O último post de 2012

Daqui a bocado vai ser a hora do jantar em familia, e logo a seguir, irei para a casa de amigos meus para comemorar a passagem de ano para 2013. Portanto, como já adivinharam, este é o último post desde ano da Graça de 2012.
Muito do que disse sobre este ano que se vai embora disse-o na Véspera de Natal. Tive coisas muito boas, como o portal e a revista online, do qual acho que foi uma coisa excelente e do qual só temos a ganhar com o projeto, caso se dê os passos certos. E também falei da frustração que foi certos projetos terem acabado cedo demais, como o do Portal F1 ou a minha aspiração de transformar o meu blog em site, pois ainda acho que seria uma mais valia e um salto de qualidade.
Mas apesar de tudo, foi um ano bem interessante. Conhece-se novas pessoas e descobre-se, nas horas mais sombrias, o que existe de melhor e de pior em todos nós e nos que estão à nossa volta. Gostaria que as coisas em 2013 melhorassem e nos ajudassem a sair do atoleiro em que nós estamos, como está este país à beira-mar plantado e do qual vejo e oiço à minha volta muito pessimismo, muita desesperança, muito rancor e muito desespero. Teve dias em que temi pelo futuro deste país – e ainda temo – mas quero acreditar que o pior está a passar.
Desejo que o meu ano de 2013 seja melhor. Gostava, francamente, que os meus desejos em termos financeiros fossem cumpridos. Como disse no dia 24 – e volto a dizer: “O meu desejo último é ter algo do qual me faça feliz, um negócio do qual me realize de forma pessoal e profissional. Porque ninguém vive do prestigio, e por muito prestigio que tenha, isso não serve para pagar as contas do mês.” E acho que esse desejo é partilhado por muita gente que lê este blog.
Em suma, para além da saúde minha e da família e da felicidade dos que estão à minha volta, o meu grande desejo – e trabalho – de 2013 é de transformar as minhas frustrações em feitos. Ou seja, acabar este ano que vai começar numa melhor condição do que agora.
Feliz 2013 para todos!
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Para um numero curioso, um patrocinador a condizer

Como em tudo nas competições, existem alguns números “carismáticos”. O numero 1 é um deles, o mais obvio. O numero 13 está abolido em algumas categorias, devido ao “azar” que é associado. O numero 5 ou o numero 27, para algumas equipas e pilotos simboliza um determinado periodo, pelo carisma que os seus pilotos o imprimiram. E outros são mais… malandros. Como o famigerado numero 69.
Hugo Payen é um motard que desde 2011 vai ao Dakar. E no seu primeiro ano, calhou-lhe em sorte o numero 69. Provavelmente deve ter sorrido primeiro com curioso número, mas depois calhou-lhe uma ideia genial: um patrocínio adequado à ocasião. Assim sendo, Payen foi ter com um produtor francês de filmes pornográficos, Marc Dorcel, para um acordo de patrocinio. E ele aceitou colocar senhoras… pouco vestidas na carenagem da sua mota.
Sem dúvida, a parceria Payen/Dorcel é um sucesso, tanto que o patrocinio vai ser repetido em 2013. E de todas as vezes em que o motard participou no Dakar, chegou sempre ao fim.

Vi isto na Autosport portuguesa

Os cenários pós-Eccclestone

Bernie Ecclestone, quando fala, é enigmático. As suas entrevistas à imprensa muitas das vezes são mais para que ele exprima as suas ideias do que ele responder às perguntas dos jornalistas  Nesse campo, ele consegue escapar com uma destreza única, muitas das vezes confundindo as pessoas que o lêm. E quando aproveita o canal aberto para mandar “o soundbyte do dia”, sabe que isso provoca agitação nos meios, mais do que suficiente para que se desviem as atenções de algo mais essencial.

