Dakar 2014 – Etapa 7 (Salta – Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro “checkpoint” da etapa.
Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O “motard” queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino – navegado pelo português Paulo Fiuza – caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.
Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.
Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma – que foi quarto, a nove minutos de Sainz – continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.

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Dakar 2014 – Etapa 6 (Tucuman – Salta)

A véspera do dia de descanso neste Dakar – que está a ser bem duro – ficou marcada por várias quedas e uma morte entre os “motards”. A mais relevante foi a desistência do chileno “Chaleco” Lopez Cotardo, que caiu no quilómetro 211 e ficou ligeiramente ferido, com a moto a ficar muito danificada.
Em termos de etapa, o grande vencedor é um piloto que já não ganhava… desde 2006. O franco-maliano Alain Duclos foi o grande vencedor desta etapa, conseguindo um minuto e 15 segundos de avanço sobre Marc Coma. Michel Metge foi a surpresa do dia, aparecendo na terceira posição, a um minuto e 49 segundos, na frente de Joan Barreda Bort, a dois minutos e vinte segundos. Cyril Després foi o quinto, a dois minutos e 55 segundos, na frente de Hélder Rodrigues, a quatro minutos e 21 segundos do vencedor.
Na geral, Coma têm agora um avanço de 42 minutos sobre Barreda Bort, com Alain Duclos a subir para terceiro, a uma hora de Coma. Hélder Rodrigues é agora o oitavo da geral, a duas horas de Coma.
Nos automóveis, Stephane Peterhansel foi o melhor nesta etapa, colocando os três Mini nos três primeiros lugares, ficando na frente de Nasser Al Attiyah e de Orlando Terranova. Mas Peterhansel, com quase 50 anos (tem 48), alcançou hoje um feito inédito: conseguiu ter o piloto mais vitorioso em etapas, alcançando as 63, 33 em motos e 30 em automóveis.
Peterhansel levou a melhor sobre Al Attiyah por pouco mais de dois minutos, enquanto que a diferença para Terranova ficou-se por pouco mais de três minutos. Giniel de Villers foi o quarto, na frente de Carlos Sainz e Nani Roma, que ficou a pouco mais de seis minutos da geral, controlando o andamento dos adversários.
Na geral, Roma segue líder, com mais de meia hora de avanço sobre Orlando Terranova e Stephane Peterhansel. Amanhã, máquinas e pilotos descansarão em Salta e repararão os seus carros e motos.  

Dakar 2014 – Etapa 5 (Chilecito – Tucuman)

Parece que este Dakar está a ser demasiado duro para a maioria dos pilotos, sejam motos, sejam carros, sejam até os quads. Depois de ontem se ter noticiado que apenas seis quads chegaram ao fim na etapa entre San Juan e Chilecito, hoje parece que há problemas entre esta localidade de Tucuman. Primeiro, a organização da ASO decidiu encurtar a especial (de 527 para 220 quilómetros) por razões de segurança – boa parte dos concorrentes estão desidratados por causa do forte calor que se faz sentir – para além disso, uma confusão que houve ao quilómetro 195 fez com que muitos concorrentes se enganassem… excepto Marc Coma.

Mas se Coma foi o grande vencedor da etapa, subindo para o primeiro lugar, para as cores portuguesas, foi o desastre. Paulo Gonçalves acabou por desistir, vitima de um incêndio na sua Honda ao quilómetro 143 da etapa, depois de andar entre os da frente durante boa parte do percurso. Mas não foi só o piloto português vitima de incêndio nesta etapa: o espanhol Gerard Farres Guell também abandonou quando a sua Gas-Gas se incendiou. Em compensação, Hélder Rodrigues foi quarto classificado na etapa, a mais de 24 minutos de Coma.

