Noticias: Sergio Perez é piloto da Force India

A Force India confirmou esta tarde que o mexicano Sergio Perez vai ser piloto da Force India para a temporada de 2014, um ano depois de uma temporada decepcionante na McLaren-Mercedes. Irá correr ao lado do alemão Nico Hulkenberg, num vinculo que a fábrica afirma que será por “várias temporadas”. “É ótimo anunciar a Force India como minha nova equipa“, começou por celebrar o piloto mexicano de 23 anos. 
Estar aqui sempre foi minha primeira escolha e eu realmente estou feliz por estar confirmando isso agora. Quero dizer um obrigado a Vijay e à marca por esta oportunidade. É uma equipa nova, mas com muita determinação, e eles fizeram carros competitivos nos últimos anos. Tudo muda para a próxima temporada com o novo regulamento, mas já tenho uma boa sensação sobre 2014. Meu plano, agora, é visitar a fábrica e conhecer a cada um dos engenheiros“, concluiu.
Nascido a 26 de janeiro de 1990, em Guadalajara, Perez chegou à Formula 1 em 2011 na Sauber, onde após uma temporada de adaptação, fez um 2012 em grande, conseguindo três pódios, suficientes para atrair a atenção da McLaren, que o contratou para a temporada de 2013. Contudo, as expectativas transformaram-se em frustrações, quando a equipa fez uma das suas piores temporadas da sua história, não conseguindo ir ao pódio uma unica vez, e Perez conseguiu apenas 49 pontos e uma volta mais rápida. Assim sendo, foi dispensado após apenas uma temporada, sendo substituído pelo dinamarquês Kevin Magnussen.

Noticias: McLaren e Force India não vão ao Bahrein, Sauber têm chassis de 2014 pronto

O anuncio feito esta segunda feira pela FIA de que seis equipas iriam participar no teste de pneus no Bahrein foi reduzido para quatro, quando force India e McLaren anunciaram que afinal, não irão estar presentes na semana que vêm para os ensaios dos pneus referentes a 2014, alegando não ter tempo suficiente para preparar os seus carros. “Dado o curto espaço de tempo desde o anúncio do teste e os prazos envolvidos, a equipa não irá participar”, declarou um porta-voz da equipa à Sky Sports britânica.
Já no mesmo diapasão afirmou um representante da McLaren.“Não testaremos no Bahrain na próxima semana. Nós participámos num teste de pneus da Pirelli no último mês. O nosso foco agora é o desenvolvimento do monolugar de 2014”.
Entretanto, a Sauber anunciou que o seu chassis de 2014 já passou com sucesso no crash-test” obrigatório da FIA, menos de um mês após o final da temporada de 2013. “O chassis C33 passou em todos os testes estáticos e dinâmicos da FIA e foi oficialmente homologado”, anunciou a equipa de Hinwill em comunicado oficial. “O teste de colisão traseira, que não faz parte da homologação do chassis, será feito numa data separada no futuro, como é de costume”, concluiu.
A absoluta rapidez que o chassis – que será batizado de C33 – foi aprovado nos testes dinâmicos e estáticos causou algum espanto, mas dado o facto de os primeiros testes de 2014 estarem marcados para o dia 28 de janeiro, não causa espanto. Interessante é saber que a marca suiça ainda não anunciou a sua dupla de pilotos para 2014, embora se falem em muitos nomes para os dois lugares, e o nome inicialmente anunciado, o jovem russo Serguei Sirotkin, está desde há muito colocado em dúvida.

Noticias: Force India anuncia Hulkenberg para 2014

A Force India vai ter Nico Hulkenberg de volta para a temporada de 2014. A marca detida por Vijay Mallya anunciou esta tarde que o piloto alemão será seu piloto na próxima temporada, substituindo um dos dois pilotos que correram em 2013: Adrian Sutil ou Paul di Resta. Para Hulkenberg, será um regresso, depois de ter corrido com eles em 2012, e de ter sido terceiro piloto da marca em 2011. Aparentemente, o acordo será válido por “várias temporadas”.

