Vettel achou injusto comentário sobre Newey

Se julgavam que Sebastian Vettel ficou indiferente aos comentários de Fernando Alonso no final da qualificação do GP da India, onde afirmou que lutava contra Adrian Newey, menosprezando o resto da equipa e o próprio Sebastian Vettel, enganem-se. Afinal de contas, o piloto alemão, atual líder do campeonato, reagiu às declarações do piloto espanhol, afirmando que o sucesso do piloto da Red Bull é fruto de um trabalho de equipa.

Penso que no geral isto não é só uma luta de pilotos, mais sim também uma competição entre as equipas e os seus membros. Se forem às boxes da Red Bull Racing, irão ver que todos estão 100 por cento empenhados em tornar a equipa mais competitiva, portanto penso que foi um comentário injusto”, comentou.
De uma forma sóbria, Vettel mostra que o sucesso deve ser partilhado por todos, e ele é apenas o piloto que guia o carro. A luta não é só Vettel vs Alonso, é Ferrari contra Red Bull, algo que os adeptos da Formula 1 por vezes esquecem. O próximo episódio desta luta será em Abu Dhabi, no próximo domingo.

Noticias: Toro Rosso confirna Ricciardo e Vergne em 2013

Era uma decisão relativamente esperada, mas a Toro Rosso anunciou esta tarde que ambos os seus pilotos, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne, irão continuar a correr pela equipa na temporada de 2013. 
Ambos os pilotos fizeram um excelente trabalho nesta temporada“, começou por dizer Franz Tost, o diretor da Toro Rosso. “Daniel juntou-se a nós com alguns Grande Premios de experiência no bolso, logo, a sua experiência e “feedback” foi-nos útil, enquanto que Jean-Eric adaptou-se rapidamente ao meio, muitas das vezes tendo de lidar com circuitos que nunca tinha guiado antes num Formula 1.“, continou.
Desde a pausa de verão, ambos os pilotos têm impressionado, marcando pontos e demonstrando muita maturidade em termos de trabalho com os engenheiros e a nossa equipa de pista. Faremos o nosso melhor nos próximos meses, para fazer um bom carro para 2013, um carro que lhes permita demonstrar todo o seu potencial“, concluiu Tost.
Para Daniel Ricciardo, a noticia da sua renovação por mais uma tempdada deixou natualmente contente o piloto australiano, apesar de uma temporada algo atribulada. “Temos tido uma temporada algo dura, mas apesar disso, estou a ter uma boa relação com as pessoas com quem trabalho e estou muito feliz com a perspectiva de trabalhar com eles por mais uma temporada“, comentou.
Já Jean-Eric Vergne, o anuncio da sua renovação é uma boa noticia: “Estou realmente feliz por estas boas noticias. Agradeço à Toro Rosso e à Red Bull, que me apoiaram desde os primeiros tempos da minha carreira no automobilismo“.
Está a ser uma temporada complicada, e que como ‘rookie’, tenho aprendido imenso, graças ao apoio e relacionamento com todos na equipa. Sinto-me mais forte do que antes e eu sei que estou a transformar-me num melhor piloto à medida que esta temporada avança.“, continuou.
Acredito realmente nesta equipa e com toda a experiência que tenho adquirido, bem como os planos bem ambiciosos que existem para a próxima temporada, acho que farei grandes coisas para 2013.“, concluiu o piloto francês.
Ricciardo, de 23 anos – nasceu a 1 de julho de 1989 em Perth – foi vice-campeão da World Series by Renault em 2010 e está na Formula 1 desde 2011, quando andou meia temporada na HRT. Este ano, ao serviço da Toro Rosso, conseguiu nove pontos, resultantes de quatro nonos lugares e um décimo. Já Jean-Eric Vergne, de 22 anos – nasceu a 25 de abril de 1990 – tem conseguido melhores resultados na sua temporada de estreia, com três oitavos lugares, dando doze pontos no total. 

