5ª Coluna: No tetracampeonato de Sebastian Vettel

Como já sabem, e como era mais do que esperado, Sebastian Vettel tornou-se no passado domingo, em paragens indianas, tetracampeão do mundo de Formula 1 consecutivo. Aos 26 anos e 191 dias, o piloto de Heppenheim está a escrever, corrida atrás de corrida, uma era de domínio na categoria máxima do automobilismo, apenas uma década depois de outro alemão, Michael Schumacher, ter feito o mesmo ao serviço da Ferrari.

A cada ano que passa, Vettel derruba recordes atrás de recordes de precocidade, e ainda ninguém sabe onde ele vai parar. Com um tal dominio ao volante dos carros da Red Bull, já se começa a imaginar que muito provavelmente o alemão está a caminho – ou será o melhor candidato – a alcançar os feitos de Michael Schumacher. Está a meras três temporadas de o alcançar, é verdade, e se o fazer de forma consecutiva, poderá o fazer antes dos 30 anos de idade, o que faria dele, em termos estatísticos, num dos mais prolífico pilotos do automobilismo mundial.

Mas se ele factualmente e estatisticamente é um dos melhores, não alcança o coração de muitos. Os críticos falam que Sebastian Vettel é um “robot”, que não têm carisma, que é o que é por causa dos carros preparados por Adrian Newey, e que os quatro títulos ganhos por ele não valem nada comprados com os dois do Fernando Alonso ou os três Ayrton Senna. E é por isso que muitos o assobiam no pódio, principalmente nas corridas europeias. Mas vamos ser sinceros: todas estas criticas acontecem porque essas pessoas não gostam de estar do lado errado da História. Ninguém gosta de ser segundo classificado, isso é certo, e esses gostariam de ver os seus pilotos no lugar mais alto do pódio pela mesma razão de que as pessoas querem ver o seu clube de futebol a ganhar: para poder gozar na cara dos amigos que apoiam os seus adversários no trabalho – ou no café – na segunda-feira de manhã.

Entende-se todas essas razões pessoais e mesquinhas. Mas essa razão só demonstra que, mais do que mau perder, sofrem de uma cegueira da pior espécie. Principalmente depois de se ver a comemoração de Sebastian Vettel no circuito indiano de Buddh. todos sentiram que o piloto alemão libertou um monstro adormecido. Os “donuts” que fez na pista e o “pular para a cerca”, à boa maneira de Hélio Castro Neves na IndyCar, para atirar as luvas ao público presente no circuito de Buddh, voltaram a demonstrar que há um Vettel carismático, que foi visto em 2010, quer em Abu Dhabi, quando comemorou o seu primeiro título mundial, quer dias mais tarde, quando foi à famosa cerimónia da Autosport britânica, onde mandou piadas para toda a gente, num feito memorável. Ou então quando foi ao Top Gear, onde chegou a imitar Nigel Mansell, inspirado pelas histórias contadas por… Newey.


E o mais engraçado é que essa “desobediência” indiana foi punida com 25 mil euros de multa (patacos para a Red Bull) por uma Formula 1, que quer afastar os festejos dos pilotos ao público em nome da “segurança” – o mais indicado é “politicamente correto”. Mas valeu a pena essa multa, porque vi algo que está escondido.

Eu francamente, mando os ceguetas para aquela parte e prefiro ler o que os jornalistas falam sobre ele. Aqueles que estão no circo e o acompanham olham para o que é verdadeiramente Sebastian Vettel: um piloto competente, muito forte na pista e extraordinariamente trabalhador. Não têm tiques de vedeta e protege ostensivamente a sua vida privada. Para ele, o que interessa é o trabalho e ele quer gozar o momento. Nâo interessa muito se têm fãs e não lhe interessa ter uma conta no Twitter, porque acha que é para exibir os egos dos seus colegas, como Fernando Alonso, ou para ouvir os “mimimis” de Lewis Hamilton quando se separou da sua mediática namorada, a cantora Nicole Scherziger. Vettel é feliz dessa maneira e não liga nenhuma ao que os outros dizem.

