O último post de 2013, um ano que gostaria de esquecer

Os eventos relacionados com o acidente de Michael Schumacher, este domingo, constituíram para mim uma espécie de truque bizarro e de mau gosto na manga de um ano em que, em muitos aspectos, gostaria de esquecer. Mas do qual suspeito que será inesquecivel, pois vivi-o intensamente. Para o bem e para o (muito) mal.
Não vou gostar muito de 2013. Passei por imensas dificuldades, atribulações e frustrações pessoais. Sofri surpresas desagradáveis do qual a minha saúde se ressentiu. Traí e fui traído, fiz escolhas erradas e mergulhei em estados de drama e desespero, questionando por vezes o sentido desta vida. Mas como em tudo, sou calmo e ponderado (até demais), sabendo que o desespero puro e simples pode levar a atos irreflectidos do qual ficam marcas para a vida. Fiz bem.
Também sofri perdas irreparáveis. Nunca pensei que o desaparecimento de um animal de quatro patas tivesse um impacto profundo na minha família. Percebi o que eles nos significam para nós, para a nossa saúde mental e para a nossa postura no mundo. 
Este foi um ano que senti, novamente na minha vida, que esta é frágil e que é efémera. Bastou um exame de rotina para perceber que o meu coração não andava bem, e do qual passei a olhar com mais atenção. Já não bastava ter de cuidar da minha alimentação devido ao estado frágil do meu intestino, agora tive de cortar hábitos adquiridos e do qual julgava que contribuíam para a minha saúde. É triste, ainda por cima quando não tenho os habituais “maus hábitos”: tabaco e álcool… 
Paradoxalmente, conheci e convivi com uma pessoa que me fez feliz e preenchido em termos amorosos. Apesar de reconhecer uma personalidade complexa – não há amores perfeitos – desejo que isto dure, não só no sentido de convivio mútuo, mas como sinal de que, apesar dos obstáculos e das diferenças, possamos dizer: “no final, o amor superou tudo”.
E apesar de todos os episódios que me fazem com que esqueça este ano, termino com esperança. Lentamente, elaboro o projeto que permita este blog (que alcançou a marca dos dois milhões de visitantes) faça a transição para um site – do qual espero que em breve comece a dar resultados – como estou a ligar-me a outro projeto automobilistico, embora de uma área diferente. É informal, mas há um grande potencial, e vontade de aprender, tenho-a toda.
Em jeito de conclusão, este é um ano do qual não gostei e desejo deitar para trás o mais possível. Mas como se costuma dizer: “depois da tempestade, a bonança”. E este poderá até ser o principio de muita coisa agradável. E é verdade: a Formula 1 vai viver uma nova era Turbo e a Endurance prepara para voltar ao auge que teve dos anos 80. Se isso acontecer, então poderemos dizer que a bonança aproxima-se. 
Assim espero… Bom 2014 para todos vocês!
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A visão dos acontecimentos, pelo Dr. Gary Hartstein

Ouvida a opinião da equipa médica que acompanha Michael Schumacher na conferência de imprensa desta manhã, é bom ler uma interpretação do que se passa por lá. E neste momento, o melhor especialista nesse assunto é um médico. Neurocirurgião, de preferência. E inevitavelmente, ler o que o Dr. Gary Hartstein têm a dizer tornou-se incontornável. E ao ler a sua atualização mais recente no blog, cheguei à conclusão de que se não fosse o capacete, por exemplo, Schumacher era um homem morto. E mesmo com o capacete colocado, o seu estado era gravíssimo, e foi a agilidade dos médicos que o salvaram.
Eis o que escreveu hoje:
1. Michael está em MUITO boas mãos. Não interessa se o neurocirurgião é ou não famoso, que isso não é uma mais-valia no tratamento. O que interessa saber é que esta gente é muito boa a fazer o trabalho e estão em contacto permanente com a família. Já agora, a decisão de fazer uma segunda intervenção para evacuar o segundo hematoma intracerebral faz sentido para mim. Mas falarei disso mais abaixo.

