Youtube Formula 1 Comic: A paródia à incursão de Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen é definitivamente o piloto do momento. Um anti-herói, o anti-garoto propaganda absoluto, as suas declarações atraem a atenção de todos e o elogio da maior parte, pelo facto de ele querer ser um rebelde anti-establishment da Formula 1. E isso, claro, está sujeito a paródia, graças aos eventos de Abu Dhabi, e agora, de Interlagos.
Depois do que se passou no domingo, alguém juntou a sua incursão pela escapatória com os problemas da Apple Maps. O resultado é este excelente video.

Noticias: Citroen pode oferecer um carro a Kubica

A impressionante demonstração de Robert Kubica ao volante de um carro de WRC no Rally du Var – que embora tenha acabado num acidente, estava a liderar por quase cinco minutos de avanço – poderá ter feito com que a Citroen resolva apostar mais no piloto polaco e lhe der um DS3 WRC na próxima temporada, participando em algumas provas do Mundial.
Yves Matton, diretor desportivo da Citroen, disse à Autosport britânica que considera essa hipótese: “Estamos interessados em fazer alguma coisa em relação a Robert e é possivel fazer isso com um DS3 WRC na próxima temporada“, começou por dizer. “Temos corrido com três carros em algumas provas, mas nesta temporada chegamos a assistir até cinco carros, portanto para nós, é bem possível nós cedermos um carro para que ele possa usar. O que nós precisamos é encontrar um orçamento, porque não vamos dar simplesmente uma viatura para ele, mas acho que é bem possível encontrarmos um parceiro para esta aventura” concluiu.
Robert Kubica voltou à competição em setembro, em ralis de asfalto em Itália, ano e meio após o seu grave acidente no Rally Ronda di Andora. Até agora, dos cinco ralis onde participou, venceu em três ocasiões, o último dos quais em Como, com um C4 WRC de 2010, que pertenceu a Sebastian Löeb. Contudo, em duas ocasiões, a sua participação terminou em acidente, sem consequências para o polaco de 28 anos.

A provocação dos vencedores

A Renault, fornecedora de motores à Red Bull, que venceu os últimos três campeonatos do mundo de Pilotos e Construtores, decidiu provocar a Ferrari colocando uma série de anúncios onde substitui o vermelho pelo amarelo, com a frase “Red is Dead” (O Vermelho está Morto)
O anuncio, feito pela agência de publicidade francesa Publicis, colocou várias coisas que normalmente são associados ao vermelho, desde o ketchup até ao carro dos bombeiros, passando pelo batôm. E o resultado é este.
Vi isto no Twitter, através da Juliana Tesser.

"Finito!" Ferrari aceita explicações da FIA

Depois da FIA ter dito à Ferrari que não houve qualquer irregularidade na ultrapassagem de Sebastian Vettel a Jean-Eric Vergne na quarta volta do GP do Brasil em Interlagos, após esta ter sido inundada por dezenas de milhares de pedidos vindos de Espanha e Itália, e meia dúzia de videos colocados no Youtube onde as pessoas juravam a pés juntos que Vettel tinha passado sob bandeiras amarelas – ignorando que existia um comissário de pista agitando uma bandeira verde desde a volta anterior – esta deu a polémica por encerrada, aceitando os esclarecimentos da entidade máxima do automobilismo.

No comunicado oficial da Scuderia, a Ferrari considera-se esclarecida com as explicações dadas pela FIA: “A Ferrari regista a resposta da FIA e considera o assunto encerrado. O pedido de clarificação à FIA, relativamente à ultrapassagem de Vettel a Vergne, deveu-se ao facto de precisarmos duma clarificação do sucedido. A carta à FIA não pretendia minar a legalidade do resultado da corrida, e foi feita, também pelo facto de termos recebido dezenas de milhar de solicitações, de todas as partes do mundo, pedindo que questionássemos a FIA relativamente a um assunto que estava a ensombrar o campeonato aos olhos dos entusiastas da Formula 1 e não só da Ferrari.”, lê-se.

Assim sendo, Sebastian Vettel está confirmado como tricampeão do mundo, três pontos à frente de Fernando Alonso e de Kimi Raikkonen.

