As datas de divulgação dos carros para 2014

Aos poucos, revelam-se as datas de apresentação de algumas marcas para a temporada de 2014 da Formula 1. Ano novo, chassis novos, motores novos, regulamentos novos, e no final deste mês acontecerão os primeiros testes, no circuito de Jerez. Ontem, a Mercedes anunciou pelo Twitter que irá apresentar o seu novo carro a 28 de janeiro, no circuito espanhol, e hoje a Caterham fez a mesma coisa, também pelo Twitter, e que também apresentará o seu novo carro no mesmo dia.

Contudo, a McLaren poderá ser a primeira a mostrar o seu carro, quatro dias antes dos testes de Jerez. A 24 de janeiro, em Woking, por volta do meio-dia, o McLaren MP4-29, o último com motor Mercedes (a Honda entrará em ação em 2015) fará a sua apresentação ao mundo, com Jenson Button e o seu novo recruta, o dinamarquês Kevin Magnussen. O lançamento será também transmitido “online” pelo canal da marca no Youtube. 
Ao mesmo tempo, o dinamarquês, filho de Jan Magnussen, anunciou hoje na sua página de Twitter que escolheu o numero 20 no seu carro, o mesmo que lhe deu o campeonato na Formula Renault 3.5 de 2013.
Anúncios

Ken Gregory, o homem por trás de Stirling Moss

Ken Gregory, o antigo “manager” de Stirling Moss e um dos fundadores da BRP, a British Racing Partnership, que correu em meados dos anos 60, morreu no passado dia 1 de dezembro na sua casa, no sul de Espanha. Tinha 87 anos. Gregory foi um dos homens mais importantes do automobilismo nos anos 40 e 50, primeiro, como piloto da classe 500cc, e depois ao tomar conta dos destinos de Moss, ao longo da década de 50 e ter ajudado a fazer, ao lado de Alfred Moss, o pai de Stirling, a equipa BRP, que andou na Formula 1 até 1964, primeiro com chassis de outras marcas, e depois com o seu próprio chassis, guiado por pilotos como Innes Ireland, Hans Hermann e Tony Maggs, entre outros.
O seu percurso no automobilismo começa após ter servido na II Guerra Mundial. Com o surgimento de uma categoria pujante, a classe 500cc, muitos deles com chassis Cooper, Gregory tentou a sua sorte, primeiro como corredor, e depois como integrante no departamento de competição do Royal Automobile Club. E é por essa altura que conhece um jovem de 20 anos chamado Stirling Moss, numa recepção do RAC. Depressa se tornam amigos, e é ele que arranja os seus primeiros contratos na Formula 1, com a HVM, em 1951. Ao mesmo tempo, ao serviço da RAC, tinha conseguido fazer a primeira corrida em quatro rodas no circuito de Brands Hatch, que até então, só tinha visto corridas de motos.
SM (Stirling Moss) sentia-se mais confortável quando guiava para equipas britânicas – disse Gregory ao jornalista Gordon Cruikshank, da revista Motorsport, em 2009não porque era patriota ou algo assim, mas porque se sentia confortável da maneira como os britânicos trabalhavam. Mas em 1951, a Ferrari ofereceu-lhe um volante, mas recusou porque tinha um compromisso com a HWM. E ele honrava os compromissos“.
Contudo, em 1953, Moss passa uma má temporada na Cooper-Alta, e com a aparição da nova Formula de 2,5 litros, em 1954, Gregory tenta encontrar um carro para Moss, mas não encontra lugar nas equipas oficiais: Mercedes, Ferrari e Maserati. Gregory tenta falar com Alfred Neubauer, mas sem sucesso, e as coisas com a Maserati também tinha redundado em fracasso. Para piorar as coisas, Moss tinha-se zangado com Enzo Ferrari quando, numa corrida em Bari, faltou ao compromisso acertado e não lhe deu um carro. Logo, a Scuderia também estava riscada dos planos.
Telegrafei para [Rudolf] Ulenhaut e pedi uma reunião“, começou por dizer. A ideia era de eles se encontrarem com Alfred Neubauer, o mítico chefe de equipa da marca. Gregory fala dele como um “homem jovial”, mas nessa reunião, as coisas não correram bem: “Disse-lhe que tinha em mãos o melhor piloto do mundo, mas Neubauer já tinha [Juan Manuel] Fangio e disse ‘fizemos a nossa escolha e não estamos certos se Stirling está suficientemente maduro’. Entretanto, a Maserati tinha já a sua equipa. Parecia desanimador“.