Um acordo que deixa o alemão de 26 anos satisfeito: “Estou feliz por estar de volta à Sahara Force India,” começou por dizer Hulkenberg. “A equipa tem objetivos ambiciosos para a proxima temporada e acredito que a experiência que consegui ao longo dos anos irá ajudar a marca a alcançar os seus objetivos. Acredito genuinamente que teremos um conjunto competitivo em 2014. Ouvi coisas positivas acerca do motor Mercedes, portanto existem razões para estarmos ansiosos para o ano que vêm. Conheço esta equipa e vejo grande determinação nos seus olhos. Partilhamos a mesma fome de sucesso“, concluiu.
Quando aos pilotos que poderão estar de saída, Adrian Sutil é um nome cotado para correr na Sauber, enquanto que o escocês Di Resta é referido como uma hipótese para substituir o seu primo Dario Franchitti, que decidiu terminar a sua carreira na Chip Ganassi após um forte acidente em Houston.

Rumor do Dia: Nico Hulkenberg pode ter assinado pela Force India

O alemão Nico Hulkenberg fartou-se de esperar por uma Lotus “à espera de Godot” e decidiu assinar pela Force India na temporada de 2014. Quem o afirma é o jornalista suiço Roger Benoit, do jornal “Blick”. Segundo ele, o acordo é simples: a marca paga aquilo que lhe deve na temporada de 2012 e ainda lhe oferece uma proposta relativamente baixa de 1,9 milhões de euros para a temporada de 2014.
Para além disso, Hulkenberg também já mostrou pouco crente no acordo com a Quantum, pois “está a arrastar-se há tanto tempo que está a perder a credibilidade”, afirmou. E Eric Boullier também admite que o negócio da Quantum já não será possivel e irá ter o venezuelano Pastor Maldonado nas suas fileiras, ao lado de Romain Grosjean.
Assim sendo, o alemão de 26 anos decidiu regressar a uma casa onde esteve por duas temporadas, em 2011 como terceiro piloto, e em 2012 como titular, onde conseguiu 63 pontos e uma volta mais rápida, em Singapura.

O acordo Lotus-Quantum e o mercado de pilotos

A noticia deste fim de semana em Abu Dhabi poderá ser o acordo entre a Lotus e a Quantum, o fundo de investimento árabe. Era algo anunciado há algum tempo, mas com os avanços e recuos que aconteceram ao longo dos meses, aparentemente a equipa de Enstone ficou tentada com os dinheiros provenientes da Venezuela e chegou a assinar um pré-contrato com Pastor Maldonado, como contou há uns dias. 
Contudo, com o anuncio deste acordo neste domingo, a hipótese de terem Nico Hulkenberg ganhou subitamente muita força, especialmente depois de Mansoor Ijaz ter dito na revista britânica ‘Autosport’, que “desejo uma transição suave entre Kimi Raikkonen e o próximo piloto, que acredito que seja Nico Hulkenberg”. O americano de origem árabe revelou que “o contrato foi preparado e está pronto a seguir. Sei que o Nico está entusiasmado e penso que dentro em breve tudo estará finalizado”.
A ser verdade, o contrato entre a Genii Capital e a Quantum implica a aquisição de 35 por cento da capital da equipa de Enstone, e espera-se que o dinheiro injectado sirva para pagar as várias dívidas que a firma acumulou ao longo dos anos, especialmente os salários que deve a Kimi Raikkonen. Aliás, fala-se que Genii e Kimi Raikkonen chegaram a um acordo em que o finlandês correrá nas duas provas finais do campeonato, desde que se regularize a sua situação salarial nas próximas duas semanas, antes da corrida de Austin.
E caso o dinheiro da Quantum seja manifestamente superior ao que a PDVSA oferece, então o pré-contrato que Maldonado assinou com a equipa será invalidado, como contou há alguns dias o Américo Teixeira Jr. no seu Diário Motorsport.
Caso as coisas aconteçam dessa forma, o anuncio do alemão na Lotus poderá acontecer nos próximos dias. E no caso de Maldonado, o venezuelano já está dado como fora da Williams e tentará encontrar abrigo em das equipas: Sauber e Force India. No primeiro caso, há rumores persistentes de atraso nos pagamentos dos investidores russos na equipa suiça e que a hipótese do jovem piloto Seguei Sirotkin não correr em 2014 começa a ser real. Fala-se de outro russo, Vitaly Petrov, mas os 40 a 50 milhões de dólares que Maldonado têm na carteira poderão ser algo bem tentador para as equipas do meio do pelotão.
No caso da Force India, Vijay Mallya está disposto a manter a dupla para 2014, e parece que têm as contas controladas, apesar dos problemas que passou no seu país depois da saga da Kingfisher Air. Em principio, parece que Adrian Sutil está “de pedra e cal”, com os holofotes a incidirem sobre Paul Di Resta, que pode estar com a situação algo complicada dentro da equipa. Pastor Maldonado, mais os motores Mercedes e a possivel entrada de dinheiro sem ser vinda das empresas de Mallya e da Sahara, o outro sócio, seria bem vinda…
Veremos as cenas dos próximos capitulos. 

