Dakar 2014 – Etapa 7 (Salta – Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro “checkpoint” da etapa.
Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O “motard” queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino – navegado pelo português Paulo Fiuza – caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.
Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.
Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma – que foi quarto, a nove minutos de Sainz – continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.

Dakar 2014 – Etapa 6 (Tucuman – Salta)

A véspera do dia de descanso neste Dakar – que está a ser bem duro – ficou marcada por várias quedas e uma morte entre os “motards”. A mais relevante foi a desistência do chileno “Chaleco” Lopez Cotardo, que caiu no quilómetro 211 e ficou ligeiramente ferido, com a moto a ficar muito danificada.
Em termos de etapa, o grande vencedor é um piloto que já não ganhava… desde 2006. O franco-maliano Alain Duclos foi o grande vencedor desta etapa, conseguindo um minuto e 15 segundos de avanço sobre Marc Coma. Michel Metge foi a surpresa do dia, aparecendo na terceira posição, a um minuto e 49 segundos, na frente de Joan Barreda Bort, a dois minutos e vinte segundos. Cyril Després foi o quinto, a dois minutos e 55 segundos, na frente de Hélder Rodrigues, a quatro minutos e 21 segundos do vencedor.
Na geral, Coma têm agora um avanço de 42 minutos sobre Barreda Bort, com Alain Duclos a subir para terceiro, a uma hora de Coma. Hélder Rodrigues é agora o oitavo da geral, a duas horas de Coma.
Nos automóveis, Stephane Peterhansel foi o melhor nesta etapa, colocando os três Mini nos três primeiros lugares, ficando na frente de Nasser Al Attiyah e de Orlando Terranova. Mas Peterhansel, com quase 50 anos (tem 48), alcançou hoje um feito inédito: conseguiu ter o piloto mais vitorioso em etapas, alcançando as 63, 33 em motos e 30 em automóveis.
Peterhansel levou a melhor sobre Al Attiyah por pouco mais de dois minutos, enquanto que a diferença para Terranova ficou-se por pouco mais de três minutos. Giniel de Villers foi o quarto, na frente de Carlos Sainz e Nani Roma, que ficou a pouco mais de seis minutos da geral, controlando o andamento dos adversários.
Na geral, Roma segue líder, com mais de meia hora de avanço sobre Orlando Terranova e Stephane Peterhansel. Amanhã, máquinas e pilotos descansarão em Salta e repararão os seus carros e motos.  

Dakar 2014 – Etapa 5 (Chilecito – Tucuman)

Parece que este Dakar está a ser demasiado duro para a maioria dos pilotos, sejam motos, sejam carros, sejam até os quads. Depois de ontem se ter noticiado que apenas seis quads chegaram ao fim na etapa entre San Juan e Chilecito, hoje parece que há problemas entre esta localidade de Tucuman. Primeiro, a organização da ASO decidiu encurtar a especial (de 527 para 220 quilómetros) por razões de segurança – boa parte dos concorrentes estão desidratados por causa do forte calor que se faz sentir – para além disso, uma confusão que houve ao quilómetro 195 fez com que muitos concorrentes se enganassem… excepto Marc Coma.

Mas se Coma foi o grande vencedor da etapa, subindo para o primeiro lugar, para as cores portuguesas, foi o desastre. Paulo Gonçalves acabou por desistir, vitima de um incêndio na sua Honda ao quilómetro 143 da etapa, depois de andar entre os da frente durante boa parte do percurso. Mas não foi só o piloto português vitima de incêndio nesta etapa: o espanhol Gerard Farres Guell também abandonou quando a sua Gas-Gas se incendiou. Em compensação, Hélder Rodrigues foi quarto classificado na etapa, a mais de 24 minutos de Coma.

