Dakar 2014 – Etapa 6 (Tucuman – Salta)

A véspera do dia de descanso neste Dakar – que está a ser bem duro – ficou marcada por várias quedas e uma morte entre os “motards”. A mais relevante foi a desistência do chileno “Chaleco” Lopez Cotardo, que caiu no quilómetro 211 e ficou ligeiramente ferido, com a moto a ficar muito danificada.
Em termos de etapa, o grande vencedor é um piloto que já não ganhava… desde 2006. O franco-maliano Alain Duclos foi o grande vencedor desta etapa, conseguindo um minuto e 15 segundos de avanço sobre Marc Coma. Michel Metge foi a surpresa do dia, aparecendo na terceira posição, a um minuto e 49 segundos, na frente de Joan Barreda Bort, a dois minutos e vinte segundos. Cyril Després foi o quinto, a dois minutos e 55 segundos, na frente de Hélder Rodrigues, a quatro minutos e 21 segundos do vencedor.
Na geral, Coma têm agora um avanço de 42 minutos sobre Barreda Bort, com Alain Duclos a subir para terceiro, a uma hora de Coma. Hélder Rodrigues é agora o oitavo da geral, a duas horas de Coma.
Nos automóveis, Stephane Peterhansel foi o melhor nesta etapa, colocando os três Mini nos três primeiros lugares, ficando na frente de Nasser Al Attiyah e de Orlando Terranova. Mas Peterhansel, com quase 50 anos (tem 48), alcançou hoje um feito inédito: conseguiu ter o piloto mais vitorioso em etapas, alcançando as 63, 33 em motos e 30 em automóveis.
Peterhansel levou a melhor sobre Al Attiyah por pouco mais de dois minutos, enquanto que a diferença para Terranova ficou-se por pouco mais de três minutos. Giniel de Villers foi o quarto, na frente de Carlos Sainz e Nani Roma, que ficou a pouco mais de seis minutos da geral, controlando o andamento dos adversários.
Na geral, Roma segue líder, com mais de meia hora de avanço sobre Orlando Terranova e Stephane Peterhansel. Amanhã, máquinas e pilotos descansarão em Salta e repararão os seus carros e motos.  
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Dakar 2014 – Etapa 4 (San Juan – Chilecito)

A quarta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de San Juan e Chilecito, foi marcada pelo feito de Carlos Sainz, que venceu a etapa com o seu “buggy” e assim ficou com a liderança do Rali, batendo completamente a armada Mini, enquanto que nas motos, o espanhol Pedrero Garcia foi o vencedor-surpresa desta etapa.
Comecemos com as duas rodas, onde como já foi dito, o espanhol da Scherco bateu o KTM do chileno Chaleco Lopez por meros 29 segundos, deixando também Marc Coma a três minutos e dez segundos. Quando a Cyril Després, teve um dia mau e perdeu mais de 42 minutos para os da frente, caindo para o sexto lugar da geral.
Quanto aos pilotos portugueses presentes na prova, Paulo Gonçalves conseguiu o sétimo melhor tempo na etapa no seu Honda, e está agora no 19º posto da geral, a mais de duas horas do líder, enquanto que Hélder Rodrigues perdeu algum tempo, com mais problemas mecânicos, chegando no 19º lugar na etapa, e caindo agora para o 15º lugar da geral.
Terminei mais uma etapa, esta por sinal difícil, estamos em etapa-maratona e não tive qualquer tipo de assistência mecânica no dia de ontem. Tive de partir muito atrás devido ao azar de ontem, sem road book e com a mota algo destruída. Estou contente por ter chegado ao fim em luta pelos lugares da frente, mesmo depois de ter de ultrapassar muitos adversários. Temos muito Dakar pela frente e ainda há muitas hipóteses de recuperar na classificação”, explicou Gonçalves. 
Nos automóveis, Sainz foi o melhor, mesmo com uma avaria na direção assistida do seu carro. Conseguiu uma vantagem de seis minutos e quatro segundos sobre Stephane Peterhansel. Nasser Al-Attiyah acabou no terceiro posto, na frente do argentino Frederico Villagra e do espanhol Nani Roma, o anterior líder do rali. Atrás, o motor de Guerlain Chicherit pegou fogo ao quilómetro 427, e ele poderá ter acabado o rali por ali.
Amanhã, o Dakar sai de Chilecito e vai para norte, na direção de Tucuman, numa etapa com 527 quilómetros de troços cronometrados.

