Youtube Racing Crash: os acidentes de Agosto

O Alex Ventura mandou-me isto há uns dias, e como hoje as coisas andaram um pouco “paradas” – a realidade, tou a fazer coisas para colocar nos próximos dias e semanas – achei que seria interessante colocar este video dos vários acidentes que houve por aí durante este mês que está a acabar agora, nas várias categorias de automóveis um pouco por todo o mundo.

O fundo de verdade no rumor de Felipe Nasr na Toro Rosso

Mais de vinte e quatro horas após ter surgido o rumor de que Felipe Nasr poderia ser uma forte hipótese para o lugar de Daniel Ricciardo na Scuderia Toro Rosso, é tempo de dissecar um pouco sobre o tema, e sobre o fundo de verdade que têm tais coisas. E a razão porque é que um piloto da GP2 possa estar interessado em entrar “de paraquedas” na estrutura da Red Bull. Algumas têm fundamento, outras quase roçam a “teoria da conspiração”, mas têm o seu interesse.
Primeiro que tudo: ontem tive umas conversas interessantes por aí, e posso dizer de fonte segura que Nasr têm pelo menos dez milhões de euros prontos para investir num lugar na Toro Rosso, dos tais patrocínios que foram referidos na imprensa: Banco do Brasil e da Sky TV. Aí, o piloto de Brasilia – que recentemente comemorou o seu 21º aniversário – não têm quaisquer problemas, para além da sua boa capacidade de pilotagem, pois é o segundo classificado na GP2 deste ano, apesar de em duas temporadas na categoria… ainda têm de vencer uma corrida.
Para além disso, Nasr já passou pela estrutura da Red Bull, e têm um bom manager na figura de Steve Robertson (o mesmo que Kimi Raikkonen), que o assinou nos tempos da Formula 3 britânica. E desde o fim de semana da Bélgica que se soube da intenção de Bernie Ecclestone em ajudar a arranjar um lugar para ele, no sentido de evitar que o Brasil não fique sem pilotos para 2014, visto que este é o maior mercado para a Formula 1.
Curiosamente, esta intenção foi anunciada apenas duas semanas depois de se descobrir que ele foi passar férias na cidade croata de Dubrovnik… acompanhado por Christian Horner, o diretor desportivo da Red Bull. Acontecer isto agora pode ser visto como uma maneira de Horner agradar ao “anãozinho tenebroso”. Uma troca de favores. Mas Horner também têm outro objetivo, que é suceder a Bernie Ecclestone no comando da Formula 1, e as suas atitudes recentes, como explicou no inicio do mês o Luis Fernando Ramos, mostra que ele está mais permeável a um favor do octogenário “manda chuva” da Formula 1.

E então, as pessoas na Red Bull vão aceitar calmamente um “paraquedista” na equipa B da Red Bull? Há dois motivos para que sim. O primeiro têm a ver com o próprio António Félix da Costa. Depois dos feitos do final de 2012, com cinco vitórias na World Series by Renault (WSR) e no GP de Macau, as pessoas acreditaram que ele era “o cara” ideal para substituir Sebastian Vettel, e esperava-se que em 2013 ele iria arrasar na WSR. Só que as coisas andam difíceis para o piloto de Cascais. Somente venceu uma vez nesta temporada e é copiosamente batido pelo estreante belga Stoffel Vandoome e pelo dinamarquês Kevin Magnussen, que está ligado à McLaren graças ao seu pai, Jan Magnussen. E as pessoas dentro de Milton Keynes não andam muito felizes com essas performances, embora acredite que o carro da Arden Caterham – curiosamente, propriedade de… Christian Horner – não esteja a colaborar tão bem como esperavam.
É certo que isso pode ser resolvido se o piloto português trazer mais algum dinheiro para a equipa. Não os dez milhões de euros que Nasr têm, mas basta que os seus patrocinadores atuais abram um pouco mais os cordões à bolsa para ele garantir o lugar. E até é mais fácil do que pensa, pois ele têm patrocinadores que o acompanham desde tenra idade e a familia sabe mexer bem nesse campo.
A segunda grande razão tem a ver com as pessoas que estão por trás do desenho do carro. A Toro Rosso vai ter motores Renault na próxima época, largando os motores Ferrari que têm acompanhado desde 2007. Para além das mudanças que vão acontecer em termos de motores e de aerodinâmica, eles contrataram no inicio do ano o projetista James Key – vindo da Sauber – para desenhar os projetos da equipa. E esta têm revelado um salto na performance que, apesar de não mostrar muitos resultados na tabela final, está a dar uma oportunidade aos pilotos de brilharem. E isso pode ser importante para um futuro próximo, ou seja para Jean-Eric Vergne, por exemplo, e quem o acompanhar a partir da próxima temporada.
Em suma: ao proporcionar melhores condições, a Toro Rosso tornou-se num local mais interessante para mais gente. Mesmo os que vêm do lado de fora. E pode ser que uma combinação de favores e de interesses façam com que o resultado seja diferente daquele que muitos esperavam. Mas nada está ainda decidido.

