Formula 1 em Cartoons – O número escolhido por Maldonado (GP Toons)

Causou alguma surpresa o facto de Pastor Maldonado ter escolhido o número 13 como seu número a partir de agora na Formula 1. Sendo que em alguns países é considerado um número de azar – provavelmente não deve ser na sua Venezuela natal… – e como a Formula 1 não o usava desde que Divina Galica tentou qualificar o seu Brabham no GP da Grã-Bretanha, em 1976, ver o audacioso – e sem cérebro Maldonado usar tal número fez com que o seu compatriota Hector Garcia decidisse fazer este “cartoon”.
Eis um homem que não acredita no azar. Ou na sorte…

Agora que temos Pastor Maldonado na Lotus…

… as peças do puzzle poderão se mover rapidamente, numa questão de dias, talvez até de horas. A confirmação de Pastor Maldonado na Lotus era algo que se esperava há vários dias, especialmente depois que o jornalista Américo Teixeira Jr. o ter confirmado no seu site, o Diário Motorsport. E quando no fim de semana do Grande Prémio do Brasil, o venezuelano foi flagrado na porta da boxe da Lotus, com Nicolas Todt e Eric Boullier, toda a gente sabia que era uma questão de tempo.

Para a Lotus fazer este anuncio a razão foi uma: a Quantum não confirmou a injeção de dinheiro que andava a falar há meses, e segundo, as dúvidas sobre a viabilidade do negócio aumentaram bastante quando se começou a saber da origem do dinheiro por parte do paquistanês Mansoud Ijaz, o dono da Quantum. Um bom conselho é ler a matéria que o Vitor Martins fez na revista Warm Up deste mês sobre ele.
Assim sendo, Maldonado e os milhões da PDVSA vão entrar nos delapidados cofres de Enstone e da Genii Capital, e ele vai ser o companheiro de equipa do francês Romain Grosjean. Para muitos, parece que se juntaram os Cavaleiros do Apocalipse, mas isso seria verdade se a dupla se tivesse juntado em 2012 ou 2013. Agora, após a temporada de 2013, o francês conseguiu dar a volta em termos de reputação, ao fazer performances sólidas na temporada que passou, conseguindo seis pódios – sem vitória – e o sétimo lugar na classificação de pilotos, com 132 pontos.
Com 27 anos – menos um do que o venezuelano – o piloto suiço (mas com licença francesa) está a mostrar que está a aprender com os erros e está a melhorar as suas performances, o que lhe garantiu a confiança de Boullier e o reforço da Total, que exige no seu contrato que haja um piloto francês na equipa. À partida, ele será o primeiro piloto e o mais experiente e conhecedor das manhas de Enstone, contra um outro piloto que apesar de ter uma vitória na sua carreira, todos o conhecem mais pela maleta cheia de dólares que traz consigo e pela reputação de destruidor de carros. “Brutamontes de Caracas” será provavelmente o apelido mais adequado a ele.
Mas Maldonado sabe que está é uma grande oportunidade para brilhar de novo no pelotão. Basta reencontrar o seu cérebro e ganhar um pouco mais o seu sangue-frio e pode ser que encontre o mesmo caminho que o seu novo companheiro de equipa em 2014. O chassis é bom, e pode ser que os novos motores Renault sejam também bons.

Com a entrada dele na Lotus, o xadrez sobre os pilotos poderá movimentar-se rapidamente. Nos próximos dias, provavelmente a Force India poderá confirmar a presença de Nico Hulkenberg, com Sergio Perez como seu companheiro de equipa, e claro, levando consigo um camião de pesos mexicanos vindos do grupo Slim. Na Sauber, os rumores são vários, desde que surgiram dúvidas sobre a viabilidade dos investimentos russos, que garantiram a chegada de Serguei Sirotkin. Alguns falam que o brasileiro Felipe Nasr poderá estar a caminho, outros referem que a Marussia e a Sauber poderão estar a discutir uma fusão, outros falam de que ambos os lugares estão vagos, já que Esteban Gutierrez poderia estar na porta de saída, devido aos resultados desapontantes nesta temporada. E ainda não se sabe se algum dos pilotos que sairá – ou anda à procura de lugar – vá parar à Caterham…

Em suma, só nos próximos dias é que se saberá como pararão as coisas do pelotão da Formula 1. Mas pode-se dizer que hoje, uma importante peça do puzzle foi desvendada.