Ken contou a Stirling a situação, e ele respondeu com um “Ken, deixo esses pormenores para ti“, antes de ir para a Bahamas, correr na Nassau Speed Week. Assim, contou a situação ao seu pai e disse que o ideal seria ir a Itália e comprar um 250F.

Voei no dia seguinte para Modena, para me encontrar com Orsi e Alfieri [Maserati]. Eu queria colocar Stirling na equipa, mas eles já tinham três argentinos [Onofre Marimon, Froilan Gonzalez e Carlos Menditeguy], então decidi que iria comprar um carro. Chegamos a um preço de nove mil liras – 5100 libras. Só que não sabia de onde é que viria o dinheiro. Não houve assinaturas até às duas da tarde, porque tive de os convencer a mudar o pedal da aceleração para a direita. Pelas três da tarde, liguei para o Alfred Moss e disse: ‘comprei-o. Tens de me ajudar a arranjar o dinheiro’.
Acabou por ser a sua irmã Pat a aranjar, bem como um patrocinio da Shell, que assegurou o pagamento. “A partir de 1954, as coisas andaram rapidamente. Ele adaptou-se rapidamente ao carro, a após a morte do Marimon na Alemanha, a Maserati ficou com ele. Eles pagavam tudo e nós ficamos com o “prize money“.

Contudo, é somente em 1955 é que o envolvimento entre os dois é mais forte quando Gregory convence a Mercedes a assinar um contrato com ele para a sua equipa de Formula 1. O contrato poderia ser fabuloso, porque a marca alemã era a mais forte da altura, mas havia um detalhe importante: Moss não sabia. E ele demonstrava algum cepticismo sobre os alemães.

Gregory contou como é que arranjou o contrato: “Recebemos um telegrama de Neubauer a perguntar: ‘Moss tem contrato para 1955?’. Nessa altura, ele estava a fazer as malas, a caminho de Nova Iorque e disse-me: ‘Esquece.’ Deixei-o embarcar e disse a Alfred: ‘Não podemos deixar escapar isto’, ao que ele respondeu: ‘Tu conheces o Stirling. Vai lá ver quanto é que lhe pagam’“.
Então voei para Estugarda ver o que é que poderia pedir a Neubauer. Quando cheguei e ouvi os termos, eles iriam pagar mais daquilo que esperava. Então, para ‘adoçar’, disse-lhe que se poderia fazer o favor de emparelhar com Fangio em Le Mans, porque sabia que idolatrava-o. Quando ele soube, ele disse primeiro ‘Disse-te que não queria correr para eles’, mas quando ouviu quanto iria ganhar e com quem ele iria correr em Le Mans, ele ficou convencido“.
A chegada à Alemanha, Moss foi fazer um teste a Hockenheim, antes de assinar o contrato. Com ele, vinha uma equipa de fotógrafos do Picture Post, e Neubauer decidiu despistá-los… mandando-os na direção errada. Nessa altura, os três – Gregory, Moss pai e filho – tinham estabelecido o Stirling Moss Ltd, que servia para agenciar os crescentes contratos profissionais e publicitários que Moss já tinha conseguido. Apesar de Gregory estar encarregado de arranjar os contratos, a palavra final era da família, especialmente do próprio Stirling. E apesar de em certos momentos as cartas dos fãs chegavam às centenas por semana, Stirling respondia com uma foto autografada. “Assinou às centenas”, contou Gregory.
A maneira como ele lidou com os assuntos de Moss fez com que outros pilotos se interessassem pelos seus serviços. Em 1955, Peter Collins pediu a Gregory que fosse seu manager. Ambos foram à Targa Florio, e venceram, com um Mercedes. Quanto à maneira de lidar com as coisas, Gegory afirmou que ambos eram completamente diferentes um do outro: “Stirling chegava aos eventos sempre a tempo e a horas, enquanto que com o Peter serias sortudo se aparecesse uma hora mais tarde”.
Com o passar do tempo, Gregory conseguia lidar com ambos os pilotos, e ainda foi convidado para organizar corridas em Brands Hatch, a convite da RAC, que o mandava também ajudar na organização da Nassau Speed Week, pois aquele sitio ainda era colónia britânica.

Mas mesmo assim, em 1958, Ken Gregory sentia-se… aborrecido. Moss estava a saltar entre a Vanwall e a Rob Walker Racoing, com os seus Cooper de motor traseiro, enquanto que Collins estava na Ferrari, ao lado de Mike Hawthorn, e ambos tinham as suas vidas arranjadas quando ligou a Alfred Moss e perguntou se queria voltar a gerir uma equipa: “Sabia que Alfred também tinha saudades e lhe perguntei ‘porque não vamos formar uma equipa?’”. Compraram um Cooper de Formula 2, a meias entre os dois.Paguei a parte dele logo na primeira temporada”. E em relação à estanha cor verde-alface… “Tivemos muitos comentários desfavoráveis, mas foi uma escolha memorável”.

