The End: John Button (1943-2014)

John Button, antigo piloto de “rallycross” e pai de Jenson Button, morreu ontem aos 70 anos, vitima de um ataque cardíaco na sua casa do sul de França.

Apesar de ser o pai de Jenson – que recebeu o nome em homenagem a Erling Jensen, seu amigo dos tempos de rallycross – Button sénior foi um excelente piloto no seu tempo. Nascido a 27 de julho de 1943, em 1976, tornou-se vice-campeão britânico de rallycross, a bordo de um Volkswagen Carocha de cor laranja, que ficou na mente dos fãs e da imprensa, que o batizaram de “Colorado Beetle“. Tentou depois a sorte com um Volkswagen Golf de 1.9 litros, mas os resultados não foram melhores.
Pai de quatro filhos – Jenson era o mais velho – conseguiu transmitir a sua paixão para ele, desde os seus tempos do karting, quando em tenra idade construiu um, com um motor de 60cc, para ver se acalmava a sua hiperatividade. Para isso, acabou por abandonar a competição e preparou motores de karting para sustentar a carreira do seu filho. Segundo conta Joe Saward, um dos pilotos que Button Sénior chegou a preparar foi Lewis Hamilton. E compensou: aos 17 anos, Jenson venceu o campeonato europeu de karting, antes de passar para os monolugares.
E quando em 2000, com a tenra idade de 20 anos, ele chegou à Formula 1, passou a acompanhar todas as corridas do seu filho, excepto o GP do Brasil de 2001, quando ficou doente e não pôde ir a Interlagos. E ao longo da carreira do seu filho, era habitual, era uma presença carismática nas boxes das equipas onde o seu filho trabalhou. Há uma certa cena do seu “joie de vivre” que recordo em 2008, em Interlagos. Quando Button filho acabou a corrida na entrada das boxes, com o seu motor a arder, Button pai não se conteve: “Deixa o arder, meu filho!“. 
Mal sabia o destino que essa seria a última corrida da construtora japonesa e o inicio de uma temporada de sonho que o levaria um ano depois, precisamente no mesmo local, a ver o seu filho coroado campeão do mundo, a bordo de uma Brawn GP resultante das cinzas da mesma Honda que fugiu a sete pés da Formula 1, afetada pela crise mundial.

O seu filho Jenson escreveu em 2002 acerca do contributo do pai para a sua carreira: “Sem o meu pai, provavelmente nunca me tinha metido no automobilismo. Foi ele que me providenciou o meu primeiro kart, e foi ele que me levou à pista de Clay Pigeon, onde lhe tinha pedido para correr num lugar onde pudesse aprender o oficio. 

Ao longo desses primeiros anos, ele estaria a ver-me na pista nos dias de chuva, eu a divertir-me e ele a pagar as contas, ele dava-me espaço para crescer como piloto e encorajava-me, quando as coisas eram mais duras, ajudava-me a focar as minhas energias no objetivo, quando lhe disse que queria ir para a Formula 1. Nunca me riu de mim quando afirmei tal objetivo, ainda eu era criança. Fez o que tinha a fazer no caminho que me levou à Williams em 2000. Houve alturas em que ficamos sem dinheiro, mas ele nunca me disse isso, nunca me fez sentir culpado pelas despesas e os sacrificios que fez à sua vida pessoal. 

Talvez a coisa mais incrivel sobre ele não foi o típico “karting dad”. Claro que era capaz de defender-me, mas foi sempre capaz de estar nos bastidores, e estava a gozar a vida nessa situação, tal como faz hoje em dia na Formula 1“.

A coisa boa é que viveu tempo suficiente para ver os altos e baixos da sua carreira na categoria máxima do automobilismo e ver o seu filho se transformar de uma jovem esperança para um veterano respeitado, nas suas passagens por Williams, Benetton, BAR, Honda, Brawn GP e McLaren.