O destino de Pastor Maldonado

Todos os anos, parece que o que faz Pastor Maldonado torna-se numa saga. Acho que a razão principal dessa obsessão – geral, não é só minha – trata-se de saber como é que um “pé pesado” com muito dinheiro se torna numa “hot commodity” na Formula 1. Especialmente quando se sabe que a sua agressividade é mais destruidora do que vencedora.
Desde que se soube que Maldonado iria sair da Williams, onde conseguiu apenas um ponto nesta temporada – depois de ter vencido uma corrida em 2012 – toda a gente quer saber onde é que ele (e os 50 milhões de dólares da PDVSA) vão parar. O mais óbvio é a Lotus, e ontem, o blog do Flávio Gomes mostrou uma foto – que ilustra este post, tirado por Philippe Ambrósio – onde se vê Maldonado na boxe da equipa de Enstone, com Nicolas Todt e Eric Boullier ao lado. Apesar da marca ter dado dez dias à Quantum para confirmar o negócio, eles estão convencido que vai ser o “plano B” que vai acontecer.
Contudo, outros rumores surgiram por estes dias, indicando que o venezuelano poderá escolher… outro destino. Quem conta isso é outro brasileiro, o José Inácio Pilar, que afirma ter ouvido o “zumzum” de que ele está a falar com Monisha Kalternborn, da Sauber, no sentido de ficar com o lugar que será vago, em principio, por Nico Hulkenberg. A razão para isso nem é o “plano B” de Maldonado – caso a Quantum chegue com o dinheiro e fique com Nico Hulkenberg – mas sim porque a marca de Enstone vive tempos de sangria em termos técnicos. E está a tentar convencer Caracas de que o dinheiro estaria melhor em Hinwill, a sede da Sauber.
Essa noticia da “sangria” técnica e interessante, e plausível. Soube que, por exemplo, o acordo entre a Lotus e a Caterham para que esta última cedesse o Heikki Kovalainen passou também pela cedência de alguns engenheiros e técnicos da Lotus à marca de Leafiled, para ajudar a construir o carro de 2014, e ver se consegue marcar os seus primeiros pontos na Formula 1, agora com esta nova era Turbo. E como se sabe, por ali, além dos investimentos, há também uma associação com a Alpine, no campo dos carros de estrada, o que ajuda a suportar melhor o pagamento dos motores Renault, que irão continuar a receber.
Mas o convencimento de Maldonado está barrado por uma razão: aparentemente, a PDVSA e a Total já chegaram a um acordo de colaboração para 2014 na Lotus, e os acordos não existem para ser quebrados. Logo, o venezuelano já não pode escapar a uma temporada em Enstone… a não ser que quebre o cordão umbilical com a “pátria”. E também têm concorrência na Sauber: Sérgio Perez poderá tentar voltar para a marca que o ajudou a colocá-lo na Formula 1, em 2011, e ainda têm o rumor de que o brasileiro Felipe Nasr está a tentar entrar lá com o dinheiro do Banco do Brasil. O interessante é que com tudo isso, já não se ouve mais os falatórios referentes aos russos e à chegada do jovem Serguei Sirotkin.
Em suma: já se sabia que este defeso seria agitado, mas as reviravoltas poderão ser maiores do que se imagina… mas acho que o “Brutamontes de Caracas” vai ser piloto da Lotus em 2014, como há muito fala o competente Américo Teixeira Jr.

Formula 1 em Cartoons – Temporada de 2013 (Grand Prix Toons)

E pronto, acabou a temporada de 2013 da Formula 1. Assim sendo, o Hector Garcia, do Grand Prix Toons, lembrou-se de um clássico dos desenhos animados e fez um “finale” digno desse cartoon. E quem fiz a frase mágica é Mark Webber!