Manoel de Oliveira, piloto de automóveis

“Se o Brasil têm Óscar Niemeyer, o arquiteto que desenhou Brasília e aos 104 anos, é uma personalidade reverenciada por todos no Brasil, já Portugal tem uma personalidade semelhante, em termos de fama e longevidade. Manuel de Oliveira é, aos 103 anos de idade – completará 104 a 11 de dezembro, o realizador mais velho em atividade e ainda com vitalidade suficiente para realizar um filme por ano. O seu mais recente filme é “O Gebo e a Sombra” e a sua maneira de filmar é reverenciada pelos críticos de todo o mundo, especialmente em França. 


Contudo, o realizador da cidade do Porto – cujo primeiro filme é de 1931 – tem também outra faceta menos conhecida. Desportista nato na sua juventude foi ator, mas sobretudo… corredor de automóveis. Manuel de Oliveira é o irmão mais velho de Casimiro de Oliveira, piloto de “Sport” nos anos 40 e 50, sendo o primeiro a correr de Ferrari em terras portuguesas. Mas na década de 30, ao volante de um Ford, Casimiro e Manuel foram ativos pilotos de automóveis, até com passagem pelo Brasil, mais concretamente pelo Circuito da Gávea, correndo com algumas das lendas do seu tempo. (…)

Os feitos desta segunda vida de Manoel de Oliveira mereceram um livro em 2009, de seu nome “Manoel de Oliveira, Piloto de Automóveis“, feito para assinalar esta sua segunda vida, uma de muitas que teve ao longo da sua vida centenária. E sobre este livro, o autor fez questão de estar presente no lançamento, falar dos seus feitos automobilísticos e dar autógrafos na altura da sua apresentação. E na altura, falou dos pilotos que admira e que viu correr ao longo da sua vida: Nuvolari, Fangio e Senna. E claro, sobre as diferenças entre o seu tempo e os dias de hoje:


“Hoje, os carros são muito mais evoluídos, inclusive para defesa do piloto. Mesmo assim, o brasileiro Ayrton Senna foi desta para melhor. Era um bom piloto, até já estive no seu túmulo, em São Paulo, e chamou-me a atenção a placa que lá tinha: ‘Podem-me roubar tudo, menos o meu amor a Deus’. Mas, para mim, Juan Manuel Fangio ficará como o melhor de sempre. O Tazio Nuvolari também ganhou muitas corridas, só que o argentino ainda lhe era superior”.

Este excerto e os seus feitos automobilisticos nos tempos dos “Grand Prix” podem ser lidos na edição deste mês do Crónicas D’Além Mar, no site Nobres do Grid.

Contar as memórias de forma diferente

Depois de no inicio do ano, Adam Parr ter ido embora da Williams, após cinco anos de permanência, não se ouviu nada sobre ele. Até agora. O Joe Saward fala hoje no seu blog que o ex-diretor decidiu escrever um livro sobre a sua passagem pela Formula 1. Mas não da forma normal. Na realidade, decidiu fazer em banda desenhada. E deu um nome muito interessante: “A Arte da Guerra“, tal como o título do mítico livro da Sun Tzu.
No site onde é apresentado este livro (adamparr.net), o autor explica a razão pelo qual fez este livro, desta forma:
Escrevi este livro para as pessoas interessadas na Formula 1 – todas as pessoas que como eu, passaram grande parte da sua carreira noutros trabalhos. A competição faz parte do nosso mundo. Formula Um é simplesmente uma competição que vai para além de imensas lógicas e do qual é jogado em frente de 500 milhões de pessoas. A estratégia é navegar no meio das negociatas e nas politicas da Formula Um da mesma forma como se combinam as estratégias a cada final de semana de cada corrida.”  
Neste livro tento mostrar tudo aquilo que acontece nos bastidores da maneira como vi, nos meus cinco anos que estive neste desporto. Decidi escrever o meu livro como uma novela gráfica porque para mim, isto tudo foi um mundo muito visual e muito tangível e do qual foi, acima de tudo, sobre pessoas e entretenimento. É apenas uma perspectiva, mas – espero eu – uma perspectiva diferente.
O livro está desenhado de forma interessante: está em preto e branco, com um ocasional traço a tinta vermelha. Paul Tinker é o autor dessas ilustrações. Para além disso, há um prefacio escrito por Max Mosley, o ex-presidente da FIA.

