Rumor do dia: Kubica vai correr no ERC de Citroen

Depois de se saber que Robert Kubica recusou um convite da Mercedes parar correr no DTM, a Autosport britânica afirma esta tarde que o piloto polaco, em recuperação do seu grave acidente em fevereiro de 2011 no rali Ronde di Andora, assinou com a citroen para correr no Europeu de Ralis, a bordo de um DS3 RRC, começando em março, no Rali Islas Canárias.
Yves Matton, diretor desportivo da Citroen, confirma que existem negociações, mas afirma que não há qualquer conclusão: “As negociações estão a correr bem“, começou por dizer à Autosport britânica, “mas por agora não passa disso: negociações. Espero que haja algo no inicio da próxima semana, e caso haja acordo, Robert começa a competir nas Canárias“, concluiu.
Ainda não se sabe quantos ralis irá fazer, mas aparentemente o contrato tem a ver apenas com os ralis e não uma eventual participação no WTCC, caso a marca do “double chevron” decidir dar o salto, em 2014. Mas para que o polaco tenha um chance de vencer o campeonato, terá de participar em pelo menos oito ralis, um deles o Rali da Polónia, sua terra natal.
O seu carro vai ser adaptado com um sistema hidráulico especial, tendo em conta o estado do seu braço e mão direitas, que ainda estão longe de toda a sua capacidade demonstrada antes do seu acidente de fevereiro de 2011.
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Noticias: Sutil confirmado na Force India

Demorou, mas foi. E a escolha era previsivel: o alemão Adrian Sutil foi esta manhã confirmado como piloto titular da Force India, ao lado de Paul di Resta e tendo como terceiro piloto o francês Jules Bianchi. De uma certa forma, esta é a repetição da dupla que correu na mesma marca na temporada de 2011, pois Bianchi testará em algumas sextas-feiras de Grande Prémio.
O anuncio oficial foi feito esta manhã em Barcelona, onde a equipa está a fazer os seus testes de final de pré-temporada, mas era algo que já se sabia desde a semana passada, quando se soube que ele tinha sido visto na fábrica, a fazer o seu próprio molde para se sentar no novo bólido da marca.
Vijay Mallya, patrão da marca, revelou que “a decisão não foi fácil, mas sentimos que a experiência do Adrian dá mais hipóteses à equipa de cumprir os objectivos da época”. Já o alemão de 30 anos estava naturalmente feliz, depois de um ano fora das pistas: “Estou radiante por voltar, especialmente a uma equipa que conheço bem. Agradeço por esta segunda oportunidade e agora há que me preparar o melhor possível para Melbourne.

Vimeo Motorsport Classic: Phil Hill, fotógrafo

Phil Hill, o primeiro americano campeão do mundo de Formula 1, em 1961, ao serviço da Ferrari, foi uma pessoa bastante eclética. E tinha um “hobby” pouco conhecido: era um ávido fotógrafo. Descobri este video hoje na Autosport portuguesa e vi que ele tinha uma Leica que levava sempre com ele nos fins de semana das corridas, fossem elas de Formula 1, Sports Cars ou Endurance.
Quase cinco anos depois da sua morte, o seu filho Derek Hill, que também correu nos anos 90, em conjunto com Doug Nye e Steve Dawson, estão a ver todo o seu arquivo pessoal para ver as melhores e compilá-las em livro. É decerto uma era da Formula 1 que merece ser revisitada, neste caso pelas lentes de quem viveu mais intensamente e sobreviveu para contá-la.

Formula 1 em Cartoons: a carteira vazia do Razia

Num ano em que o tamanho da carteira é importante, mais do que nunca, a historia de Luiz Razia ameaça entrar no ramo da tragicomédia. Por causa de um atraso no pagamento de uma das patrocinadoras, Razia não participou num dos testes e agora arrisca a ficar apeado, caso o dinheiro não chegue a tempo do terceiro teste da formula 1, que acontece em Barcelona.
E claro, alguma imprensa já falam de nomes para o substituir, como o indiano Narain Karthikeyan e o francês Jules Bianchi. É como nós dizemos por aqui: “sem dinheiro, não há palhaço.”
Espero que venha logo. Acho que o Razia não merecia isto.

