Noticias: Vettel considera regra dos pontos a dobrar de "absurda"

Já há reações de um piloto à nova regra dos pontos a dobrar na última corrida do ano. E especialmente de um particular: Sebastian Vettel. O tetracampeão do mundo e atual piloto da Red Bull classificou esta nova regra de “absurda” e fez analogias futebolísticas para justificar a razão, numa entrevista ao jornal “Sport Bild”: “Isso é um absurdo e penaliza todos os que trabalharam no duro ao longo da temporada. É como se de repente, a última jornada do campeonato alemão de futebol passa a valer o dobro de pontos”, declarou. 
Curiosamente, Vettel, mesmo com as novas regras, só seria prejudicado em 2012, onde perderia o título para Fernando Alonso.
Mas poderia ter sido pior. Helmut Marko revelou ao jornal “Bild” que a proposta inicial era de que as quatro últimas provas do ano iriam valer a dobrar. “Inicialmente, havia a intenção [da FIA] de dar pontos a dobrar nas últimas quatro corridas”, revelou. Isso faria que as corridas da Rússia, Estados Unidos, Brasil e Abu Dhabi tivessem ainda mais importância do que o resto da temporada.
Uma coisa é certa: a FIA parece que arranjou “sarna para se coçar“. Veremos mais reações ao longo das horas e dos dias. 
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Os planos de Félix da Costa para 2014

Desde sexta-feira que sabemos que no próximo ano, António Félix da Costa estará dividido entre o DTM e a Formula 1, como terceiro piloto da Red Bull. Contudo, nesta segunda-feira, em Cascais, a sua terra natal, o piloto de 22 anos explicou em pormenor para a imprensa portuguesa o que significa este desdobramento de tarefas, e isso não o vai prejudicar – ou matar – o seu sonho de alcançar a Formula 1.

Este objectivo de entrar para a Fórmula 1 não morreu. Antes pelo contrário, continua muito aberto“, começou por dizer. “Vou dar o meu melhor, porque a Fórmula 1 vai ser o meu objectivo a curto prazo“, concluiu, numa conferência de imprensa que teve, entre outros, Tiago Monteiro, seu conselheiro, o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa e o secretário de Estado do Desporto, Emídio Guerreiro.

Questionado sobre quando poderá concretizar o sonho, o jovem piloto foi peremptório: “É complicado, muito difícil, mas como sempre fui toda a minha vida, com uma força de vontade enorme, vou continuar a trabalhar para a Fórmula 1“. 

Félix da Costa admitiu que irá ter uma “época complicada“, por ter de conciliar a sua função de piloto de testes e de reserva da Red Bull, a equipa campeã do mundo de Fórmula 1, com as corridas na DTM, mas traçou como objectivo vencer algumas corridas no campeonato alemão. “As expectativas vamos ter de as destapar à medida que formos andando para a frente, mas obviamente, como piloto profissional que sou, e ambicioso, o meu objectivo é ganhar algumas corridas, entrar no pódio, mas é complicado designar agora os nossos objectivos“, sustentou.

Sobre o BMW de DTM, ele referiu que ficou agradavelmente surpreendido com a prestação do carro no teste que fez em Valencia, especialmente quando fazia as curvas mais rápidas, porque “a aerodinâmica é inacreditável. Acho que me ambientei muito bem. Não podia estar mais contente. Estar ligado a uma marca oficial, como é a BMW, dispensa qualquer tipo de apresentação e, ao mesmo tempo, estar com um pé na Fórmula 1, com a equipa campeã do mundo, é um programa duplo perfeito“, salientou.

E sobre a temporada que aí vêm, manifestou o desejo de começar a trabalhar com a nova equipa o mais rapidamente possível. “Acho que pode ser uma época em grande. Não vai ser fácil [estar nas duas competições], vou ter uma época complicada, muito ocupada e vou ter que me estruturar muito bem, ter a minha vida bem organizada, porque vou estar a lidar com duas equipas ao mais alto nível“, lembrou. 