Só que desta vez é diferente. Pela primeira vem em muito tempo, decidiu falar sobre o “caso Gribowsky”, e foi uma entrevista ao Sunday Telegraph, publicada este domingo, afirmou que, caso a justiça alemã consiga prender Ecclestone, isso seria um bom pretexto para encontrar um substituto. “Provavelmente [a CVC Capital Partners] será forçada a se livrar de mim se os alemães vierem atrás de mim. Se eu for preso, isso é bastante óbvio”, comentou.
Gribowsky, condenado em junho passado a uma pena de oito anos de prisão, afirmou que em 2006, Ecclestone lhe pagou cerca de 50 milhões de euros para adquirir os direitos da Formula 1, então pertencentes ao banco BayernLB, após a falência do Grupo Kirch, em 2002. Ecclestone admitiu em tribunal que lhe pagou esse valor, com o objetivo de “o calar” sobre uma alegada chantagem sobre o Bambino Trust, o fundo feito por ele para as suas filhas, Tamara e Petra, mas no qual ele têm a sua fortuna, para escapar de pagar impostos mais elevados.
Ecclestone, agora a caminho dos 83 anos, já começa a ter consciência de que os dias começam a ser curtos. Seja pela inevitável marcha do tempo, seja por este caso em particular, onde poderá acabar os seus dias numa cela alemã, ele sabe que os mais de 50 anos de presença na Formula 1, primeiro como empresário de pilotos como Jochen Rindt, depois como proprietário de uma equipa como a Brabham, e depois como o “dono do circo”,  estão perto do seu final. Fico até com a impressão que ele já tem a consciência que já viu a “bandeira de xadrez”, mas continua a acelerar como se nada fosse. Seja a negociar circuitos novos no calendário, publicidades, o novo Pacto da Concórdia, seja a mandar os seus “soundbytes do dia”, etc… ainda tem a agilidade de quando estava na meia idade.
Eles disseram que contrataram um caça-talentos para encontrar alguém caso eu morra ou algo do tipo. É natural que eles façam isso para manter todos contentes”, afirmou o britânico, na mesma entrevista. Claro, muitos nomes podem estar em cima da mesa, como a diretora da Sauber, Monisha Kalterborn, ou o diretor da Red Bull, Christian Horner. Mas há quem queira algo de fora do paddock, como deseja Jackie Stewart, tricampeão do mundo pela Matra e Tyrrell, entre 1969 e 1973: 


Não há nada na Formula 1 que não aconteça sem o seu conhecimento. Entendo as pessoas que dizem que a será administrável sem Bernie Ecclestone. Mas a infraestrutura está lá. Está tudo em Belgravia [sede da FOM em Londres] e há muita gente com conhecimento”, começou por dizer no mesmo artigo do Sunday Telegraph. “Duvido muito que haverá alguém no Paddock da Formula 1 e não acho que isso vá acontecer. Acho que eles deveriam sair à procura do melhor [executivo] de todos”, concluiu o escocês de 73 anos.

E esta entrevista, a aparecer no final do ano, não é inocente: é nesta altura em que termina o atual Pacto de Concórdia e entrará em vigor um novo, se é que este já esteja assinado. Queremos acreditar que sim, e que a Formula 1 esteja salvaguardada para o futuro próximo, eventualmente até 2020. Mas há outros assuntos em cima da mesa, como por exemplo, um possível alargamento do calendário e uma redistribuição dos rendimentos que a Formula 1 traz por ano, e é superior a mil milhões de euros.

E claro, com Ecclestone de saída, outros estarão a visar o lugar dele. Não como poder, mas como influência, como Luca de Montezemolo. O patrão da Ferrari – e que por estes dias, quer lançar em Itália uma formação politica de centro, que vai apoiar Mário Monti para o lugar de primeiro-ministro – por estes dias não morre de amores por Ecclestone, afirmou alguns dias antes que: “Lentamente, estamos chegando ao fim de um período caracterizado pelo estilo de um homem que fez coisas importantes”. E que a Formula 1 precisa de “sangue novo”.

É certo, mas Montezemolo, que não é tão novo assim – tem 65 anos e 40 de Formula 1 – tem a sua própria agenda: uma em que a Ferrari tenha uma certa liberdade para ser dominadora na categoria máxima do automobilismo, terminando esta igualdade artificialista e recolocar, por exemplo, motores diferenciados. Quando defende que as equipas deveriam poder inscrever um terceiro carro, deseja que esta tenha ainda menos equipas. Ecclestone falou certo dia de dez, Montezemolo acha que provavelmente, seis ou sete seria o ideal, “enxotando” as mais pequenas. E a politica dele não é nova, é histórica: Enzo Ferrari sempre desprezou as “garagistas” inglesas, principalmente nos anos 60 e 70.