Rali Dakar – Dia 12

O Rali Dakar voltou hoje a terras chilenas, na etapa que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, e está agora a duas etapas da sua conclusão, em Santiago. E com Stephane Peterhansel e Cyril Després cada vez mais líderes na corrida, era a vez de outros brilharem. E hoje, os melhores foram Nani Roma e Franz Verhoven, com Rúben Faria a consolidar o segundo lugar na classificação geral.
Nos automóveis, Roma conseguiu bater o Hummer de Robby Gordon por quatro minutos e 18 segundos, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota, foi terceiro na frente do lider da corrida, Stéphane Peterhansel, ganhando minuto e meio ao francês na geral. Quanto a Carlos Sousa, foram sétimos na etapa, mantendo-se no sexto lugar da classificação geral, não muito longe do quinto, o BMW de Orlando Terranova.
Nas motos, a diferença entre Rúben Faria e a vitória na etapa foi de um minuto e 38 segundos, ele que foi batido pelo holandês Franz Verhoven. Joan Barreda-Bort foi o terceiro, com Hélder Rodrigues a ser o quinto e a subir ao nono posto da geral. Paulo Gonçalves foi o décimo, sendo agora o 12º na geral.
Amanhã, o Dakar cumpre a penultima etapa, entre Copiapó e La Serena, num total de 735 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada.

Dakar 2013 – Dia 11

A etapa de hoje do rali Dakar, entre as localidades argentinas de La Rioja e Fiambalá, foi tudo menos calma, pois o tempo não colaborou muito. Fortes chuvas fizeram aumentar os caudais dos rios, e se as motos não tiveram muitas dificuldades em terminar a etapa, nos automóveis, o caudal dos rios não permitiu que a etapa fosse mais longe do que o quilómetro 85, após o primeiro checkpoint. Nessa altura, vendo que o caudal dos rios poderia perigar a condução quer dos automóveis, quer dos camiões, a especial terminou por ali.

A organização decidiu que o vencedor tinha sido Robby Gordon, que liderava a etapa até então, mas o mais significativo é que o Mini de Leonid Novitzky teve problemas e ficou pelo caminho. Stephane Peterhansel foi o sexto na etapa e manteve o comando do rali.

Carlos Sousa era o oitavo na etapa quando esta foi interrompida, e com o que aconteceu com o Mini do piloto russo, acabou por subir para o quinto posto da geral. “Fui curiosamente o primeiro a ser informado desta decisão e a seguir diretamente para o acampamento. Uma bela e antecipada prenda de anos”, ironizou o piloto português. 

Andámos muito bem na areia e passámos sem grandes dificuldades as primeiras dunas. Estávamos muito motivados para o resto da especial, embora também um pouco apreensivos com a temperatura do motor face aos problemas da véspera. Mas o certo é que já vínhamos a ganhar cerca de dois minutos ao [Orlando] Terranova e quatro minutos ao Guerlain Chichérit… Enfim, ninguém pode saber o que esta etapa ainda poderia reservar no final”, concluiu.

Nas motos, o americano Kurt Caselli foi mais uma vez o vencedor de uma etapa, conseguindo superar o Husqvarna de Paulo Gonçalves, enquanto que Cyril Desprès acabou na terceira posição e consolidou a sua liderança na tirada. Ruben Faria teve problemas para encontrar o caminho e foi apenas o décimo classificado, mas manteve o segundo lugar da geral.