Noticias: Félix da Costa será terceiro piloto da Red Bull e estará no DTM

A Red Bull anunciou esta manhã que António Félix da Costa será o terceiro piloto da Red Bull em 2014, ao lado de Sebastien Buemi, e para além disso, também será piloto da BMW no DTM, o campeonato alemão de Turismos, sendo o segundo piloto a participar, depois de Filipe Albuquerque.
O anuncio de Félix da Costa no DTM é apenas a confirmação dos rumores que puluavam desde que a Red Bull anunciou que iria manter o piloto português no seu programa, mesmo após ter sido preterido pelo russo Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso.
Para Christian Horner, o anuncio de Buemi e Félix da Costa como terceiros pilotos significa que “é uma grande honra anunciar a assinatura com o Sébastien e o António para 2014. No próximo ano os regulamentos da Fórmula 1 têm a maior mudança dos últimos tempos e regressam os testes durante a época. Por isso, poder chamar dois pilotos tão capazes será um enorme benefício para a equipa”. Quanto a Félix da Costa, Horner classificou-o de “um talento promissor com quem já temos uma boa relação de trabalho e a sua contribuição será importante durante uma época muito intensiva”.
Algum tempo depois, a BMW anunciou também que o piloto de Cascais iria ser um dos seus pilotos para a sua armada no DTM em 2014, sendo uma das duas novas entradas na marca, ao lado do belga Maxime Martin, que substituem, respectivamente, Andy Prilaux e Dirk Werner. Para o diretor da BMW Motorsport, Jens Marquardt, “António Félix da Costa convenceu-nos com os seus testes no BMW M3 DTM, e antes disso pelo seu sucesso nas corridas de fórmulas, onde sempre mostrou o seu talento. Estou ansioso para o ver prosseguir o seu desenvolvimento no DTM“.
Já Félix da Costa, que tinha estado a experimentar estes carros no fim de semana passado em Valência, estava feliz com este resultado: “É uma honra para mim pilotar para um grande fabricante como a BMW“, diz Félix da Costa. “Passar das corridas de monolugares para carros de turismo é uma experiência nova, mas os carros são ótimos de pilotar, já que o DTM é uma competição de corridas de primeira classe.
A conclusão que se chega é que ao colocar Félix da Costa numa competição diferente, deseja que ele evolua numa competição destas, mas com o calendário do DTM a não ser coincidente com os fins de semana da Formula 1, poderá significar que ele desejam o piloto para qualquer eventualidade, seja física, seja se algum dos pilotos que está presente no universo Red Bull, como Ricciardo ou Jean-Eric Vergne, não corresponder às expectativas, poderão “saltar fora” a meio do ano e serem substituídos pelo piloto português.

Youtube Motorsport Award: o discurso de Vettel no Autosport Awards

Ainda acho incrível como há pessoas que detestam Sebastian Vettel. Competitivo, boa pessoa, competente, prestativo, e com dom para as imitações e para a comédia! Aliás, quantos pilotos é que conhecem que estejam dispostos a entrar num kart e imitar o Super Mário?

Vejam só o que ele disse ontem à noite nos Autosport Awards, em Londres.

Esta vi eu no WTF1.co.uk

Rumor do Dia II: António Félix da Costa vai correr na DTM em 2014

O rumor existe há algumas semanas, mas a Autosport portuguesa anuncia esta tarde que a Red Bull decidiu colocar António Félix da Costa como piloto da DTM na temporada de 2014, ao serviço da BMW. A decisão, a ser confirmada, será consoante com os desejos da marca de energéticos austríaca, que quer colocar o piloto português – superado no final desta temporada por Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso – numa competição onde não haja colisão em termos de finais de semana na Formula 1.
Para além disso, a Red Bull vai o manter perto, sendo ele o terceiro piloto da marca, e trabalhando ativamente no simulador  ao longo de 2014. E a razão desta escolha poderá ser bem simples: com Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat sob escrutinio, quer na Red Bull, quer na Toro Rosso, a ideia é que Félix da Costa seja uma espécie de “fantasma” para que atice os outros três pilotos para que coloquem velocidade e resultados. E a ideia de o piloto português saltar para um Formula 1 a meio do ano é uma hipótese que a Red Bull coloca em cima da mesa, e alternar DTM com a categoria máxima do automobilismo é perfeitamente viável.
Veremos na semana que vêm, quando a Red Bull anunciar os planos que têm para o piloto de Cascais.   