Em jeito de conclusão, Bernie Ecclestone já admite ver a meta. Resta saber quem chegará primeiro: a justiça alemã ou o “The Grim Reaper“. Mas após Ecclestone, a Formula 1 tem de encontrar rapidamente uma “cola” tão boa como a que é o anãozinho octogenário. E pelos exemplos do passado, vai ser uma busca tão intensa como a do Santo Graal: dificil, quase impossivel. E sem essa cola, com cada equipa com a sua agenda, o perigo de cisão da Formula 1 a médio prazo é existente. 

A temporada de 2012 visto pelo Formula 1 Portugal

Tive a sorte de ter começado a assistir à Formula 1 em plena era Turbo, com pilotos como Alain Prost, Nigel Mansell, Ayrton Senna, Keke Rosberg, Nelson Piquet, entre outros, e ver equipas míticas como Lotus, Tyrrell, McLaren, Ferrari, Arrows, Brabham, Toleman – e depois Benetton – entre outros. E depois vi aquele ano de 1989, onde tivemos 40 carros inscritos para uma grelha de 26, com pré-qualificações pelo meio. 

Pensava que esses tempos não mais iriam voltar, depois a chegada e domínio de Michael Schumacher, depois de Fernando Alonso, a luta entre McLaren e Ferrari e a ascensão da Red Bull. Contudo, desde 2009, altura em que a Brawn GP, a estrutura que sobrou da Honda, ter entrado de rompante e vencido ambos os campeonatos, senti que iria haver uma nova “era de ouro da Formula 1”, semelhante ao que aconteceu na década de 80. E parece que 2012 foi um pouco isso, dada a confusão inicial e um duelo final entre dois dos melhores pilotos do pelotão: Sebastian Vettel e Fernando Alonso.
Como sabem, entre muitos sitios onde escrevo, um deles é o Formula 1 Portugal, um blog especialmente dedicado à categoria máxima do automobilismo. E como este é o último dia do ano, nós decidimos fazer um post especial, onde cada um de nós fala sobre as suas impressões do ano que acaba hoje. Tudo isto e muito mais, pode ser lido a partir deste link.
Aproveitem e Bom 2013 para todos!

E agora, Bruno Senna?

(…) Com a confirmação da dupla da Lotus para 2013 em Romain Grosjean e Kimi Raikkonen, as opções para o piloto brasileiro recaem sobre Force India e Caterham. É um facto que o piloto brasileiro tem uma bela “carteira” consigo – cerca de 15 milhões de dólares de patrocínios – mas parece que as coisas não estão fáceis para ele. Digo isto porque parece que quer uma, quer a outra equipa, parecem já ter escolhido os seus pilotos, e nenhum deles parecer ter Bruno Senna nos seus planos. (…)

(…) A grande pergunta que se faz é: o que vai acontecer caso as portas da Formula 1 se fecharem para Bruno Senna. Ir para a IndyCar? Regressar ao Brasil e correr na Stock Car? Ficar na Europa e tentar a Endurance ou outra competição qualquer? No inicio de dezembro, Bruno testou um Mercedes de DTM no Autódromo do Estoril, e ele gostou da experiência. Logo, a hipótese de o ver num destes carros na competição, sendo o segundo brasileiro a participar nela, depois de Augusto Farfus, na BMW, é uma hipótese bem plausível. Ainda por cima, a marca ainda não definiu todos os seus lugares (apenas o canadiano Robert Wickens, o espanhol Roberto Merhi e o britânico Gary Paffet foram confirmados) e procura um piloto conhecido para um dos seus lugares, já que a marca de Estugarda ainda não definiu quem pilotará todos os seus carros na temporada de 2013, e um deles, David Coulthard, anunciou o seu abandono no final desta temporada. (…)

É um artigo meramente especulativo, do qual os rumores são muitos e saem todos os dias, apontando o sobrinho de Ayrton Senna para uma equipa diferente da outra, conforme o passar dos dias. No artigo que escrevo este mês para os Nobres do Grid, aponto essencialmente os prós e os contras de ir para esta ou aquela equipa, e falo sobre os potenciais adversários para as vagas ainda abertas para 2013. E falo também sobre uma possível alternativa para ele, caso não consiga um lugar na categoria máxima do automobilismo.