2. Parece retrospectivamente que a pressão intracraniana de Michael era procupantemente e persistentemente alta ontem, apesar do retalho ósseo do lado direito não ter sido totalmente fechado na operação de domingo. O problema da pressão intercraniana era tão grande que consideraram fazer uma intrevenção mais profunda só para poderem ou não verificar que as leituras dadas pelos “scans” eram ou não condizentes. Assim sendo, a decisão foi tomada para ganhar algum espaço, e também drenaram o que aparentemente era um hematoma superficial do lado esquerdo. Geralmente, são deixados sozinhos [para se curarem por si mesmos], era isso que tinham decidido (razoavelmente) não tocar este. Mas, dado o problema da pressão intracranaiana, e como o cérebro agora está menos “zangado” foi decidido evacuar este hematoma, especialmente porque isso significava abrir um retalho ósseo fora do lado esquerdo.

3. Isso me leva a insistir sobre o quão doente estava Michael ontem. Esta gente estavam a fazer tudo o que conheciam para o ajudar, e eles merecem muito crédito. Ontem, a vida dele estava SÉRIAMENTE em perigo, e ele ontem, era monitorizado minuto a minuto.

Por fim, acho que podemos dizer que: 

A) recolocar todos os relógios de contagem regressiva a zero (hora de reduzir a sedação, é hora de retirar a ventilação, etc). 

E B) insistir em quão severamente Michael está ferido. Sejam pacientes. Isso vai levar muito, muito tempo.

Atualização e novos detalhes sobre o acidente de Schumacher

O segundo boletim médico, divulgado esta manhã pelos médicos que acompanham o estado de saúde de Michael Schumacher, afirma que existem sinais de melhoria na sua condição, após este ter sido submetido a nova intervenção cirúrgica esta madrugada, para diminuir o inchaço causado pelo hematoma que sofreu na sua queda.

Há alguns sinais de que a situação está mais bem controlada”, começou por afirmar Jean-François Payen, anestesista-chefe do Hospital Universitário de Grenoble. “Nós percebemos, no final da tarde [de ontem], uma melhora transicional na pressão intracraniana de Michael Schumacher. Um exame posterior mostrou que ele estava relativamente estável. Discutindo isso com meus colegas neurocirurgiões, decidimos que, já que tinha acontecido uma melhora, deveríamos fazer essa operação, pois isso nos ajudaria a reduzir a pressão do cérebro. Esta manhã, fizemos mais exames e percebemos que conseguimos evacuar o hematoma e isso nos dá sinais de que a situação está melhor controlada que ontem”, prosseguiu.
O Prof. Payen afirmou que a decisão da segunda operação foi tomada com a família, e apesar dos bons resultados, o ex-piloto alemão ainda não está fora de perigo: “A situação está melhor controlada do que ontem. Não podemos dizer que ele está fora de perigo, mas, como disse ontem, ganhamos um pouco mais de tempo na evolução dele. E as horas que vão ser cruciais para o desfecho. Ontem, percebemos que existia uma janela de oportunidade para fazer essa operação no fim da tarde, começo da noite. Decidimos todos juntos e também perguntando para a família. Não é algo excepcional o que fizemos”, declarou.

Questionado sobre se era possível uma transferência para a Alemanha, o Prof. Payen descartou essa possibilidade, devido ao seu estado de saúde delicado: “Qualquer transferência neste momento seria muito perigosa, dada à sua frágil situação médica. Num momento futuro, vamos discutir isso novamente e decidir com a família. Vamos decidir quando uma transferência será possível, mas, no momento, com o trabalho que está sendo feito e com o apoio que estamos recebendo da comunidade médica, achamos que é importante que ele seja tratado aqui, e essa questão de transferir ou não será tratada no futuro”, continuou.