Em 2014, haverá mais. Isto, se a pré-época não for muito agitada…

Um "Brutto, Sporco e Cattivo" com dinheiro

Por estes dias, Pastor Maldonado deve ser dos pilotos mais detestados pelos fãs do automobilismo. Veloz, mas demasiado agressivo, andou este último ano frustrado com o carro que teve na Williams, que lhe rendeu apenas um ponto nesta temporada. Para além disso, a sua personalidade agressiva – alguns consideram isso arrogância pura e dura – e o facto de ele ter entrado na Formula 1 com dinheiro governamental na carteira, seria de esperar que esta temporada tenha sido de tensões. Tensões que se vêm na pista, especialmente neste domingo, quando esteve envolvido no acidente com o Force India de Adrian Sutil.

O alemão reclamou vivamente da manobra do venezuelano, que aconteceu no final da primeira volta: “O que aconteceu poderia ter terminado de forma diferente. Foi a quase 300 km/h, tocando no pneu traseiro. Eu poderia ter rodado e havia cinco ou seis carros atrás. Nós queremos sair destes carros vivos. Você tem que pensar um pouco às vezes.”, disse Sutil.

Claro, Maldonado pensou de forma diferente: “Foi muito estranho. Eu não esperava aquele contato de Sutil. Estávamos lado a lado e eu estava perdendo um pouco. Ele também não me viu ou talvez pensou que já tinha me passado. Minha asa dianteira estava lá e houve o toque.” 

“Não tenho nada contra ele e é muito difícil de ver quando os carros estão lado a lado. Algumas vezes, aconteceu isso comigo também no passado, não é algo muito importante.”

Para Maldonado, Austin foi um fim de semana de pesadelo. Uma má qualificação – em contraste com o seu companheiro, Valtteri Bottas – que foi nono na grelha e oitavo na corrida – e as acusações de que os membros da Williams andaram a “sabotar” o seu carro, parece desculpa de mau pagador: “Foi um começo de fim de semana bem difícil. Ontem, nesta manhã, ainda pior na qualificação. Eu acho que nunca extraí 100% dos pneus. Acho que alguém andou a brincar com a pressão e a temperatura do meu carro, não é tão claro assim. Mas, é, falta só uma corrida, então ótimo”, desabafou.
Como seria de esperar, a Williams negou as acusações.“Nunca na Williams, na nossa experiência ou na nossa história, faríamos algo assim”, assegurou Claire Williams, a filha de Frank. 
Em termos de corrida, o venezuelano ficou num distante 17º posto, e provavelmente deve estar à espera que acabe de vez a temporada. Aliás, alguns dias antes afirmou que “estou muito feliz. Em Singapura optei por deixar a equipa e a decisão foi 100 por cento minha”. O piloto acredita que “fiz mais pela equipa do que ela fez por mim. Conseguimos uma vitória, tivemos um bom resultado no ano passado e, mesmo este ano, fizemos boas corridas. Mas não é tudo, espero algo mais na Fórmula 1”, revelou. 

Nesta segunda-feira depois do Grande Prémio, mais calmo, Maldonado veio à imprensa admitir que exagerou: “Quando chega o final da temporada, você está mais stressado, mas só porque quero algo mais e entregar 100%, mas estou limitado pelo carro. Às vezes você pode dizer mais do que deveria. Para mim, não é fácil deixar esta equipa, tenho um grande relacionamento e amigos. Claro, tem algumas pessoas que eu não gosto, mas talvez elas não gostem de mim também. É como numa família. Numa família você pode ter algumas diferenças. Agora é muito tarde e eu estou deixando a equipa, mas desejo todo o melhor a eles”, encerrou.

Ao longo deste fim de semana, quando lia as declarações dele e lia as reações aos incidentes do fim de semana, lembrei de outra personagem famosa de uma geração passada, que também tinha o seu patrocínio pessoal, que também tinha uma personalidade complicada e um pé pesado: Vittorio Brambilla.