Deseja-se sempre o melhor, mas esperando sempre pelo pior.

Africa Race: etapa anulada

A Africa Race, competição que serve como alternativa ao Rali Dakar, que desde 2009 está na América do Sul, arranca com o “pé esquerdo”. Os organizadores decidiram anular a primeira etapa em solo marroquino, entre Nador e Moundnib, devido a razões logisticas. O anulamento desta etapa, que deveria ter acontecido hoje, deve-se à avaria de um dos “ferries” que faz a travessia do Mediterrâneo, e que levava algumas dezenas de concorrentes para o enclave espanhol de Mellila. 
Elisabete Jacinto, uma das concorrentes portuguesas que vai participar no Africa Race, comentou esta decisão à Autosport portuguesa: “Lamento não termos feito pelo menos uma parte da especial porque serviria para testar uma série de pequenas coisas e amanhã já partíamos com tudo afinado. Tenho pena também porque esta especial ia ser muito exigente em termos de navegação e esse facto jogaria a nosso favor”.
Assim sendo, o Africa Race vai começar amanhã entre Boudnib a Tangounite, uma especial de 409 quilómetros, onde os participantes vão percorrer as dunas de Merzouga, no centro do país. 

Noticias: Zanardi recusou uma temporada na DTM

Depois de Alessandro Zanardi ter testado um BMW de DTM em Hockenheim, como recompensa pelos seus feitos nos Jogos Paralimpicos de 2012, em Londres, o antigo piloto italiano afirmou hoje numa entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph que esteve em negociações para fazer uma temporada na categoria em 2013 aso serviço da equipa alemã, mas acabou por recusar.
Discutimos sériamente [essa hipótese], mas decidi que seria demasiado para mim participar durante toda a temporada de 2013. Isso significaria que no teria tempo para as coisas que mais disfruto, como o ciclismo e a pesca com o meu filho, por isso que decidi esperar pelo próximo comboio“, afirmou.
Assim sendo, a BMW, que ainda tem uma oitava vaga para preencher para a sua equipa, poderá estar interessada nos serviços do espanhol Jaime Alguersuari para esse lugar.

Rumor do Dia: FIA aceita M-Sport como construtor

A M-Sport, equipa que prepara os carros da Ford no WRC, pode ser inscrita como Construtor no campeonato de 2013. 
Segundo se diz esta tarde na Autosport portuguesa, a M-Sport está na lista de inscritos de Monte Carlo como construtora (Manufacturer Team) e não como equipa do WRC (WRC Team). Desconhecem-se até agora quais foram os pressupostos pelo qual a equipa de Malcom Wilson, que preparará os Ford  Fiesta em 2013, após a saída oficial da marca americana.
Assim sendo, o Mundial WRC terá três construtores presentes: M-Sport (Ford), Citroen e Volkswagen, apesar de poderem estar mais duas marcas presentes ao longo da temporada, que são a Prodrive (Mini) e Hyundai.

Noticias: Sordo elogia Prodrive

O espanhol Dani Sordo, que regressa em 2013 à Citroen depois de dois anos na Prodrive, a desenvolver o Mini JCW WRC, com resultados satisfatórios, apesar das dificuldades financeiras, afirma hoje que apesar de ter ido embora dali numa altura complicada para a equipa, está esperançado que a equipa tem capacidade para vencer ralis no futuro.
É uma equipa verdadeiramente profissional e fiquei triste por deixá-los.“, começou por dizer o piloto espanhol à revista Autoweek. “O Dave Wilcock é um dos melhores engenheiros com que já trabalhei. A Prodrive passa por momentos difíceis porque falta dinheiro, mas garanto que o MINI é capaz de vencer e a equipa merece a vitória.“, continuou. 

O chassis do MINI é excelente, mas o motor nem tanto. Talvez tenha algo a ver com a BMW, pois eles simplesmente desligaram-se. Mas eu disse na Prodrive que não acreditava que não conseguissem fazer melhor que aquilo! E fizeram-no. Convidaram pessoas que trabalham no programa desportivo da Aston Martin, e literalmente em cinco minutos, encontraram potência adicional de 10 cavalos. Acredito piamente que tudo o que eles precisam são apoios, pois estou certo que conseguem fazer o carro começar a ganhar.“, concluiu.