Como vencer um prémio virou pesadelo

Imaginem algo que vos adora. Participam num concurso em que vos promete que vão ver aquilo que sonham ver com tudo pago, numa tribuna VIP, e vocês são os felizes contemplados. Mas quando é a altura em que querem desfrutar do prémio, sai tudo ao contrário: pagam a viagem para  o local, não dormem no hotel indicado e os bilhetes são para o geral e não para a área VIP. Em suma, os felizes contemplados tiveram um fim de semana de pesadelo. Para dois ingleses, a vitória num concurso que lhes permitia uma ida ao GP da Belgica de 2012 foi mais um pesadelo do que outra coisa.

A história vem na edição de hoje do jornal britânico Daily Telegraph e fala que um britânico participou num concurso da Red Bull, no qual foi o feliz contemplado para ver da tribuna VIP o GP da Belgica do ano passado, realizado no circuito de Spa-Francochamps. Só que tudo aquilo que vinha no concurso, que iriam dar ao vencedor “um par de bilhetes para assistir à corrida, bem como a viagem e a acomodação por duas noites no Beaumont Hotel, de quatro estrelas“. 

Contudo, o vencedor e o seu irmão (que não foram identificados no artigo) acabaram por pagar, a expensas próprias, o voo até Colónia, na Alemanha, num “low cost” e tiveram de partilhar o quarto em Maastricht, no sul da Holanda, e tiveram de sair mais cedo do circuito, para poderem apanhar a tempo o voo de regresso, em Bruxelas. E os bilhetes, afinal… eram para a tribuna principal, não para a Tribuna VIP.

Resultado: os irmãos fizeram queixa à Advertisement Standards Agency, o equivalente à nossa DECO, afirmando que tinham sido enganados. Esta decidiu que a marca não iria voltar mais a usar este tipo de promoções e considerou que usou a palavra “VIP” de forma abusiva:
Consideramos que o termo “VIP”, no contexto desta promoção, foi entendido aos leitores como exclusiva, logo, fora dos padrões considerados como normais. Consideramos que o termo “VIP” tem um significado especial numa industria como esta, e como uma competição como o Grand Prix emite bilhetes que incluem admissões para uma “Área VIP”, as pessoas que consigam bilhetes para esse local têm uma expectativa de que irão estar naquele sitio especifico, algo que não aconteceu neste passatempo especifico“, comentou.
A Red Bull reagiu afirmando que as condições eram as mais claras possível e que tinha avisado ao possivel vencedor de que teria de pagar as viagens de ida e volta ao circuito, em caso de vitória. Contudo, afirmou que quando soube que tiveram de sair mais cedo da corrida, para poderem chegar a tempo do voo de regresso, ofereceu-se para pagar as despesas.

Rumor do Dia II: Honda prepara o regresso à Formula 1?