Estou desolado, muito triste por ver terminada a prova desta maneira. Estávamos a fazer uma boa etapa, seguia na liderança e estava determinado a vencer. A uma dada altura dei pela mota em chamas, parei de imediato e fiz de tudo para parar o incêndio. Não foi possível. Senti-me impotente, já não havia nada a fazer. Assim terminou o meu Dakar”, declarou Paulo Gonçalves.
Atrás de Coma na etapa, ficou o espanhol Jordi Viladoms e o polaco Kuba Przygonski, todos em KTM. Aliás, a marca austriaca meteu as suas motos no pódio, com Rodrigues a ser o melhor dos Honda, já que Joan Barreda Bort foi um dos pilotos que errou no caminho e foi apenas o 17º classificado na etapa, afastando-se cada vez mais de Coma. A sorte é que “Chaleco” Lopez também se enganou no caminho e manteve-se no terceiro posto da geral…
Nos automóveis, a vitória pertenceu a Nani Roma, que repetindo o feito de há dois dias, voltou para a liderança do rali, depois de ontem ter sido batido por Carlos Sainz. O segundo na etapa foi o sul-africano Giniel de Villiers, a mais de quatro minutos de Roma, enquanto que Robby Gordon é o terceiro no seu “buggy”, vinte minutos atrás do piloto espanhol. Orlando Terranova foi o quarto.

Carlos Sainz foi o grande perdedor do dia, acabando no 18º posto, a mais de uma hora do vencedor, caindo para o sexto lugar da geral. 

O Dakar prossegue amanhã entre Tucuman e Salta, num percurso cronometrado de 424 quilómetros para os motociclos, e 400 para os automóveis.

Dakar 2014 – Etapa 4 (San Juan – Chilecito)

A quarta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de San Juan e Chilecito, foi marcada pelo feito de Carlos Sainz, que venceu a etapa com o seu “buggy” e assim ficou com a liderança do Rali, batendo completamente a armada Mini, enquanto que nas motos, o espanhol Pedrero Garcia foi o vencedor-surpresa desta etapa.
Comecemos com as duas rodas, onde como já foi dito, o espanhol da Scherco bateu o KTM do chileno Chaleco Lopez por meros 29 segundos, deixando também Marc Coma a três minutos e dez segundos. Quando a Cyril Després, teve um dia mau e perdeu mais de 42 minutos para os da frente, caindo para o sexto lugar da geral.
Quanto aos pilotos portugueses presentes na prova, Paulo Gonçalves conseguiu o sétimo melhor tempo na etapa no seu Honda, e está agora no 19º posto da geral, a mais de duas horas do líder, enquanto que Hélder Rodrigues perdeu algum tempo, com mais problemas mecânicos, chegando no 19º lugar na etapa, e caindo agora para o 15º lugar da geral.
Terminei mais uma etapa, esta por sinal difícil, estamos em etapa-maratona e não tive qualquer tipo de assistência mecânica no dia de ontem. Tive de partir muito atrás devido ao azar de ontem, sem road book e com a mota algo destruída. Estou contente por ter chegado ao fim em luta pelos lugares da frente, mesmo depois de ter de ultrapassar muitos adversários. Temos muito Dakar pela frente e ainda há muitas hipóteses de recuperar na classificação”, explicou Gonçalves. 
Nos automóveis, Sainz foi o melhor, mesmo com uma avaria na direção assistida do seu carro. Conseguiu uma vantagem de seis minutos e quatro segundos sobre Stephane Peterhansel. Nasser Al-Attiyah acabou no terceiro posto, na frente do argentino Frederico Villagra e do espanhol Nani Roma, o anterior líder do rali. Atrás, o motor de Guerlain Chicherit pegou fogo ao quilómetro 427, e ele poderá ter acabado o rali por ali.
Amanhã, o Dakar sai de Chilecito e vai para norte, na direção de Tucuman, numa etapa com 527 quilómetros de troços cronometrados.