O bom dia de um é o mau dia de outro

A frase acima referida é daquelas evidentemente “lapalissianas” (de La Palice) e isso se aplica a Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Se o espanhol contava com o equilibrio do campeonato para ser mais regular e ter reais hipóteses de título, a história de Suzuka estragou-lhe esses planos, e agora tem treze pontos de atraso perante um Sebastian Vettel que parece invencível e inalcançável.
E Fernando Alonso, num dia mau, não é boa pessoa. A expressão que afirmou no final da qualificação, sobre a superioridade da máquina de Adrian Newey, é a mais óbvia, mas houve mais algo por trás. Segundo a edição desta terça-feira do jornal italiano “La Stampa”, -propriedade do Grupo Fiat, logo, com acesso privilegiado à Ferrari – as coisas no fim de semana indiano estiveram mesmo feias, e Alonso esteve prestes a deitar mais achas à fogueira.
Tudo começou no sábado à tarde, quando Pat Fry decidiu culpar os pilotos pela sua performance na qualificação, onde ficaram com a terceira fila da grelha de partida, atrás dos Red Bull e dos Ferrari. O engenheiro referiu à imprensa que: “O resultado espelha o nosso atual potencial, mas para estarmos onde éramos capazes de estar e não conseguimos, tínhamos de ter sido perfeitos na qualificação e não fomos”. 
Quando Alonso tomou conhecimento destas declarações, ficou fulo da vida e ameaçou colocar a ‘boca no trombone‘, ou se preferirem uma expressão mais século XXI: “piar no Twitter“. O piloto das Asturias esteve prestes a colocar a seguinte frase: “Quero que os meus 1,2 milhões de seguidores fiquem a saber que os principais componentes aerodinâmicos da traseira do meu Ferrari são os mesmos desde maio” e foi preciso muita persuasão por parte de Stefano Domenicalli para o demover das suas intenções. No final da corrida, Domenicalli desmentiu o mau ambiente do momento, mas foi desmentido por Luca do Montezemolo, que afirmou: “É bom que Alonso pressione os engenheiros“.

Os estragos foram minorados, com o segundo lugar de Alonso na corrida, mas este deveu-se à avaria do KERS de Mark Webber. E como Sebastian Vettel venceu pela quarta vez consecutiva, existe agora uma diferença de treze pontos, do qual se poderá aumentar, caso Vettel consiga uma quinta vitória consecutiva, agora que os Red Bull são o carro “a abater” no atual pelotão da Formula 1. 

Este poderá ser um final de ano penoso para Alonso… e tormentoso na Ferrari.

Noticias: Hulkenberg na Sauber em 2013

A Sauber confirmou esta manhã em Abu Dhabi que o alemão Nico Hulkenberg será seu piloto para a próxima temporada, depois de algumas semanas de especulação nesse sentido. O anuncio foi feito pela sua responsável, Monisha Kalternborn, num comunicado oficial para a imprensa especializada.
Estivemos a observar Nico durante algum tempo e as suas perfornances foram convincentes“, começou por fizer Kalternborn. “Já o observavamos desde a GP2, e continuamos a segui-lo na Formula 1. É um piloto que impressionou, nomeadamente quando fez a pole-position em Interlagos em 2010, em circunstancias excepcionais. Demonstrou claramente que aproveita as chances, caso elas apareçam. Esperamos observá-lo como ele se comporta num ambiente de trabalho de equipa, e esperamos que se adaptará bem na Sauber F1 team. Estamos ansiosos para trabalharmos juntos“, concluiu.
Do lado de Hulkenberg, as afirmações são as mesmas: “Estou ansioso para trabalhar com a Sauber F1 Team. É uma equipa muito competitiva, onde os jovem pilotos têm mostrado sistemáticamente performances excepcionais. A Sauber F1 Team está a passar por uma situação muito positiva em termos de desenvolvimento e estou certo que juntos, alcançaremos muita coisa“, concluiu.
Atualmente na Force India, o piloto alemão de 25 anos, que venceu o campeonato da GP2 em 2009, dpeois de ter dado à Alemanha o campeonato de A1GP em 2007, começou a sua carreira na Formula 1 em 2010, ao serviço da Williams, onde alcançou uma inesperada pole-position no GP do Brasil. Contudo, isso não foi o suficiente para ficar na equipa, que contratou no ano seguinte o venezuelano Pastor Maldonado.
Assim sendo, foi para a Force India, onde em 2011 teve um papel como terceiro piloto, correndo nas sextas-feiras dos Grandes Prémios, antes de ser piloto titular em 2012, onde conseguiu como melhor resultado até agora um quarto lugar na Belgica, estando agora na 12ª posição, com 49 pontos. Para além disso, já fez uma volta mais rápida, em Singapura.

Crónica de um dia nas corridas

Em cinco anos e meio e mais de 7500 posts na história deste blog, é muito raro ceder o espaço a alguém. Creio fiz isso umas quatro vezes, a última dos quais foi quando um amigo meu, escreveu a biografia do Attilio Bettega, o piloto de ralis morto na Volta à Corsega de 1985. Mas hoje, as circunstâncias foram excepcionais: tem a ver com uma corrida de Clássicos no Autódromo de Portimão, há semana e meia atrás.
As coisas aconteceram um pouco por acaso: dois amigos meus, o Pedro Branco e o Alexandre Caldeira, que vivem no Algarve, perguntaram-me numa quinta-feira à noite se poderia pedir uma credencial para a organização do Algarve Classic Festival de 2012, porque assim o Alexandre, que gosta de tirar “uns bons bonecos”, poderia andar mais à vontade no “paddock”. Eu acedi, julgando que no dia em que pedisse essa credencial em nome do blog (isto foi numa quinta-feira à noite) iria ser demasiado em cima da hora. Afinal, não foi. Deram-na, coloquei no nome dele e ele andou todo o fim de semana a tirar as fotos dos diversos bólidos que lá andaram, à chuva e perante bancadas vazias, o que foi pena.
Mas eu falar sobre carros de outras eras, não estando lá, seria idiota. Então, pedi ao Alexandre para me fazer um texto, para colocar aqui, já que foi testemunha das corridas, da chuva, das máquinas que deram glória a seus pilotos em eras já distantes, muitas delas antes de muitos de nós terem nascido – e não falo dos adolescentes de hoje…
ALGARVE CLASSIC FESTIVAL 2012