Estou desolado, muito triste por ver terminada a prova desta maneira. Estávamos a fazer uma boa etapa, seguia na liderança e estava determinado a vencer. A uma dada altura dei pela mota em chamas, parei de imediato e fiz de tudo para parar o incêndio. Não foi possível. Senti-me impotente, já não havia nada a fazer. Assim terminou o meu Dakar”, declarou Paulo Gonçalves.
Atrás de Coma na etapa, ficou o espanhol Jordi Viladoms e o polaco Kuba Przygonski, todos em KTM. Aliás, a marca austriaca meteu as suas motos no pódio, com Rodrigues a ser o melhor dos Honda, já que Joan Barreda Bort foi um dos pilotos que errou no caminho e foi apenas o 17º classificado na etapa, afastando-se cada vez mais de Coma. A sorte é que “Chaleco” Lopez também se enganou no caminho e manteve-se no terceiro posto da geral…
Nos automóveis, a vitória pertenceu a Nani Roma, que repetindo o feito de há dois dias, voltou para a liderança do rali, depois de ontem ter sido batido por Carlos Sainz. O segundo na etapa foi o sul-africano Giniel de Villiers, a mais de quatro minutos de Roma, enquanto que Robby Gordon é o terceiro no seu “buggy”, vinte minutos atrás do piloto espanhol. Orlando Terranova foi o quarto.

Carlos Sainz foi o grande perdedor do dia, acabando no 18º posto, a mais de uma hora do vencedor, caindo para o sexto lugar da geral. 

O Dakar prossegue amanhã entre Tucuman e Salta, num percurso cronometrado de 424 quilómetros para os motociclos, e 400 para os automóveis.

Dakar 2012 – o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste “rally-raid”. Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 
Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 
Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. “Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente“, referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 
Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. “Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação – como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau… Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis“, resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 
Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar“, concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.
Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.
E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

Dakar 2012 – o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.

Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este ‘atascou’ nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes ‘atascanços’ e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante“, referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns ‘atascanços’, uma ‘cambalhota’ e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse“, referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 
Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.

Dakar 2012 – Dia 11

A dois dias do final do Dakar, na etapa de hoje entre Arequipa e Nazca, o homem do dia foi Robby Gordon, que fez um “tempo-canhão” com o seu Hummer, ficando a mais de 15 minutos na frente do russo Evgueny Novitsky, o segundo classificado.

Giniel de Villiers (Toyota) ficou em terceiro, mas já a mais de 22 minutos, com o holandês Bernhar Ten Brinke, no seu Mitsubishi, que foi o quarto mais rápido do dia, ficando logo à frente do Mini de Nani Roma, que não capitalizou grandemente com as dificuldades também sentidas pelo líder da geral, Stéphane Peterhansel, que foi sétimo com o seu MINI, perdendo cerca de três minutos para Roma.

Mas Gordon, que passa por contestação devido a irregularidades no motos e que levaram a uma desclassificação inicial, que recorreu e está a ser apreciado, quando chegou ao final da etapa, em Nazca, soltou o verbo: “Hoje provei que os Mini são para meninas, e deixei-os a mais de vinte minutos.”, começou por dizer explicitamente para quisesse ouvir.

Depois justificou: “O meu carro é o mesmo do ano passado e o sistema que eu tive no ano transato é o mesmo que foi aprovado pelos Comissários Técnicos. Não há qualquer entrada de ar adicional e pelos vistos mudaram de ideias! Estou completamente lixado com o Stéphane e com o Nani que questionaram a minha honestidade, dizendo que eu sou um trapaceiro. Mas hoje dei-lhes um pontapé no c*.“, referiu Robby Gordon. 

Quanto aos pilotos nacionais, o piloto do Mini X-Raid, Ricardo Leal dos Santos ficou na 9ªposição. “Os carros que abriam a pista e onde nós estamos incluídos, foram desta vez traídos pelo facto de as motos terem optado por um traçado entre dunas que não era nada favorável aos automóveis. Numa zona de dunas pouco espaçadas entre si, foi difícil progredir sem atascar ou cair em buracos. Se juntarmos a isso uma tempestade de areia que nos limitou a visibilidade, é obvio que o dia foi muito complicado“, referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Nazca.

