Youtube Motorsport Classic: A corrida da vida de Pedro Chaves

A Autosport portuguesa perguntou ao Pedro Matos Chaves, lendário piloto português dos anos 80 e 90, qual foi a corrida da sua vida. E se ele não falou da Formula Ford ou da Formula 3000 – e esqueçamos a Formula 1! – ele afirmou que foi uma corrida do Canadá, nos tempos da Indy Lights.
A razão é simples: foi em 1995, e nessa temporada, Greg Moore ganhava tudo, e o facto de Chaves ter ganho em Vancouver, que era a “corrida caseira” do lendário piloto canadiano, teve um sabor de vingança, especialmente pela “recepção” dos canadianos, quer na volta de desaceleração, quer depois no pódio.
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Dailymotion Indy Lights Race: Veja a chegada da Freedom 100

2013 Indy Lights Freedom 100 Incredible 4-Wide… por Mattzel89

No mesmo dia do GP do Mónaco, iremos ver as 500 Milhas de Indianápolis. Mas esta sexta-feira aconteceu a corrida de Indy Lights, a Freedom 100. Num pelotão absolutamente encolhido – apenas onze carros à partida – o final foi absolutamente incrivel. Quatro carros separados por 0,0026 segundos cruzaram a meta, com o melhor a ser o irlandês Peter Dempsey. Ele veio de fora, do quarto lugar, e conseguiu surpreender os colombianos Carlos Muñoz e Gabby Chaves, e o americano Sage Karam.
Só mesmo no Brickyard, com aqueles carros. A Formula 1 não terá mais chegadas deste género… mas no domingo, quando os graúdos correrem, a história vai ser outra mais interessante.

Historieta do automobilismo: a unica vitória de Pedro Chaves nas Américas

Para quem lê isto no Brasil, posso dizer que o piloto português Pedro Matos Chaves tem longa e variada carreira, absolutamente versátil. Correu em monolugares, GT’s, tentou qualificar-se em 13 corridas de formula 1 com o péssimo chassis da Coloni, mas também andou nas 24 horas de Le Mans, em corridas nos Estados Unidos e tornou-se… bi-campeão nacional de ralis! Entre muitas outras coisas.

Aos 48 anos, completados há poucos dias (27 de fevereiro), Chaves conta uma pequena história dos seus tempos em que correu na Indy Lights, mais concretamente em 1995, quando fez o seu melhor campeonato, vencendo uma corrida. Ironia das ironias, essa corrida foi alcançada na cidade canadiana de Vancouver, a terra natal do piloto que iria dominar o campeonato, um jovem de 20 anos chamado Greg Moore.

A vitória não foi sem alguma polémica, pois ele tocou na traseira do seu carro, e os estragos foram mais do que suficientes para que o canadiano seguisse em frente no final de uma reta e o português subisse ao lugar mais alto do pódio. 

Para que se perceba porque escolhi esta corrida entre tantas outras, é melhor contextualizá-la. Estávamos em 1995 e nesse ano participava na Indylights com a equipa Leading Edge num Lola-Buick. O grande favorito à vitória no campeonato era o Greg Moore, que já conhecia desde os meus 28 anos (quando cheguei ao EUA) e dos 16 dele, quando ele aceitou fazer um pacto comigo por não ter ainda carta: eu levava-o para todo o lado e ele indicava-me o caminho e apresentava-me às pessoas importantes! 


Mas em 1995 eu não tinha grandes ilusões: ele era a estrela e o favorito. Tinha conseguido o patrocínio da Players (tabaco), rodeara-se das pessoas certas e tinha um talento incrível (principalmente nas ovais) e, por isso, só perdeu duas corridas nesse ano. Desde abril que ganhava tudo e chegou a Vancouver (Canadá), a sua cidade natal, e esperava ganhar naturalmente mais uma vez. Mas não foi isso que aconteceu… 

Nos treinos fez a pole e eu arranquei de terceiro com o Robby Buhl entre nós. Rapidamente consegui passar o Buhl, mas o Moore foi-se embora e, num circuito muito rápido e técnico, à 30ª volta ela já me ‘tinha dado’ 4 segundos e não havia nada a fazer. Eis quando já tinha praticamente desistido da luta quando um acidente obriga à entrada do Safety Car… No recomeço, eu sabia que era mais rápido que ele com as pressões de pneus que tinha (diferentes das dele), pelo que tinha que o passar nas duas primeiras voltas já que depois disso ele voltaria a ser mais rápido e ia-se embora. Foi então que nessa segunda volta, depois do recomeço, planei tudo para passá-lo no único sítio onde sabia que conseguiria, num gancho antecedido por uma ligeira curva (tipo a da reta interior do Estoril). Mas ele surpreendeu-me! Não fez aquela ligeira curva a fundo e eu bati-lhe na traseira a 270 km/h, acertando-lhe na caixa de velocidades! Isso fez com que no gancho, 200 metros depois, onde era preciso reduzir de 6ª para 2ª, o Greg fosse em frente e eu ficasse à frente nas 17 voltas seguintes e acabasse por ganhar. 

No final, o público, furioso, só me fazia aquele gesto obsceno com um dedo e eu todo satisfeito, dentro do monolugar, a pensar que me estavam a apoiar e a dizer que eu era o primeiro! Devido a um diferendo que Portugal tinha na altura com a quota de pescas com o Canadá, no mar dos Açores, o título num dos jornais do dia seguinte foi até “Portugal não é apenas maldoso nas pescas!”, mas, de facto, só toquei mesmo no Greg porque ele não fez a curva a fundo, provavelmente porque ainda não tinha a pressão dos pneus na temperatura ideal. Nunca mais esqueci a corrida, ainda mais depois de ele falecer no terrível acidente de 1999, em Fontana, na CART.

