Os problemas e as alternativas da Williams

A semana que passou foi agitada em Grove, sede da equipa Williams. Desde que foi anunciado por Eddie Jordan, no final do GP do Japão, de que Pastor Maldonado iria sair da equipa, que Claire Williams e Mike O’Driscoll, os altos representantes da equipa estão em Caracas para falar com a cúpula da petrolífera para um assunto: arranjar uma forma de manter o “gordo” patrocínio da marca – cerca de 50 milhões de dólares por ano – sem ter de cumprir a cláusula do contrato que obriga a permanência de um piloto venezuelano como titular.
Se as pessoas querem associar isto aos eventos de ontem, esqueçam: quem trata dos dinheiros de Maldonado é a PDVSA, a petrolífera do Estado, logo, não há perigo algum. A história é outra: a relação entre o piloto e a equipa já não existe. E ele está até disposto a parar por um ano, pois não quer mais correr por lá, queixando-se do mau carro que têm. Claro, do lado da equipa, pode-se dizer que a rapidez de Maldonado não é acompanhada pelo respectivo cérebro, em termos de sapiência…
Pelo que leio hoje do blog do Joe Saward, Maldonado depende da PDVSA para continuar. E as clausulas do contrato entre ambas as partes são suficientemente claras e concisas para que seja difícil quebrar ou modificar o contrato de forma a que os venezuelanos fiquem na Williams sem que tenham de colocar um piloto do país de Bolivar. E por outro lado, Maldonado quer ir para a Lotus, mas precisa do contrato da PDVSA para continuar. Mas isso é complicado por vários motivos: a marca têm a presença da francesa Total, que poderá reforçar o seu peso, para manter Romain Grosjean, e Eric Boullier deseja Nico Hulkenberg, que poderá ser facilitado se o acordo com a Infinity for concretizado.
Caso o acordo Williams-PDVSA terminar, há alternativas. A mais forte é uma que já tinha pensado logo no dia em que ouvi a saída de Maldonado: Felipe Massa. O piloto brasileiro procura um lugar, e apesar de ser falado para a Force India, a Williams é o que têm potencial para ser concretizado. Há umas semanas se soube que o seu engenheiro iria para lá em 2014, e com a história dos motores Mercedes, há a ideia de que a equipa poderá conhecer um salto de qualidade, e também Massa poderia trazer consigo um patrocinador importante: a Petrobrás. Só que o apoio seria pequeno, comparado com o dos venezuelanos: 10 milhões de dólares.
Numa entrevista ao jornal “Estado de São Paulo”, o empresário de Massa, Nicolas Todt, confirmou que a Williams seria uma boa alternativa: “A equipa de Grove emprega 550 pessoas, é organizada e possui uma boa estrutura. Eu acho que seria um ponto positivo para Massa, pois a nova máquina não deve ter os mesmos erros da atual”, explicou.
De facto, o piloto brasileiro seria uma boa alternativa em termos de talento, mas o dinheiro continuaria a ser um problema, para além das colisões que haveria entre petroliferas. Daí que provavelmente se deverá olhar com outros olhos as noticias sobre uma possivel transferência de propriedade entre Christian “Toto” Wolff  e o sogro de Giedo Van der Garde, Michel Boekhoorn. Caso as negociações chegarem a bom porto, é possível que haja mais dinheiro vindo da Holanda e um piloto para o lugar… mas neste caso em particular, uma coisa não significa outra.
Como em tudo na vida, as semanas que aí virão serão importantes para a marca.
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