E esta última equipa, nas palavras de Martin Withmarsh, refere John Button como uma personagem carismática e querida de todo o pelotão:

Ao longo da já minha longa carreira na Formula 1, encontrei muitos pais de pilotos, mas nunca tinha encontrado ninguém tão devoto do seu filho como John. Desde a sua infância, nos go-karts, que o seu pai esteve ao seu lado, ajudando-o apoiando-o, tentando encontrar o dinheiro necessário para continuar a sua carreira. E à medida que ele crescia, e vencia corridas, John continuava a apoiá-lo e a ajudá-lo.”

“Agora, com o seu filho a tornar-se num piloto por direito próprio, a ser campeão do mundo e a ser o piloto mais experimentado do atual pelotão, John era uma personagem sempre presente, uma personagem amorosa e popular, quer entre o seu circulo mais íntimo, quer entre os que sempre o conheceram no paddock“, concluiu.

E a partir de agora, a sua ausência vai ser tremendamente sentida por todos o que conheciam.

Ars longa, vita brevis, John.

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Youtube Movie Presentation: A apresentação de "Rush" nos Globos de Ouro

“Rush” tinha duas nomeações para os Globos de Ouro: Melhor Filme em Drama, e Melhor Ator Secundário. Não ganhou nenhuma delas, mas a apresentação do filme, ontem à noite, ficou a cargo de Chris Hemsworth e… Niki Lauda.
Amanhã vão ser as nomeações para os Óscares. Vamos a ver se leva alguma, e se sim, quantas e em que categorias.

Formula 1 em Cartoons – O número escolhido por Maldonado (GP Toons)

Causou alguma surpresa o facto de Pastor Maldonado ter escolhido o número 13 como seu número a partir de agora na Formula 1. Sendo que em alguns países é considerado um número de azar – provavelmente não deve ser na sua Venezuela natal… – e como a Formula 1 não o usava desde que Divina Galica tentou qualificar o seu Brabham no GP da Grã-Bretanha, em 1976, ver o audacioso – e sem cérebro Maldonado usar tal número fez com que o seu compatriota Hector Garcia decidisse fazer este “cartoon”.
Eis um homem que não acredita no azar. Ou na sorte…

Os números dos pilotos: a lista definitiva

Com o passar dos dias, os pilotos anunciam à FIA e ao mundo quais serão os números que irão usar a partir da temporada de 2014. Através do Twitter, a esmagadora maioria dos pilotos já anunciou que fez as suas escolhas, e esta tarde, a FIA colocou a lista definitiva, com Max Chilton ainda a não anunciar qual vai ser o seu número, e a Caterham ainda não divulgou qual vai ser a sua dupla de pilotos para a temporada de 2014.
Eis a lista:
1 (5) – Sebastian Vettel (Red Bull)
3 – Daniel Ricciardo (Red Bull)
6 – Nico Rosberg (Mercedes)

7 – Kimi Raikkonen (Ferrari)

8 – Romain Grosjean (Lotus-Renault)
11 – Sergio Perez (Force India)
13 – Pastor Maldonado (Lotus-Renault)
14 – Fernando Alonso (Ferrari)
17 – Jules Bianchi (Marussia)
19 – Felipe Massa (Williams)
20 – Kevin Magnussen (McLaren)
21 – Esteban Gutierrez (Sauber)
22 – Jenson Button (McLaren)
25 – Jean-Eric Vergne (Toro Rosso)
26 – Daniil Kyvat (Toro Rosso)
27 – Nico Hulkenberg (Force India)
44 – Lewis Hamilton (Mercedes)
77 – Valtteri Bottas (Williams)
99 – Adrian Sutil (Sauber)
A escolha de Magnussen e Button não é inocente: são os numeros que usaram quando venceram os seus campeonatos. No caso do britânico, foi o numero que usou quando estava na Brawn GP em 2009, quando foi campeão do mundo, e no caso de Magnussen, era o numero que usou em 2013 quando foi campeão da Formula Renault 3.5, contra Stoffel Vandoorne e António Félix da Costa.
Já Nico Rosberg decidiu honrar a herança paterna, já que era o numero que o seu pai Keke Rosberg usou em 1982, quando se tornou campeão do mundo. Interessante a escolha de Pastor Maldonado. Isto significará que o numero 13 está de volta, mais de trinta anos após ter sido usado pela última vez, pela piloto Divina Galica, em 1976. 
Surpreendente é a escolha do numero 27: quando todos pensavam que iria cair nas mãos de Jules Bianchi, pela sua ligação à Ferrari, acabou por ser o alemão Nico Hulkenberg, da Force India, a ser o escolhido. O francês acabará por andar com o numero 17. Lewis Hamilton decidiu ficar com o 44, enquanto que o 77 de Bottas tem a ver com o seu apelido e a capacidade de ganhar mais alguns trocados com o “merchandising”…