Emmanuel Gay, o neurocirurgião que toma conta do caso, afirmou que a segunda cirurgia foi tomada com o consentimento da familia de Michael Schumacher: “Como Payen falou, decidimos todos juntos, e falamos com a família, pois é uma decisão difícil de tomar. Decidimos evacuar esse hematoma, que estava situado na parte esquerda do cérebro. É diferente dos hematomas evacuados no primeiro dia, era um hematoma que estava no próprio cérebro, e todos os sinais mostravam que poderíamos fazer isso ontem. Decidimos também reduzir a pressão do cérebro durante essa operação”, continuou.
O exame mostrou que o hematoma foi evacuado corretamente e há uma melhora. Mas há outras lesões no cérebro, e eles mostram que essas lesões precisam continuar sendo monitorizadas e estamos a fazer isso hora a hora”, concluiu.
Gerard Saillant, também médico e amigo da família Schumacher, está consciente de que, apesar das melhoras, ainda esta em coma induzido e que tudo pode acontecer: “A família está consciente de que o seu estado é muito sensível e que tudo pode acontecer”. 

Entretanto, surgiram novos detalhes sobre o local e as circunstâncias do acidente. Testemunhas referiram ao site F1Today.com que Schumacher andou por uma rota não-marcada na estância de Meribel antes de cair e atingir fortemente uma pedra. “Quando chegamos ao local, o capacete estava dividido e você podia ver muito sangue“, comentou uma testemunha, que afirmou que o alemão ficou consciente por alguns instantes, antes de entrar em coma. Também se fala que o alemão ia a mais de cem quilómetros por hora no momento do acidente, o que poderia explicar a sua violência.

Para além disso, as autoridades policiais da Albertville decidiram, ainda nesta segunda-feira, abrir um inquérito para determinar as circunstâncias do acidente. E também esta manhã, a assessora de imprensa, Sabine Kehm, confirmou que um jornalista, disfarçado de padre, tentou entrar no quarto de Schumacher, mas que foi impedido pelos seguranças do hospital. Por causa disso, essa foi reforçada, para evitar futuras invasões. 

O estado de saúde de Schumacher, visto por Gary Hartstein

Para quem acompanha o estado de saúde de Michael Schumacher, é sempre importante ir para além das noticias e dos “achismos” e ler – ou ouvir – a opinião de pessoal mais especializado. Neuro-cirurgiões, por exemplo. Desde o momento em que se soube do acidente e da gravidade do seu estado, uma das opiniões que surgiu no meio da maré foi o do Dr. Gary Hartstein, que entre 2005 e 2012 se tornou no médico oficial da Formula 1. Neurocirurgião de especialização, Hartstein esteve a ouvir atentamente a conferência de imprensa desta manhã, como toda a gente, e viu sinais positivos, que os expressou no seu blog pessoal.
Em suma, ele afirmou que a parte positiva foi que os médicos afastaram por agora a hipótese de uma segunda operação, que poderia acontecer devido à uma eventual persistente pressão intracraniana.
Após isso, ele deu uma ideia de o que é que os médicos estão a lidar na situação de Michael Schumacher: “Disseram-nos que Michael tem “uma lesão bilateral”. Isso significa que o cérebro está afetado em ambos os hemisférios. Isso não me surpreende, pois foi um golpe duro. Que tipo de ” lesões”? Apesar de não ter sido dito, podemos assumir um de três tipos. Em primeiro lugar, o próprio hematoma. O sangue acumulado teve de ser evacuado, e isso já foi feito, e Michael será examinado e verificado regularmente, a fim de detectar a formação de novos hematomas, ou uma reacumulação [de sangue] por parte do original.
Em seguida, estão as contusões. Estes são basicamente marcas pretas e azuis no cérebro. Eles são o resultado de um golpe duro, e consiste em áreas de inchaço e sangue que está escoou para fora dos vasos para os tecidos – como quando você bate seu braço. No cérebro, como noutros lugares do corpo, o sangue é absorvido, e os danos são curaveis. Contudo, por vezes deixam-se pequenas cavidades para trás.

O terceiro tipo de lesões são de nível microscópico. Eles consistem de danos para os pacotes de “cabos” (axónios) que ligam os grupos de células cerebrais. Este tipo de dano não é facilmente visível através de imagens padrão, mas é freqüentemente associada com os ‘pobres resultados neurológicos’. Estas lesões não são tratadas especificamente, mas sim, eles são geridos por princípios básicos de cuidados intensivos – ‘maximizar a felicidade cerebral e evitar a infelicidade cerebral’“.
Vamos a ver. Amanhã está prevista uma nova conferência de imprensa sobre o estado de saúde do ex-piloto alemão.