O acordo Lotus-Quantum e o mercado de pilotos

A noticia deste fim de semana em Abu Dhabi poderá ser o acordo entre a Lotus e a Quantum, o fundo de investimento árabe. Era algo anunciado há algum tempo, mas com os avanços e recuos que aconteceram ao longo dos meses, aparentemente a equipa de Enstone ficou tentada com os dinheiros provenientes da Venezuela e chegou a assinar um pré-contrato com Pastor Maldonado, como contou há uns dias. 
Contudo, com o anuncio deste acordo neste domingo, a hipótese de terem Nico Hulkenberg ganhou subitamente muita força, especialmente depois de Mansoor Ijaz ter dito na revista britânica ‘Autosport’, que “desejo uma transição suave entre Kimi Raikkonen e o próximo piloto, que acredito que seja Nico Hulkenberg”. O americano de origem árabe revelou que “o contrato foi preparado e está pronto a seguir. Sei que o Nico está entusiasmado e penso que dentro em breve tudo estará finalizado”.
A ser verdade, o contrato entre a Genii Capital e a Quantum implica a aquisição de 35 por cento da capital da equipa de Enstone, e espera-se que o dinheiro injectado sirva para pagar as várias dívidas que a firma acumulou ao longo dos anos, especialmente os salários que deve a Kimi Raikkonen. Aliás, fala-se que Genii e Kimi Raikkonen chegaram a um acordo em que o finlandês correrá nas duas provas finais do campeonato, desde que se regularize a sua situação salarial nas próximas duas semanas, antes da corrida de Austin.
E caso o dinheiro da Quantum seja manifestamente superior ao que a PDVSA oferece, então o pré-contrato que Maldonado assinou com a equipa será invalidado, como contou há alguns dias o Américo Teixeira Jr. no seu Diário Motorsport.
Caso as coisas aconteçam dessa forma, o anuncio do alemão na Lotus poderá acontecer nos próximos dias. E no caso de Maldonado, o venezuelano já está dado como fora da Williams e tentará encontrar abrigo em das equipas: Sauber e Force India. No primeiro caso, há rumores persistentes de atraso nos pagamentos dos investidores russos na equipa suiça e que a hipótese do jovem piloto Seguei Sirotkin não correr em 2014 começa a ser real. Fala-se de outro russo, Vitaly Petrov, mas os 40 a 50 milhões de dólares que Maldonado têm na carteira poderão ser algo bem tentador para as equipas do meio do pelotão.
No caso da Force India, Vijay Mallya está disposto a manter a dupla para 2014, e parece que têm as contas controladas, apesar dos problemas que passou no seu país depois da saga da Kingfisher Air. Em principio, parece que Adrian Sutil está “de pedra e cal”, com os holofotes a incidirem sobre Paul Di Resta, que pode estar com a situação algo complicada dentro da equipa. Pastor Maldonado, mais os motores Mercedes e a possivel entrada de dinheiro sem ser vinda das empresas de Mallya e da Sahara, o outro sócio, seria bem vinda…
Veremos as cenas dos próximos capitulos. 