Noticias: Carlos Tavares sai da Renault

Uma das noticias interessantes deste dia – a outra é saber que Jean Todt vai ter concorrência na candidatura à presidência da FIA – é a partida do português Carlos Tavares do lugar de “numero 2” da Renault-Nissan. Oficialmente, é para perseguir “um projeto pessoal“, mas há quem fale que já existiam tensões entre ele e Carlos Ghosn, o CEO de origem brasileira.

Interessante é o “timing” da saída: acontece a pouco mais de seis meses do final do mandato de Ghosn (que está na Nissan desde 1996), e falava-se muito que o Tavares poderia ser a pessoa ideal para lhe suceder. Mas há duas semanas, numa entrevista à Bloomberg, ele não estava inclinado a continuar por muito tempo na empresa: “A minha experiência serviria qualquer companhia“, disse na altura. “Porque não a General Motors? Seria uma honra gerir uma companhia como a GM“, concluiu.
Embora a GM não tenha comentado, a Ford está nesta altura a planear a sucessão dos seus dirigentes de topo, que andam a rondar os setenta anos. Allan Mulaly, o presidente executivo, têm agora 68 anos.

Mas o mais interessante disto tudo é que com a saída de Carlos Tavares da Renault, o grupo que defende um maior envolvimento da marca na competição perde um grande aliado. Tavares chegou a ser um “gentleman driver”, tripulando atualmente alguns carros históricos da marca (foi um dos impulsionadores do regresso da Alpine, por exemplo), e Ghosn nunca gostou muito dessa parte. Por estes dias se falava no rumor de um possível regresso da marca a Enstone, e no retomar de parte da estrutura accionista que a marca abandonou em 2011 a favor da Genii Capital. A razão? Maior visibilidade da marca na Formula 1, algo que não consegue com a Red Bull, que costuma “colar” o autocolante da Infiniti nos seus flancos, algo que a marca de Viry-Chatillon não gosta muito.

Veremos o que os próximos tempos irão dizer a este respeito e qual vai ser o futuro da marca na competição.

Noticias: David Ward vai se candidatar à presidência da FIA

Jean Todt vai ter oposição à sua recandidatura à presidência da FIA: o britânico David Ward será o seu adversário. Depois de se ter anunciado esta manhã que se tinha demitido da FIA Foundation, pouco depois, afirmava que iria concorrer à presidência, contra Jean Todt.
Ward, de 56 anos, comunicou a decisão num curto comunicado à imprensa: “Após muita poderação, decidi que iria candidatar-me à eleição presidencial de 2013 da FIA“, começou por afirmar. “O período eleitoral começa em setembro e vai ser necessário que eu me aproxime dos membros da FIA para conseguir as indicações necessárias. Nessas circunstâncias, eu creio que a ação mais correta era renunciar. Processos eleitorais, inevitavelmente, envolvem debates robustos e vivos, e enquanto a Fundação é independente e não há nenhuma imposição legal para que eu renuncie, eu acredito que, em nome dos melhores interesses da comunidade, devo fazê-lo”, concluiu.
Apesar do nome de David Ward pouco significar para os adeptos de automobilismo, e do seu trabalho ter sido feito muito nos bastidores, (ele entrou como “lobbista” nos parlamentos britânico e europeu), ele era uma figura importante nos tempos de Max Mosley, o que pode indicar o dedo de Bernie Ecclestone neste caso, já que as relações entre ele e Todt andam algo degradadas.
Todt – que foi eleito em 2009 contra Ari Vatanen – vai tentar o seu segundo mandato, teve como grandes feitos o regresso do Mundial de Endurance, em 2012, e a introdução dos novos motores 1.6 Turbo, que aparecerão em 2014. Contudo, há razões e motivos de polémica na categoria máxima do automobilismo, como o falhanço de um novo Acordo de Concórdia  que deveria ter sido assinado no inicio do ano e ainda não foi feito – e as polémicas com os pneus Pirelli, que já fazem com que surjam noticias de que a Michelin esteja a preparar o seu regresso no próximo ano.