Carlos Sousa ficou imediatamente a seguir, na 10ªposição, com o piloto da Great Wall a ter de abrandar o seu ritmo devido a problemas físicos sofridos pelo seu navegador, Jean-Pierre Garcin. “Começámos muito bem a etapa, mas depois tive que mesmo que levantar o pé porque o Jean-Pierre começou a sentir-se muito mal, queixando-se de fortes dores no pescoço e na cabeça, ainda devido às mazelas do choque de ontem na duna. Por momentos, cheguei a pensar que teríamos que desistir, mas lá conseguimos continuar, embora a um ritmo bem mais lento que na primeira parte da especial“, começou por contar Carlos Sousa à chegada ao acampamento de Nazca.

Sem notas, acabei por errar um cruzamento e fazer mais 7 km para a frente e para trás, o suficiente para chegar às dunas já depois dos primeiros camiões e quando a areia já estava muito destruída. Enfim, mais um dia para esquecer e que só acabará agora no hospital, onde o Jean-Pierre vai ser examinado pelos médicos para saber se poderá continuar em prova“, concluiu o piloto da Great Wall.

Nas motos, continua o deuelo “Després versus Coma“, imune ao mau tempo. O espanhol venceu hoje e voltou ao comando da prova, agora a um minuto e 35 segundos a Cyril Després, numa classificativa onde ele foi sempre um dos mais rápidos, conseguindo um ritmo elevando. No final da etapa, que ganhou, deixou o francês a três minutos e 57 segundos e recuperou a liderança. Outro espanhol, Joan Barreda Port, aos comandos da sua Husqvarna, ficou no segundo lugar, a dois minutos e 43 segundos de Marc Coma, enquanto Jordi Villadoms, na sua KTM, foi o terceiro melhor, a três minutos e dez segundos. 
Cyril Despres foi o quarto melhor de hoje, ficando à frente de Paulo Gonçalves, que perdeu cinco minutos e 25 segundos aos comandos da sua Husqvarna, mas continua a tentar recuperar posições após a sua penalização de seis horas que arruinou a sua corrida. Ruben Faria, no seu KTM, foi o sexto no dia de hoje, perdendo sete minutos e 25 segundos, mas também recupera em relação ao dia de ontem. Hélder Rodrigues, na sua Yamaha, foi o sétimo melhor hoje, perdendo sete minutos e 31 segundos para o vencedor. Ainda assim, o seu lugar no pódio permanece seguro, já que Villadoms está a mais de 25 minutos de Rodrigues, ao passo que o português está já a uma hora, 13 minutos e 49 segundos do líder da prova.
Amanhã, motos, carros e camiões farãso a etapa entre Nazca e Pisco, no total de 375 quilómetros, 275 dos quais em especial cronometrada. E o Dakar está a chegar ao fim, com nada ainda decidido.

