Formula 1 2013 – Ronda 10, Hungria (Corrida)

Três semanas depois de Nurburgring, a Formula 1 regressava à ativa em paragens húngaras, depois de terem feito um teste de jovens pilotos em Silverstone, para compensar o facto de esta temporada ter apenas 19 corridas. O pelotão chegava ao paddock húngaro com o tempo a brindar-lhes com um sol abrasador, e depois do que se tinha passado na qualificação do dia anterior, perguntava-se se iria ser “mais do mesmo”, ou seja, os Mercedes ficariam para trás, superados por Red Bull, Lotus e Ferrari, ou por fim a equipa alemã conseguiria superar essa malapata? Afinal de contas, Lewis Hamilton, o “poleman” da véspera, queria ganhar com a Mercedes, para dizer aos seus críticos que a mudança tinha sido benéfica para ele.

A corrida começou sem incidentes para Hamilton, que conseguiu manter o comando de Sebastian Vettel e Romain Grosjean. Quanto ao alemão da Red Bull, este largou mal e teve de segurar o francês para perder o segundo lugar. Atrás, havia um pequeno incidente quando os dois Ferrari pressionam Nico Rosberg e este, sem ter muito por onde ir, toca em Felipe Massa, perdendo lugares. As trocas de pneus aconteceram cedo, com Hamilton a ir na nona volta, e aos poucos, os da frente também iam, com os Lotus a pararem na 14ª volta, mas a sairem a tempo um do outro, sem se incomodarem.

Com isto tudo, quem beneficiava era Mark Webber e… Jenson Button. Com o piloto da McLaren a decidira ir o mais longe possivel com o mesmo jogo de pneus, deu por si no terceiro posto, a servir de tampão a Vettel e Fernando Alonso, com Hamilton a ficar na frente dele e a cavar uma distância cada vez maior, do qual iria ser decisiva após as paragens nas boxes. Entretanto, atrás de Button, as coisas andavam quentes, com Vettel a tentar passar o britânico, mas com ele quase a estragar o fim de semana, ao tocar na traseira do McLaren. Felizmente para ele, sem consequências.

Aparte a tal colisão entre Vettel e Button, a corrida não estava a ser emocionante, era mais um desgaste entre os da frente. Por exemplo, para Romain Grosjean, que viu a sua corrida a ser estragada na volta 30, quando tentou nova ultrapassagem a Felipe Massa. Ela correu bem, só que passou… por fora. Os comissários estavam atentos e vieram que a ultrapassagem do piloto francês ao brasileiro da Ferrari teve consequências, pois ele o fez com as quatro rodas de fora da linha branca e os comissários não permitem isso. Resultado final, na volta 37, o francês foi penalizado.

Entretanto, o grande duelo do momento era entre Alonso e Webber, mas na realidade, as coisas tinham mais a ver com as trocas de pneus, num asfalto abrasivo. E quem se beneficiava disto tudo era Kimi Raikkonen, que conseguia manter os seus pneus médios, conseguindo fazer apenas duas paragens com pneus médios – a última das quais na volta 43 – contra os três e os quatro que fazia a concorrência. E foi por isso que conseguiu chegar ao segundo posto na parte final da corrida.

Esta começou a ser contada a partir da volta 50, quando foi a vez de Hamilton a parar, caindo para o terceiro posto, mesmo atrás de Webber. Mas ele reagiu, partindo ao ataque e tentando passar na Curva 3, o que consegue fazer “na marra”. Mas havia mais jogos de espera: Hamilton agora esperava por Vettel, com Kimi Raikkonen à espera de Mark Webber. E eram as boxes que continuavam a decidir tudo. Vettel parou na volta 56, onde fica atrás do finlandês, no quarto posto. Mas não arriscou a colocar pneus moles. Faltava Webber parar, e isso aconteceu na volta 60, a dez voltas do fim.
Entretanto, Hamilton estava concentrado em ver se ganhava a corrida. Tão concentrado que mandou o seu engenheiro “passear”, pois o seu carro respondia bem ao seu ritmo, pois continua a ter os Red Bull atrás de si. Por essa altura, Vettel estava na traseira de Raikkonen, para ver se chegava ao segundo posto, e tentou ultrapassar por duas vezes na parte final da corrida, mas o finlandês da Lotus se defendeu bem, não conseguindo ser desalojado do segundo lugar. Pelo meio, Webber aproximava-se de Vettel, mas da boxe da Red Bull saltava um misterioso “Fail 22” e as posições se mantiveram.

No final, Lewis Hamilton conseguiu contrariar o que acontecia antes com os Mercedes, vencendo pela primeira vez nesta temporada, na frente de Kimi Raikkonen (que parou logo a seguir na saída das boxes) e de Sebastian Vettel, com Mark Webber em quarto e Fernando Alonso apenas no quinto posto. Algumas voltas antes, Nico Rosberg tinha desistido com um motor quebrado, e com isso dava a Pastor Maldonado – e à Williams – os seus primeiros pontos da temporada. Muito pouco para uma equipa do qual se esperava bastante para este ano.

E com isso, a Formula 1 volta a entrar de férias. Desta vez por 27 dias, gozando o agosto até Spa-Francochamps, e onde se fica com a expectativa no ar sobre se esta vitória da Mercedes terá continuidade, se a Red Bull continuará a lutar pela vitória, ou se a Lotus continuará a pontuar, entre outros.  
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Um pensamento sobre “Formula 1 2013 – Ronda 10, Hungria (Corrida)

  1. A penalização ao Grosjean é das coisas mais estupidas que já vi… depois de um passalhão daqueles se é para não permitir aquilo, me voltem com as escapatorias de brita….

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