Não era por acaso que o chamavam de “Gorila de Monza”: tinha uma estatura forte e o seu aperto de mão era de tal forma apertado que todos o temiam cumprimentá-lo ou cruzar com ele. as suas aventuras com o seu irmão mais velho, Ernesto “Tino” Brambilla, eram lendárias. Conta-se, certo dia, que os irmãos aproveitaram uma greve dos transportes em Milão para roubarem dois autocarros e os levar para Monza… sem que os passageiros se apercebessem. E lá, ambos degladiaram-se para saber quem conseguiria ser mais rápido com todo aquele “lastro”!
Vittorio era de Monza e cresceu rodeado de automobilismo. Nascera a 11 de novembro de 1937 e crescera a ser mecânico, devido à sua paixão. Andou pelas motos, mas em 1968 foi para os automóveis, onde graças a um gordo patrocinio pessoal da firma de ferramentas mecânicas Beta – que o iria acompanhar por toda a sua carreira – se tornou campeão italiano de Formula 3 em 1972… quando já tinha 35 anos. Dois anos depois, já estava na Formula 1, ao serviço da March, onde mostrou simultâneamente rapidez… e agressividade.

Era frequente as suas corridas acabarem com motores partidos ou com acidentes. Há uma história que é contada por Peter Windsor, por alturas do infame GP da Alemanha de 1976, em Nurburgring, onde numa conversa entre Niki Lauda e Ronnie Peterson, referem Brambilla nos seguintes termos:

– Não há hipótese da pista secar antes do final do treino, diz o sueco. 
– Não, nada – responde Lauda 
– Fiz muitas modificações no meu carro e se calhar vou começar a corrida amanhã sem as experimentar. E tu, quantas voltas deste? 
– Seis. 
– E? 
– Bom, ainda estou aqui… Bom, tivemos alguns problemas. Vittorio (Brambilla) saiu de pista esta manhã. E é ele que toma conta do nosso departamento de testes!
Contudo, ele era excelente numa coisa: à chuva. A temporada de 1975 tinha sido excelente para ele. Colocava frequentemente o seu March nos lugares da frente e em Anderstorp, fez a pole-position (que muitos colocam em dúvida), mas a sua coroa de glória foi uma tarde austriaca de agosto. Brambilla foi quarto na grelha, e o dia de domingo começara com sol, mas o “warm up” ficou marcado pelo despiste do March de Mark Donohue, que devido a um furo lento na curva Hella-Licht, bateu com o carro contra uma placa de publicidade e atropelou dois comissários, um deles mortalmente. O americano bateu com o capacete numa das pernas dessa placa, e sem ele saber, tinha sofrido uma hemorragia craniana. Quando detectaram já era tarde demais e acabaria por morrer dois dias depois, em Graz.

Mas enquanto esse drama acontecia, outro drama aparecia: o tempo tinha mudado fortemente e estava a chover na hora da partida. A corrida foi um duelo a três entre Brambilla, Lauda e o Hesketh de James Hunt. O italiano aproveitou uma hesitação do britânico – quando ambos dobravam o carro de Brett Lunger – para passar na frente da corrida. E esta acabou na volta 29, quando a chuva caiu ainda mais forte, a corrida foi interrompida com… a bandeira de xadrez. O italiano viu e comemorou fortemente, agitando os punhos no ar… e perdendo o controlo do carro, batendo no muro de proteção das boxes!