5ª Coluna: Contra tudo e contra todos

(…) Foi um final louco de um campeonato extremamente equilibrado, onde tivemos oito vencedores diferentes, de seis equipas diferentes, algo que não se via há muitos anos. Estamos a meio de uma “era dourada” na Formula 1, onde estamos a observar pilotos de grande calibre, especialmente Fernando Alonso, que este ano, perante um mau carro, conseguiu tirar “leite de pedra” e levar a luta pelo título até ao final do campeonato. E no inicio do ano, poucos acreditariam nisso, pois pensavam que o principal rival seria a McLaren, mas esta, devido às constantes avarias e acidentes do seu chassis, o MP4-27, tornou-se numa enorme frustração, e não dando a Lewis Hamilton a despedida que queria ter antes de partir para a Mercedes. (…)

(…) Mas teria sido engraçado se Vettel tivesse entrado nas boxes para cumprir penalização. Se depois disso tudo, o alemão tivesse acabado no sexto posto e comemorasse o campeonato, acho que quem continuasse a criticar ou achincalhar Vettel, seria já uma pura manifestação de mau perder. Mas eu entendo: ninguém quer acreditar que alguém, apenas com 25 anos, consegue alcançar um feito que apenas Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher alcançaram. E isso por si só já merece entrar nos livros da história do automobilismo. (…)
Foi uma corrida invulgar, a que vimos no último domingo. Julgávamos que os eventos de 2008 fossem um evento único  mas afinal de contas, quatro anos mais tarde, houve uma incerteza e uma emoção no resultado tão grandes como da outra vez. E contra todas as expectativas – ou se preferirem, com toda a sorte do mundo – Sebastian Vettel tornou-se campeão do mundo de Formula 1, num duelo a dois com Fernando Alonso.

Contudo, houve quem não se conformou e encontrou um motivo para tentar alterar os resultados na secretaria. A maneira como o apresentaram quase chegou a raias de “teoria da conspiração”, mas no final, a FIA esclareceu as dúvidas e definiu que as situações em causa eram legais. Tudo isso e muito mais pode ser lido esta semana na minha 5ª Coluna, no site Formula 1 Portugal

WRC: Latvala sofre acidente no México

O finlandês Jari-Matti Latvala não ganhou ontem para o susto no México. No final de uma sessão de testes de adaptação ao Volkswagen Polo R WRC, o piloto e o seu navegador, Mika Anttila, encontraram um carro a guiar em sentido contrário e sofreram um choque lateral, com o outro carro a ser atirado para a valeta. Os pilotos nada sofreram, enquanto que o condutor e o passageiro do outro carro foram transportados para o hospital, com ferimentos ligeiros.
Segundo o comunicado de imprensa da Volkswagen, o acidente ocorreu pelas 17 horas locais, na zona de el Zauco, a meio caminho entre Leon e San Felipe, numa estrada de ligação. “O piloto finlandês completava o seu primeiro dia de ensaios com o Volkswagen Polo, quando encontrou de frente com um veículo particular no sentido contrario. Felizmente, graças a uma manobra rápida, Latvala conseguiu evitar o impacto frontal e tocou no outro veículo de lado, fazendo com que este caísse na valeta. Em consequência, o condutor e o seu filho, menor de idade, sofreram lesões sem gravidade e foram assistidos a um centro médico nas imediações. Quando ao carro de Latvala, os danos foram  ligeiros“.
A Volkswagen está deste esta quarta-feira em terras mexicanas para fazer uma bateria de testes no seu modelo Polo R WRC, para se preparar com vista ao Mundial de 2013, que começará no final de janeiro em terras monegascas.