Adrian Newey explica como vão ser as alterações para 2014

Adrian Newey refere que as grandes alterações para a temporada de 2014 não vão ser tão radicais como em 2009. Em entrevista ao site da Formula 1, o projetista que trabalha atualmente na Red Bull, mas que teve passagens por March, Williams, McLaren, afirmou que com o aumento da importância dos motores sobre a aerodinâmica, a grande questão é saber quem terá o melhor conjunto chassis-motor que permita dominar o pelotão na próxima temporada.
As mudanças aerodinâmicas são grandes, mas são menores do que as que tivemos em 2009. Então, sim, há a chance de que uma equipe venha com um carro que é melhor do que o de seus rivais, mas em cima do que você terá de mudanças nos motores.“, começou por dizer o projetista de 54 anos.
O que é absolutamente incerto neste momento é se um fabricante de motor será capaz de vir com uma vantagem significativa. Mas o carro que superará todos os outros será o que tiver a combinação de um bom motor e um bom chassis. Se um deles não funcionar, haverá um problema. Quem virá com a combinação ideal? Este é o grande jogo de adivinhação para todos e é o que adiciona tempero para a temporada 2014“, continuou.
Falando também sobre a aparência dos carros na próxima temporada, Newey afirmou que as projeções já feitas até aqui são um tanto quanto exageradas, mas, reconhece que podem não agradar aos puristas. “O ideal é que o carro seja rápido e tenha um design elegante. Mas todo mundo no paddock prefere um carro rápido a um carro atraente. É isso o que acontece. Sim, para mim seria bom se fosse dado um pouco mais de consideração à estética na elaboração dos regulamentos. Mas ser rápido é mais importante do que ser bonito.“, comentou.
Explicando a seguir sobre os seus métodos de trabalho quando projeta os seus chassis em cada temporada, o projetista – que é conhecido pela sua aversão aos computadores e programas especializados em CAD – mostra como é que trabalha com os regulamentos e ver o que pode ser feito.
  
A primeira coisa que você faz é ler os regulamentos. Com muito cuidado. Você tenta ler o que eles realmente dizem, mais do que o que pretenderam dizer, porque isso nem sempre é a mesma coisa. Então você tenta entender os regulamentos do pacote aerodinâmico e mecânico e o que parecem ser as melhores soluções para estas diferentes áreas.” começou por explicar.
Você vai embora e pesquisa. Haverá um momento em que tentas trazer tudo junto de volta novamente. Para mim, essa é a parte importante: o produto final deve ser um todo, não vários pedaços juntados num grupo. Na verdade, você desenvolve uma sensibilidade para este procedimento. O cérebro é uma coisa incrível: você pode estar fazendo algo completamente diferente, talvez fazendo uma xícara de chá, e de repente você sabe o certo do errado“, concluiu.

Youtube Formula 1 Video: Despedir em estrondo!

A Formula 1 despediu-se este domingo da era dos V8 de 2.4 litros. E para comemorar e conformidade, algumas equipas decidiram colocar os motores em alta rotação por uma última vez, como a Red Bull, que fez isso nas suas boxes. Neste caso em particular, foi Mark Webber que teve a honra de ligar o motor por uma última vez.

Ano que vêm aparecerá um novo motor: os V6 Turbo de 1,6 litros.

Formula 1 em Cartoons – As despedidas (Parc Fermé)

Este fim de semana em Interlagos foi de despedida para pelo menos dois pilotos: Felipe Massa e Mark Webber. O australiano sairá da Formula 1 para correr na Endurance, ao serviço da Porsche, enquanto que o brasileiro sai da Ferrari, após oito temporadas, para rumar à Williams.
E claro, o cartoonista Chris Rathborne decidiu desenhar os estados de espirito de ambos os pilotos nesta hora de despedida…

Formula 1 2013 – Ronda 19, Brasil (Corrida)

Interlagos é o final da história da temporada de 2013. O final de uma era na Formula 1, a dos motores V8 de 2.4 litros, que darão lugar aos V6 Turbo, de 1,6 litros. Para alguns pilotos, esta irá ser a sua última corrida na Formula 1, embora saibamos que o único que iria sair pelo seu próprio pé seria Mark Webber, que decidiu estar farto de ser o eterno segundo e tentará ser feliz no projeto da Porsche nas 24 Horas de Le Mans. Mas dentro do pelotão, esta iria ser a última corrida para alguns pilotos, especialmente Felipe Massa, que depois de oito anos da Ferrari, iria sair da Casa de Maranello, para tentar ser primeiro piloto na Williams. 