Mas o que acho piada em todas essas acusações mesquinhas é que Vettel têm uma postura semelhante a de Kimi Raikkonen. E o finlandês é tratado como um semideus, ou se preferirem, como um “anti-herói”, mas têm tiques semelhantes ao alemão. Mas já entendi há muito tempo que a mente humana têm coisas que poucos conseguem discernir…

Para concluir, quero dizer que este quarto título aparece num momento decisivo da história da Formula 1. como sabem, a partir de 2014, aparecerão novos regulamentos, com novos motores e novos chassis. É bastante importante que o conjunto chassis/motor esteja equilibrado, pois é assim que se alcançam títulos. Como todas as equipas terão os mesmos pneus Pirelli, aqueles que se adaptarem melhor serão as vencedoras. E pergunto-me: será que a Red Bull irá acertar, quando temos Mercedes, Ferrari e McLaren a quererem batê-los? Essa mudança de regulamentos vai ser, provavelmente, o maior teste de todos. Se os energéticos conseguirem esse feito na próxima temporada, então tirarei mais uma vez o chapéu.

Onde esta Kimi Raikkonen?

Ao longo desta temporada, a Lotus gostava muito de fazer perguntas na sua conta do Twitter sobre #Whereiskimi (Onde está Kimi), no sentido de ganhar empatia entre a equipa e os adeptos. Mas agora, e a pouco menos de 24 horas do começo dos treinos livres em Abu Dhabi, a pergunta… não tem graça nenhuma. É que correu forte o rumor de que o piloto finlandês tinha rompido com a equipa comandada por Eric Boullier e que não iria correr mais nesta temporada.
As coisas têm a ver – de forma imediata – com os eventos do passado domingo na Índia, mas em termos mais distantes a grande razão é referente aos pagamentos que a Lotus e a Genii Capital têm em atraso para com o piloto finlandês, que como sabem, em 2014 vai correr para a Ferrari. Mas parecia que Kimi Raikkonen e Lotus tinham passado uma esponja em cima do assunto… até esta tarde, quando a Lotus decidiu cancelar todas as entrevistas que havia com o finlandês, quando este não foi visto a passear pelo circuito. E aos observadores de pelotão, soou o alarme.
Jonathan Noble, da Autosport britânica, afirmou que a relação está tão deteriorada que o finlandês pensou brevemente em não participar na corrida. Logo depois da corrida de Nova Delhi, ele foi para Genebra, em vez de ir para Abu Dhabi, onde de lá conversou com Boullier e Alan Permaine, que o lembraram das suas obrigações contratuais – apesar do atraso nos pagamentos – o que fez pensar um pouco. E esta quinta-feira, bem em cima da hora para o treino livre de amanhã, decidiu que iria participar na corrida, estando já num avião a caminho do local.
Uma coisa é certa: a relação entre ambas as partes viveu melhores dias, e nada garante que o fim vá ser pacífico. Veremos nas próximas horas.

Rumor do Dia: Maldonado é piloto da Lotus em 2014

Afinal de contas, não é Nico Hulkenberg que ficará no lugar de Kimi Raikkonen na Lotus, em 2014. Eric Boullier bem queria o piloto alemão na equipa de Enstone, mas aparentemente poderá não ter resistido à tentação dos petrodólares venezuelanos. Segundo o jornalista Américo Teixeira Jr, do Diário Motorsport, o acordo já está assinado, mas o anuncio só vai ser feito mais tarde.
Desconhece-se se o acordo implica a transferência da verba da PDVSA da Williams para a Lotus, ou se Maldonado chega lá sem o os petrodólares venezuelanos, já que poderão existir conflitos com a petrolifera Total, que está nos flancos dos carros da Lotus, e que apoia Romain Grosjean. A ser verdade, cada vez mais se confirma a ideia de que o seu lugar poderá ser preenchido por Felipe Massa.
Entretanto, em Abu Dhabi, onde este e outros rumores correm livremente, Maldonado afirmou à imprensa que o a decisão de por onde correr em 2014 “está apenas nas minhas mãos“.
Eu realmente espero ter uma decisão antes do final da temporada e ainda temos algumas semanas até lá, então vamos ver o que acontece. Eu não posso garantir que vou deixar a equipa ou ficar. Essa é a minha terceira temporada e estou um momento muito importante da minha carreira“, afirmou, em declarações captadas pelo site Grande Prêmio. 
Tenho algumas opções. Eu conversei com algumas pessoas e vamos escolher o melhor caminho em breve. A decisão de onde vou correr será 100% minha. É uma grande responsabilidade, por isso estou tomando cuidado e não quero cometer nenhum erro“, concluiu o piloto.