E cedo Gegory descobriu os estranhos hábitos de Sterling: “Descobri rapidamente quão supersticioso ele era. No RAC, consegui dar-lhe a licença numero 7, e tinha outra regra: não tinha sexo dois dias antes das corridas!

As coisas correram bem entre ambos até à segunda-feira de Páscoa de 1962, no circuito de Goodwood. Moss guiava um Lotus 21 da BRP quando, inexplicavelmente, sofreu um grave acidente que fraturou as pernas e as costelas, ficando mais de um mês em coma. Para Ken Gregory, foi um choque: “Cheguei a receber 400 cartas por dia. A imprensa estava louca para obter uma revista [com Moss, no hospital]. Acabei por vender os direitos por dez mil libras”, contou. Curiosamente, alguns meses depois, em 1963, veio a fundar a revista “Cars and Car Conversations”, que continuou a ser publicada até 2003.

Pelo meio, Gregory decidiu fazer uma empresa de táxis aéreos, a Gregory Air Taxis, onde transportava a elite da musica e de Hollywood. Um dos seus aviões transportou John Lennon e Yoko Ono até Gibraltar, em 1969, onde se casaram pelo civil. As coisas andaram bem para ele até meados dos anos 70, onde maus investimentos o fizeram perder uma grande fortuna. Mas voltou a ficar em forma até à reforma, que decidiu passar no sul de Espanha, fazendo frequentes viagens até à Grã-Bretanha, onde via os amigos e via como a Formula 1 tinha mudado nos mais de 40 anos que continuou a seguir após o desaparecimento da BRP, em 1965.
E continuou a defender a amizade e os feitos de Moss nas pistas, especialmente em relação às circunstâncias da sua primeira vitória na Formula 1, no GP da Grã-Bretanha de 1955, onde muitos afirmam que Moss venceu Fangio porque o argentino assim o quis. Sobre isso, Gregory respondeu com um “Confesso que não sei. Mas uma coisa é certa: ele era capaz de bater Fangio nos Sport Cars!
Ars longa, vita brevis.

Noticias: Schumacher sofre acidente de ski nos Alpes franceses

A CNN anuncia esta tarde que o heptacampeão do mundo de Formula 1, Michael Schumacher, teve um acidente de ski este domingo de manhã, na estância de Meribel, nos Alpes Franceses. O ex-piloto, de 44 anos – fará 45 no próximo dia 3 de janeiro – escorregou e sofreu uma pancada na cabeça, tendo sido transportado para o hospital de Moutiers, ali perto.
Ele foi evacuado para o hospital de Mouiters,” disse Christophe Gernignon-Lecomte ao canal de televisão BFM. “Ele está em choque, mas está consciente. Poderá ter um traumatismo, mas não é grave“, continuou. Schumacher estava a passar o fim de ano com a família na estância de ski nos Alpes franceses, e o facto de levar um capacete na cabeça, mais a rápida evacuação para o hospital evitou males maiores. 
Ainda não se sabe quanto tempo vai ficar no hospital, pois isso dependerá da quantidade de exames neurológicos que irá fazer. 
Schumacher está agora a gozar a sua segunda retirada da Formula 1 depois de um regresso em 2010, ao serviço da Mercedes, onde ao contrário do que se esperava, não foi tão bem sucedido. Apenas um pódio e uma volta mais rápida, ambos em 2012, num periodo onde ele andou no pelotão intermediário, frustrou os que ainda julgavam que o alemão poderia tentar um oitavo título mundial contra a geração mais nova. A sua melhor classificação geral foi em 2011, quando acabou o ano no oitavo posto, com 76 pontos.