Dakar 2012 – Dia 10

A 11ª etapa do Rali Dakar, que colocou máquinas e pilotos no Peru, na etapa que ligou Arica, a localidade mais a norte do Chile, a Arequipa, já em terras peruanas. 
E esta foi uma etapa onde Stéphane Peterhansel demonstrou que está cada vez mais perto de vencer o Dakar 2012, já que hoje venceu a 11ª etapa, três minutos e 44 segundos na frente de seu companheiro de equipa, Nani Roma, segundo na tirada e na geral, agora a 22 minutos e 49 segundos do piloto francês Aliás, esta foi um 1-2-3 da Mini, já que Ricardo Leal dos Santos foi o terceiro classificado, a oito minutos e 56 segundos de Peterhansel. 
No final da etapa, o piloto francês explicou como foi o seu dia: “Não andámos nos nossos limites mas também não tivemos quaisquer problemas técnicos ou de navegação. Foi uma boa especial mas não muito divertida por causa do’fesh-fesh’. Não tínhamos muita visibilidade devido ao vento que trazia muito lixo. Neste momento tenho cerca de 20 minutos de vantagem para o Nani, mas temos duas etapas longas e difíceis pela frente. Vamos ver o que acontece. De todas as vezes que venci o Dakar nos carros sempre tive um companheiro de equipa a pressionar-me“, referiu. 
Nani Roma deu o seu melhor numa etapa que considerou bastante dura: “Foi uma especial muito exigente mas que acabou por correr bem com um ou outro pequeno percalço. Estou na segunda posição e vou dar o meu melhor nas etapas que restam. Tudo pode acontecer numa prova deste género“, declarou. 
Ricardo Leal dos Santos, como já foi dito, foi terceiro na frente do Toyota de Giniel de Villiers, que poderá ascender ao lugar mais baixo do pódio provisório. Este resultado tinha-o deixado bastante feliz, pois assim colocava-o do “top ten” :”Foi das etapas mais difíceis que fiz em Dakars mas também das mais espectaculares. Passámos por um sem número de peripécias mas no final correu tudo bem. Estou muito contente pelo resultado mas sobretudo por já estar no “top ten”. Vamos ver se conseguimos subir ainda mais posições nas etapas que faltam“, concluiu o piloto português. 
Quem também não teve um dia bom é Carlos Sousa, que perdeu mais de hora e meia devido a uma aterragem mais violenta à saída de uma duna, que danificou a frente do seu Great Wall Haval. Por causa disso, teve de esperar pelo seu companheiro de equipa para que ele prestasse a devida assistência. No final da etapa, tinha baixado para o sétimo posto da geral, embora esteja a meros onze minutos do sexto lugar. 
Tínhamos percorrido já cerca de uma centena de quilómetros na primeira parte especial quando fomos surpreendidos por uma daquelas dunas cortadas tão típicas do deserto do Sahara. Como vínhamos depressa, já não conseguimos parar a tempo e aterrámos de forma algo violenta com a frente do carro. Encravados entre duas dunas e sem podermos recorrer aos macacos hidráulicos que terão ficados danificados com a força do embate, restou-nos esperar pelo carro do Zhou (Yong) que nos ajudou a retirar o carro daquele local… Perdemos muito tempo, mas pelo menos conseguimos continuar em prova e limitar prejuízos maiores em termos de classificação geral“, explicou à chegada a Arequipa. 
Nas motos, depois de ontem a diferença entre os dois primeiros ter caído para meros 21 segundos, Cyril Despres esteve hoje ligeiramente superior e venceu a tirada com um minuto e 39 segundos de vantagem sobre Gérard Farres Guell, também em KTM, ao passo que Marc Coma foi o terceiro, a dois minutos e um segundo. 
Na geral, Despres conseguiu assim voltar a esticar a sua vantagem, dispondo de dois minutos e 22 segundos de avanço sobre Marc Coma. Johnny Aubert foi o quarto mais veloz do dia, logo na frente de Joan Barreda
Quanto aos motards lusos, Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos positivo ao fazer o nono tempo, a sete minutos e 44 sergundos de Despres, embora tenha mantido o terceiro lugar na geral tanto mais que Jordi Villadoms, que é quarto na geral, apenas lhe ganhou cerca de dois minutos. Na geral, e se dúvidas existissem em relação à luta pelo triunfo, o português está agora a uma hora, oito minutos e 40 segundos. No final da especial o piloto português salientou que “perdi algum tempo na passagem pelo primeiro dos dois rios que havia para atravessar nesta etapa. Depois fiz uma gestão cautelosa do meu andamento, porque esta noite não vamos ter assistência e era importante poupar a moto e os pneus para o dia de manhã“. 
Quanto a Paulo Gonçalves, depois da sua penalização de seis horas – por ter recebido assistência exterior -, efetuou o 14º tempo, tendo necessitado de mais dezoito minutos e 35 segundos para cumprir a etapa de hoje. 
A 12ª etapa ligará amanhã Arequipa a Nasca, em terras peruanas, e terá uma extensão de 686 quilómetros, 246 contra o cronómetro.

Dakar 2012 – Dia 9

O Dakar de hoje pode ter chegado a um momento decisivo em termos de vitória, pois no último dia em que motos, carros e camiões competem em solo chileno, não só Nani Roma venceu a etapa, como o seu companheiro da Mini, Stephane Peterhansel consolidou a sua liderança. Para melhorar as coisas, os organizadores decidiram desclassificar o Hummer de Robby Gordon devido a irregularidades técnicas detetadas no seu motor. Contudo, o piloto americano apresentou recurso e até que saia o resultado, Gordon continua em prova, mas hoje teve uma paragem e desceu à terceira posição da geral.