Rumor do Dia: Maldonado é piloto da Lotus em 2014

Afinal de contas, não é Nico Hulkenberg que ficará no lugar de Kimi Raikkonen na Lotus, em 2014. Eric Boullier bem queria o piloto alemão na equipa de Enstone, mas aparentemente poderá não ter resistido à tentação dos petrodólares venezuelanos. Segundo o jornalista Américo Teixeira Jr, do Diário Motorsport, o acordo já está assinado, mas o anuncio só vai ser feito mais tarde.
Desconhece-se se o acordo implica a transferência da verba da PDVSA da Williams para a Lotus, ou se Maldonado chega lá sem o os petrodólares venezuelanos, já que poderão existir conflitos com a petrolifera Total, que está nos flancos dos carros da Lotus, e que apoia Romain Grosjean. A ser verdade, cada vez mais se confirma a ideia de que o seu lugar poderá ser preenchido por Felipe Massa.
Entretanto, em Abu Dhabi, onde este e outros rumores correm livremente, Maldonado afirmou à imprensa que o a decisão de por onde correr em 2014 “está apenas nas minhas mãos“.
Eu realmente espero ter uma decisão antes do final da temporada e ainda temos algumas semanas até lá, então vamos ver o que acontece. Eu não posso garantir que vou deixar a equipa ou ficar. Essa é a minha terceira temporada e estou um momento muito importante da minha carreira“, afirmou, em declarações captadas pelo site Grande Prêmio. 
Tenho algumas opções. Eu conversei com algumas pessoas e vamos escolher o melhor caminho em breve. A decisão de onde vou correr será 100% minha. É uma grande responsabilidade, por isso estou tomando cuidado e não quero cometer nenhum erro“, concluiu o piloto.

Marko vai reter Félix da Costa para 2014. Com que objetivo?

Apesar das manifestações de desagrado sobre António Félix da Costa, quando este foi preterido pelo russo Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso, Helmut Marko afirma têm planos para ele para a temporada de 2014. Em declarações à Autosport britânica, o homem por trás da Red Bull Junior Team afirma que não o vai dispensar no final desta temporada.

Ainda não terminou, está em aberto. Estamos trabalhando em uma programação para ele [em 2014]. Explicamos a situação [da escolha por Kvyat] para ele, que obviamente, não ficou feliz. Mas ele sabe que o desempenho foi fundamental em nossa escolha. No momento da decisão, Kvyat era, em nossa opinião, a opção correta”, afirmou.
Estamos vendo onde podemos incluí-lo, tentando não atrapalhar o calendário dele na próxima temporada. Mas o queremos conosco, trabalhando no simulador, realizando testes e nos representando em exibições”, concluiu. Já agora, o piloto português será o terceiro piloto da marca no fim de semana de Abu Dhabi.
O mais estranho no meio disto tudo é que Marko conta com ele para continuar a competir pelas cores da Red Bull, apesar de ser preterido por um russo de 19 anos e de ter chamado de “velho”. Normalmente, nove em dez pilotos são despedidos sem apelo nem agravo, com muitos poucas excepções. Sei que Sebastien Buemi é uma dessas excepções, mas ele alterna os trabalhos de terceiro piloto com o seu contrato na Toyota, no Mundial de Endurance.

Enfim, apesar de tudo, Félix da Costa agradece a oportunidade: “Meu futuro está em boas mãos. Estou decepcionado por não ter sido escolhido [na Toro Rosso], mas tenho que agradecer a Helmut e à Red Bull. Eles me ajudaram a ganhar destaque [no mundo do automobilismo], e se você me perguntasse há dois anos se eu estaria tão próximo de estar na Formula 1, eu não acreditaria”, afirmou.

Na noticia do Autosport, o editor Glenn Freeman dá uma pista do que deverá ser o futuro do piloto português: a alemã DTM. Descartada a hipótese da GP2, e uma terceira temporada – segunda completa – na World Series by Renault como a não ser uma prioridade, apesar de ter trabalhado bem com a Carlin nos recentes testes em Barcelona, o campeonato alemão de Turismos é uma forte hipótese, especialmente quando esta está a passar por uma forte expansão internacional, para os Estados Unidos e o Japão.
Contudo, a minha forte suspeita é que Helmut Marko quer um “ás na manga”, no sentido de pressionar todos os pilotos que estão na Formula 1: Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. E de uma certa forma, o russo Daniil Kvyat, apesar da almofada de 15 milhões que o deverá proteger na Toro Rosso. É costume Helmut Marko “descartar” pilotos a meio da temporada, se estes não deslumbrarem na Formula 1. E por exemplo, no caso de Vergne, este já têm duas temporadas completas e o máximo que conseguiu foi um sexto lugar.

