Formula 1 em Cartoons – O número escolhido por Maldonado (GP Toons)

Causou alguma surpresa o facto de Pastor Maldonado ter escolhido o número 13 como seu número a partir de agora na Formula 1. Sendo que em alguns países é considerado um número de azar – provavelmente não deve ser na sua Venezuela natal… – e como a Formula 1 não o usava desde que Divina Galica tentou qualificar o seu Brabham no GP da Grã-Bretanha, em 1976, ver o audacioso – e sem cérebro Maldonado usar tal número fez com que o seu compatriota Hector Garcia decidisse fazer este “cartoon”.
Eis um homem que não acredita no azar. Ou na sorte…

Os números dos pilotos: a lista definitiva

Com o passar dos dias, os pilotos anunciam à FIA e ao mundo quais serão os números que irão usar a partir da temporada de 2014. Através do Twitter, a esmagadora maioria dos pilotos já anunciou que fez as suas escolhas, e esta tarde, a FIA colocou a lista definitiva, com Max Chilton ainda a não anunciar qual vai ser o seu número, e a Caterham ainda não divulgou qual vai ser a sua dupla de pilotos para a temporada de 2014.
Eis a lista:
1 (5) – Sebastian Vettel (Red Bull)
3 – Daniel Ricciardo (Red Bull)
6 – Nico Rosberg (Mercedes)

7 – Kimi Raikkonen (Ferrari)

8 – Romain Grosjean (Lotus-Renault)
11 – Sergio Perez (Force India)
13 – Pastor Maldonado (Lotus-Renault)
14 – Fernando Alonso (Ferrari)
17 – Jules Bianchi (Marussia)
19 – Felipe Massa (Williams)
20 – Kevin Magnussen (McLaren)
21 – Esteban Gutierrez (Sauber)
22 – Jenson Button (McLaren)
25 – Jean-Eric Vergne (Toro Rosso)
26 – Daniil Kyvat (Toro Rosso)
27 – Nico Hulkenberg (Force India)
44 – Lewis Hamilton (Mercedes)
77 – Valtteri Bottas (Williams)
99 – Adrian Sutil (Sauber)
A escolha de Magnussen e Button não é inocente: são os numeros que usaram quando venceram os seus campeonatos. No caso do britânico, foi o numero que usou quando estava na Brawn GP em 2009, quando foi campeão do mundo, e no caso de Magnussen, era o numero que usou em 2013 quando foi campeão da Formula Renault 3.5, contra Stoffel Vandoorne e António Félix da Costa.
Já Nico Rosberg decidiu honrar a herança paterna, já que era o numero que o seu pai Keke Rosberg usou em 1982, quando se tornou campeão do mundo. Interessante a escolha de Pastor Maldonado. Isto significará que o numero 13 está de volta, mais de trinta anos após ter sido usado pela última vez, pela piloto Divina Galica, em 1976. 
Surpreendente é a escolha do numero 27: quando todos pensavam que iria cair nas mãos de Jules Bianchi, pela sua ligação à Ferrari, acabou por ser o alemão Nico Hulkenberg, da Force India, a ser o escolhido. O francês acabará por andar com o numero 17. Lewis Hamilton decidiu ficar com o 44, enquanto que o 77 de Bottas tem a ver com o seu apelido e a capacidade de ganhar mais alguns trocados com o “merchandising”…

Post-Scriptum: Acabo de saber que Sebastian Vettel vai ficar com o numero 5 nos anos em que não andará com o numero 1. Boa escolha.

Os números que os pilotos escolheram (ou desejam escolher)