O rumor existe há algumas semanas, pelo menos quem lê frequentemente o blog do bem informado  – e meu xará – Humberto Corradi. Mas esta segunda-feira, quando a Renault mostrou o seu novo carro, um dos responsáveis, Jean-Michel Jalinier, deixou escapar que espera o aparecimento de mais fabricantes de motores para a Formula 1 em 2014: “É por isso que achamos que o número dos nossos clientes vai cair no futuro, porque há mais concorrência“, referiu, citado pelo site alemão Motorsport-total.com.
E quem seria esse novo construtor? Em principio, seria a japonesa Honda. Esta quarta-feira fala-se que Gilles Simon estará a ajudar a desenvolver um motor V6 Turbo, ele que desenvolveu inicialmente um motor com Craig Pollock através da PURE, mas cujo desenvolvimento se congelou em meados de 2012, quando eles não conseguiram atrair nenhum interessado em ter o motor.
A marca japonesa, como se sabe, abandonou a Formula 1 “com o rabo entre as pernas” no final de 2008, quando a crise financeira se instalou com toda a força. Nada se fala de um eventual regresso, mas as marcas japoneses estão a regressar aos poucos ao automobilismo. A Toyota está envolvida na Endurance e a Nissan anunciou esta semana a mesma coisa, também na Endurance, mas com um projeto mais ousado, no sentido de ter um carro elétrico, através da sua preparadora, a NISMO. 
Nada garante que a Honda poderá ter aproveitado o projeto da PURE para acelerar o seu proprio projeto de motor Turbo. Se assim acontecer, poderá fazer com que a equipa entre em ação… já em 2014. Impossivel ou inexequível? Basta pensar que a associação entre a McLaren e a Mercedes irá, em teoria, terminar no final de 2013… e o regresso de uma parceria que deu um estrondoso sucesso entre 1988 e 1992 decerto seria bem vista por muitos fãs.

Rumor do dia: Adrian Sutil na Force India

O diário alemão “Sport Bild” anuncia esta manhã que a Force India decidiu-se em contratar Adrian Sutil para a temporada de 2013, substituindo outro alemão, Nico Hulkenberg. A ser verdade, poderá estar terminada a longa indefinição em relação ao segundo piloto e a última vaga da Formula 1 para esta temporada estará, por fim, preenchida. Sutil poderá ter levado a melhor sobre Jules Bianchi, que tem o apoio da Ferrari e que poderá trazer os motores italianos em 2014, em substituição da Mercedes.
Os sinais já existiam há várias semanas e começaram a ser mais do que evidentes quando a equipa convidou-o para fazer parte dos testes em Barcelona, na semana passada. Sutil, de 30 anos, já esteve na Formula 1 entre 2007 e 2011, quando se envolveu numa briga em Xangai com um dos sócios da Genii, Eric Lux. Chamado a tribunal, na Alemanha, foi condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa, sendo obrigado a ficar de fora na temporada passada.

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana, o tema é, inevitavelmente, a jornada de abertura do Campeonato Português de Ralis, em Fafe. Com uma lista de inscritos cheia e muito público na estrada, Bernardo Sousa acabou por ser o melhor e isso demonstra-se na capa e o título que o jornal escolheu: “CPR: Bernardo Sousa a abrir“. Abaixo, os subtítulos resumem o que foi este rali: “Madeirense vence com autoridade“; “Ricardo Marques triunfa no CPR2“; “Carlos Martins domina no Open“.
Na parte de cima, uma entrevista a Carlos Sainz Jr, piloto espanhol apoiado pela Red Bull e que este ano vai fazer a GP3, onde declara: “Não tenho garantias de que vou ganhar“.
Na parte de baixo, no seu canto inferior, fala-se sobre os testes que a Citroen fez no Algarve (“Citroen prepara México”) e um test drive do Mercedes E AMG (“Mais potência e luxo“) e no lado direito, a referência aos testes da Formula 1 em Barcelona (“Frio atrasa evoluções“)

