Formula 1 2013 – Ronda 15, Japão (Corrida)

Toda a gente têm um fascínio pelo Japão, e todos os adeptos da Formula 1 gostam de Suzuka. Não é um “tilkódrmo”, têm tradição de Formula 1 – embora só tenha aparecido no calendário em 1987 – e é suficientemente desafiadora em termos de traçado para que todos ganhem respeito por ela, pois um erro e acontece o que se costuma chamar de “a morte do artista”. Mas também, as memórias do passado ajudam muito para que esta pista “caia no goto” dos adeptos, especialmente quando foi a pista que decidia campeonatos, ao longo dos anos 80 e 90.

Este ano, Suzuka entrava como o primeiro “match point” para Sebastian Vettel, isto com possibilidades reais de campeonato. Com os 77 pontos de avanço sobre Fernando Alonso, o alemão poderia ganhar o tetracampeonato se o espanhol da Ferrari acabasase abaixo do oitavo lugar. Não era uma hipótese impossível, mas apenas plausível, e mais um motivo extra para seguir a corrida.

A partida foi algo estranha: Vettel fez uma má partida, caindo para terceiro, enquanto que Romain Grosjean foi melhor e conseguiu fazer a curva no primeiro lugar. Atrás, Lewis Hamilton sofreu um furo no seu pneu traseiro direito, provavelmente devido a um toque de Vettel, ao mesmo tempo em que Guido Van der Garde e Jules Bianchi bateram forte no mesmo local, após um toque entre ambos, nas não sofreram nada de especial em termos fisicos. A primeira curva ficou com bandeiras amarelas, mas os carros foram eficazmente retirados e as bandeiras amarelas foram levantadas na terceira volta.
Os estragos de Hamilton foram de tal forma grandes que na volta nove, parou nas boxes para se retirar. E com isso, muito provavelmente deu o seu adeus formal ao título mundial. Por esta altura, já havia as primeiras paragens nas boxes, para os que queriam a estratégia das três paragens. Atrás, a luta mais interessante era entre os Ferraris, com Massa na frente de Alonso, e o espanhol a ser lentamente assediado pelo Sauber de Nico Hulkenberg. Isto antes das paragens das voltas 11 e 12, onde Webber, Massa e Hulkenberg pararam. Na volta 13, foi a vez do lider Grosjean.
Na volta 12, um pequeno incidente entre o McLaren de Sergio Perez e o Mercedes de Nico Rosberg na saída das boxes fez com que a FIA investigasse e corresse o risco de penalização. E foi o que aconteceu na volta 16, uma volta depois de Vettel parar nas boxes, numa estratégia condizente para duas paragens.
Assentado o pó, as posições na frente estavam na mesma: Grosjean na frente dos Red Bull, com Webber na frente de Vettel. E no campeonato, a diferença de Vettel para Alonso era de 87 pontos, insuficiente para ser campeão em paragens nipónicas. E o espanhol está atrás do brasileiro, todos eles atrás de… Daniel Ricciardo, o quarto classificado no seu Toro Rosso. Nas voltas seguintes, vimos grandes passagens, como a de Alonso a Massa, ou a de Hulkenberg sobre Ricciardo, esta na entrada da curva 130R. 
A meio da corrida, os pilotos pararam pela segunda vez, enquanto que Grosjean começava a perder tempo para Vettel, de quatro para dois segundos, e aproximando se rapidamente. O francês parou na volta 30, enquanto que o alemão continuou na pista. Atrás, um incidente na curva 130R, quando Daniel Ricciardo, lutando por uma posição com Adrian Sutil, saiu fora da pista e manteve o lugar. A FIA não deixou de passar essa impune e penalizou-o. E depois não passou em claro e relação a Felipe Massa, devido a um excesso de velocidade nas boxes, penalizando-o.
Nesta fase, a luta era entre Vettel e Webber, com o australiano a apanhar o alemão de forma consistente, mostrando as diferentes estratégias de paragem. Atrás, Grosjean era o terceiro, com Alonso no quinto posto, com Hulkenberg pelo meio. Mas na volta 37, Vettel vai para as boxes na sua segunda passagem, colocando novos pneus duros e saindo no terceiro lugar. Ele se chegou a Grosjean e na volta 41, passou-o para ficar com o segundo posto.
E a partir daqui, era uma luta entre Red Bull. Webber para na volta 43, caindo para terceiro e tentando apanhar Grosjean, para perseguir o seu companheiro de equipa. Mas como diz Niki Lauda, “uma coisa é chegar, outra é passar”. E foi o que aconteceu, pois Grosjean resistiu o mais que pode no segundo posto, fazendo com que o australiano perdesse segundos preciosos e dando a vitória a Vettel. Apenas na volta 51 é que o australiano conseguiu passar Grosjean, demasiado tarde para apanhar o alemão.
No final, Sebastian Vettel venceu pela quinta vez consecutiva, colocando-se na melhor posição possível para resolver o título, mas Alonso conseguiu o quarto posto na corrida – depois de passar Nico Hulkenberg – e assim, conseguiu adiar por mais algum tempo, até à Índia. Mas o mais interessante foi saber que pela primeira vez nesta temporada, dois Saubers chegaram ao fim, com Hulkenberg no sexto posto – foi depois superado pelo Lotus de Kimi Raikkonen – e o mexicano Esteban Gutierrez no sétimo lugar, conseguindo os seus primeiros pontos na carreira.

Agora, a Formula 1 rumava ao subcontinente indiano, com tudo a indicar que vai ser ali que tudo se decidirá. Os 90 pontos de diferença entre Vettel e Alonso indicam isso, e as melhores contas indicam que mesmo que Vettel tenha um mau dia, basta ser quinto classificado para assegurar o campeonato. Isto, se Alonso for o vencedor. Em suma: não é uma questão de “se”, mas sim de “quando”.
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