Com a história da FIA deixar que os pilotos possam escolher os seus números a partir de 2014, começam a surgir as noticias sobre as escolhas que ele podem fazer… e as brigas por números em particular. A Autosprint italiana fala hoje que alguns pilotos andam a querer recordar tempos do karting, o passado automobilístico e até… consultam cartomantes para o efeito.
Aparentemente, Nico Rosberg está indeciso entre os 5, o 6 e o 9, e pediu ajuda de… uma cartomante para o efeito. Ao contrário, Felipe Massa já escolheu o numero 19, que muitos já associam com o numero que usou Ayrton Senna na sua primeira temporada da Formula 1, pela Toleman, em 1984.
E há números que valem uma briga: Nico Hulkenberg, Kimi Raikkonen e Sergio Perez desejam o numero 11, embora para o piloto finlandês, a boa razão para a escolha desse número têm a ver com o seu ídolo, James Hunt, que usou esse numero em 1976, ano em que se tornou campeão do mundo. Em contraste, quem têm a escolha feita é Valtteri Bottas, que escolheu o numero… 77.
Outro piloto indeciso é Jean-Eric Vergne, que quer ou os numeros 21, 25 ou 27. Aparentemente, serviria para homenagear Francois Cevért, ou Gilles Villeneuve. Já Fernando Alonso poderá querer o numero 14, dos seus tempos de kart, já que recusou o numero 2.
Veremos o resultado final. 

Sobre os novos regulamentos da FIA

No inicio do século XX, os anarquistas espanhois costumavam dizer a seguinte frase, quando recebiam novidades: “Hay gobierno? Soy contra!” Mais do que seguirem ideologias, muitas das vezes as novas regras não são do agrado das pessoas, não só porque alteram alguma ordem estabelecida, mas também porque não se vê um beneficio óbvio nas pessoas ou nas instituições que se seguem. E para piorar as coisas, há situações em que se aplica outra frase feita: “pior a emenda do que o soneto“.

As alterações anunciadas esta tarde em Paris, à saída da reunião da FIA, foram surpreendentes, de uma certa maneira. Se a ideia dos números fixos, dados aos pilotos, para os usarem ao longo da sua carreira, era bem acolhida por todos, apareceram mais decisões que ninguém estava à espera: um teste na semana que vêm, no Bahrein, e que a partir do ano que vêm, a pontuação na última corrida do ano seria a dobrar, para dar mais emoção ao campeonato.
Pessoalmente, os números fixos são bons, mas deveriam ter feito uma ressalva: o numero um deveria ser obrigatório usar pelo campeão do mundo, porque pela experiência que vejo na MotoGP e na IndyCar, o numero é raramente usado pelos campeões, que preferem usar os seus números pessoais do que exibirem esse numero nos seus chassis. Mas mais polémico ainda, e do qual estou terminantemente contra, têm a ver com a história da última corrida do ano, que em 2014 será em Abu Dhabi. É que a partir de agora, a corrida terá o dobro de pontos, quer para os pilotos, quer para os Construtores. E tudo para elevar o nível e a emoção do campeonato, que todos reconhecem estar algo aborrecido com os quatro titulos seguidos de Sebastian Vettel.

Bem sei que 2014 será um “ano novo, nova era“. Mas se alterações nos carros é uma coisa, alterar a pontuação é outra. E tenho a sensação de que isto é uma distorção. Melhor: é uma palhaçada. A FIA enterra a cada ano que passa a tradição, em nome da “modernidade” e em vez de aproximar os fãs, provavelmente está a afastá-los. “Agradar a gregos, afastando os troianos” poderá fazer com que não se conquiste os gregos e coloque os troianos em guerra uns com os outros.

E podia ser pior: Helmut Marko afirmou hoje no jornal “Sport Bild” que a proposta inicial era de que as últimas quatro provas tivessem pontos a dobrar. Com esta revelação, chego à conclusão de que o que Jean Todt quer é uma “nascarização” para conquistar os americanos. Mas essa “obsessão” com mais de 30 anos esperava mais do lado de Bernie Ecclestone, não do presidente da FIA. Esse “winner takes all” só para que apareçam mais algumas dezenas de milhões de dólares do “Tio Sam” para ter mais dois pontos nas audiências televisivas, poderá ter sido um “prego no caixão” da Formula 1. É que os tradicionalistas vão odiar a ideia, e vão ligar isto às mais recentes regras que têm moldado a categoria máxima do automobilismo nos últimos anos, “em nome do espectáculo”.