Formula 1 2013 – Ronda 11, Belgica (Qualificação)

Spa-Francochamps está localizado na floresta das Ardenas, no leste da Belgica. O seu microclima ajuda muito a que o tempo ande frequentemente a mudar, entre o agradável e a chuva intensa, que pode acontecer numa questão de minutos, baralhando as contas de toda a gente, quer às estratégias dos pilotos, quer aos planos das equipas. E claro, os grandes beneficiários são os espectadores, que graças a essa imprevisibilidade, ficam mais tempo sentados nos sofás e nas cadeiras de casa, observando tudo pela televisão. 

Sabia-se de antemão que o fim de semana belga iria ser instável, pelo menos na qualificação. E o dia amanheceu com isso: céu nublado e chuva na pista. A pista estava húmida, o que levou os pilotos a colocarem intermédios, ou a serem cautelosos com os pneus “slicks”, tentando arriscar o mais que podiam. E esse risco compensou para alguns, com outros prejudicados. Giedo van der Garde e os Marussia de Max Chilton e Jules Bianchi foram os mais bem sucedidos, ao colocar os seus carros na Q2 pela primeira vez nesta temporada. Mas amis surpreendente era ver o holandês no terceiro posto da tabela de tempos! Apenas atrás do Ferrari de Fernando Alonso e do Mercedes de Lewis Hamilton!

Em claro contraste, o Sauber de Esteban Gutierrez, os Williams de Pastor Maldonado e Valtteri Bottas, bem como os Toro Rosso de Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo ficaram com os seus lugares, eliminados demasiado cedo desta qualificação. Era Spa-Francochamps a fazer das suas…

A Q2 deu alguma “normalidade” ao assunto. A pista começou a secar um pouco mais e os melhores marcaram os seus tempos. Kimi Raikkonen fora o melhor nesta parte da sessão, na frente de Fernando Alonso e Nico Rosberg, mas os que ficaram de fora eram os que todos esperavam: os Marussia e o Caterham de Van der Garde, o McLaren de Sergio Perez e o Sauber de Nico Hulkenberg, que ficou com a “fava” de ficar com o 11º posto da grelha de partida. Adrian Sutil também se ficou pela Q2, em claro contraste com a passagem do seu companheiro Paul di Resta para a Q3.   

E foi nessa parte final da qualificação que as coisas começaram a alterar-se. Começou com um pouco mais de chuva para molhar a pista e para aumentar a imprevisibilidade do resultado. Logo, os pilotos, que começaram a abordar esta parte da qualificação com secos, mudaram para intermédios, mas o primeiro a fazer foi a Force India, que colocou Paul di Resta na pista para marcar tempo. Ele teve a pole-position por muito tempo, e o “timing” foi de tão bom, que durante muito tempo, os seus adversários marcavam tempos dois segundos mais lentos do que ele.

Parecia que as coisas iriam ficar por ali, mas o circuito belga e as Ardenas são um lugar imprevisivel, com um tempo imprevisivel. Este secou mais um pouco, o suficiente para fazer funcionar os intermédios, e algumas equipas decidiram tomar a decisão de recolher os seus carros… na pior altura possivel. Paul di Resta, confiante que o primeiro lugar seria seu, e a Ferrari, porque achavam que não iriam conseguir nada dali.