No aniversário de Sebastien Löeb

Esta é uma semana para lembrarmos de todos os pilotos que fazem – ou faziam anos. E são quatro, pelo menos: Alain Prost, Francois Cevért, Sebastien Löeb e Mário Andretti. Três franceses e um italo-americano, e hoje, como é dia para celebrarmos os 39 anos do alsaciano, era uma boa altura de lembrar de alguém que dominou os ralis durante mais de uma década e venceu nove títulos mundiais, todos seguidos. 
O palmarés de Löeb é impressionante: sendo fiel à Citroen, em 165 ralis – deverá fazer mais dois ate fechar a sua carreira em 2013 – conseguiu 77 vitórias, 115 pódios, 864 triunfos em classificativas e 1594 pontos. Tudo isto desde o Rali da Catalunha de 1999, local da sua estreia no WRC, quando existiam monstros sagrados como Carlos Sainz, Didier Auriol, Juha Kankkunen, Colin McRae, Richard Burns, Tommi Makkinen, entre outros. 
Quando no final de 2012, após o seu nono título mundial, decidiu que era altura de passar das classificativas para as pistas. Ao tomar tal decisão, afirmou isto: “Já não havia nada para ganhar”. Em suma, resumiu-se a velha questão da motivação. Quem conhece o automobilismo sabe que a sua atração baseia-se no factor da imprevisibilidade. Alguém que ande por ali nunca será uma pessoa que goste de trabalhos burocráticos, que fique sentado num escritório das nove da manhã até às cinco da tarde. Nem os pilotos, nem os mecânicos, nem até os espectadores que seguem os ralis – ou outro desporto qualquer – o seguem porque gostam da rotina.
Confesso que, de uma certa forma, senti um alivio quando Löeb disse que iria competir na Endurance e os Ralis passariam a ser mais um “hobby” do que outra coisa. Mas pelos vistos, parece que o “timing” da sua retirada arrisca a ser azarada. É que o quase quarentão poderá estar a privar-nos do maior duelo nos ralis desde os tempos de Marcus Gronholm, com o seu Ford Focus.
Outro Sebastien, Ogier de apelido, aparece nesta temporada de 2013 com um Volkswagen Polo R intensamente testado ao longo do ano anterior para poder entrar nesta temporada a marcar mais do que um mero figurante no Mundial WRC de Ralis. Mais novo que Löeb (29 anos), ele teve uma carreira fulgurante pois cinco ano antes, andava num mero Citroen C2, carro com que se sagrou campeão do mundo Junior. 
E bastou temporada e meia para ser provavelmente o maior rival interno que Sebastien Löeb teve. A sua primeira vitória foi no Rali de Portugal de 2010, com o Citroen C4 WRC da Junior Team, e em 2011 estava na equipa principal. Quando viu que a possibilidade de ser superado pelo piloto mais novo podia ser real, fez valer os seus direitos e isso foi mais do que suficiente para que Ogier decidisse rumar para outras paragens, nomeadamente o projeto da Volkswagen.
E pelos vistos, a aposta compensou. Apesar de termos apenas dois ralis disputados em 2013, vimos que o unico rival de Ogier foi… Löeb. Nem Dani Sordo, nem Mikko Hirvonen, nem até o companheiro de equipa de Ogier, Jari-Matti Latvala, foram capazes de acompanhar o piloto da Volkswagen. E sem Löeb pelo caminho, Ogier arrisca a ser o campeão de 2013 sem grande concorrência. Nem da Citroen, nem dos Ford, já que temos de esquecer a Prodrive, vítima da falta de dinheiro para desenvolver o seu Mini.
De uma certa maneira, é uma pena não vermos Löeb em 2013 a tempo inteiro. Creio que um “duelo de Sebastiões” teria sido épico, tal como teve com Marcus Gronholm ou com Mikko Hirvonen. Os adeptos de rali teriam ficado deliciados, mesmo existindo 50 por cento de hipótese do vencedor ser o mesmo. Mas um último duelo da história dos ralis teria sido excepcional.
De qualquer forma… Joyeux Anniversaire, Monseiur Löeb!

Youtube Formula 1 Video: A largada

Faltam cerca de três semanas para o inicio da temporada e já há pessoal a subir pelas paredes, de tanta ansiedade que têm para o inicio da nova temporada da Formula 1. Basta ver as discussões apaixonadas que existem sobre quem vai ficar com o segundo lugar na Force India…
Enfim, e atendendo a essa ansiedade, o Antti Kalhola decidiu que esse seria o tema do seu mais recente video, lançado esta tarde no seu canal do Youtube. E tudo tem a ver com a atmosfera que existe nos momentos antes da corrida começar. E ao longo dos anos, nada muda, mesmo que carros e pilotos não sejam os mesmos.
Como ele diz: “When the flag drops, the bullshit stops” (Quando a bandeira cai, o falatório pára)