Noticias: Ecclestone admite que pagou a chefes de equipa em 1998

O julgamento de Bernie Ecclestone prosseguiu nesta sexta-feira com uma revelação surpreendente por parte de um dos advogados da acusação: em 1998, ele ofereceu diretamente cerca de dez milhões de dólares (pouco mais de 9,5 milhões de euros) a Eddie Jordan, Alain Prost e Tom Walkinshaw, para que estes assinassem o Acordo de Concórdia que iria entrar em vigor naquele ano. Phillip Marshall, advogado que defende os interesses de Constantin Medein – que o processou devido ao acordo que ele fez com Gerhard Gribowsky para ficar com os diretos da Formula 1 – afirma que usou esse exemplo como forma de provar que Ecclestone sempre subornou pessoas de forma a levar os seus propósitos adiante

Citado pelo jornal “The Telegraph”, Marshall questionou Ecclestone com a seguinte pergunta: “Eles foram pagos para garantir a assinatura de suas marcas [no Acordo da Concórdia]. Não é verdade?

Ecclestone respondeu um lacónico “sim“. 

Questionado pela acusação sobre a razão pela qual os pagamentos não foram feitos diretamente às marcas em questão, além da sugestão de que a manobra foi “bastante estranha“, o dirigente britânico disse que “não tinha a menor ideia” do que é que os três donos em questão fizeram com o dinheiro. “Eles foram pagos para assinar o Acordo da Concórdia, e é isso que fizeram. O que você está a sugerir é que o que essas pessoas fizeram não foi correto, Alain Prost e os outros“, concluiu.

Marshall voltou a insistir neste aspecto, ao que Ecclestone respondeu: “Eu vou ter de pensar mais sobre isso. Gostaria de ter pensado nisso antes, na verdade.
Se estou surpreso com esta revelação? Não, de maneira nenhuma. Lembro-me de há uns dez anos ele ter dito que também “subornou” a Ferrari para que este assinasse o Acordo da Concórdia de então. Cheguei a ler o valor de 500 milhões de dólares. E é perfeitamente possível, dado que a Formula 1 é bem lucrativa, pois as despesas anuais representam cerca de um terço das receitas que se conseguem a cada temporada.

Quanto aos três senhores em questão, os dois primeiros eram donos das equipas com os seus apelidos, enquanto que Walkinshaw era o dono da Arrows, que faliu em 2002, alguns meses depois da Prost fechar as portas. Jordan vendeu a sua equipa no final de 2004 e é atualmente a force India, enquanto que o colorido irlandês é comentador da BBC. Já o escocês Walkinshaw morreu em 2010, na Austrália.

O julgamento irá continuar nos próximos dias. E claro, será interessante ver que mais isto irá trazer.

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