The End: Andy Granatelli (1923-2013)

Andy Granatelli, uma das lendas do automobilismo americano nos anos 60 e 70, morreu este domingo na sua casa de Santa Barbara, na California, devido a uma falha cardíaca. Tinha 90 anos. Dono de equipa e presidente da Scientificaly Treated Petroleum (STP), ajudou nas carreiras de pilotos como Bobby Unser, Mário Andretti – na IndyCar – e de Richard Petty, na NASCAR, para além de ter sido ele o cértebro por trás do carro a turbina, que apareceu nas 500 Milhas de Indianápolis de 1967.
Nascido a 18 de maio de 1923 em Dallas, no Texas, Granatelli começou a meter-se no automobilismo em 1946, quando ele e os seus dois irmãos, Vince e Joe, correram sob a equipa Grancor, embora sem resultados. Vince ainda tentou a sua sorte como piloto, em 1948, mas este acabou no muro, ficando com lesões nas pernas.
Granatelli volta a estar nas 500 Milhas a partir de meados dos anos 60, quando é contratado pela STP para ser o seu CEO, no sentido de promover os seus produtos junto do automobilismo. A STP era na altura controlada pela Studebaker, e as 500 Milhas era um excelente meio para promover os seus produtos. Granatelli aproveitou a ocasião com as duas mãos, e nessa altura comprou os motores Novi, potentes mais com historial de pouca fiabilidade. Com ele, veio um jovem piloto, chamado Bobby Unser, e teve ali os seus primeiros resultados.
Contudo, é em 1967 que dá realmente nas vistas quando aparece com o “carro-turbina”. Guiado por Parnelli Jones, o automóvel foi a sensação da corrida e esteve prestes a vencer, quando a três voltas do fim, sofre uma falha de transmissão (na realidade, tinha-se partido uma peça que custava seis dólares…) e viu A.J. Foyt herdar uma vitória quase certa – e que seria histórica. No ano seguinte, volta à carga, desta vez aliado com Colin Chapman – que construiu o modelo Lotus 56 – mas a prova foi marcada de novo por azares e acidentes fatais, como a que sofreu Mike Spence, durante a qualificação. Na corrida, Joe Leonard esteve na frente por muito tempo, mas depois o carro sofreu uma falha mecânica na parte final da corrida.
Mas em 1969, pôde exorcizar o azar graças a Mário Andretti, que venceu aquele que foi a unica vez que ambas as personagens conseguiram estar no “Victory Lane” na Indianápolis Motor Speedway. Quando isso aconteceu, Granatelli foi ter com Andretti e mal ele desligou o carro, lhe deu um grande beijo na face, tornando-se numa das imagens mais icónicas da história da competição.
Granatelli continuou a explorar a sua equipa até 1973, ano em que se retirou, passando a ser patrocinador na Patrick Racing. Graças a isso, Gordon Johncock venceu duas edições das 500 Milhas, em 1973 e em 1982, nessa vez numa chegada em “photo-finish”.
Por essa altura, Granatelli patrocinava Richard Petty, na NASCAR. A associação entre ele e o lendário corredor é das maiores da história, pois durou cerca de 30 anos. Contudo, este acordo quase não aconteceu devido a uma teimosia entre os dois: Petty sempre guiou os seus carros com cor azul, que ficou conhecido como “Azul Petty”. Granatelli queria que ele mudasse para vermelho, a cor da marca, mas o piloto recusou. No final, chegou-se a um acordo, onde o carro seria pintado de azul e vermelho, e Granatelli lhe oferecia 50 mil dólares extra o acordo de 250 mil dólares, caso Petty alguma vez decidisse pintar o carro todo de vermelho. Depois dos sucessos nas pistas, ambos os lados decidiram que ele seria patrocinado pela marca enquanto se mantivesse em competição, algo que o fez até ao final da sua carreira, em 1992.
Retirado da competição, os seus feitos fizeram com que fosse incluído em 1992 na International Motor Sports Hall of Fame, em 2001 no Motorsports Hall of Fame of America, em 2011 na National Sprint Car Hall of Fame e em 2013 na National Midget Racing Hall of Fame, reconhecendo a sua inestimável contribuição no automobilismo americano na segunda metade do século XX. 