Post-Scriptum: Acabo de saber que Sebastian Vettel vai ficar com o numero 5 nos anos em que não andará com o numero 1. Boa escolha.

Noticias: Eddie Irvine condenado por agressão

Uma das noticias de hoje têm a ver com o ex-piloto de Formula 1 Eddie Irvine. O norte-irlandês, atualmente com 48 anos, foi condenado a seis meses de prisão devido a um incidente numa discoteca de Milão em 2008, quando agrediu Gabriele Moriatti, filho da ex-presidente da câmara Letizia Moriatti
O incidente aconteceu em maio desse ano quando Irvine – que tem fama de mulherengo – se atirou a uma ex-namorada de Moriatti na discoteca “Hollywood”, em Milão. Este não gostou e ambos partiram para a agressão. Daí que Moriatti tenha sido também condenado a seis meses de prisão. 
Contudo, o jornal “Corriere della Sera” diz que muito provavelmente, o processo prescreverá dentro de um ano e que por causa disso, as penas poderão não ser cumpridas.
Não é a primeira vez que Eddie Irvine se envolveu em agressões. Há vinte anos, na sua estreia na Formula 1, em Suzuka, envolveu-se com Ayrton Senna, o vencedor daquela corrida, devido às suas manobras temerárias. Irvine acabou por ter uma carreira que foi até 2002, passando por Jordan, Ferrari e Jaguar, acabando com 145 Grandes Prémios, quatro vitórias, 26 pódios e uma volta mais rápida. Para além disso, juntou mais 191 pontos e o vice-campeonato de 1999, ao serviço da Scuderia, após o acidente que Michael Schumacher sofreu no GP da Grã-Bretanha, que o colocou fora de serviço por seis meses. 

O "projeto Verão" do Humberto Corradi

Quem acompanha a blogosfera, sabe que o blog F1 Corradi é um dos excelentes que anda por aqui. Especialmente quando conta certas coisas que mais tarde se revelam ser verdadeiras. Este mês de janeiro, o verão austral e o “defeso” fazem com que o Humberto Corradi tire férias e dê a chance a outros de escreverem no seu espaço. É uma minoria, é certo, mas acaba por ser uma elite.
E é muito interessante ser um privilegiado nisto tudo, ainda por cima quando estive no ano passado e este ano volto lá, para falar sobre António Félix da Costa, a Red Bull Junior Team e sobre os processos de seleção dos energéticos. Coloco aqui um extrato:
Quando a Red Bull anunciou inesperadamente, naquela segunda-feira de outubro, a entrada de Daniil Kvyat para o lugar da Toro Rosso, as ondas de choque foram sentidas um pouco por todo o mundo, mas especialmente em Portugal, onde os especialistas e os fãs já tinham como dado adquirido que Antonio Félix da Costa iria fazer voltar o nome do país ao estrito e elitista mundo da Formula 1, oito anos depois da presença de Tiago Monteiro.

Muitos esperavam que com o regresso de um piloto português à elite do automobilismo mundial, existisse uma procura e um despertar do mundo a este “país à beira-mar plantado”, na ponta da Europa, e vingasse de uma certa forma as frustrações de Alvaro Parente e Filipe Albuquerque, que não conseguiram chegar a essa elite, apesar de terem prometido muito nas categorias de promoção, especialmente Parente, campeão em 2005 da Formula 3 inglesa e das World Series by Renault, dois anos depois, colocando em sentido um jovem alemão chamado Sebastian Vettel…