E bastaram dois minutos para mudar tudo: primeiro Rosberg, depois os Red Bull de Mark Webber e Sebastian Vettel, e por fim, o Mercedes de Hamilton, todos aproveitaram a oportunidade concedida para melhorar os seus tempos, E a melhoria foi da ordem do segundo e meio, com Hamilton a ser o “poleman”… pela quarta vez consecutiva. E pela terceira vez consecutiva, também, terá Sebastian Vettel a seu lado na grelha, com a segunda fila a ser outra parelha Red Bull/Mercedes. Paul di Resta era o quinto, mas a quinta fila da grelha era das Ferrari.

Mas apesar do resultado previsível, num tempo imprevisível, falta domingo, o dia da corrida. E como se espera também um tempo imprevisível para amanhã, há o potencial de que tudo pode acontecer…

Última Hora: Force India de Di Resta está abaixo do peso e é penalizado

O excelente quinto lugar que Paul di Resta conquistou na qualificação do GP da Grã-Bretanha tinha afinal um detalhe incómodo: o seu carro estava 1,5 quilos abaixo do peso mínimo, logo, os comissários de pista decidiram desclassificá-lo, anulando os seus tempos e o obrigando a arrancar do último lugar para a corrida de amanhã.
O que é pena, especialmente depois do piloto escocês ter celebrado este resultado, após enfrentar alguns problemas mecânicos durante o terceiro treino livre. “Estou na Lua com o resultado da classificação e acho que toda a equipe pode ficar satisfeita com o quinto lugar na grelha. O treino livre da manhã foi bem difícil, então foi muito bom me recuperar e terminar atrás apenas das duas Mercedes e das duas Red Bull”, declarara horas antes, no final da qualificação.
Esta pista exige de bastante concentração, e você precisa ir construindo a velocidade, mas eu acho que conseguimos salvar nosso melhor para o final, que é quando importa”, acrescentou.

Formula 1 2013 – Ronda 8, Grã-Bretanha (Qualificação)

E parece que os estrelados são cada vez mais uma opção a ter em conta, pelo menos na qualificação. Lewis Hamilton foi o melhor, conseguindo a pole-position “em casa” numa Silverstone cheia para ver máquinas e pilotos no seu melhor. E num monopólio, Nico Rosberg, o aniversariante da semana, ficou com o segundo lugar, colocando os Red Bull na segunda fila, com Sebastian Vettel na frente de Mark Webber, que está agora em periodo de “pré-reforma”, agora que já disse que será piloto da Porsche em 2014.
Com a Q1 a pertencer aos pilotos do costume, era interessante saber quem ficaria com aquele lugar indesejado para os pilotos do meio do pelotão. E este calhou a Valtteri Bottas, três semanas depois de ter brilhado no Canadá, à chuva. E com o tempo seco de hoje, e no fim de semana do 600º Grande Prémio por parte da Williams, este terá sido com certeza mais uma dos pontos baixos que esta equipa histórica têm vivido nos seus últimos tempos. Não muito melhor ficou Pastor Maldonado, que apesar de ter passado na Q2, ficou… um lugar na frente de Bottas.
Nessa Q2, foi a vez dos McLaren ficar de fora, especialmente Jenson Button, que ficou no pior dos lugares, a 11ª posição, demonstrando que a equipa de Woking está no seu inferno astral. Pelo menos, em termos desta temporada. E provavelmente a hipótese de vitória em 2013 será algo altamente improvável, não é? E claro, Felipe Massa também ficou no caminho, ainda por cima quando pelo terceiro fim de semana consecutivo, danifica o seu carro numa sessão de treinos. Os mecânicos da Scuderia devem adorá-lo neste momento…
Mas em alto contraste, o facto dos Force India de Adrian Sutil e Paul di Resta terem conseguido entrar na Q3, e ainda por cima, com o escocês a ficar com o quinto posto, imediatamente atrás de Mercedes e Red Bull, poderá significar que o pessoal quer brilhar nesse fim de semana, provavelmente um inedito pódio nesta temporada. E entre eles, o Toro Rosso de (desta vez) Daniel Ricciardo, que parece mostrar que aquele carro esta cada vez mais melhor, e quem sabe, para ele e Jean-Eric Vergne mostrarem a Helmut Marko e Christian Horner que merecem uma chance para o lugar deixado vago por Mark Webber.
Veremos como vai ser amanhã, na corrida. Espero que seja agradável de se ver.