FIA esclarece tudo: ultrapassagem é legal

Por fim, a FIA falou. Depois da Ferrari ter pedido à entidade máxima do automobilismo esclarecimentos sobre a ultrapassagem de Sebastian Vettel a Jean-Eric Vergne, esta foi lesta a responder e afirmou aquilo que todos já sabiam: a ultrapassagem é legal. Em declarações à Autosport britânica, a FIA afirmou que naquele caso em particular, existia um comissário de pista a agitar uma bandeira verde no inicio da Curva 3, na saida das boxes, e de acordo com as regras, se existir uma bandeira agitada antes do sinal, a bandeira tem precedência sobre o sinal. 

Assim sendo, a ultrapassagem é legal e Vettel não terá qualquer penalização, logo, o campeonato é dele. E a FIA esclareceu, dois dias depois, aquilo que já tinha sido demonstrado logo na terça-feira quer por este blog, quer pelo site ultrapassagem.org. E a precedência das bandeiras sobre os sinais luminosos confirma-se.

A Ferrari planeia um protesto do GP do Brasil

Quando as coisas não poderiam melhorar, a BBC publica esta noite a noticia de que a Ferrari poderá estar a considerar elaborar um protesto junto da FIA sobre a possível ultrapasagem de Sebastian Vettel a Jean-Eric Vergne sob bandeiras amarelas.

De acordo com o jornalista Andrew Benson, a Ferrari está a recolher imagens de video para saber se existe motivo suficiente para saber se a FIA deixou passar uma situação penalizadora. A acontecer, Sebastian Vettel poderia ser penalizado em vinte segundos, o que poderia fazer baixar para o oitavo posto e fazer com que o título mude de mãos a favor de Fernando Alonso

E quem está a pressionar a Scuderia a elaborar tal protesto é o próprio… Fernando Alonso. Aliás, esta noite, o próprio emitiu uma frase enigmática no Twitter: “No tengo milagros, Yo hago de las leyes correctas mis milagros. #Samurai

A noticia é o resultado de dois dias de uma forte corrente em Espanha – para não falar de uma teoria da conspiração… – onde se tenta mostrar que Vettel fez três ultrapassagens sob bandeiras amarelas ao longo da corrida. O alerta foi dado na Sky Sports durante a corrida, no caso em particular de Vettel a Kamui Kobayashi na Curva do Café, que alegadamente foi feito debaixo de bandeiras amarelas. No final da corrida, Martin Brundle, comentador da cadeia de TV britânica, afirmou que na realidade, eram luzes amarelas e vermelhas, sinalizando piso escorregadio, logo, a ultrapassagem era legal.

Só que logo a seguir apareceram mais duas situações duvidosas, nas voltas 3 e 4 da corrida, quando Vettel ultrapassava, respectivamente, Charles Pic e Jean Eric-Vergne. No primeiro caso, provou-se que Vettel passou o francês da Marussia com um comissário de pista a agitar uma bandeira verde. E no segundo caso, após alguma aturada investigação, provou-se que Vettel passou o piloto francês, mas da Toro Rosso, também debaixo de bandeira verde do comissário. Tudo isto ficou provado ontem à noite num post que escrevi a propósito, bem como outro post, mas no site ultrapassagem.org, escrito por Sandro Pimenta.

De acordo com a BBC, a FIA declinou até ao momento comentar sobre o caso, mas não precisa de nenhum protesto formal para tomar alguma decisão neste caso. Segundo o artigo 179, alinea b: “Se em qualquer evento que faça parte do campeonato sancionado pela FIA, um novo elemento é descoberto, independentemente ou não de ter havido uma decisão anterior, aqueles designados pela FIA deverão reunir-se com as partes em conflito para dar as devidas explicações sobre esses novos elementos.

O período desse apelo expira a 30 de novembro do ano em causa, durante o qual esta terá de ser lidada, caso esse exemplo seja determinante para a decisão do campeonato“.

Em suma, a Ferrari ou a própria FIA tem até sexta-feira para se pronunciar sobre este caso em particular, que graças a Fernando Alonso e um bando de pessoas que não deixam morrer este caso sem luta, especialmente em Espanha, irá conhecer novos desenvolvimentos. É sinal de que não descansam até resolver tudo. E não importam se o conseguirem “na secretaria”.