Hoje foi um dia difícil para mim. Perdi-me no início da Etapa, depois o troço tinha muita água e a partir de aí resolvi andar com muita calma pois era fácil errar e perder muito tempo. No final penso que foi a melhor decisão pois apesar do tempo perdido não coloquei em causa a minha prestação e os objetivos da equipa. O resultado de hoje foi excelente para a KTM /Red Bull pois o Cyril ampliou a vantagem para os mais diretos adversários e eu mantive o 2º lugar à geral. Amanhã vamos ter mais uma etapa complicada e até talvez decisiva para o resultado final deste Dakar. Continuo bem fisicamente e a minha KTM continua perfeita.“, afirmou.

Hélder Rodrigues teve problemas com a sua moto na parte final da etapa, acabando na 27ª posição e perdendo tempo suficiente para cair na classificação geral, estando agora na nona posição.

Apesar das condições muito difíceis que o percurso de hoje apresentou, devido às fortes chuvadas que caíram, estava a sentir-me muito bem e confiante de que poderia fazer um bom resultado. Passei muito cedo para a frente dos dois pilotos que partiram à minha frente para a especial e que também me precediam na classificação geral. Durante alguns quilómetros eles vieram atrás de mim, mas depois fui-me afastando e o meu objetivo era chegar-me ao grupo a frente, mas infelizmente houve um contratempo que me impediu de o concretizar.”, referiu.
Amanhã, o Dakar despede-se da Argentina e volta ao Chile, subindo os Andes e terminando a etapa em Copiapó, no total de 715 quilometros, 319 dos quais em especiais cronometradas.

Dakar 2013 – Dia 9

Depois de um dia de descanso  na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, máquinas e pilotos partiram desta cidade para Córdoba, na etapa mais longa do rali, num total de 593 km cronometrados, num percurso sem areia mas muito técnico, que contava com uma passagem por uma zona de floresta (!), entre outros.
Nas motos, o dia foi ótimo para os Mini e foi para esquecer para Nasser Al Attiyah. Parando por várias vezes ao longo da especial, teve uma mais grave quando faltavam cem quilómetros para a meta, que o fez parar por muito tempo e o fez afundar na classificação geral. Por causa disso, Stephane Peterhansel, que foi o segundo na etapa – atrás de Nani Roma – alargou a sua vantagem para 49 minutos sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O russo Leonid Novitsky é o terceiro da geral, e capaz de alcançar o Toyota do piloto sul-africano.
Carlos Sousa teve um grande dia, ao terminar a etapa na sexta posição, mas chegou a andar no terceiro lugar a meio da etapa. Com isto e os problemas sofridos por alguns dos seus concorrentes diretos, o piloto da Great Wall ascendeu ao sexto lugar da geral.
Nas motos, o dia foi marcado pelo acidente de David Casteu, que embateu numa vaca e acabou com o ombro maltratado, perdendo muito tempo e fazendo com que Ruben Faria acabe por ser o maior beneficiado na classificação geral, pois o francês Olivier Pain e o chileno Chaleco Lopez Cotardo também se atrasaram. Mas na etapa, o melhor foi Cyril Després, seguido pelo espanhol Joan Barreda-Bort, enquanto que Faria foi apenas quarto na etapa. Hélder Rodrigues foi o quinto e Paulo Gonçalves o sétimo na etapa.
Assim, na frente está agora Ruben Faria, com Cyril Després na segunda posição, a cinco minutos doi piloto português. O chileno Chaleco Lopez Cotardo é o terceiro, a nove minutos. Quanto a Hélder Rodrigues, deu um pulo na classificação geral, passando para o sétimo posto.
Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a Etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa KTM / Red Bull e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer. Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”, afirmou Faria na sua página do Facebook.
Era uma etapa longa, a maior deste rali, muito técnica e muito exigente do ponto de vista físico. Estar muito bem preparado foi uma enorme ajuda e um grande trunfo. Na fase inicial da prova vinha junto com o Cyril mas a ultrapassagem a um dos pilotos que tinham partido à nossa frente tornou-se mais complicada e ele acabou por se ir embora. Continuo a pautar a minha corrida por um andamento rápido, evitando correr riscos. Nas atuais circunstâncias a melhor forma de continuar a progredir na classificação”, referiu.
O Rali Dakar continua amanhã numa etapa entre Córdoba e La Rioja, em terras argentinas.