Não deixo de confessar ter pensado no Brambilla quando me lembro do incêndio nas boxes da Williams em Barcelona, momentos depois da vitória do venezuelano…

Claro que Brambilla nem sempre foi o “signore Disastro“. Em 1977, em paralelo com a sua temporada na Surtees, ajudou a Alfa Romeo a vencer o Mundial de Endurance, com o modelo T33. Por esta altura já tinha 40 anos, mas a carreira do italiano acabou na sua Monza natal, em 1978, quando se envolveu no acidente da largada, levando com um pneu na cabeça. O seu estado de saúde era dos mais preocupantes – ate mais preocupante que Ronnie Peterson – mas eventualmente recuperou dos ferimentos, ao contrário do piloto sueco. Voltou aos carros em 1979, ajudando a aventura da Alfa Romeo na Formula 1, mas os seus melhores dias tinham ficado para trás. A sua última corrida não foi em Monza, mas sem em Imola, em 1980.

Os dias de Brambilla terminaram de vez a 26 de maio de 2001, quando cortava a relva da sua casa, em Monza, ao sofrer um ataque cardíaco que revelou fatal.

Ora, porque a comparação com Maldonado e o título em cima deste post? Primeiro que tudo, é um filme italiano de 1976, dirigido por Ettore Scola, cujo titulo em português é “Feios, Porcos e Maus”. E segundo, existem paralelismos entre ambos os pilotos. O patrocínio que levam para todo o lado, a impressionante rapidez e a agressividade em idênticas proporções e a tendência para não serem os pilotos mais simpáticos do pelotão, embora ache que o venezuelano julgue que têm o direito divino de correr, só porque têm 50 milhões de dólares na carteira, vindos do estado venezuelano. E ao dizer todas aquelas palavras feias à Williams, parece que ele está a ser mal agradecido pela possibilidade de eles lhe terem dado um chassis para correr na Formula 1.

Ainda tenho esperança de que Maldonado ganhe juízo, como ganhou este ano Romain Grosjean. Aliás, estes dois têm algo em comum: tiveram filhos este ano. O francês tornou-se numa pessoa bem mais calma – e isso repercute nos pódios que ele teve nesta temprada – e a reputação do francês, que antes era considerado como um perigo, é agora bem mais alta. Em suma, ele ganhou um cérebro. Talvez seja altura de Maldonado ganhar o seu e evitar que seja conhecido como um “pay driver” ou “O Brutamontes de Caracas“… 

Rumor do Dia: Se Quantum falhar, Maldonado é da Lotus

A Lotus poderá estar a poucas horas – ou dias – de confirmar o venezuelano Pastor Maldonado como piloto para a temporada de 2014. A variação temporal poderá ser explicada hoje por duas fontes: o Américo Teixeira Jr, que diz que o anuncio será feito em Interlagos, e o Humberto Corradi, que diz que o prazo da Quantum para injetar o dinheiro acordado pelo fundo de investimento termina nesta sexta-feira.
A noticia do Humberto só aumenta as especulações de que o fundo comandado pelo americano-paquistanês Mansour Ijaz poderá não ter os fundos necessários em pouco tempo para respeitar o acordo assinado há algumas semanas, e anunciado Abu Dhabi. E isso poderá significar que Nico Hulkenberg poderá “ficar a pé” em 2014, apesar do favoritismo dado ao fundo de investimento ao piloto alemão, este ano ao serviço da Sauber.
E mesmo que tivesse os fundos, Ijaz é uma personalidade controversa nos Estados Unidos e no Paquistão. Ele foi o homem que em 2011 esteve por trás do escândalo “Memogate”, que causou dano nas sempre tensas relações entre os dois países, especialmente depois dos americanos terem matado Osama bin Laden, em maio de 2011. Odiado pelo militares locais, foi na altura falado em várias coisas, incluindo num possivel golpe de estado… acima de tudo, Ijaz não têm uma aura de normalidade à sua volta.
Caso a Quantum fracasse nas clausulas do contrato, a Genii já têm o seu plano B para receber a injeção de dinheiro muito necessária. Os venezuelanos, já libertos dos compromissos com a Williams, conseguiram colocar o seu piloto na equipa de Enstone, mantendo o dinheiro que costumavam injetar na equipa de Grove. Resta saber que tipo de acordo que a PDVSA têm com a Total, pois à partida, ambas as petroliferas estarão nos chassis da equipa na temporada de 2014.
Independentemente do acordo, um piloto ficará por lá, inamovível: o francês Romain Grosjean.