Mas este último episódio veio recordar as frustrações de um pais que não há muito tempo esteve na rota da Formula 1, quer em termos de pilotos, quer em termos de calendário. E não percebe porque é que têm um circuito de última geração e a Formula 1 não aparece por lá.” (…)
(…) “Mas então porque é que a Red Bull venderia uma vaga dessas quando têm dinheiro a rodos, perguntam? Pois bem, têm a ver com o aumento dos custos. Um motor Renault vai valer 25 milhões de euros em 2014, e com o aumento de custos na Formula 1, as equipas médias iriam ficar aflitas. Logo, um pouco de “ajuda extra” ajudaria imenso nas contas de uma categoria que a cada ano que passa, é cada vez mais artificial, fechada e sobrevalorizada.

Muitos também vão dizer que a culpa é do piloto, que não conseguiu superar na sua categoria o dinamarquês Kevin Magnussen e o belga Stoffel Vandoorne. É certo que são dois excelentes pilotos, mas não é por aí. O grande culpado – a ser apontado, claro – é a estrutura esquizofrénica da Red Bull Junior Team, comandada pelo ex-piloto austríaco Helmut Marko. Félix da Costa não passou de herói a zero num ano. É certo que teve uma má temporada, comparado com a “meia temporada” de 2012, mas parece que isso é mais do que suficiente para chutar o rabo ao piloto, como se fosse um animal doente. Mas sabem de uma coisa? Nenhum dos pilotos que andou ou anda na Formula 1 venceu a World Series by Renault. Nem Jaime Alguersuari, nem Sebastian Buemi, nem Daniel Ricciardo, nem Jean-Eric Vergne. Ganharam títulos na Formula 3, é certo, mas isso não chega. 

Mas era algo que tinha receado quando soube da entrada de Félix da Costa no programa de jovens talentos da Red Bull. Sempre achei que era um presente envenenado, dado o historial do tratamento que Marko, Tost e companhia deram aos pilotos que lá andaram. Lembram-se ainda de como é que Sebastian Vettel chegou à Formula 1? Se não recordo-vos: foi quando o americano Scott Speed foi sumariamente despedido depois de ter andado à pancada com Tost na famosa corrida de Nurburgring… (…)
O resto deste artigo pode ser lido por aqui. Acho que vão gostar.

As datas de divulgação dos carros para 2014

Aos poucos, revelam-se as datas de apresentação de algumas marcas para a temporada de 2014 da Formula 1. Ano novo, chassis novos, motores novos, regulamentos novos, e no final deste mês acontecerão os primeiros testes, no circuito de Jerez. Ontem, a Mercedes anunciou pelo Twitter que irá apresentar o seu novo carro a 28 de janeiro, no circuito espanhol, e hoje a Caterham fez a mesma coisa, também pelo Twitter, e que também apresentará o seu novo carro no mesmo dia.

Contudo, a McLaren poderá ser a primeira a mostrar o seu carro, quatro dias antes dos testes de Jerez. A 24 de janeiro, em Woking, por volta do meio-dia, o McLaren MP4-29, o último com motor Mercedes (a Honda entrará em ação em 2015) fará a sua apresentação ao mundo, com Jenson Button e o seu novo recruta, o dinamarquês Kevin Magnussen. O lançamento será também transmitido “online” pelo canal da marca no Youtube. 
Ao mesmo tempo, o dinamarquês, filho de Jan Magnussen, anunciou hoje na sua página de Twitter que escolheu o numero 20 no seu carro, o mesmo que lhe deu o campeonato na Formula Renault 3.5 de 2013.

Noticias: "Rush" leva quatro nomeações para os BAFTA

Melhor filme britânico, melhor ator secundário, melhor som e edição. Estas são as quatro nomeações que “Rush” conseguiu esta tarde, na apresentação dos nomeados para a edição dos BAFTA, os prémios da British Academy of Film and Television Arts, que premeiam os melhores na Grã-Bretanha.
O filme, realizado por Ron Howard, retrata a temporada de 1976 da Formula 1 e o duelo entre o britânico James Hunt e o austriaco Niki Lauda, com momentos altos, como o acidente que o piloto austríaco sofreu em Nurburgring, a 1 de agosto de 1976, que deixou marcas na sua pele. Daniel Bruhl, o hispano-alemão que interpreta a personagem de Lauda, conseguiu mais uma nomeação para ator secundário, depois de o ter conseguido há umas semanas a nomeação para os Globos de Ouro.
A cerimónia de entrega dos prémios acontecerá a 16 de fevereiro.