Dakar 2013 – Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.“, começou por dizer Rúben Faria.
Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.
Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

Dakar 2013 – Dia 6

O sexto dia do Rally Dakar, numa etapa disputada entre Arica e Calama, no Chile, ficou marcado pelo conhecimento de um acidente envolvendo um camião de assistência do Dakar e dois taxis, perto da fronteira de Arica, resultando na morte de dois clientes de um taxi e ferimentos graves em mais sete pessoas.
Nos automóveis, o dia ficou marcado pelo ataque do qatari Nasser Al-Attiyah, que no seu buggy, à liderança de Stephane Peterhansel. O ataque resultou na vitória na etapa, que terminou com oito minutos e 36 segundos de vantagem sobre o francês da Mini. Apesar de Peterhansel manter o comando da prova, está agora bem mais pressionado, pois agora a diferença diminuiu-se para um minuto e 18 segundos. Robby Gordon foi o terceiro na etapa, enquanto que o russo Leonid Novistkiy aproveitou as dificuldades de Giniel de Villiers para se aproximar do terceiro lugar na geral.

Sorte diferente teve Carlos Sainz, que viu o motor do seu “buggy” se partir, acabando assim a sua participação no rali. 

Quanto a Guerlain Chicherit, acabou por ser o nono mais rápido da etapa, ascendendo ao quinto posto com o Buggy SMG, depois ontem de ter tido problemas com a direção assistida do seu Buggy, que o fizeram com que tivesse problemas fisicos nos seus pulsos e que colocaram dúvidas sobre a sua continuidade no rali. Já Nani Roma caiu para sétimo na geral, depois de ter perdido mais de meia hora, atascado nas dunas.
Quanto a Carlos Sousa, teve um bom dia no Dakar, que o fez ascender até ao nono posto no Dakar, a mais de duas horas do comando.
Nas motos, o chileno Chaleco Lopez Cotardo foi o melhor, seguido pelo português Ruben Faria, depois de Paulo Gonçalves ter liderado boa parte da etapa, até ter problemas mecânicos no seu Husqvarna, que o fizeram atrasar-se em mais de uma hora. Olivier Pain foi décimo na etapa, mas manteve a liderança, embora tenha visto Cyril Després a aproximar-se.
Quanto aos portugueses, para além de Gonçalves e Faria, Hélder Rodrigues foi o oitavo e já está no “top ten” da geral.
Perfeito! É o que posso dizer sobre esta etapa. Mais uma vez definimos uma estratégia e mais uma vez resultou em pleno. Uma Etapa difícil com muita pedra e muito pó. Consegui um bom ritmo de corrida mas sempre com uma grande margem de segurança e sempre a controlar a corrida do Cyril. Quero aproveitar este excelente resultado para agradecer a toda a equipa KTM / Red Bull pelo brilhante trabalho que têm feito todos os dias não só nas motos mas também comigo e com o Cyril, comida excelente e massagens milagrosas no final de cada Etapa. Aos meus patrocinadores e fãs o resultado de hoje é para vocês! Obrigado por todo o vosso apoio!”, referiu Ruben Faria.
Já Paulo Gonçalves não escondia o seu desalento: “O dia de hoje estava a correr na perfeição, estava na frente da corrida até à neutralização, mas logo após iniciar a segunda secção da especial a moto teve um problema elétrico que me obrigou a parar, tendo perdido muito tempo, terminando o dia na 64ª posição. Hoje foi um dia muito difícil para a equipa Husqvarna Speedbrain.
Amanhã, o Rali Dakar sairá do Chile para chegar à Argentina, saindo de Calama e terminando em Salta, numa etapa de 754 quilómetros para os carros e 806 para as motos, com uma especial cronometrada de 220 quilómetros para ambos.  

