O acordo Lotus-Quantum e o mercado de pilotos

A noticia deste fim de semana em Abu Dhabi poderá ser o acordo entre a Lotus e a Quantum, o fundo de investimento árabe. Era algo anunciado há algum tempo, mas com os avanços e recuos que aconteceram ao longo dos meses, aparentemente a equipa de Enstone ficou tentada com os dinheiros provenientes da Venezuela e chegou a assinar um pré-contrato com Pastor Maldonado, como contou há uns dias. 
Contudo, com o anuncio deste acordo neste domingo, a hipótese de terem Nico Hulkenberg ganhou subitamente muita força, especialmente depois de Mansoor Ijaz ter dito na revista britânica ‘Autosport’, que “desejo uma transição suave entre Kimi Raikkonen e o próximo piloto, que acredito que seja Nico Hulkenberg”. O americano de origem árabe revelou que “o contrato foi preparado e está pronto a seguir. Sei que o Nico está entusiasmado e penso que dentro em breve tudo estará finalizado”.
A ser verdade, o contrato entre a Genii Capital e a Quantum implica a aquisição de 35 por cento da capital da equipa de Enstone, e espera-se que o dinheiro injectado sirva para pagar as várias dívidas que a firma acumulou ao longo dos anos, especialmente os salários que deve a Kimi Raikkonen. Aliás, fala-se que Genii e Kimi Raikkonen chegaram a um acordo em que o finlandês correrá nas duas provas finais do campeonato, desde que se regularize a sua situação salarial nas próximas duas semanas, antes da corrida de Austin.
E caso o dinheiro da Quantum seja manifestamente superior ao que a PDVSA oferece, então o pré-contrato que Maldonado assinou com a equipa será invalidado, como contou há alguns dias o Américo Teixeira Jr. no seu Diário Motorsport.
Caso as coisas aconteçam dessa forma, o anuncio do alemão na Lotus poderá acontecer nos próximos dias. E no caso de Maldonado, o venezuelano já está dado como fora da Williams e tentará encontrar abrigo em das equipas: Sauber e Force India. No primeiro caso, há rumores persistentes de atraso nos pagamentos dos investidores russos na equipa suiça e que a hipótese do jovem piloto Seguei Sirotkin não correr em 2014 começa a ser real. Fala-se de outro russo, Vitaly Petrov, mas os 40 a 50 milhões de dólares que Maldonado têm na carteira poderão ser algo bem tentador para as equipas do meio do pelotão.
No caso da Force India, Vijay Mallya está disposto a manter a dupla para 2014, e parece que têm as contas controladas, apesar dos problemas que passou no seu país depois da saga da Kingfisher Air. Em principio, parece que Adrian Sutil está “de pedra e cal”, com os holofotes a incidirem sobre Paul Di Resta, que pode estar com a situação algo complicada dentro da equipa. Pastor Maldonado, mais os motores Mercedes e a possivel entrada de dinheiro sem ser vinda das empresas de Mallya e da Sahara, o outro sócio, seria bem vinda…
Veremos as cenas dos próximos capitulos. 
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