Schumacher: Divulgado o resultado do inquérito sobre o seu acidente

A Procuradoria de Albertville divulgou esta quarta-feira os resultados do inquérito sobre o acidente que Michael Schumacher sofreu há duas semanas e meia na estância de ski de Meribel, e confirmaram que o ex-piloto alemão de 45 anos estava numa zona não-demarcada e que guiava a alta velocidade, embora considerem que isso não foi um fator decisivo no acidente.

De acordo com o procurador Patrick Quincy, a cabeça de Schumacher bateu com a face numa pedra que estava a oito metros fora da pista, e que foi parar um metro mais adiante. Também disseram que ele não tinha parado para aujdar uma criança, como disse Sabine Kehm, no Hospital de Greboble, e que toda a sequência do acidente foi filmada pela câmara que o piloto tinha no seu capacete. 
Ele também afirmou que o video que analisaram foi apenas esse, e não o de uma testemunha que afirma ter filmado inadvertidamente o acidente, enquanto filmava a sua namorada: “Ouvi as pessoas falarem de um filme feito por uma testemunha, mas não recebemos nada desta pessoa. Pessoalmente, duvido que ele realmente exista”, comentou.
O procurador Quincy deixou claro que esta investigação é de rotina para qualquer acidente que ocorra na região, independentemente de quem esteja envolvido. “Temos investigadores especializados neste tipo de acidente. Todos os invernos, temos à volta de 50 investigações deste tipo e sempre usamos os mesmos métodos e a mesma atenção aos detalhes”, esclareceu.

Logo, não haverá acusações contra ele: “Neste estado da investigação, não podemos responder perguntas sobre responsabilidade. Nós vamos estudar as imagens com as pessoas mais qualificadas possíveis e com especialistas“, esquivou-se.

Entretanto, Schumacher continua em coma induzido no Hospital Universitário de Grenoble, a recuperar dos seus ferimentos. Os médicos esperam pela evolução do seu estado de saúde, embora digam que não corre mais perigo de vida. 

O mais recente boletim sobre o estado de saúde de Scumacher

Oito dias depois do seu acidente, o estado de saúde de Michael Schumacher permanece grave, mas estável. Na tarde desta segunda-feira, o Hospital Universitário de Grenoble divulgou um comunicado médico afirmando que o estado de saúde do ex-piloto de 45 anos continua estável, mas critico. 

O estado clínico de Michael Schumacher é considerado estável e é constantemente monitorizado pelos tratamentos médicos que são ministrados a ele. Entretanto, a equipa médica responsável ressalta que não vai parar de considerar o estado de Michael como crítico”, afirmou o hospital nesse comunicado. 
A privacidade do paciente exige que não entremos em detalhes de seu tratamento e é por isso que não planeamos por enquanto nenhuma conferência de imprensa, nem a divulgação de um comunicado à imprensa por escrito”, continuou.
Nós, mais uma vez, pedimos insistentemente que se respeite o segredo médico e se atenham às informações dadas pela equipe médica responsável pelo tratamento do paciente ou pela sua equipa, já que esta é a única informação válida”, concluiu.
Estas informações vêm contrariar aquilo que o diário francês “Journal du Dimânche” diz na sua edição de hoje que Schumacher tinha sido submetido a uma eletroencefalograma, com resultados alarmantes. Fontes internas do hospital afirmam que os resultados tinham causado “forte preocupação e apreensão” nos médicos que o estão a tratar.
Também esta tarde, o procurador especial da região de Albertville anunciou que irá divulgar na quarta-feira os resultados do inquérito aberto em relação ao acidente que Michael Schumacher sofreu na estância de Meribel. E como aconteceu ontem, pedem respeito em relação à sua privacidade: “Os membros da família Schumacher também pedem respeito à sua privacidade“, tinham avisado.