Esta foi a 4ª edição de um festival que permite a muitos de nós adeptos do automobilismo, conviver de perto com máquinas e, nalguns casos, pilotos que marcaram uma era.

Se nas primeiras 3 edições, o Festival contou com a colaboração do experiente Francisco Santos, este ano o Autódromo Internacional do Algarve decidiu organizar sozinho o Festival. Fruto dos tempos difíceis que assolam especialmente a Europa, o Festival este ano não apresentou um programa tão abrangente como em anos anteriores. Tal não significa porém que quem se deslocou a Portimão se tenha sentido defraudado: houve provas e carros para todos os gostos.

E, para os apreciadores, estes eventos são uma óptima oportunidade de alargar conhecimentos e “ver” história em movimento. Imagine-se um adepto, a 30 cm de um piloto (Stirling Moss) que não quis ser campeão do Mundo de F1, porque não quis sê-lo injustamente; imaginem um tiffosi dar a sua mochila (Ferrari) a um Tony Brooks para este a autografar; imaginem tocar num carro (Ferrari 512) que vale “só” 2 Milhões de Euros e terão uma pequena noção do que sente um adepto como eu.

Além do mais, passeando-se no paddock, sem grande esforço se mete conversa com os orgulhosos proprietários das máquinas. Facilmente descobrimos que o Ferrari Daytona que estamos a fotografar ostenta o patrocínio da Força Aérea Sueca e que foi utilizado para uma exibição com um jacto dessa mesma Força Aérea. Ou que o proprietário, perante dois adeptos interessados, nos pergunta se queremos ver melhor o carro, abrindo portas, mostrando o motor e tudo o que quisermos. E não é só este, mais à frente noutra box, a condutora de um belo Alfa Romeo, conta-nos que não espera grande coisa da prova porque o carro tem montado um motor “normal”, diferente do motor de origem. Histórias como estas, são todos os anos às dezenas e os 3 dias do evento não seriam suficientes para as ouvir todas.

Quanto às corridas, o resultado é sempre secundário. O prazer de ver em pista bólides tão variados, sobrepõe-se ao rigor de uma tabela classificativa. Até porque depois, entram em consideração outras variáveis: estado da viatura, a sua valia, o “coração” de quem a conduz, o clima, etc… No entanto, pela sua tenacidade e resistência, uma menção especial ao grego Leo Voyazides. Não só alinhou na maioria das provas, como as ganhou quase todas. Destaque especial para a vitória na prova rainha, os 1000 km, em que alinhou num Lola T70, anteriormente tripulado pela dupla Fittipaldi/Avallone.

Para o ano, assim o permita a conjuntura, espera-se nova edição, com mais carros, mais corridas, mais público e menos chuva. Que este ano desmotivou muita gente e fez muitos pilotos andarem em sentido diferente ao da pista e outros tomarem juízo. 

Agradecimento especial ao Paulo Alexandre Teixeira que aceitou logo a sugestão de parceria.

As fotos que coloco aqui são só uma amostra do que foram as corridas naquele final de semana chuvoso de outono em Portimão. Mas só por aí, pode-se dizer que teria valido a pena a viagem.

Tempestade de areia ameaça Grande Prémio?

Isto pode ser um problema. Quando todos falam do furacão Sandy a atingir a costa Leste dos Estados Unidos, mais concretamente Nova Iorque, podendo causar a primeira “tempestade perfeita” desde 1991, e arruinar os planos de coisas como… as eleições presidenciais, que acontecerão dentro de uma semana, uma outra tempestade pode arruinar os planos de outra realização importante: o GP de Abu Dhabi.
Esta segunda-feira, uma forte tempestade de areia formou-se no Golfo Pérsico, e fortes ventos assolaram a cidade de Abu Dhabi, arrancando algumas árvores e reduzindo a visibilidade para pouco mais do que zero. Apesar de nos dias seguintes, o tempo poderá acalmar, o site F1 Weather prevê que na sexta-feira à tarde, a possibilidade de fortes ventos, alguma chuva e visibilidade fraca poderá voltar. Há a ideia de que sábado e domingo, os ventos poderão acalmar e a visibilidade aumentar, mas só na quinta-feira é que haverá certezas.
Entretanto, eis um video feito hoje por um dos engenheiros da Renault, em Yas Marina.