Numa dura etapa típica de Dakar, o português Carlos Sousa subiu hoje à sexta posição da geral, embora tenha hoje perdido 43 minutos para Nani Roma, 15 dos quais devido a um erro de navegação. Mas esta foi uma etapa marcada pela paragem do polaco Krysztof Holowzcic, que a meio da etapa já tinha caído para a sétima posição não surgindo sequer na classificação até este momento. “É um resultado fantástico e que tudo faremos para segurar até final. Mas faltam ainda cinco dias e nesta altura da prova as mecânicas já se começam a ressentir e qualquer pequeno problema pode resultar num grande atraso“, avisou.

Ricardo Leal dos Santos, o outro português nos lugares da frente, foi hoje o melhor português em prova, ao obter o sexto tempo na etapa subindo ao 11º lugar (provisório) da geral. “Correu tudo bem até á zona das dunas. Aí, para evitar um motard, o nosso Mini ficou preso na areia. Quando utilizávamos o macaco hidráulico para sair dessa situação, ele rebentou e com isso os circuitos de óleo ficaram danificados. Conseguimos subir o macaco, mas tivemos de fazer 130 km sem direcção assistida, o que foi complicado nalgumas zonas“, referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Arica.

Nas motos, a luta entre Cyril Després e Marc Coma está verdadeiramente ao rubro neste Dakar, com o piloto espanhol a ganhar hoje mais dois minutos e 17 segundos ao seu rival e a reduzir a vantagem do francês para escassos… 21 segundos! Após dez etapas num rally-raid tão duro como o Dakar, é obra! 

O dia de hoje fica marcado pela primeira vitória do jovem espanhol Joan Barreda Bort, que confirmou o seu potencial aos comandos da Husqvarna oficial, tendo deixado Coma a um minuto e 32 segudos, e Despres a três minutos e 39 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, esteve novamente em bom plano, terminando com o quarto registo do dia, a quatro minutos e 41 segundos de Barreda. No final da especial o piloto português salientou que “fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim mas depois atrasou-se. Ontem mudámos o motor mas tudo correu bem e estamos firmes no terceiro lugar. Amanhã vai ser um dia complicado já que será a primeira parte duma etapa maratona, o que nos vai impedir de ter assistência. Serei por isso eu a fazer a revisão à moto no final da etapa“. 

Contudo, é provável que Hélder Rodrigues também opte por mudar o motor da sua Yamaha, o que poderá acrescentar 15 minutos ao seu tempo no final do dia (e foi por causa dessas penalizações que venceu a etapa de ontem). Isto não trará grandes alterações à prova do piloto português, que manterá o terceiro lugar da geral com uma vantagem confortável sobre o quarto, o espanhol Jordi Viladoms
Quem se atrasou bastante foi Paulo Gonçalves, que hoje perdeu mais de 19 minutos para o vencedor, sendo provável que mantenha o sétimo lugar da geral para o qual se viu relegado após ter ontem trocado o motor. 
Amanhã, a 11ª etapa do Dakar sai do Chile e entra no Peru, levando os concorrentes de Arica até Arequipa, num percurso total de 598 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 478 quilómetros em pistas inéditas neste rali.

Dakar 2012 – Dia 7

A oitava etapa do Rali Dakar, que se realizou hoje entre as localidades chilenas de Copiapó e Antofagasta,

