Alesi e Ivan Capelli.

Na qualificação própriamente dita, quatro carros ficaram de fora: os Minardi de Alessandro Zanardi e Christian Fittipaldi, o Andrea Moda de Roberto Moreno e o Dallara de J.J. Letho.

A largada foi atribulada: Patrese largou bem e Mansell, para evitar bater no seu companheiro de equipa, travou mais forte e deixou ser ultrapassado pelos McLaren. Um pouco atrás, ambos os Ligier se envolviam num acidente, eliminando-se um ao outro e levando consigo o Lotus de Johnny Herbert e o Fondmetal de Gabriele Tarquini.

Nas voltas seguintes, Mansell atacou Berger para o terceiro posto, algo que conseguiu na oitava volta da corrida. Na frente, Patrese continuava a aguentar Senna, enquanto que na 13ª volta acontecia nova colisão, com o Larrousse de Bertrand Gachot a bater no Footwork de Aguri Suzuki, levando consigo o Tyrrell de Olivier Grouillard, o March de Karl Wendlinger e o Jordan de Stefano Modena.

Passado isto, as coisas acalmaram-se até à volta 31, quando Mansell comete um erro e perde o terceiro lugar para Berger. Contudo, ele volta à carga e duas voltas depois recupera a posição. mas a grande noticia acontece na volta 39, quando Patrese perde o controlo do seu carro e faz um pião. Regressa à pista na sétima posição, mas pouco depois, o seu motor explode e a liderança cai nas mãos de Senna, com Mansell no segundo lugar. Era mais do que suficiente para o britânico ser campeão do mundo.

Com isso em mente, abdicou de atacar Senna, e este começou a afastar-se do piloto da Williams. Apesar de depois ter de parar nas boxes e voltar a pista na sexta posição, subiu rapidamente ao segundo lugar depois de passar o Lotus de Mika Hakkinen e de ver o Benetton de Michael Schumacher a despistar-se em estilo quando a sua asa traseira se quebrou em plena reta da meta. Depois passou Berger e ficou com o segundo posto, sem ir atrás de Senna.

No final, apesar de uma briga pelo terceiro lugar entre Berger e Hakkinen – que acabou com o finlandês a ir para a gravilha e obrigar Brundle a fazer o mesmo – o brasileiro vencia pela segunda vez este ano, com Mansell a ser segundo e a confirmar o seu título mundial, a cinco corridas do final do campeonato. Berger foi o terceiro, com Hakkinen, Brundle e Capelli nos restantes lugares pontuáveis. 

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