Formula 1 em Cartoons: O pneu de Nico Rosberg (GP Toons)

O assunto da semana foi o teste de pneus da Pirelli no Bahrein, onde Nico Rosberg teve um despiste a mais de 320 km/hora devido ao rebentamento de um dos pneus qie estavam a ser testados, e do qual o piloto alemão disse que por causa disso, quase se borrou nas calças. E foi por isso que o Hector Garcia, no Grand Prix Toons, decidiu fazer um “cartoon” ao lado do Pedro de la Rosa, um dos pilotos de teste da Ferrari… 

Youtube Automotive Classic: Mandela-Benz, 1990

Uma semana depois do desaparecimento fisico de Nelson Mandela, descobri no blog do Flávio Gomes este incrível video da Mercedes-Benz sul-africana. No principio de 1990, os operários da fábrica da Mercedes em Port Elizabeth, no leste da África do Sul, decidiram fazer um modelo para o líder do ANC, que iria ser libertado em breve, após 27 anos de prisão. Eles decidiram fazer o carro de graça, com uma hora extra do seu trabalho, e de forma entusiasta, enquanto que a fábrica doaria as partes.
O carro era um Classe S, e foi pintado de vermelho. No final, entregue ao seu proprietário, o representante da fábrica, Philipp Groom, afirmou que era “um trabalho de amor”. Mandela, por sua vez, disse que o vermelho lembrava o sangue derramado por todos os que lutaram contra o sistema do “apartheid”, brancos e negros, e que permitiram levar a África do Sul rumo à democracia e ao regime multiracial.
Hoje em dia, o carro está em Joanesburgo, no Museu do Apartheid.

Noticias: Ross Brawn explica razões para a sua saída da Mercedes

Como seria de esperar, Ross Brawn e a Mercedes anunciaram esta manhã que iriam seguir caminhos separados. Foi o próprio Brawn que fez o anuncio, explicando que a mudança de regulamentos para 2014 era a altura ideal para sair da marca, para continuar no caminho das vitórias e dos títulos. “2014 vai marcar o início de uma nova era neste desporto. Nós já sentíamos que essa era o momento correto de simultaneamente começar uma nova era no comando da marca para garantir que a organização vai estar competitivamente numa posição mais forte nos próximos anos”, avaliou.
Brawn também afirmou que a escuderia ficará em boas mãos, com Paddy Lowe e Toto Wolff ao leme, e observados por Niki Lauda. “O fator mais importante na minha decisão de abandonar o cargo de chefe de equipa foi garantir que este era o momento certo para garantir os nossos sucessos futuros. O plano de sucessão que implementamos durante esta temporada significa que a marca está pronta para a transição das minhas responsabilidades para uma nova liderança formada por Toto e Paddy”, declarou. 
A Mercedes-Benz investiu significativamente tanto em pessoal, quanto em estrutura, quer em Brackley, quer em Brixworth. Graças à abordagem unica que colocamos em ambas as fábricas, a Mercedes está posicionada para ter sucesso em 2014, e estou orgulhoso de ter ajudado a fazer as fundações desse sucesso”, acrescentou.
Para além disso, Brawn fez um balanço do tempo que passou em Brackley, desde os tempos em que aquilo se chamava Honda, para depois passar a ser Brawn GP, antes de em 2010 ter virado Mercedes: “Nós só podemos ficar orgulhosos não apenas com nossas conquistas na pista, mas também na organização que construímos em Brackley. Ao longo dos últimos seis anos, esta equipa proporcionou alguns dos momentos mais memoráveis da minha carreira. O nosso segundo lugar nos Construtores, nesta temporada, é uma importante marca no caminho para o sucesso. Estou confiante que o futuro destina muito sucesso para a marca e vou ficar realmente orgulhoso de ter feito a minha parte nessas conquistas”, concluiu.
Há especulação sobre o que ele poderá fazer no futuro, mas o mais provável é que ele decida tirar um ano sabático, tal como fez em 2007, após a sua saída da Ferrari. 