Todos nós sabiamos que a Formula 1 não mudou de regras durante muito tempo, e isso ajudou a moldar toda uma geração. O sistema de pontos foi o mesmo durante 42 anos, exceptuando uma pequena alteração em 1990, quando se deu mais um ponto para o vencedor e se eliminou o limite de corridas a pontuar, mas a partir de 2003 é que as coisas sofreram uma enorme alteração: primeiro, o sistema de pontuação até ao oitavo classificado, e depois, em 2010, até ao décimo posto. Para além disso, temos artificios como o KERS e o DRS, com a respectiva asa móvel, tudo para facilitar as ultrapassagens. É certo que a Formula 1 chegou a uma altura em que as corridas eram aborrecidas, e contávamos as ultrapassagens em corrida pelos dedos de uma mão, mas passamos da “seca” para a chuva intensa, quase diluviana.

Em suma, nos últimos anos assistimos à vulgarização de algo que era precioso e que demorou anos a construir. Uma personalidade única que atraiu milhões de fãs um pouco por todo o mundo. A FIA está a comportar-se como aquele rapaz que conhece e se apaixona por uma rapariga que não lhe liga alguma, mas que faz tudo para a conquistar, tentando ser o mais parecido com ela, alienando os que são mais próximos, a sua familia e os seus amigos. E muito provavelmente poderá estar a encarar essa mulher como um “naco de carne com seios e rabo”. Se for assim, temo que estejamos a caminho do fim da Formula 1 que conhecemos.

E isso não é bom nos tempos que correm. Sabendo que Bernie Ecclestone vive provavelmente os seus últimos dias na Terra e sabendo a possibilidade de uma discussão, até de um potencial cisão entre as equipas, que nunca se uniram entre si, temo que a Formula 1 esteja a viver os seus últimos dias de glória. Espero estar enganado. 

Noticias: FIA anuncia teste, numeros e novo sistema de pontos

A FIA aprovou esta tarde um conjunto de normas para a próxima temporada, e se algumas eram esperadas, outras prometem levantar polémica. Para começar, a partir do ano que vêm, os pilotos escolherão os números que quererão usar ao longo das suas carreiras, do 2 até ao numero 99, deixando de haver quer aquilo que havia antes, dos números atribuídos pela classificação do Mundial de Construtores, quer o que havia antes de 1996, quando os números eram fixos e dados às equipas.

Contudo, uma outra norma, algo inesperada, promete dar alguma polémica. A partir do próximo ano, irá haver uma alteração no sistema de pontos, fazendo com na última corrida, os pontos para os Construtores e Pilotos contem a dobrar. Ou seja, o vencedor passa a conseguir 50 pontos, e o décimo classificado terá dois.
A reunião também anunciou que haverá um teste de pneus da Pirelli, entre os dias 17 e 19 de dezembro, no autódromo de Shakir, no Bahrein, para experimentar os novos pneumáticos para 2014. Até agora, a FIA anunciou a participação de seis equipas: Red Bull, Ferrari, McLaren, Toro Rosso, Force India e Mercedes.
Para além disso, a FIA adotou uma regra onde serão aplicados cinco segundos de penalização por infrações menores, do qual agora será mostrada às marcas, de maneira a saber onde é que querem aplicar esse novo tipo de sanções.

Em suma, a FIA surpreendeu nestes novos regulamentos. Resta saber que tipo de reações irão aparecer por aí. Isto promete.

Os numeros também fazem parte da competição

Creio que li sobre isso ontem ou anteontem, não me recordo. Mas ao ler hoje o último post do Blog do Ico, não só refresquei a memória, como me fez refletir sobre o assunto.
Primeiro que tudo, a noticia: a algo obscura Auto GP, que anteriormente se chamou de Formula 3000 Euroseries, decidiu este ano, à excepção do numero um, dar liberdade de escolha às equipas e respectivos pilotos para terem os seus números perferidos, tal como acontece actualmente com a Moto GP e a Indy Car Series. Ou seja, eles viram que ver o 46 do Valentino Rossi na TV é um chamariz tão grande como a categoria em si. Se a ideia resulta, provavelmente é outra história, mas podemos dizer que a ideia é boa.

A Formula 1 nunca teve isso dos numeros personalizados. Até 1973 os numeros eram dados pela organização dos Grandes Prémios, e era por isso frequente ver os campeões do mundo com outros numeros que não o numero um. Isso só foi regulado pela FIA em 1974, dando uma hierarquia que não foi grandemente modificada até 1996. Foi daí que vimos durante muito tempo a Tyrrell com os numeros 3 e 4, os Williams, primeiro com os 27 e 28, e depois com os 5 e 6, que anteriormente tinham pertencido à Brabham e à Lotus. E os 11 e 12, primeiro da Ferrari e depois cairam nas mãos da Lotus, para não falar dos numeros 27 e 28, que durante toda a década de 80 e e até meados de 90 pertenceram à Scuderia Ferrari, e que foram mais associados a eles do que aos proprietários anteriores.