Youtube Road Crash: o condutor mais sortudo do mundo

Normalmente não meto vídeos de acidentes de trânsito, mas acho que devo abrir uma excepção. Porque isto acho que algo parecido com o milagre. Aconteceu na Rússia, e a câmara colocada neste carro captou a manobra perigosa deste condutor de um Lada preto, que tentou passar entre o carro e um autocarro, guinando-o perigosamente para a outra faixa, onde um camião o bateu por trás e o fez rodopiar até ficar parado no meio da via.
O condutor, esse, nada sofreu. O impacto o fez ir para o banco do passageiro, do lado direito, que não tinha sido afetado pelo acidente, e ele conseguiu sair pela janela, com a ajuda de uma das condutoras que ficou parada. Mas para que esse condutor tivesse apenas apanhado o susto da sua vida e não ter acabado num caixão nesse dia… ele não levava cinto de segurança.
De certeza que isto vai ser o video do dia nos telejornais um pouco por todo o mundo.

Youtube Formula 1: A renovação de Kimi Raikkonen

A noticia era esperada, mas não para esta altura: Kimi Raikkonen vai renovar com a Lotus-Renault pore mais uma temporada. O anuncio foi feito de uma maneira pouco convencional, mas um sinal dos tempos que vivemos: via um anuncio no Youtube.
Era um resultado esperado, dados os resultados do piloto finlandês neste seu regresso à Formula 1: terceiro classificado no Mundial de pilotos, com seis pódios, mas sem vitórias. Contudo, a sua regularidade, onde apenas não ficou nos pontos no GP da China, lhe dão neste momento o terceiro lugar do Mundial, e isso demonstra que, depois de ter andado dois anos a divertir-se nas classificativas de rali, adaptou-se bem ao seu regresso. Apesar de ser constantemente batido por Romain Grosjean nos treinos, é consistente em corrida e o facto de muitas vezes acabar na frente do piloto francês (nas provas onde o francês chega ao fim, ressalve-se), também ajuda a este desfecho.
Confesso que temia e até achei que ele não voltasse mais à Formula 1. E que, caso voltasse, se desmotivasse rapidamente, se não tivesse uma boa máquina à sua disposição. Afinal, enganei-me nos dois casos. E de uma certa forma, ainda bem, porque pudemos ver um piloto mais descontraído e mais humano. O carro que tem entre mãos o ajudou, mas este é um regresso muito melhor daquele que fez Michael Schumacher. Só lhe falta a vitória no campeonato, mas ainda há três corridas no calendário para isso acontecer.
E as noticias sobre a renovação de Kimi Raikkonen não poderiam vir em melhor algura, dado que durante o fim de semana indiano, a cadeia de televisão britânica Sky Sports falava que a Genii, a firma que detêm a Lotus-Renault, estaria com dificuldades financeiras e que tinha se virado para a Proton para que adquirisse a companhia. Rumores esses que a equipa se apressou a desmentir.

Noticias: Randy Bernard abandona a presidência da Indycvar

Os rumores tinham fundamento: se na sexta-feira, a Indianápolis Motor Speedway dizia que Randy Bernard não iria ser despedido, apesar das insistências no sentido contrário por parte da imprensa local, esta noite, a própria Indianápolis Motor Speedway confirmou, via Twitter, que Randy Bernard abandonou o cargo da Indycar, substituido internamente por Jeff Belskus
Segundo o Indianápolis Star, a separação foi “amigável” e Bernard vai continuar na estrutura da competição, como conselheiro.
A saída de Bernard acontece numa altura em que apesar da temporada ter sido das mais bem sucedidas, e de ter conseguido atrair mais patrocinadores, levado a IndyCar a novos lugares como o New Hampshire, Fontana ou Houston, para além de um novo carro, as audiências televisivas em 2012 foram das mais baixas de sempre. 
Para além disso, episódios como o cancelamento da corrida em Qingdao, na China, onde tiveram prejuizos de oito milhões de dólares, ou os episódios da temporada anterior, o pior deles todos o que aconteceu na oval de Las Vegas, resultando na morte de Dan Wheldon, fizeram com que Bernard ganhasse “anticorpos” junto de algumas equipas, nomeadamente a Andretti Autosport, agora uma das maiores equipas da categoria, em conjunto com a Chip Ganassi e a Penske.
Para além disso, os rumores de uma possível compra por parte de Tony George, o anterior presidente, não acalmaram as coisas nesse campo. Agora, com a saida de Bernard, pode ser que George possa avançar para a aquisição.