Rumor do Dia: Ross Brawn sai da Mercedes

A Mercedes vai anunciar esta quinta-feira que Ross Brawn irá abandonar a equipa no final do ano. O rumor existe há vários meses, mas parece que vai ser nesta quinta-feira que acontecerá o anuncio oficial. A grande razão para que ele tenha decidido abandonar a equipa, segundo diz a Autosport britânica, têm a ver com o controlo da equipa, que neste momento é um “trunvirato” entre ele, Christian “Toto” Wolff e Paddy Lowe, com Niki Lauda a ser o conselheiro nos bastidores, com funções não-executivas.
Aparentemente, a transição será imediata. Brawn irá sair da marca, com efeito imediato, com Lowe e Wolff e tomar conta da equipa, com poderes mais alargados, pois iriam açambarcar algumas das funções desempenhadas por Brawn, que tomou conta da equipa no final de 2008, quando a Honda saiu inesperadamente de cena, e ele teve que criar a Brawn GP, com algum apoio da Mercedes. No final desse ano, com a conquista dos títulos de pilotos e de marcas desse ano, a marca alemã tomou conta dos negócios e adoptou o nome a partir de 2010.
Agora, resta saber o que Brawn irá fazer a seguir. A reforma não está descartada, bem como existem ofertas – ou rumores – de que regressos à Ferrari – onde esteve entre 1997 e 2006, ajudando Michael Schumacher a vencer cinco títulos mundiais – e à Honda – que o contratou em 2008 – só que desta vez, ajudando a McLaren a regressar aos lugares da frente, de onde esteve arredado em 2013. Claro que ambas as hipóteses – entre outras – poderão acontecer depois de um ano sabático, que poderá fazer em 2014.
Ross Brawn tem uma longa carreira na Formula 1. Nascido a 23 de novembro de 1954 (fez agora 59 anos), começou a sua carreira em 1976 na March, passando depois para a Williams, primeiro como operador de máquinas, depois como engenheiro aerodinâmico. Em 1985, passa para a Lola-Haas, ajudando a desenhar o chassis – com Adrian Newey como… seu colega! – para depois ir para a Arrows, onde fica até 1988, e a seguir, tenta a sua sorte na Jaguar, onde desenhou o modelo XJR-14 de Sport-Protótipos.
Em 1991, regressa à Formula 1, mais concretamente à Benetton, onde conheceu um jovem alemão, de seu nome Michael Schumacher. Nos anos seguintes, torna-se no diretor técnico da equipa, onde ajuda a desenhar os carros e a elaborar as estratégias nas corridas, com bons resultados: Schumacher é campeão do mundo em 1994 e 1995, antes de se mudar para a Ferrari em 1997, onde irá permancer durante nove anos e ajudar a escrever uma página dourada na Scuderia.

Formula 1 2013 – Ronda 19, Brasil (Corrida)

Interlagos é o final da história da temporada de 2013. O final de uma era na Formula 1, a dos motores V8 de 2.4 litros, que darão lugar aos V6 Turbo, de 1,6 litros. Para alguns pilotos, esta irá ser a sua última corrida na Formula 1, embora saibamos que o único que iria sair pelo seu próprio pé seria Mark Webber, que decidiu estar farto de ser o eterno segundo e tentará ser feliz no projeto da Porsche nas 24 Horas de Le Mans. Mas dentro do pelotão, esta iria ser a última corrida para alguns pilotos, especialmente Felipe Massa, que depois de oito anos da Ferrari, iria sair da Casa de Maranello, para tentar ser primeiro piloto na Williams. 

Outros, porém, viam esta corrida como a última numa era de incertezas, se iriam ter o dinheiro para continuar a correr em 2014, num paddock onde os rumores fervilharam neste fim de semana: “Será que Hulkenberg assinou pela Force India?” “Fala-se que Maldonado conversa com a Sauber…” “Parece que Perez têm um camião de dólares para entrar na Force India…” “Fala-se que a Lotus deu um ultimato de dez dias à Quantum…”. Enfim, muito falatório, mas nada de concreto. E já se sabe que haverá novatos em 2014…
Mas nesse domingo, o que se falava – e olhava  era o tempo. Tinha chovido na sexta e no sábado, e todos se questionavam se iria haver chuva neste domingo. E se existisse, a corrida seria bem mais interessante, e alguns até suspiravam que Vettel tivesse num dia não e outro pudesse vencer. Esquecendo que o piloto alemão teve a sua primeira vitória na Formula 1 justamente… numa corrida molhada. 
A partida foi algo anormal: os Red Bull largaram mal e quem aproveitou foi Nico rosberg, que ficou na liderança. Vettel reagiu e foi atrás do seu compatriota para ver se recuperava a posição o mais rapidamente possivel, o que conseguiu no final da primeira volta. Atrás, Webber voltou a largar mal e foi superado por Lewis Hamilton. O ingles da Mercedes tracionou melhor e até passou Fernando Alonso, para ficar com o terceiro posto. As coisas ficaram assim até ao inicio da terceira volta, quando o motor Renault do Lotus de Romain Grosjean decidiu explodir em plena reta. Por essa altura, já Vettel tinha um avanço de cinco segundos sobre Rosberge Hamilton.
E nestes primeiros minutos, parecia que iria ser mais do mesmo: os Red Bull na frente, mas os Mercedes perdiam terreno: Rosber começou paluatinamente a ser superado por Alonso, Hamilton e Massa, que subia na classificação: na volta 16, ele já era quinto. E foi nesta altura em que começaram a dar os primeiros avisos de chuva. Chuva fraca, mas o aviso tinha sido dado.
Com as paragens, havia muita confusão no meio do pelotão, mas na frente, os Red Bull seguiam sem serem incomodados. Webber parou na volta 23, mas a paragem nas boxes correu mal, perdendo quase cinco segundos no processo. Duas voltas depois, foi a vez de Vettel, e tudo correu bem. Nessa altura, Ferrari e Red Bull partilhavam os quatro primeiros lugares, enquanto que Jenson Button, com pneus duros, conseguiu passar quatro posições numa só volta, subindo ao sexto posto.
No inicio da volta 26, Webber conseguiu passar Fernando Alonso, voltando para o segundo posto. Mas nas voltas seguintes, o grande duelo era pelo quarto posto, entre Felipe Massa e Lewis Hamilton. O duelo era bom, com o brasileiro a defender-se da melhor maneira possível, mas na volta 31, Massa cruza a linha de boxes na zona proibida e os comissários obrigam-no a fazer um “drive-through” pelas boxes. Como seria óbvio, o brasileiro não gostou. “Inacreditável, inacreditável, inaceitável”, bradou.
Com o passar das voltas, caiam uns pingos de chuva, mas nada ameaçador para as condições de pista. Pelo meio da corrida, apareciam mais alguns pingos de chuva, mas na volta 48, há agitação. Valtteri Bottas passava Lewis Hamilton quando na travagem para a Curva 3, ambos tocaram-se e o finlandês da Williams estava fora da pista, com o inglês da Mercedes com um furo e danos no chão do carro. Muitos carros foram para as boxes, julgando que iria haver uma entrada do Safety Car, mas acabou por não acontecer. O inglês acabou por voltar para a pista, mas os comissários foram implacáveis: “drive through penalty” por ter causado uma colisão.