A Prodrive não vai estar pesente em Monte Carlo devido à falta de um piloto pagante que pudesse fazer o rali, mas graças à entrada de Henning Solberg na equipa, que trouxe um patrocínio chorudo o suficiente para fazer o resto da temporada, a partir do Rali da Suécia, a preparadora de Bunburry estará presente em 2013.

Quanto a Sordo, que como já foi dito, está de volta à Citroen depois de duas temporadas na Mini, o seu melhor resultado foram dois segundo lugares em França, em 2011 e em Monte Carlo, em 2012, situações onde demonstrou que o carro era realmente veloz em ralis de asfalto.

A Ferrari e o futuro próximo da Formula 1

A noticia de que a Ferrari decidiu constituir duas equipas de projetistas, desenhadores e engenheiros, para os carros de 2013 e 2014, a trabalharem autonomamente, mas coordenados por Dimitris Tombazis, mostra até que ponto a Scuderia está desesperada para conquistar ambos os títulos, depois de quase sete anos de afastamento em ambos os casos. Sabem que têm provavelmente o melhor piloto do pelotão, e este já fez o que tinha a fazer para tirar “leite de pedra”, mas o facto de, depois de três anos seguidos em que o vencedor é o mesmo, e com a Red Bull a ter Adrian Newey e outro grande piloto, na figura de Sebastian Vettel, demonstra que em Maranello, a altura é do “tudo ou nada”.
Com a noticia de que a Ferrari alugou o túnel de vento de Colónia, pertencente à Toyota – enquanto que o seu túnel de vento é remodelado – para ver se o seu carro de 2013 não venha a ter os mesmos problemas aerodinâmicos do que o F2012, isso demonstra que Luca di Montezemolo não olha a meios para gastar o que tem para gastar para bater Red Bull e McLaren. E claro, temos de pensar se eles realmente desejam reduzir os custos para sustentar a Formula 1. Claramente, não me parece.
E estas noticias vindas de Maranello aparecem numa altura em que existe um mistério ainda por esclarecer: as equipas já assinaram o novo Pacto de Concórdia? Para mim, este é um enorme mistério, mas quer este, quer os anteriores Pactos são tão ou mais secretos do que certos segredos de estado de alguns países  Mas acho que até os segredos de estado, passados alguns anos, são desclassificados e mostrados ao público, como por exemplo, as reuniões do conselho de ministros britânico, que têm um prazo de 30 anos. E quando esse prazo termina, encontramos coisas muito interessantes. Mas… se me perguntarem se conheço os detalhes do primeiro Pacto de Concórdia, assinado em 1982, direi que.. não sei. E falo disso porque o actual termina nesta segunda-feira e nada oiço sobre a assinatura do novo Pacto. 
Será que as coisas vão-se manter assim até março de 2013, altura do GP da Austrália? Se for, então direi que Bernie Ecclestone anda a perder qualidades. Pode ser expectável, dados os 82 anos que já tem, mas não creio. Aliás, a velha geração, que apareceu nos anos 70 – Ecclestone, Montezemolo, Williams, para citar alguns – ainda manda cartas, mas não por muito mais tempo. As coisas podem estar difíceis para Ecclestone, por exemplo, no caso Gribowsky, mas as pessoas sabem que o estilo de governar do “anãozinho tenebroso” começa a ser contestada, quer por dentro, quer por fora, como o facto do pelotão da formula 1 ir de novo ao Bahrein em abril, num país onde há uma contestação aberta ao governo e pode-se esperar o pior. A FIA e as equipas sabem disso e têm algum receio.
Voltando à Ferrari, o ano de 2013 será o de “tudo ou nada”, pois esta geração sofreu a bem sofrer os vinte e um anos de “travessia do deserto” entre 1979 e 2000 – entre Jody Scheckter e Michael Schumacher – e apesar do dominio na primeira metade da década passada, não quer atravessar outro deserto. E pessoas como Stefano Domenicalli estão em jogo em 2013. Deu-se uma nova injeção de confiança, devido á recuperação do tempo perdido, e os problemas foram identificados. Mas agora sabe-se que não tem outra escolha: se Fernando Alonso não terminar o ano como tricampeão do mundo, cabeças rolarão em Maranello, adiante uma temporada de 2014 onde trará motores 1.6 turbo e novos chassis.