Rumor do dia: Felipe Nasr na Toro Rosso?

Normalmente, a Toro Rosso é a “equipa B” da Red Bull, onde coloca os seus pilotos da Junior Team, que correm nas categorias de acesso, como a World Series by Renault, e normalmente eles não se têm de preocupar muito em arranjar dinheiro para conseguir um lugar. Mas isso pode mudar um pouco em 2014. É que hoje, a publicação alemã “Auto Motor und Sport” fala que o brasileiro Felipe Nasr pode ser o grande favorito ao lugar que Daniel Ricciardo vai deixar vago quando for para a Red Bull substituir Mark Webber.
A razão? Dinheiro. E o medo do Brasil ficar sem pilotos de Formula 1. Nasr, que já esteve na organização da Red Bull nos tempos da formula BMW, é atualmente o segundo classificado na GP2, depois de já ter ganho a Formula 3 britânica em 2011. E o piloto de Brasilia têm consigo os apoios do Banco do Brasil e da Sky, que faz parte do universo da Rede Globo. E com Felipe Massa cada vez menos visto como estando na Ferrari em 2014 (apesar do apoio público dado hoje por Stefano Domenicalli), o Brasil arrisca a ficar sem pilotos pela primeira vez desde… 1970.
O facto de já ter pertencido à “cantera” da Red Bull pode ajudar, porque de outra forma, eles não vão buscar ninguém de fora. A única excepção foi o francês Sebastien Bourdais, em 2008, onde apenas pontuou por quatro vezes, sendo cilindrado por um jovem com o mesmo nome: Sebastian Vettel.
Resta saber se isto têm fundamento. É que Franz Tost já admitiu publicamente que prefere António Félix da Costa. A não ser que ele não queira Jean-Eric Vergne ou acha que o piloto português precisa de mais um ano na World Series by Renault, ou então que a “casa-mãe” vai cortar mais o apoio à equipa de Faenza, a hipótese Nasr não se encaixa muito bem neste momento, pois é algo totalmente inesperado.

Youtube Formula 1 Trailer: O documentário sobre Formula 1

Já tinha ouvido falar disto, mas muito por alto. E fiquei com a ideia que isto é um documentário “oficial” da Formula 1, pois tem testemunhos de Bernie Ecclestone e Max Mosley, entre outros, como Jackie Stewart, Eddie Jordan, Jody Scheckter, Emerson Fittipaldi e Michael Schumacher. Mas mesmo assim, este “1” deve ser algo que vale a pena ser visto, porque têm alguns testemunhos impressionantes. Eis o “trailer”.

Youtube Formula 1 Documentary: O GP da Belgica de 1958

Se na segunda-feira coloquei um video sobre o GP da Belgica de 1955, feito pela Shell para mostrar o que foi aquele Grande Prémio, hoje dei de caras com um video feito por outra gasolineira, a Castrol, onde falam sobre o GP da Belgica de 1958, vencido pelo Vanwall de Tony Brooks.
E a diferença entre estes dois é que este filme… é a cores. E começa com o grande acontecimento daquele ano: a Exposição Mundial de Bruxelas e o seu simbolo, o Atomium.
Vi isto no Flávio Gomes.