Nani Roma, no seu Mini, venceu a oitava etapa do Dakar, num dia em que se acentuou o equilíbrio na prova, já que os três pilotos classificados na geral atrás do líder, Stéphane Peterhansel, noutro Mini, lhe ganharam tempo. Assim, com o segundo lugar na etapa, Robby Gordon, em Hummer, recuperou cinco minutos e meio ao piloto francês da X-Raid, aproximando-se, e está agora apenas a sete minutos e 36 segundos na classificação geral.
O polaco Krzysztof Holowczyc, também no seu Mini, foi terceiro na etapa e dista agora meros sete minutos e 48 segundos de Peterhansel, o mesmo sucedendo com o vencedor da etapa, Nani Roma, também em Mini, que recuperou cinco minutos e 38 segundos a Peterhansel, o grande “derrotado” do dia, ainda que mantenha uma boa margem na liderança duma prova em que já se percebeu que as grandes diferenças entre os homens da frente é “coisa” do passado. A seis dias da caravana chegar à meta em Lima, a capital do Peru, neste momento existem quatro pilotos a lutar pela vitória, e todos “cabem” em apenas… doze minutos e meio. Nem parece uma prova de Endurance…
O qatari Nasser Al-Attiyah foi quinto nesta etapa, um bom desempenho se tivermos em conta os seus problemas que teve no início da tirada, onde teve de parar para prender um pneu sobressalente que se soltou. Na geral, o piloto do Qatar é sexto classificado, menos de oito minutos atrás do quinto, o sul-africano Giniel de Villiers, que por sua vez está a 37 minutos e 45 segundos do líder Peterhansel.

Entre as cores portuguesas, foi mais um dia positivo para Carlos Sousa, que foi sétimo na etapa, ganhando tempo ao Mini do russo Leonid Novitskiy, enquanto que Ricardo Leal dos Santos foi nono na etapa, apesar de ter furado por duas vezes. “A etapa era pouco interessante, com zonas de mais de vinte quilómetros sempre a fundo. Fomos infelizes já que furámos por duas vezes. Na parte final da etapa havia uma zona com muita pedra e baixámos um pouco o andamento, para não correr o risco de voltar a furar. As ultrapassagens às motos também não foram fáceis“, referiu Ricardo Leal dos Santos. Contudo, apesar dos furos, ganhou um lugar na geral, sendo agora o 15º classificado.

Quanto a Carlos Sousa, no final do dia, começou por afirmar o seguinte: “Iniciámos o troço com algumas cautelas, procurando perceber se estava tudo bem com o carro após a revisão geral que a equipa realizou ontem, durante o dia de descanso. Embora continue a sentir algumas dificuldades, já que a traseira continua muito instável, fui aumentando sempre o ritmo, forçando um pouco o andamento nas partes mais rápidas e defendo-me um pouco nas zonas de pior piso, onde era muito fácil furar“, explicou o melhor português da geral à chegada a Antofagasta.
A seis dias da meta, o piloto da Great Wall revela que “é difícil prever o que ainda nos poderá reservar este Dakar em termos de classificação final, até porque há alguma apreensão em relação às duas primeiras etapas no Peru. Em condições normais, será difícil subir mais na geral, mas o resultado de hoje foi particularmente motivador, dando-nos alguma esperança em poder ainda colocar o Novitskiy sob alguma pressão“, concluiu.

Nas motos, o dia não correu nada bem a Cyril Després, já que o francês perdeu mais de 14 minutos ao quilómetro onze ao ficar preso num lamaçal, cedendo depois mais alguns minutos durante a tirada, ganha pelo seu maior rival, Marc ComaHelder Rodrigues foi terceiro na etapa e manteve a mesma posição na classificação geral, ainda que se mantenha a mais de cinquenta minutos do líder, que agora pertence a Coma. Rúben Faria foi um dos heróis do dia, ao ser segundo na etapa, o que lhe permitiu ascender da 15ª à 13ª posição da geral, enquanto que no polo oposto esteve Paulo Gonçalves, que foi apenas 16º, pois csaiu no mesmo atasco que Després e o norueguês Ullevalseter, caindo dessa forma para o quinto posto da classificação geral.

O Dakar prossegue amanha entre Antofagasta e Iquique, ainda no Chile, com 556 dos 565 quil]ometros da etapa a ser corrida em especial.