Em 1996, Bernie Ecclestone e Max Mosley decidiram que os números seria mudados a cada ano, cujo critério seria a classificação dos construtores. Ou seja, o 1 e 2 iriam para o campeão, o 3 e 4 para o segundo, o 5 e 6 para o terceiro, e assim por diante. Isso fez com que os candidatos ao titulo ficassem com os números mais baixos, mas aumentou ainda mais a impessoalidade dos números e das equipas. Quase ao mesmo tempo, estes desapareceram dos chassis, hoje em dia é muito difícil encontrá-las, pois devido aos bicos elevados ou à sua pequenez, estes são relegados a um canto cada vez mais pequeno.

Esta história fez despertar-me para a importância que os números têm para a “psique” geral. Na Moto GP, toda a gente sabe que estes pertencem ao piloto e que vão com ele, independentemente de vencer títulos ou não. É como no futebol, onde o jogador tal fica identificado com o numero tal, algo que vem desde os tempos em que Pelé se imortalizou com a camisola dez. E depois Diego Armando Maradona ajudou a solificar a lenda. Toda a gente sabe que até ao final da sua carreira motociclistica, Valentino Rossi irá ser para sempre o homem do 46, “Il Dottore”. E que Casey Stoner será sempre o rapaz com o numero 69. E até Ken Block está a trazer isso para os ralis, quando toma posse do seu numero da sorte, o 43, no Monster Team. E isso ajuda a trazer mais adeptos e a identificar mais facilmente a modalidade, tal como se faz nos Estados Unidos, na NASCAR ou Indy Car Series.

Em suma, há certas coisas em que a Formula 1 pode ser boa, mas poderia ser muito melhor se estivesse atenta aos pormenores. E os números são uma parcela importante na equação. Dar às equipas ou aos pilotos a liberdade de os escolher não seria uma má ideia e até renderia mais dinheiro.

Noticias: Divulgada a nova numeração para 2009

A FIA divulgou este Domingo a numeração que os carros irão usar na temporada de 2009. Numa época de crise onde tempos, até agora, a confirmação de 18 carros, de nove equipas, não existem grandes alterações em relação ao numerário, expepto, obviamente, pelo numero um que serão levados pelos McLaren de Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen.
Esta numeração para 2009 tem algumas curiosidades interessantes: A Toro Rosso, graças à sua classificação no ano anterior, terá os numeros 11 e 12, que serão mais pequenos que os da… Red Bull, que ficarão com os numeros 14 e 15. FErnando Alonso será o numero 7, Robert Kubica o 5, e os Force India serão os numeros 18 e 19. Isto é assim, pois caso a ex-Honda volte com novas roupagens, vai ficar com os numeros 20 e 21 nas suas carenagens.

Eis a lista completa:

1. Lewis Hamilton (GBR) – McLaren Mercedes
2. Heikki Kovalainen (FIN) – McLaren Mercedes
3. Kimi Raikkonen (FIN) – Ferrari
4. Felipe Massa (BRA) – Ferrari
5. Robert Kubica (POL) – BMW Sauber
6. Nick Heidfeld (GER) – BMW Sauber
7. Fernando Alonso (ESP) – Renault
8. Nelsinho Piquet (BRA) – Renault
9. Jarno Trulli (ITA) – Toyota
10. Timo Glock (GER) – Toyota
11. Sebastien Buemi (SUI) – Toro Rosso Ferrari
12. A ser anunciado – Toro Rosso Ferrari
14. Sebastian Vettel (GER) – Red Bull Renault
15. Mark Webber (AUS) – Red Bull Renault
16. Nico Rosberg (GER) – Williams Toyota
17. Kazuki Nakajima (JAP) – Williams Toyota
18. Giancarlo Fisichella (ITA) – Force India Mercedes
19. Adrian Sutil (GER) – Force India Mercedes