Formula 1: Newey critica as crescentes limitações na projeção de carros

Adrian Newey pode ser um projetista consagrado, mas ele confessa que começa a ficar frustrado com a crescente limitação na projeção e desenvolvimento dos carros, feito pela FIA. Entrevistado hoje pela Autosport britânica, o projetista de 54 anos criticou a FIA por estar limitar cada vez mais a criação de inovações na Formula 1, como o mapeamento do motor e o difusor duplo, o que poderá acabar por padronizar os carros nas grelhas de partida do futuro.
Eu acho que as inovações fazem parte do jogo e não me importo em investir e ser derrotado. Nós tínhamos certeza que o duto-frontal seria banido no fim daquela temporada e pareceu que o difusor duplo seria banido também no final do campeonato seguinte”, começou por declarar. “Você acaba por tomar uma decisão sobre se quer investir pesadamente em perseguir essa tecnologia, sabendo que ela será banida em breve, ou se prefere concentrar noutras áreas sabendo que serão mais duráveis”, acrescentou.
Acho que é uma grande pena o aumento das restrições. É uma pena e é um grande perigo no momento em que o regulamento começa a se tornar cada vez mais restritivo, pois nós vamos chegar ao ponto em que os carros são mais ou menos desenhados pelas regras. Então você vai ter, efetivamente, carros de ‘GP1’, onde as unicas deiferenças serão o motor e o piloto. Para mim, isso não é mais Formula 1”, criticou, explicando o porquê.
Uma das grandes coisas que diferencia a Formula 1 de quase todos os outras modalidades, provavelmente com a excepção da America’s Cup, é a combinação entre homem e máquina. Você pode ter um carro muito bom, mas com um piloto médio, acabas por não vencer. Um piloto bom e um carro médio, também não será um vencedor. É sobre ambos”, concluiu.
Anúncios

Noticias: McLaren e Force India não vão ao Bahrein, Sauber têm chassis de 2014 pronto

O anuncio feito esta segunda feira pela FIA de que seis equipas iriam participar no teste de pneus no Bahrein foi reduzido para quatro, quando force India e McLaren anunciaram que afinal, não irão estar presentes na semana que vêm para os ensaios dos pneus referentes a 2014, alegando não ter tempo suficiente para preparar os seus carros. “Dado o curto espaço de tempo desde o anúncio do teste e os prazos envolvidos, a equipa não irá participar”, declarou um porta-voz da equipa à Sky Sports britânica.
Já no mesmo diapasão afirmou um representante da McLaren.“Não testaremos no Bahrain na próxima semana. Nós participámos num teste de pneus da Pirelli no último mês. O nosso foco agora é o desenvolvimento do monolugar de 2014”.
Entretanto, a Sauber anunciou que o seu chassis de 2014 já passou com sucesso no crash-test” obrigatório da FIA, menos de um mês após o final da temporada de 2013. “O chassis C33 passou em todos os testes estáticos e dinâmicos da FIA e foi oficialmente homologado”, anunciou a equipa de Hinwill em comunicado oficial. “O teste de colisão traseira, que não faz parte da homologação do chassis, será feito numa data separada no futuro, como é de costume”, concluiu.
A absoluta rapidez que o chassis – que será batizado de C33 – foi aprovado nos testes dinâmicos e estáticos causou algum espanto, mas dado o facto de os primeiros testes de 2014 estarem marcados para o dia 28 de janeiro, não causa espanto. Interessante é saber que a marca suiça ainda não anunciou a sua dupla de pilotos para 2014, embora se falem em muitos nomes para os dois lugares, e o nome inicialmente anunciado, o jovem russo Serguei Sirotkin, está desde há muito colocado em dúvida.