Com o passar das voltas, as ameaças de chuva eram consistentes, mas nada acontecia atá ao fim, quando Sebastian Vettel passava pela bandeira de xadrez e vencia pela nona vez consecutiva, 13ª na temporada. Com isso, o piloto alemão igualava dois recordes: o maior numero de vitórias consecutivas – um recorde com 60 anos e que pertencia a Alberto Ascari – e o maior numero de vitórias numa temporada, um recorde que era de Michael Schumacher desde 2004. Claro, Vettel comemorou da única maneira que sabia fazer: fazendo uns “donuts” na pista.

No segundo posto estava Mark Webber, que não só dava a dobradinha à Red Bull como também encerrava a sua carreira na Formula 1, após doze temporadas, 217 Grandes Prémios, nove vitórias, treze pole-positions e dezanove voltas mais rápidas. E como é tipicamente australiano, decidiu mandar o livro de regras para o espaço, tirando o seu capacete na volta de regresso às boxes. no lugar mais baixo do pódio ficava Fernando Alonso, que assm conseguia o tal segundo posto no campeonato de construtores, à custa da Mercedes (Rosberg foi apenas quinto, na frente de… Button!) e da Lotus, onde nenhum dos seus pilotos chegou aos pontos.

E assim acabou 2013: é o final de uma era. Muitos vão suspirar que este seja o final da “Formula Vettel” e que o seu piloto favorito domine a temporada para poderem desabafar numa mesa de café – ou num computador perto de si – mas na história, vai ficar um tempo em que os motores V8 de 2.4 litros estiveram ativos nas pistas. Agora, este motores irão para os museus, dando lugar aos V6 Turbo de 1.6 litros, e onde se espera que haja mais equilibrio e novos tipos de chassis. E que não seja outro ano aborrecido, ou polémico… 

Só em março saberemos.

Formula 1 2013 – Ronda 19, Brasil (Corrida)

Interlagos é o final da história da temporada de 2013. O final de uma era na Formula 1, a dos motores V8 de 2.4 litros, que darão lugar aos V6 Turbo, de 1,6 litros. Para alguns pilotos, esta irá ser a sua última corrida na Formula 1, embora saibamos que o único que iria sair pelo seu próprio pé seria Mark Webber, que decidiu estar farto de ser o eterno segundo e tentará ser feliz no projeto da Porsche nas 24 Horas de Le Mans. Mas dentro do pelotão, esta iria ser a última corrida para alguns pilotos, especialmente Felipe Massa, que depois de oito anos da Ferrari, iria sair da Casa de Maranello, para tentar ser primeiro piloto na Williams. 