Conheçam Carmen Jordá, a segunda mulher na GP3 Series

Três dias depois da Ocean Racing ter anunciado a sua participação na GP3 Series, a equipa de Tiago Monteiro e José Guedes anunciou os seus dois primeiros pilotos para a sua equipa. E são surpreendentes: a catalã Carmen Jordá e o irlandês Robert Cregan. Jordá, de 23 anos e uma carinha mais bonita do que a Victoria Piria, vai ser a segunda mulher a competir na categoria e colorir um pouco mais aquele “jardim zoológico“. 
Claro, Jordá está feliz pela oportunidade concedida pela equipa portuguesa: “Estou muito satisfeita por este acordo especialmente por fazer parte de uma equipa tão experiente como a Ocean. Penso que poderemos desenvolver um bom trabalho em conjunto. Tenho a certeza que me vão ajudar a melhorar a minha performance. Estou ansiosa por testar o carro que será muito diferente do Indy Light a que estava habituada. Serei uma estreante na modalidade mas tenho a certeza que vou melhorar corrida a corrida. Não posso deixar de agradecer a todos aqueles que me ajudaram a montar este projecto”, disse a piloto espanhola.
É verdade: Jordá – que namora ou já namorou com Fonsi Nieto – tem quatro anos de Formula 3 Open, em Espanha, onde conseguiu vários pódios na categoria… secundária, depois de um ponto na categoria principal, graças a um nono lugar em 2009. E em 2010, foi tentar a sorte na Indy Lights, onde em cinco corridas, não conseguiu mais do que um décimo posto. Não sei o que andou a fazer em 2011, mas o fato de ter conseguido arranjar dinheiro para ir para a GP3 em 2012 pela Ocean me deixou algo surpreendido. Mas estes são os tempos, não é?  
Confesso o meu cepticismo em relação à possibilidade de se sobressair no meio dos 30 pilotos daquele zoológico, onde a diferença entre o primeiro e o último é de um mero segundo, mas desejo sorte para ela.

Youtube Motorsport: O acidente de Jorge Gonçalvez em Indianápolis

Não estava a ver a corrida mas li as primeiras impressões no Twitter: um acidente grande, com destroços por todo o lado. Agora que vejo o video, o acidente foi mesmo forte, mas parece que Jorge Gonçalvez não está muito ferido. Este aconteceu na saída da Curva 1, quando ele, o norueguês Anders Krohn e o americano Bryan Clauson disputavam posições. Para evitar o norueguês, o venezuelano tocou no muro, o que deve ter causado alguma quebra da suspensão frente/direita, pois ele for direito ao muro, sem que ele pudesse reagir com o carro.
O impacto foi forte, e o piloto de vinte anos foi para o Hospital Metodista para observação. Aparentemente, foi mais o susto do que outra coisa, mas foi um acidente assustador.
Já agora, o vencedor da corrida foi o argentino Esteban Guerrieri.

Duarte Ferreira, quem é ele?

Andava a ver a classificação da Indy Lights neste domingo quando reparei em algo que me surpreendeu bastante: um angolano na América. Tinha lido o nome no ano passado, na Formula 3 Sul Americana, mas pouco mais, e agora, vendo-o na antecâmara da Indy Car Series, mais curioso fiquei. Portanto, para saber se é outro Ricardo Teixeira, fui pesquisar para saber algo mais sobre ele.
Nascido a 1 de Novembro de 1992 em Luanda, Duarte Ferreira cresceu na Belgica, onde se iniciou no karting, a sua primeira temporada em monolugares foi na Belgica foi aos 14 anos, na Formula Renault 1.6. E é por aí a razão pelo qual esteja a correr pelas cores angolanas: um problema com a FPAK devido à licença de condução, que eles não concediam antes de ele completar os 16 anos fez com que os pais decidissem inscrevê-lo com a licença do pais onde nasceu.

Minha criação é europeia. Corri com motores 1.6 litros, depois 2 litros, e agora temos a intenção de fazer a F3 Light neste ano, para em 2011 tentar a principal“, contou Duarte numa entrevista ao site brasileiro Grande Prêmio em Maio do ano passado. A mudança de continente, segundo ele, foi decidida em conjunto pelos pais. “Decidimos tudo em conjunto. A F3 Sudam é uma Formula 3 prestigiosa, que além de ter criado pilotos que chegaram à Indy e à Formula 1, tem o motor de Formula 3 mais rápido do mundo, então é muito prestigioso estar aqui“, disse.

E a mudança de nacionalidade só lhe fez bem a ele. Para além de andar com a camisola e o boné angolanos, tem também atrás de si o patrocinio da petrolifera Sonangol, que o levou não só para a Formula 3 Sul-Americana, onde na categoria Light conseguiu três pódios e duas pole-positions, como também o levou para a Indy Lights na equipa de Bryan Herta, um ex-piloto da categoria. E apesar dos seus tenros 18 anos e da inexperiência nesta categoria, conseguiu um oitavo lugar em St.Petersburg, a primeira corrida do ano.

Se ele tem a ver com Ricardo Teixeira, atualmente piloto reserva da Team Lotus? Ainda no ano passado, respondeu: “O Ricardo tem 29 anos, eu tenho 17. A gente teve escolas muito diferentes: eu tive escola europeia, ele não teve. Somos diferentes“.