Ars longa, vita brevis.   

Schumacher: Estado da saúde é critico e inspira muitos cuidados

Michael Schumacher está em estado muito grave, depois de ter sido operado este domingo em Grenoble após ter sofrido uma violenta queda na estância de ski de Meribel. Os médicos do hospital universitário de Grenoble disseram que ele está num coma induzido, no sentido de reduzir o inchaço causado pela violenta queda que sofreu ontem de manhã.

Numa conferência de imprensa desta manhã, que teve a presença do Prof. Jean-Francois Payen, chefe do serviço de reanimação do Hospital Universitário de Grenoble, e do Dr. Gerard Saillant, médico e também amigo da família, os médicos afirmaram que o estado do ex-piloto alemão de 44 anos é critico e inspira muitos cuidados. Contudo, o coma é artificial e está num estado intermédio, no sentido de aliviar a pressão craniana. E ao contrário do que avançou esta manhã alguma imprensa franco-alemã, Schumacher foi só operado uma vez.
Michael Schumacher teve um trauma muito sério. Estava num estado de agitação quando foi atendido, e rapidamente chegamos à conclusão de que estava numa situação critica, caindo rapidamente em coma. O tratamento neurológico foi urgente, no sentido de aliviar a pressão craniana. Infelizmente, ele têm algumas lesões cerebrais.“, afirmou o Prof. Payen.
Para além disso, os médicos afirmaram que o impacto foi a alta velocidade e aconteceu do lado direito do seu crânio. E afirmam que sem qualquer tipo de dúvida, graças ao capacete que levava, ajudou-o a salvar-lhe a vida. “Podemos afirmar que está a lutar pela vida. Cremos que ele está em estado critico. Não poderemos fazer qualquer prognóstico por agora, apesar de estarmos a monitorizá-lo permanentemente. Sem o capacete, ele não estaria por aqui“, continuou.

Os médicos esperam que o seu estado físico – Schumacher sempre foi um excelente atleta – o ajude na recuperação das lesões que sofreu. Uma nova conferência de imprensa está prevista para o final desta tarde.

Noticias: Schumacher foi operado e está em coma

A terceira atualização deste domingo sobre o estado de saúde de Michael Schumacher fala que o hospital universitário de Grenoble comunicou de forma arrepiantemente suscinta, que o ex-piloto alemão de 44 anos foi operado esta tarde a uma hemorragia cerebral causada pelo traumatismo craniano sofrido esta manhã a estância de ski de Meribel, nos Alpes franceses. 
O senhor Schumacher foi admitido no centro hospitalar universitário de Grenoble pelas 12:40, após um acidente sofrido no final desta manhã na estância de ski de Meribel. 

Ele sofreu um traumatismo craniano grave, tendo chegado em coma, e foi imediatamente sujeito a uma intrevenção cirurgica. 

O seu estado é critico.“, termina o comunicado, assinado pelo neurocirurgião de serviço, o anestesista-chefe e o diretor-adjunto do hospital. Amanhã, pelas onze da manhã locais, haverá novo comunicado.
Entretanto, soube-se que Ross Brawn está em Grenoble, para acompanhar o estado de saúde do seu amigo, que trabalhou com ele nos tempos da Benetton, em 1994 e 95, e depois na Ferrari, a partir de 1997, até 2006, e depois na Mercedes, entre 2010 e 2012. Quem também está em Grenoble é o Dr. Bernard Saillant, cirurgião ortopédico e que operou o piloto alemão em 1999, após o seu acidente em Silverstone.
Apesar da gravidade da situação, poderá não ser tão grave assim. Nos seus tweets, o antigo médico da Formula 1, Dr. Gary Hartstein (@former_f1doc no Twitter) afirma que tudo isto poderá ser o resultado de um hematoma extradural, onde a principio, a pessoa recupera momentaneamente a consciência para, com o passar das horas, devido ao inchaço causado pelo hematoma, fazer mudar dramaticamente as condições de saúde do sujeito em questão. Daí que no caso de Schumacher, ele tenha ido logo para Grenoble e ser operado de imediato: alivio do hematoma. E para o fazer, teria de estar, no mínimo, em coma induzido, para minimizar a pressão.
E quanto à recuperação, Hartstein escreve no Twitter: “A qualidade da recuperação depende da gravidade do hematoma inicial, a amplitude de pressão causada pelo hematoma, a rapidez que [os cirurgiões] conseguirem drenar a ferida e a qualidade do serviço de cuidados intensivos“. 
Esperemos que ele esteja certo. Até lá, é torcer pelo melhor para o alemão.