O acordo Lotus-Quantum e o mercado de pilotos

A noticia deste fim de semana em Abu Dhabi poderá ser o acordo entre a Lotus e a Quantum, o fundo de investimento árabe. Era algo anunciado há algum tempo, mas com os avanços e recuos que aconteceram ao longo dos meses, aparentemente a equipa de Enstone ficou tentada com os dinheiros provenientes da Venezuela e chegou a assinar um pré-contrato com Pastor Maldonado, como contou há uns dias. 
Contudo, com o anuncio deste acordo neste domingo, a hipótese de terem Nico Hulkenberg ganhou subitamente muita força, especialmente depois de Mansoor Ijaz ter dito na revista britânica ‘Autosport’, que “desejo uma transição suave entre Kimi Raikkonen e o próximo piloto, que acredito que seja Nico Hulkenberg”. O americano de origem árabe revelou que “o contrato foi preparado e está pronto a seguir. Sei que o Nico está entusiasmado e penso que dentro em breve tudo estará finalizado”.
A ser verdade, o contrato entre a Genii Capital e a Quantum implica a aquisição de 35 por cento da capital da equipa de Enstone, e espera-se que o dinheiro injectado sirva para pagar as várias dívidas que a firma acumulou ao longo dos anos, especialmente os salários que deve a Kimi Raikkonen. Aliás, fala-se que Genii e Kimi Raikkonen chegaram a um acordo em que o finlandês correrá nas duas provas finais do campeonato, desde que se regularize a sua situação salarial nas próximas duas semanas, antes da corrida de Austin.
E caso o dinheiro da Quantum seja manifestamente superior ao que a PDVSA oferece, então o pré-contrato que Maldonado assinou com a equipa será invalidado, como contou há alguns dias o Américo Teixeira Jr. no seu Diário Motorsport.
Caso as coisas aconteçam dessa forma, o anuncio do alemão na Lotus poderá acontecer nos próximos dias. E no caso de Maldonado, o venezuelano já está dado como fora da Williams e tentará encontrar abrigo em das equipas: Sauber e Force India. No primeiro caso, há rumores persistentes de atraso nos pagamentos dos investidores russos na equipa suiça e que a hipótese do jovem piloto Seguei Sirotkin não correr em 2014 começa a ser real. Fala-se de outro russo, Vitaly Petrov, mas os 40 a 50 milhões de dólares que Maldonado têm na carteira poderão ser algo bem tentador para as equipas do meio do pelotão.
No caso da Force India, Vijay Mallya está disposto a manter a dupla para 2014, e parece que têm as contas controladas, apesar dos problemas que passou no seu país depois da saga da Kingfisher Air. Em principio, parece que Adrian Sutil está “de pedra e cal”, com os holofotes a incidirem sobre Paul Di Resta, que pode estar com a situação algo complicada dentro da equipa. Pastor Maldonado, mais os motores Mercedes e a possivel entrada de dinheiro sem ser vinda das empresas de Mallya e da Sahara, o outro sócio, seria bem vinda…
Veremos as cenas dos próximos capitulos. 