Marko vai reter Félix da Costa para 2014. Com que objetivo?

Apesar das manifestações de desagrado sobre António Félix da Costa, quando este foi preterido pelo russo Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso, Helmut Marko afirma têm planos para ele para a temporada de 2014. Em declarações à Autosport britânica, o homem por trás da Red Bull Junior Team afirma que não o vai dispensar no final desta temporada.

Ainda não terminou, está em aberto. Estamos trabalhando em uma programação para ele [em 2014]. Explicamos a situação [da escolha por Kvyat] para ele, que obviamente, não ficou feliz. Mas ele sabe que o desempenho foi fundamental em nossa escolha. No momento da decisão, Kvyat era, em nossa opinião, a opção correta”, afirmou.
Estamos vendo onde podemos incluí-lo, tentando não atrapalhar o calendário dele na próxima temporada. Mas o queremos conosco, trabalhando no simulador, realizando testes e nos representando em exibições”, concluiu. Já agora, o piloto português será o terceiro piloto da marca no fim de semana de Abu Dhabi.
O mais estranho no meio disto tudo é que Marko conta com ele para continuar a competir pelas cores da Red Bull, apesar de ser preterido por um russo de 19 anos e de ter chamado de “velho”. Normalmente, nove em dez pilotos são despedidos sem apelo nem agravo, com muitos poucas excepções. Sei que Sebastien Buemi é uma dessas excepções, mas ele alterna os trabalhos de terceiro piloto com o seu contrato na Toyota, no Mundial de Endurance.

Enfim, apesar de tudo, Félix da Costa agradece a oportunidade: “Meu futuro está em boas mãos. Estou decepcionado por não ter sido escolhido [na Toro Rosso], mas tenho que agradecer a Helmut e à Red Bull. Eles me ajudaram a ganhar destaque [no mundo do automobilismo], e se você me perguntasse há dois anos se eu estaria tão próximo de estar na Formula 1, eu não acreditaria”, afirmou.

Na noticia do Autosport, o editor Glenn Freeman dá uma pista do que deverá ser o futuro do piloto português: a alemã DTM. Descartada a hipótese da GP2, e uma terceira temporada – segunda completa – na World Series by Renault como a não ser uma prioridade, apesar de ter trabalhado bem com a Carlin nos recentes testes em Barcelona, o campeonato alemão de Turismos é uma forte hipótese, especialmente quando esta está a passar por uma forte expansão internacional, para os Estados Unidos e o Japão.
Contudo, a minha forte suspeita é que Helmut Marko quer um “ás na manga”, no sentido de pressionar todos os pilotos que estão na Formula 1: Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. E de uma certa forma, o russo Daniil Kvyat, apesar da almofada de 15 milhões que o deverá proteger na Toro Rosso. É costume Helmut Marko “descartar” pilotos a meio da temporada, se estes não deslumbrarem na Formula 1. E por exemplo, no caso de Vergne, este já têm duas temporadas completas e o máximo que conseguiu foi um sexto lugar.

Youtube Racing Crash: As 47 cambalhotas de um Yugo

Esta vi no Jalopnik, e aconteceu neste domingo, na cidade de Kragujevac, na Sérvia. Nesta corrida de Yugos (curiosamente, esta era a cidade onde eles eram fabricados) podemos ver o impressionante acidente de um deles, onde deu… 47 cambalhotas antes de chocar com outro automóvel que estava parado na pista.
Felizmente, apesar do susto, o piloto ficou bem. Mas o acidente é impressionante.

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Esta vi no Jalopnik, e aconteceu neste domingo, na cidade de Kragujevac, na Sérvia. Nesta corrida de Yugos (curiosamente, esta era a cidade onde eles eram fabricados) podemos ver o impressionante acidente de um deles, onde deu… 47 cambalhotas antes de chocar com outro automóvel que estava parado na pista.
Felizmente, apesar do susto, o piloto ficou bem. Mas o acidente é impressionante.