Atualização sobre o acidente de Michael Schumacher

As mais recentes novidades sobre o acidente que o ex-piloto alemão Michael Schumacher sofreu esta manhã na estância de ski de Meribel falam que ele foi transportado para o hospital universitário de Grenoble, para ser submetido a uma bateria de exames às lesões que teve na cabeça. Até agora, um comunicado oficial foi divulgado pela acessoria de imprensa do piloto, onde se fala que “pedimos a vossa compreensão, já que não podemos dar informação continua acerca de seu estado de saúde.
Entretanto, surgem rumores, especialmente vindo de um jornalista do Dauphiné-Libéré, de que o traumatismo é mais grave do que se julgava e que estado de saúde do alemão de 44 anos poderá ter piorado, fazendo com que os médicos tenham decidido colocá-lo sob cuidados intensivos. De qualquer modo, já está em Grenoble o médico Gerard Saillant, o cirurgião ortopedista que o operou em 1999, após o seu acidente em Silverstone, que está a acompanhar o procedimento dos médicos locais.
Quem tentou visitá-lo esta tarde foi o francês Olivier Panis, que é morador na cidade, mas foi barrado pelos médicos. “Não posso dizer muito. Não pudemos vê-lo nesta tarde. Voltarei amanhã”, começou por dizer aos jornalistas presentes no local. “Sei que sua família já chegou. Como sou daqui, quis vir para dizer-lhe algo, para relembrar os velhos tempos. Espero que esteja bem. É um bom amigo, um grande campeão, alguém muito querido na Formula 1”, completou o francês de 47 anos, que competiu na Ligier, BAR e Toyota.
Mais novidades, assim que existirem.

Noticias: Schumacher sofre acidente de ski nos Alpes franceses

A CNN anuncia esta tarde que o heptacampeão do mundo de Formula 1, Michael Schumacher, teve um acidente de ski este domingo de manhã, na estância de Meribel, nos Alpes Franceses. O ex-piloto, de 44 anos – fará 45 no próximo dia 3 de janeiro – escorregou e sofreu uma pancada na cabeça, tendo sido transportado para o hospital de Moutiers, ali perto.
Ele foi evacuado para o hospital de Mouiters,” disse Christophe Gernignon-Lecomte ao canal de televisão BFM. “Ele está em choque, mas está consciente. Poderá ter um traumatismo, mas não é grave“, continuou. Schumacher estava a passar o fim de ano com a família na estância de ski nos Alpes franceses, e o facto de levar um capacete na cabeça, mais a rápida evacuação para o hospital evitou males maiores. 
Ainda não se sabe quanto tempo vai ficar no hospital, pois isso dependerá da quantidade de exames neurológicos que irá fazer. 
Schumacher está agora a gozar a sua segunda retirada da Formula 1 depois de um regresso em 2010, ao serviço da Mercedes, onde ao contrário do que se esperava, não foi tão bem sucedido. Apenas um pódio e uma volta mais rápida, ambos em 2012, num periodo onde ele andou no pelotão intermediário, frustrou os que ainda julgavam que o alemão poderia tentar um oitavo título mundial contra a geração mais nova. A sua melhor classificação geral foi em 2011, quando acabou o ano no oitavo posto, com 76 pontos.