Formula 1 2013 – Ronda 9, Alemanha (Qualificação)

Uma semana depois de Silverstone, a Formula 1 chegou a terras alemãs em estado de agitação. A história da degradação alarmante dos pneus Pirelli, que toda a gente viu na corrida britânica, com quatro pilotos a terem furos a alta velocidade. Ao longo dos dias que passaram, as coisas andaram num nível extremo, chegando ao ponto de os pilotos ameaçarem um boicote, em caso de novos furos a alta velocidade. FIA, as equipas e a Pirelli agiram depressa e a marca italiana decidiu colocar novos tipos de pneus e modificou a sua pressão, colocando novos limites, de forma a que os furos se tornem mais raros e aumente a segurança.
Assim sendo, debaixo de calor – estavam 42 graus na pista quando a sessão começou – maquinas e pilotos foram para a pista. Ao longo do Q1, os pilotos começavam a queixar-se de que os pneus demorariam a aquecer, mas com o tempo, eles começaram a fazer as devidas voltas. No final, para além dos pilotos da Caterham e da Marussia – Jules Bianchi esteve doente e Pedro de la Rosa esteve muito perto de entrar para o seu lugar – os pilotos da Williams, Valtteri Bottas e Pastor Maldonado também ficaram de fora. Um mau momento para a equipa, ainda por cima no fim de semana do seu 600º Grande Prémio.
Com a qualificação a mover-se para o Q2, e a temperatura na pista a aumentar, os pilotos lutavam para conseguir colocar os pneus à temperatura ideal, e foi por isso que Nico Rosberg e a Mercedes cometeram um erro fatal: ao andar com pneus médios, em vez dos macios, não conseguiram marcar um tempo que os colocasse tranquilamente na Q3 e ficaram à mercê do meio do pelotão. No final, Rosberg ficou de fora, no 11º posto, superado pelo McLaren de Jenson Button, pelo Toro Rosso de Daniel Ricciardo e pelo Sauber de Nico Hulkenberg. E tudo isso aconteceu quando o piloto alemão já estava nas boxes, sem poder nada fazer. Rosberg acompanhou assim o McLaren de Sergio Perez, o Sauber de Esteban Gutierrez e os Force India de Paul di Resta e Adrian Sutil, bem como o Toro Rosso de Jean-Eric Vergne
Com o Q3, os Ferrari decidiram que iriam fazer um tempo com pneus médios, sabendo que a pole-position não seria deles, mas que saberiam que iriam largar com este composto, esperando que conseguissem algo de bom na corrida. Resultado final, eles conseguiram o sétimo e oitavo posto, a quarta fila da grelha. Na frente, Lewis Hamilton conseguiu o melhor tempo no último momento, batendo os Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber. 
Para o piloto inglês, esta pole compensa o 11º posto de Rosberg e para ele, conseguiu a sua 29ª pole-position da sua carreira, igualando Juan Manuel Fangio nas estatisticas, sendo agora o sétimo melhor de sempre. Atrás dos Red Bull, ficaram os Lotus de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean, o Toro Rosso de Daniel Ricciardo, na frente dos Ferrari. Jenson Button e Nico Hulkenberg decidiram não marcar qualquer tempo.
Agora para amanhã, as coisas se tornam interessantes pelo facto de existirem muitas estratégias presentes. Os que queriam estar o mais á frente possivel para se mostrarem, e os que sacrificaram a qualificação, esperam que a sua escolha de pneus seja compensador na corrida. Mas no final, ainda há quem espere que os pneus aguentem e não rebentem durante a corrida.
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