Noticias: Montezemolo faz balanço da época e está confiante no futuro

Luca de Montezemolo é um homem que fala pouco, mas sabe o que pensa. Aos 66 anos, o homem que está na Ferrari há cerca de 40 – e por consequência, na Formula 1 – deu ontem à noite uma entrevista à RAI para fazer o balanço da época e falar sobre o que virá no futuro para a Ferrari e para a Formula 1 em geral. O jornalista Joe Saward acompanhou-a e captou as principais declarações do sucessor de Enzo Ferrari, e uma das coisas que disse em público foi que com o novo Acordo da Concórdia, a Ferrari terá direito de veto.
Alcançamos um acordo com Ecclestone e a FIA e agora posso dizer que somos a única equipa com direito de veto: maior peso politico que este é impossivel! Estamos cientes da nossa posição na Formula 1, que sem nós, seria totalmente diferente. Dito isto, tenho de reconhecer que isso tem de ter correspondência com um carro vencedor, e isso não temos por agora“, comentou.
Para além disso, Montezemolo espera que a FIA tenha uma atitude diferente após a próxima eleição presidencial, que tudo indica, será um passeio para a reeleição de Jean Todt. “A Federação têm tido a mesma politica por demasiados anos e agora é necessária uma mudança. E uma forte autoridade desportiva deverá ser sempre uma prioridade para a Ferrari“, disse.
E em relação a Bernie Ecclestone, sobre a possibilidade de ser sucedido por Christian Horner, não levou a ideia a sério: “Com o passar dos anos, ele gosta mais de mandar piadas. E fico feliz que ele tenha a vontade de os fazer…”
Em termos desportivos, Montezemolo reconheceu que a temporada de 2013 foi de desilusão, apontando três razões para isso: o mau chassis, a mudança nos pneus, que fez com que o carro não fosse mais eficaz em pista, como era dantes, e a inabilidade de Felipe Massa de marcar mais pontos do que o necessário. E sobre 2014, ele foi claro: voltar a vencer o campeonato.
O nosso objetivo é de construir um carro vencedor“, começou por dizer. “Fizemos uma profunda reorganização e temos conosco engenheiros altamente competentes como [James] Allison. Haverão novos regulamentos que darão mais importância a áreas como os motores, onde somo muitos competentes nessa área. Temos razões para estarmos otimistas e tempos potencial para vencer. Já estivemos demasiado tempo perto do sucesso, e agora temos de vencer. Espero que não haja nenhum aspecto ou pormenor “obscuro” que tenha alguma influência nas coisas“, concluiu.

Adrian Newey explica como vão ser as alterações para 2014

Adrian Newey refere que as grandes alterações para a temporada de 2014 não vão ser tão radicais como em 2009. Em entrevista ao site da Formula 1, o projetista que trabalha atualmente na Red Bull, mas que teve passagens por March, Williams, McLaren, afirmou que com o aumento da importância dos motores sobre a aerodinâmica, a grande questão é saber quem terá o melhor conjunto chassis-motor que permita dominar o pelotão na próxima temporada.
As mudanças aerodinâmicas são grandes, mas são menores do que as que tivemos em 2009. Então, sim, há a chance de que uma equipe venha com um carro que é melhor do que o de seus rivais, mas em cima do que você terá de mudanças nos motores.“, começou por dizer o projetista de 54 anos.
O que é absolutamente incerto neste momento é se um fabricante de motor será capaz de vir com uma vantagem significativa. Mas o carro que superará todos os outros será o que tiver a combinação de um bom motor e um bom chassis. Se um deles não funcionar, haverá um problema. Quem virá com a combinação ideal? Este é o grande jogo de adivinhação para todos e é o que adiciona tempero para a temporada 2014“, continuou.
Falando também sobre a aparência dos carros na próxima temporada, Newey afirmou que as projeções já feitas até aqui são um tanto quanto exageradas, mas, reconhece que podem não agradar aos puristas. “O ideal é que o carro seja rápido e tenha um design elegante. Mas todo mundo no paddock prefere um carro rápido a um carro atraente. É isso o que acontece. Sim, para mim seria bom se fosse dado um pouco mais de consideração à estética na elaboração dos regulamentos. Mas ser rápido é mais importante do que ser bonito.“, comentou.
Explicando a seguir sobre os seus métodos de trabalho quando projeta os seus chassis em cada temporada, o projetista – que é conhecido pela sua aversão aos computadores e programas especializados em CAD – mostra como é que trabalha com os regulamentos e ver o que pode ser feito.
  
A primeira coisa que você faz é ler os regulamentos. Com muito cuidado. Você tenta ler o que eles realmente dizem, mais do que o que pretenderam dizer, porque isso nem sempre é a mesma coisa. Então você tenta entender os regulamentos do pacote aerodinâmico e mecânico e o que parecem ser as melhores soluções para estas diferentes áreas.” começou por explicar.
Você vai embora e pesquisa. Haverá um momento em que tentas trazer tudo junto de volta novamente. Para mim, essa é a parte importante: o produto final deve ser um todo, não vários pedaços juntados num grupo. Na verdade, você desenvolve uma sensibilidade para este procedimento. O cérebro é uma coisa incrível: você pode estar fazendo algo completamente diferente, talvez fazendo uma xícara de chá, e de repente você sabe o certo do errado“, concluiu.

Última Hora: Kimi excluído da qualificação de Abu Dhabi!

A FIA ouviu as explicações da Lotus sobre a falha no teste da rigidez do assoalho, mas decidiu que os seus argumentos não eram válidos e decidiu excluir Kimi Raikkonen da qualificação, tirando-lhe o tempo que lhe deu o quinto lugar na grelha de partida e o relegar para o último posto na corrida de amanhã.
Contudo, isso pode querer significar uma boa prestação, pois a unica vez que o piloto finlandês largou da 22ª posição na sua carreira foi em 2006, no Bahrein, ao serviço da Ferrari. Terminou a corrida na terceira posição. Pode ser uma inspiração, se ele não se armar esta noite em James Hunt...

