Marussia e a ambição do seu próprio motor

Durante a semana entre as corridas coreana e japonesa, surgiu a noticia vinda de Nicolai Fomenko, o fundador e patrão da Marussia, de que eles ambicionavam construir os seus próprios motores V6 Turbo, para que começassem a ser usados nos seus carros a partir da temporada de 2016. Numa declaração à agência russa RIA Novosti, afirmou: “Se sobrevivermos até a temporada 2016, então espero que a Marussia tenha seus próprios motores. Nós estamos a caminhar para isso. É o nosso objetivo principal”, concluiu.

Achei – e acho estranha – a história dos “motores russos de Formula 1“. E estou convencido que toda a gente pensou – e ainda deve pensar – que isso parece ser mais falatório do que realidade. Um devaneio russo regado a “vodka”. Mas pelos vistos, há quem leve a ideia a sério. Porque vamos ser honestos: a Marussia é uma marca de automóveis. De supercarros, é certo, mas é uma marca de automóveis. E os modelos que eles têm não são tão diferentes do que a McLaren, por exemplo.

Por essa altura, li as declarações do Joe Saward sobre isso, e deu alguns dados interessantes: construir e desenvolver motores próprios para a Formula 1 valerá à volta de 250 milhões de dólares, daí que poucos o tentem, apenas as grandes marcas. E claro, estes motores novos, V6 Turbo, irão custar muito a quem os comprar. Sei que a Renault está a cobrar 25 milhões de euros – presumo eu – para cada uma das equipas que ficar com elas, com a Mercedes a pedir um pouco menos, cerca de 17 milhões, e a Ferrari a pedir 15 milhões. E são bem mais caros do que os V8 aspirados que existem neste momento, que andam com preços entre os seis e oito milhões de euros.

Mas outro dado interessante que ele conta neste post é que um dos sócios de Fomenko na Marussia, Andrey Cheglakov, resolveu perdoar as dividas que ele tinha com a equipa de formula 1, avaliadas em 220 milhões de dólares (cerca de 190 milhões de euros), e isso para ele é sintomático de bolsos bastante perofundos. E isso poderá também significar que ele poderá ser capaz de investir em algo maior, e esse algo maior poderá ser… motores. E três anos são mais do que suficientes para desenvolver um motor suficientemente potente para andar a par de Ferrari, Renault, Mercedes e Honda, que como sabem, estará de volta em 2015, ao serviço da McLaren.
Contudo, Saward deixa um aviso: “Contar ao mundo que a Marussia quer construir os seus próprios motores pode não ser a jogada mais sábia por parte de Fomenko. Isso vai fazer com que os fabricantes de motores fiquem atentos à equipa e vigiar os seus motores, caso uma das suas unidades desapareça (mesmo que seja por uns dias) para que se torne numa base para os seus futuros motores…
Veremos o que o futuro nos dirá, mas o aviso deve ser levado a sério. 
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