O acordo Lotus-Quantum e o mercado de pilotos

A noticia deste fim de semana em Abu Dhabi poderá ser o acordo entre a Lotus e a Quantum, o fundo de investimento árabe. Era algo anunciado há algum tempo, mas com os avanços e recuos que aconteceram ao longo dos meses, aparentemente a equipa de Enstone ficou tentada com os dinheiros provenientes da Venezuela e chegou a assinar um pré-contrato com Pastor Maldonado, como contou há uns dias. 
Contudo, com o anuncio deste acordo neste domingo, a hipótese de terem Nico Hulkenberg ganhou subitamente muita força, especialmente depois de Mansoor Ijaz ter dito na revista britânica ‘Autosport’, que “desejo uma transição suave entre Kimi Raikkonen e o próximo piloto, que acredito que seja Nico Hulkenberg”. O americano de origem árabe revelou que “o contrato foi preparado e está pronto a seguir. Sei que o Nico está entusiasmado e penso que dentro em breve tudo estará finalizado”.
A ser verdade, o contrato entre a Genii Capital e a Quantum implica a aquisição de 35 por cento da capital da equipa de Enstone, e espera-se que o dinheiro injectado sirva para pagar as várias dívidas que a firma acumulou ao longo dos anos, especialmente os salários que deve a Kimi Raikkonen. Aliás, fala-se que Genii e Kimi Raikkonen chegaram a um acordo em que o finlandês correrá nas duas provas finais do campeonato, desde que se regularize a sua situação salarial nas próximas duas semanas, antes da corrida de Austin.
E caso o dinheiro da Quantum seja manifestamente superior ao que a PDVSA oferece, então o pré-contrato que Maldonado assinou com a equipa será invalidado, como contou há alguns dias o Américo Teixeira Jr. no seu Diário Motorsport.
Caso as coisas aconteçam dessa forma, o anuncio do alemão na Lotus poderá acontecer nos próximos dias. E no caso de Maldonado, o venezuelano já está dado como fora da Williams e tentará encontrar abrigo em das equipas: Sauber e Force India. No primeiro caso, há rumores persistentes de atraso nos pagamentos dos investidores russos na equipa suiça e que a hipótese do jovem piloto Seguei Sirotkin não correr em 2014 começa a ser real. Fala-se de outro russo, Vitaly Petrov, mas os 40 a 50 milhões de dólares que Maldonado têm na carteira poderão ser algo bem tentador para as equipas do meio do pelotão.
No caso da Force India, Vijay Mallya está disposto a manter a dupla para 2014, e parece que têm as contas controladas, apesar dos problemas que passou no seu país depois da saga da Kingfisher Air. Em principio, parece que Adrian Sutil está “de pedra e cal”, com os holofotes a incidirem sobre Paul Di Resta, que pode estar com a situação algo complicada dentro da equipa. Pastor Maldonado, mais os motores Mercedes e a possivel entrada de dinheiro sem ser vinda das empresas de Mallya e da Sahara, o outro sócio, seria bem vinda…
Veremos as cenas dos próximos capitulos. 

Rumor do Dia: Maldonado é piloto da Lotus em 2014

Afinal de contas, não é Nico Hulkenberg que ficará no lugar de Kimi Raikkonen na Lotus, em 2014. Eric Boullier bem queria o piloto alemão na equipa de Enstone, mas aparentemente poderá não ter resistido à tentação dos petrodólares venezuelanos. Segundo o jornalista Américo Teixeira Jr, do Diário Motorsport, o acordo já está assinado, mas o anuncio só vai ser feito mais tarde.
Desconhece-se se o acordo implica a transferência da verba da PDVSA da Williams para a Lotus, ou se Maldonado chega lá sem o os petrodólares venezuelanos, já que poderão existir conflitos com a petrolifera Total, que está nos flancos dos carros da Lotus, e que apoia Romain Grosjean. A ser verdade, cada vez mais se confirma a ideia de que o seu lugar poderá ser preenchido por Felipe Massa.
Entretanto, em Abu Dhabi, onde este e outros rumores correm livremente, Maldonado afirmou à imprensa que o a decisão de por onde correr em 2014 “está apenas nas minhas mãos“.
Eu realmente espero ter uma decisão antes do final da temporada e ainda temos algumas semanas até lá, então vamos ver o que acontece. Eu não posso garantir que vou deixar a equipa ou ficar. Essa é a minha terceira temporada e estou um momento muito importante da minha carreira“, afirmou, em declarações captadas pelo site Grande Prêmio. 
Tenho algumas opções. Eu conversei com algumas pessoas e vamos escolher o melhor caminho em breve. A decisão de onde vou correr será 100% minha. É uma grande responsabilidade, por isso estou tomando cuidado e não quero cometer nenhum erro“, concluiu o piloto.