Outros, porém, viam esta corrida como a última numa era de incertezas, se iriam ter o dinheiro para continuar a correr em 2014, num paddock onde os rumores fervilharam neste fim de semana: “Será que Hulkenberg assinou pela Force India?” “Fala-se que Maldonado conversa com a Sauber…” “Parece que Perez têm um camião de dólares para entrar na Force India…” “Fala-se que a Lotus deu um ultimato de dez dias à Quantum…”. Enfim, muito falatório, mas nada de concreto. E já se sabe que haverá novatos em 2014…
Mas nesse domingo, o que se falava – e olhava  era o tempo. Tinha chovido na sexta e no sábado, e todos se questionavam se iria haver chuva neste domingo. E se existisse, a corrida seria bem mais interessante, e alguns até suspiravam que Vettel tivesse num dia não e outro pudesse vencer. Esquecendo que o piloto alemão teve a sua primeira vitória na Formula 1 justamente… numa corrida molhada. 
A partida foi algo anormal: os Red Bull largaram mal e quem aproveitou foi Nico rosberg, que ficou na liderança. Vettel reagiu e foi atrás do seu compatriota para ver se recuperava a posição o mais rapidamente possivel, o que conseguiu no final da primeira volta. Atrás, Webber voltou a largar mal e foi superado por Lewis Hamilton. O ingles da Mercedes tracionou melhor e até passou Fernando Alonso, para ficar com o terceiro posto. As coisas ficaram assim até ao inicio da terceira volta, quando o motor Renault do Lotus de Romain Grosjean decidiu explodir em plena reta. Por essa altura, já Vettel tinha um avanço de cinco segundos sobre Rosberge Hamilton.
E nestes primeiros minutos, parecia que iria ser mais do mesmo: os Red Bull na frente, mas os Mercedes perdiam terreno: Rosber começou paluatinamente a ser superado por Alonso, Hamilton e Massa, que subia na classificação: na volta 16, ele já era quinto. E foi nesta altura em que começaram a dar os primeiros avisos de chuva. Chuva fraca, mas o aviso tinha sido dado.
Com as paragens, havia muita confusão no meio do pelotão, mas na frente, os Red Bull seguiam sem serem incomodados. Webber parou na volta 23, mas a paragem nas boxes correu mal, perdendo quase cinco segundos no processo. Duas voltas depois, foi a vez de Vettel, e tudo correu bem. Nessa altura, Ferrari e Red Bull partilhavam os quatro primeiros lugares, enquanto que Jenson Button, com pneus duros, conseguiu passar quatro posições numa só volta, subindo ao sexto posto.
No inicio da volta 26, Webber conseguiu passar Fernando Alonso, voltando para o segundo posto. Mas nas voltas seguintes, o grande duelo era pelo quarto posto, entre Felipe Massa e Lewis Hamilton. O duelo era bom, com o brasileiro a defender-se da melhor maneira possível, mas na volta 31, Massa cruza a linha de boxes na zona proibida e os comissários obrigam-no a fazer um “drive-through” pelas boxes. Como seria óbvio, o brasileiro não gostou. “Inacreditável, inacreditável, inaceitável”, bradou.
Com o passar das voltas, caiam uns pingos de chuva, mas nada ameaçador para as condições de pista. Pelo meio da corrida, apareciam mais alguns pingos de chuva, mas na volta 48, há agitação. Valtteri Bottas passava Lewis Hamilton quando na travagem para a Curva 3, ambos tocaram-se e o finlandês da Williams estava fora da pista, com o inglês da Mercedes com um furo e danos no chão do carro. Muitos carros foram para as boxes, julgando que iria haver uma entrada do Safety Car, mas acabou por não acontecer. O inglês acabou por voltar para a pista, mas os comissários foram implacáveis: “drive through penalty” por ter causado uma colisão.

Com o passar das voltas, as ameaças de chuva eram consistentes, mas nada acontecia atá ao fim, quando Sebastian Vettel passava pela bandeira de xadrez e vencia pela nona vez consecutiva, 13ª na temporada. Com isso, o piloto alemão igualava dois recordes: o maior numero de vitórias consecutivas – um recorde com 60 anos e que pertencia a Alberto Ascari – e o maior numero de vitórias numa temporada, um recorde que era de Michael Schumacher desde 2004. Claro, Vettel comemorou da única maneira que sabia fazer: fazendo uns “donuts” na pista.

No segundo posto estava Mark Webber, que não só dava a dobradinha à Red Bull como também encerrava a sua carreira na Formula 1, após doze temporadas, 217 Grandes Prémios, nove vitórias, treze pole-positions e dezanove voltas mais rápidas. E como é tipicamente australiano, decidiu mandar o livro de regras para o espaço, tirando o seu capacete na volta de regresso às boxes. no lugar mais baixo do pódio ficava Fernando Alonso, que assm conseguia o tal segundo posto no campeonato de construtores, à custa da Mercedes (Rosberg foi apenas quinto, na frente de… Button!) e da Lotus, onde nenhum dos seus pilotos chegou aos pontos.