Dakar 2013 – Dia 2

Depois de um primeiro dia onde todos cumpriram uma pequena classificativa entre Lima e Pisco, no Peru, máquinas e pilotos tinham hoje um dia complicado numa etapa à volta das dunas que cercam a cidade de Pisco, num percurso de 242 quilómetros. A principio, começavam com terra compactada até às primeiras dunas, a partir do quilómetro 136, e até ao fim da etapa, todos tiveram de as enfrentar. 

Nos carros, Carlos Sainz começou bem, mas acabou por se atrasar bastante e a ceder o comando ao Mini de Stephane Peterhansel, que venceu a etapa com um avanço de 16 minutos sobre o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota. Um minuto atrás de De Villiers ficou o francês Romain Chabot, no seu buggy. O russo Leonid Novistkiy foi quarto na tirada, no seu Mini, e está na mesma posição da geral, na frente do buggy de Nasser Al-Attiyah, o quinto. Lucio Alvarez, no segundo Toyota, acabou por ser sexto na etapa, à frente do polaco Holowczyc, no MINI da X-Raid. Carlos Sousa acabou por ser nono classificado nesta etapa com o seu Great Wall.

Nas motos, o vencedor foi o espanhol Juan Barreda Bort, no seu Husqvarna, que se transformou no novo comandante do Dakar, a cinco minutos e meio do português Ruben Faria, no seu KTM, e seis minutos e 36 segundos de Juan Pedrero Garcia. David Casteu foi quarto e Cyril Després acabou por ser o quinto. Quanto ao anterior líder, o chileno Lopez Cotardo, perdeu muito tempo e cai para o vigésimo posto da geral.

Foi uma etapa tranquila onde cedo encontrei um bom ritmo. Estou bem fisicamente e a minha KTM está perfeita. Amanhã vou ter que esperar pelo Cyril o que vai condicionar o meu resultado no final do dia mas é para isso que cá estou. Obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs que diariamente acompanham a minha participação e que me dão motivação e energia para a Etapa seguinte. Agora vou beber um Red Bull e preparar tranquilamente o meu road book para amanhã”, comentou Ruben Faria.

Em relação aos outros portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Honda é o 15º da geral – perdendo muito temo devido à falta de gasolina – a 12 minutos e 32 segundos do líder. Paulo Gonçalves é 22º no seu Husqvarna e Pedro Bianchi Prata é 57º.

Estava a fazer a etapa de acordo com o que tinha planeado. Já sabia que na fase inicial iria perder algum tempo nas ultrapassagens, na medida em que havia bastante pó e não queria correr qualquer tipo de risco. Mas depois comecei a ter o terreno mais aberto e a poder andar mais a fundo. Infelizmente, a meia dúzia de quilómetros da chegada, apercebi-me que estava com pouca gasolina e fui forçado a dosear o andamento, para não correr o risco de ficar parado no meio do sector selectivo”, salientou Helder Rodrigues.

Amanhã, maquinas e pilotos sairão de Pisco, rumo a Nazca, numa especial de 343 quilómetros, 243 dos quais numa especial cronometrada.

Dakar 2012 – o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste “rally-raid”. Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 
Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 
Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. “Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente“, referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 
Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. “Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação – como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau… Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis“, resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 
Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar“, concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.
Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.
E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

Dakar 2012 – o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.

Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este ‘atascou’ nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes ‘atascanços’ e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante“, referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns ‘atascanços’, uma ‘cambalhota’ e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse“, referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 
Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.