As polémicas dos pneus Pirelli e as ameaças ao futuro

A história dos pneus feitos pela Pirelli nesta temporada está para lavar e durar. Desde o inicio da pré-temporada que se sabia que estes pneus estavam feitos para se degradarem em poucas voltas, de forma a que alguns pilotos expressaram a sua preocupação no sentido de que em algumas corridas, poderiam ter seis ou mais paragens na corrida… em condições normais.

Em média, as coisas ficam-se pelas quatro paragens, especialmente quando são obrigados a andarem com, pelo menos, dois compósitos. E se os espectadores gostam do “espectáculo”, as equipas reclamam disso – especialmente a Red Bull – com a marca italiana a dizer, após o GP de Espanha, em Barcelona, que iria mudar a composição dos pneus após o GP do Canadá, mas apenas em nome da segurança, que é isso que a FIA autoriza.

Isto porque durante a corrida espanhola, alguns pilotos tiveram graves problemas com os pneus traseiros, especialmente o francês Jean-Eric Vergne, que viu o seu pneu traseiro rebentar “em grande estilo”, obrigando-o a abandonar. No final da corrida, a Pirelli reconheceu o problema, que segundo eles, deve-se ao aço existente na área, que os faz sobreaquecer prematuramente.

A Pirelli quer agora que as equipas troquem pelo kevlar que usavam em 2012, que assim, o sobreaquecimento dos pneus fica, de certa forma, resolvido. Algumas equipas gostaram da ideia, mas parece que poderá não avançar. Isto porque a Force India decidiu que irá vetar qualquer tentativa de alteração. “Construímos o nosso carro baseado nas especificações dos pneus dadas pela Pirelli em Setembro de 2012. Trocar o aço com kevlar, altera a dinâmica do pneu, o que pode ser bom para algumas equipas, mas não para nós. Não vemos porque a Pirelli deva intervir porque há equipas que estão a ter problemas. Eles devem é alterar os carros. Os pneus são seguros, ponto final!” afirmou o diretor desportivo da marca, Otmar Szafnauer.

Apesar das ameaças, Paul Hembery, diretor da Pirelli, é mais otimista em relação às modificações para este ano, afirmando que um acordo está para breve: “Estamos muito perto de um acordo com as equipas – que é realmente importante – acerca das mudanças que queremos fazer aos pneus traseiros“, começou por dizer. “Queremos livrar da delaminação que encontramos e que está a causar todos estes cortes nos pneus, induzidos pelo desgaste, que criou um ponto fraco e está a fazer com que os pneus sobreaqueçam. Temos feito simulações e testes, e encontramos uma solução que resolverá de vez este problema“, concluiu.

Contudo, uma nuvem negra paira no horizonte. Em 2014, como se sabe, tudo muda em termos de regulamento. Paul Hembery já disse que as equipas têm de chegar a um acordo até setembro, pois caso contrário, não continuam na próxima temporada: “Aparentemente, a 1 de setembro, temos de informar [as equipas] tudo que eles precisam saber sobre os pneus da próxima temporada, mas agora estamos no meio de maio. Vocês podem imaginar o quão ridículo isso é quando não temos os contratos no lugar. Talvez não estejamos aqui…”, começou por afirmar.

Este desporto tem que tomar uma decisão rapidamente, pois, além de termos recursos fixos envolvendo a Formula 1, há também um trabalho técnico. Não é só apenas uma questão de colocar um pneu mais duro que os pneus deste ano, [as alterações] são tão dramáticas que vamos precisar refazer a engenharia do pneu. Isso leva tempo, então, se demorar demasiado tempo, o nosso trabalho se tornará impossível,” continuou.

Como podem ver, estas coisas não se resolverão rapidamente. E prometem piorar.