Noticias: Mário Andretti defende "equipas-cliente" na Formula 1

As noticias desta segunda estão a ser marcadas pelas declarações de Mário Andretti, o italo-americano campeão do mundo de Formula 1 em 1978, que em declarações ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, defendeu a ideia de que a categoria deveria permitir o regresso de chassis-cliente, pois assim poderiam atrair novas equipas à Formula 1.
Já falei com o Bernie Ecclestone sobre isso. Seria também uma forma para as novas equipas serem parte da Formula 1, mesmo sem fábricas próprias”. Andretti, atualmente com 73 anos, revelou de seguida que “o meu filho Michael poderia ser um dos primeiros a comprar um monolugar a um dos principais construtores”. A Andretti Autosport, recorda-se, vai colocar uma equipa na Formula E, a competição elétrica da FIA, a partir de 2014.
A ideia de comprar chassis não é nova: aliás, desde os primórdios do automobilismo que se faz. E na Formula 1, tal coisa acontecia até meados dos anos 80. A última vez que uma equipa desses se inscreveu com outro chassis foi em 1990, quando a Larrousse andou com chassis desenhados pela Lola.
Contudo, a ideia têm os seus detratores. O jornalista britânico Joe Saward afirmou no seu blogue que não acha que seja uma boa ideia e justificou: “Formula 1 têm a ver com excelência, têm a ver com ser dos melhores do mundo, contra os melhores do mundo. Se alguém conseguir comprar o melhor carro do mundo, a competição é desvalorizada – logo, perde o interesse do público. Para ser o melhor, é preciso merecer esse estatuto, e se permitirem às novas equipas terem acesso a chassis e bater equipas que batalharam por décadas para serem ben sucedidas é simplesmente injusto, mesmo que ajude em termos de marketing.
E continua: “IndyCar já seguiu por esse caminho e fracassou. Nos anos 70 e 80, tinham vários chassis: Chaparral, Penske, Longhorn, Wildcat, Coyote, McLaren, Eagle, March e Lola. Em poucos anos de competição “aberta”, as coisas acabaram por ficar reduzidas a dois chassis porque as firmas mais pequenas  não conseguiam competir contra as grandes e no final, a categoria acabou por ser uma competição monomarca.

Noticias: McLaren considera o regresso da cor laranja

A McLaren vai perder o patrocínio da Vodafone no final desta temporada e a equipa pondera um regresso ás origens na próxima temporada, ou seja, voltar a adotar o “papaya orange” que correu quando foi formada por Bruce McLaren, em 1963, e que a usou na Formula 1, mas também na Can-Am e na Indycar americana. 
Numa entrevista ao site russo “F1news”, o patrão da McLaren, Martin Withmarsh, afirmou: “Eu realmente gosto da ideia“, começou por afirmar Whitmarsh. “Laranja é uma cor ótima, especialmente para a McLaren. Nós a usamos nos nossos carros de estrada e fica ótimo. Vamos continuar a avançar neste sentido.” continuou.
A Formula 1 é um pouco diferente: o modelo de negócios moderno é uma das principais tarefas da nossa equipa. Devemos promover as marcas dos nossos parceiros. Mas, se tivermos a sorte de encontrar um patrocinador que goste da cor laranja, você verá essa cor novamente na Formula 1.“, concluiu.
A cor laranja foi usada desde 1966 na Can-Am, embora Bruce McLaren só a tenha usado na Formula 1 em 1968. Ele a manteve até 1973, quando trocaram pela vermelha e branca cor da Marlboro, que ficou na equipa até 1996, altura em que trocaram pelo cinzento da West e da Mercedes. Apesar de em 1997 e em 2006 terem usado na pré-época, somente voltaram a usar tal cor quando lançaram o McLaren MP4-12C, o seu primeiro carro de estrada e o usaram para os seus modelos de estrada seguintes, como o supercarro P1.

Noticias: Equipas de Formula 1 terão testes em janeiro de 2014

As equipas de Formula 1 estão a aproveitar o fim de semana espanhol para aprovar várias medidas relacionadas com o seu futuro. Depois de ontem se ter sabido de que irá haver um novo sistema de penalizações para os pilotos a partir de 2014, soube-se hoje que foi aprovado no ano que vêm, um novo esquema de testes fora da Europa será implementado em janeiro do ano que vêm.
A razão da existência desses testes (provavelmente a serem realizados no Golfo Persico, como o Qatar, Abu Dhabi ou o Bahrein) tem a ver com dois motivos: a existência de um novo tipo de motor e de chassis, e também a necessidade da existência de testes com temperaturas mais quentes, evitando o que sucedeu no início desta época, quando estas não conseguiam colocar a funcionar os pneus Pirelli em temperaturas muito baixas.
Isso irá significar que as apresentações dos novos chassis irão ocorrer mais cedo do que o habitual, e claro, o “periodo do defeso”, onde as equipas terão dias onde podem trabalhar nos carros, será muito curta.