E assim acabou 2013: é o final de uma era. Muitos vão suspirar que este seja o final da “Formula Vettel” e que o seu piloto favorito domine a temporada para poderem desabafar numa mesa de café – ou num computador perto de si – mas na história, vai ficar um tempo em que os motores V8 de 2.4 litros estiveram ativos nas pistas. Agora, este motores irão para os museus, dando lugar aos V6 Turbo de 1.6 litros, e onde se espera que haja mais equilibrio e novos tipos de chassis. E que não seja outro ano aborrecido, ou polémico… 

Só em março saberemos.

Formula 1 2013 – Ronda 19, Brasil (Qualificação)

A Formula 1 escolhe desde há uns anos a esta parte o circuito de Interlagos como o palco para a corrida final da sua temporada. É assim desde que há dez anos atrás, em 2003, a corrida brasileira terminou em caos devido à forte chuva que caiu naquele ano. Contrariando a tradição de correr no verão – ou inicio de outono austral – decidiu-se que correr em novembro seria melhor, pois poderia ter menos chance de chuva. Só que em 2008 e 2012 as coisas não foram bem assim, e também ela marcou a sua presença na clássica pista brasileira.
A qualificação começou com toda a gente na pista, e a calçar pneus intermédios, para evitarem surpresas. E valeu a pena: com o passar dos minutos, a chuva aumentou de intensidade e os tempos pioraram. Em pouco tempo, a esmagadora maioria dos pilotos foi para as boxes, mas a um minuto do fim, Kovalainen faz um tempo que o coloca no quinto posto, o que indicava uma melhoria ligeira na pista. Mas no final dessa Q1, para além dos Caterham e dos Marussia, quem ficou de fora foi o Sauber de Esteban Gutierrez e o Williams de Pastor Maldonado.
Passando para a Q2, as noticias indicavam que a chuva iria abrandar. Rosberg faz um tempo de 1.26.626, apesar de ter feito “powerslide” na Curva 3. Logo a seguir foi Sebastian Vettel a estabelecer o melhor tempo, com 1.26,515, com os carros a lutarem contra a pista. Os minutos passaram e o alemão melhora para 1.26,449, e pouco depois, Romain Grosjean colocou 1.26,161, para ficar na primeira posição. Mas nos minutos finais, a chuva apareceu com mais força e Sergio Perez bateu na curva 4 com o seu McLaren precisamente na altura em que acaba a Q2. E com isso, os McLaren ficaram de fora da Q3, tal como os Force India, o Williams de Valtteri Bottas e o Lotus de Heiki Kovalainen. Em contraste, os Toro Rosso de Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo conseguiram entrar na Q3.
Com isso, a direção da corrida decidiu atrasar o inicio da Q3 devido não só para tirarem o carro do mexicano, como também por causa da intensidade da chuva. Primeiro atrasaram em dez minutos, depois acrescentaram mais dez, e mais dez minutos, com o carro médico o único a passear pela pista.
Quando as coisas por fim estiveram seguras para correr, e a pista tinha um minimo apresentável, tinham passado 45 minutos em que os pilotos estiveram parados nas boxes. Começaram com pneus de chuva, mas pouco depois, calçaram pneus intermédios. Grosjean foi o primeiro e compensou, fazendo 1.27,773, mas logo depois, veio Webber… e não superou. Acabou por ser Sebastian Vettel a fazer melhor do que o francês, conseguindo 1.26,479 segundos e a conseguir a sua nona pole-position consecutiva.
Mas atrás, houve alterações. Nico Rosberg conseguiu superar Grosjean e ficou com o segundo posto, conseguindo 1.27,109, enquanto que Fernando Alonso a obter o terceiro melhor tempo, mas nenhum dos dois conseguiu baixar do um minuto e 27 segundos. Mark Webber e Lewis Hamilton ainda foram melhores que Grosjean, que teve atrás de si os Toro Rosso de Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, enquanto que Felipe Massa e Nico Hulkenberg fecharam o “top ten” nesta cinzenta, chuvosa e atribulada qualificação de Interlagos.
Mas a grande conclusão é que com todos estes ingredientes extra, a qualificação deu mais do mesmo: Sebastian Vettel era o primeiro a partir em Interlagos e provavelmente será o favorito a vencer nesta corrida de encerramento do campeonato. Amanhã saberemos se o tempo ficará assim e se preparemos para ver mais do mesmo ou algo mais imprevisivel…