Outros, porém, viam esta corrida como a última numa era de incertezas, se iriam ter o dinheiro para continuar a correr em 2014, num paddock onde os rumores fervilharam neste fim de semana: “Será que Hulkenberg assinou pela Force India?” “Fala-se que Maldonado conversa com a Sauber…” “Parece que Perez têm um camião de dólares para entrar na Force India…” “Fala-se que a Lotus deu um ultimato de dez dias à Quantum…”. Enfim, muito falatório, mas nada de concreto. E já se sabe que haverá novatos em 2014…
Mas nesse domingo, o que se falava – e olhava  era o tempo. Tinha chovido na sexta e no sábado, e todos se questionavam se iria haver chuva neste domingo. E se existisse, a corrida seria bem mais interessante, e alguns até suspiravam que Vettel tivesse num dia não e outro pudesse vencer. Esquecendo que o piloto alemão teve a sua primeira vitória na Formula 1 justamente… numa corrida molhada. 
A partida foi algo anormal: os Red Bull largaram mal e quem aproveitou foi Nico rosberg, que ficou na liderança. Vettel reagiu e foi atrás do seu compatriota para ver se recuperava a posição o mais rapidamente possivel, o que conseguiu no final da primeira volta. Atrás, Webber voltou a largar mal e foi superado por Lewis Hamilton. O ingles da Mercedes tracionou melhor e até passou Fernando Alonso, para ficar com o terceiro posto. As coisas ficaram assim até ao inicio da terceira volta, quando o motor Renault do Lotus de Romain Grosjean decidiu explodir em plena reta. Por essa altura, já Vettel tinha um avanço de cinco segundos sobre Rosberge Hamilton.
E nestes primeiros minutos, parecia que iria ser mais do mesmo: os Red Bull na frente, mas os Mercedes perdiam terreno: Rosber começou paluatinamente a ser superado por Alonso, Hamilton e Massa, que subia na classificação: na volta 16, ele já era quinto. E foi nesta altura em que começaram a dar os primeiros avisos de chuva. Chuva fraca, mas o aviso tinha sido dado.
Com as paragens, havia muita confusão no meio do pelotão, mas na frente, os Red Bull seguiam sem serem incomodados. Webber parou na volta 23, mas a paragem nas boxes correu mal, perdendo quase cinco segundos no processo. Duas voltas depois, foi a vez de Vettel, e tudo correu bem. Nessa altura, Ferrari e Red Bull partilhavam os quatro primeiros lugares, enquanto que Jenson Button, com pneus duros, conseguiu passar quatro posições numa só volta, subindo ao sexto posto.
No inicio da volta 26, Webber conseguiu passar Fernando Alonso, voltando para o segundo posto. Mas nas voltas seguintes, o grande duelo era pelo quarto posto, entre Felipe Massa e Lewis Hamilton. O duelo era bom, com o brasileiro a defender-se da melhor maneira possível, mas na volta 31, Massa cruza a linha de boxes na zona proibida e os comissários obrigam-no a fazer um “drive-through” pelas boxes. Como seria óbvio, o brasileiro não gostou. “Inacreditável, inacreditável, inaceitável”, bradou.
Com o passar das voltas, caiam uns pingos de chuva, mas nada ameaçador para as condições de pista. Pelo meio da corrida, apareciam mais alguns pingos de chuva, mas na volta 48, há agitação. Valtteri Bottas passava Lewis Hamilton quando na travagem para a Curva 3, ambos tocaram-se e o finlandês da Williams estava fora da pista, com o inglês da Mercedes com um furo e danos no chão do carro. Muitos carros foram para as boxes, julgando que iria haver uma entrada do Safety Car, mas acabou por não acontecer. O inglês acabou por voltar para a pista, mas os comissários foram implacáveis: “drive through penalty” por ter causado uma colisão.

Com o passar das voltas, as ameaças de chuva eram consistentes, mas nada acontecia atá ao fim, quando Sebastian Vettel passava pela bandeira de xadrez e vencia pela nona vez consecutiva, 13ª na temporada. Com isso, o piloto alemão igualava dois recordes: o maior numero de vitórias consecutivas – um recorde com 60 anos e que pertencia a Alberto Ascari – e o maior numero de vitórias numa temporada, um recorde que era de Michael Schumacher desde 2004. Claro, Vettel comemorou da única maneira que sabia fazer: fazendo uns “donuts” na pista.

No segundo posto estava Mark Webber, que não só dava a dobradinha à Red Bull como também encerrava a sua carreira na Formula 1, após doze temporadas, 217 Grandes Prémios, nove vitórias, treze pole-positions e dezanove voltas mais rápidas. E como é tipicamente australiano, decidiu mandar o livro de regras para o espaço, tirando o seu capacete na volta de regresso às boxes. no lugar mais baixo do pódio ficava Fernando Alonso, que assm conseguia o tal segundo posto no campeonato de construtores, à custa da Mercedes (Rosberg foi apenas quinto, na frente de… Button!) e da Lotus, onde nenhum dos seus pilotos chegou aos pontos.

E assim acabou 2013: é o final de uma era. Muitos vão suspirar que este seja o final da “Formula Vettel” e que o seu piloto favorito domine a temporada para poderem desabafar numa mesa de café – ou num computador perto de si – mas na história, vai ficar um tempo em que os motores V8 de 2.4 litros estiveram ativos nas pistas. Agora, este motores irão para os museus, dando lugar aos V6 Turbo de 1.6 litros, e onde se espera que haja mais equilibrio e novos tipos de chassis. E que não seja outro ano aborrecido, ou polémico… 

Só em março saberemos.