Dakar 2012 – Dia 6

Depois de um dia de neutralização devido às más condições do tempo nos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile, o Dakar prosseguiu hoje com uma classificativa que começava e acabava na cidade de Copiapó, famosa nas bocas do mundo por ter sido o local onde em 2009, 33 mineiros chilenos foram resgatados com vida depois de estarem enterrados durante 69 dias.
A classificativa foi particularmente dura para os automóveis, dos quais poucos chegaram ao fim no tempo limite imposto pela organização. E os Hummer, que são capazes do melhor e do pior, levaram desta vez a melhor, com o qatari Nasser Al-Attiyah a ser o mais veloz, batendo o seu companheiro de equipa, Robby Gordon, por sete minutos e meio. Stephane Peterhansel foi o terceiro classificado, a sete minutos e 53 segundos de Al-Attiyah, mas conseguiu ampliar a sua vantagem em sete minutos sobre o polaco Kryzstof Holowczyk, que o foi o quarto classificado nesta tirada.
Nani Roma foi o quinto no seu Mini, seguido do Toyota de Giniel de Villiers e de Ricardo Leal dos Santos, fazendo uma boa etapa e recuperando mais algumas posições na geral. Carlos Sousa, no seu Great Wall, ficou em nono na etapa a quase 40 minutos do vencedor e perdeu o sétimo posto a favor de Al-Attiyah, mas conseguiu manter o andamento, apesar dos problemas de refrigeração do motor so seu carro, que o obrigaram a parar por duas vezes na etapa.
A primeira parte da etapa era bastante rápida e tentámos dar o máximo para não descolar dos pilotos da frente. Na ligação/neutralização tivemos de dar os nossos pneus ao [Krzysztof] Holowczyc, que tinha furado e a partir daí viemos com cuidados redobrados. Nas dunas, onde nos sentimos bastante à vontade, conseguimos ganhar alguma vantagem para os nossos adversários diretos e ultrapassámos mesmo o MINI do Novitskiy“, referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo.
Já no lado de Carlos Sousa, o semblante é de resignação face aos problemas de refrigeração que o carro já começa a mostrar. “Face às características desta etapa e à incrível velocidade de ponta dos Hummer, já sabia que ia ser muito difícil segurar hoje o Nasser. De qualquer forma, também não tive um dia isento de percalços, já que além de um furo lento na primeira parte da especial, voltamos a ter que diminuir drasticamente o ritmo nos 70 quilómetros finais, porque o carro voltou a aquecer demasiado, chegando mesmo a ultrapassar os 117 graus“, lamentou o piloto do carro chinês à chegada a Copiapó.
Nas motos, Marc Coma voltou a mostrar a sua grande competitividade ao vencer a tirada de hoje em redor de Copiapo, numa etapa renhida em termos de tempo, com as diferenças entre os primeiros a cifrarem-se, muitas vezes, em margens abaixo dos cinco minutos. Assim, Coma bateu o KTM de Cyril Despres por dois minutos e três segundos, embora o piloto francês ainda tenha uma vantagem de sete minutos e 48 segundos sobre Coma na classificação geral.
Um dos motards que andou bastante bem hoje foi o português Paulo Gonçalves, que levou a sua Husqvarna ao terceiro tempo do dia, ficando a apenas dois minutos e 49 segundos do piloto espanhol. Mais importante para o motard da Husqvarna será o facto de ter conseguido subir à quarta posição da geral, logo atrás de Helder Rodrigues. Isto porque o piloto da casa, Francisco “Chaleco” Lopez perdeu mais de meia hora na tirada de hoje e viu não só Hélder Rodrigues ficar mais isolado na terceira posição como Paulo Gonçalves passar para a sua frente, no quarto lugar.
No final, explicou o que foi o seu dia: “Foi uma etapa muito difícil com areia e grandes dunas! O meu resultado é bastante importante para fechar a primeira parte do rali. O objetivo é atacar a segunda metade do rali com a mesma determinação e prudência“.
Em relação a Hélder Rodrigues, que também esteve em boa forma com a sua Yamaha, o piloto luso terminou a etapa no quarto lugar, a três minutos e 46 segundos. Com isso, está agora a 49 minutos e 39 segundos de Despres, no terceiro posto. Ruben Faria, companheiro de equipa de Cyril Despres, terminou com o oitavo tempo, a oito minutos e 48 segundos do vencedor, e ocupando agora o 15º posto da geral.
Amanhã, máquinas e  pilotos gozarão um dia de descanso na localidade de Copiapó.