Dakar 2014: Etapa 3 – (San Rafael – San Luis)

A terceira etapa do Rally Dakar, que ligou esta tarde as localidades de San Rafael e San Luis, na Argentina, foi complicada para muita gente, que perdeu tempo devido às dificuldades do terreno, muito rochoso, e à altitude, pois passaram perto dos Andes, mais concretamente no Aconcágua, a montanha mais alta, com quase seis mil metros.

Nos motos, as coisas foram más para os portugueses. Sem Rúben Faria, que se despistou e foi evacuado para o hospital mais próximo, e Bianchi Prata, que ficou doente, Helder Rodrigues e Paulo Gonçalves são agora os únicos sobreviventes a poderem rodar nos lugares da frente. Mas o melhor na etapa foi o espanhol Joan Barreda Bort, que teve uma boa etapa e conseguiu bater o Yamaha de Cyril Despres por quatro minutos e 41 segundos, ampliando a sua liderança, acima dos 13 minutos. Marc Coma perdeu quase sete minutos para o espanhol, mas foi o terceiro classificado, na frente de Alain Duclos.
No caso dos portugueses, Hélder Rodrigues teve problemas mecânicos e terminou apenas na 15ª posição da etapa, enquanto que Paulo Gonçalves demorou tempo para assistir Rúben Faria no seu acidente.
À chegada ao parque da assistência, Hélder Rodrigues considerou que a etapa foi “Dificílima. Muito exigente na navegação. Passei por algumas dificuldades, perdi bastantes minutos, mas consegui ultrapassar tudo e chegar aqui. O rali ainda tem muitos quilómetros para disputar”, referiu.

Foi um dia muito mau que comprometeu o meu resultado na prova. Cometi um pequeno erro a seguir outros pilotos, acabámos por descer a montanha e quando vi que era o caminho errado já não conseguia subir para a pista certa. Tentei subir várias vezes, caí muitas vezes a tentar subir e danifiquei bastante a mota, ficando sem road-book e instrumentos de navegação”, começou por explicar Paulo Gonçalves.

Assim que vi o Ruben caído parei de imediato a prova e chamei a assistência médica, ficando com ele até à chegada do helicóptero. Não me pareceu ter nada de grave, já sei que está bem e que vai ter de ficar um ou dois dias internado apenas para observação”, esclareceu.

Nos automóveis, sem Carlos Sousa, os Mini parecem não ter concorrência para a vitória. Mas para Stephane Peterhansel, este foi um dia para esquecer, acabando na 28ª posição na etapa e caindo na classificação geral, a quase meia hora do vencedor. Carlos Sainz também não teve um grande dia, acabando na 18ª posição da geral.

O grande vencedor foi Nani Roma, na frente do polaco Kryzsztof Holowczyc, também em Mini. A diferença entre ambos foi de um minuto e sete segundos. O sul-africano Leroy Poulter foi o terceiro, num Toyota Hilux, a três minutos e 19 segundos do vencedor, na frente de Orlando Terranova, o quarto na etapa, e que com isso subiu para o segundo lugar da geral, nove minutos atrás de Nani Roma.

Amanhã, o Dakar continua por caminhos dificeis, na etapa que liga San Juan a Chilecito, no total de 353 quilómetros cronometrados para as motos, e 657 para os carros.  

Dakar 2014 – Dia 1 (Rosario – San Luis)

O Rali Dakar começou este domingo, em termos competitivos, na cidade argentina de Rosário, com Joan Barreda Bort e Carlos Sousa a serem declarados como os primeiros vencedores deste rali em motos e carros, respectivamente. Nesta etapa de 405 quilómetros (em termos competitivos), em termos de motos, o espanhol da Honda conseguiu superar Marc Coma, da KTM, por apenas 37 segundos. O francês Cyril Després, atual campeão de 2013, terminou na terceira posição, a 1.40 minutos do vencedor.

No caso dos motards portugueses, Paulo Gonçalves chegou ao fim na quinta posição, enquanto que Ruben Faria foi o 12º na etapa, a cinco minutos e 11 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, perdeu mais de nove minutos durante a etapa e chegou na 22ª posição da geral, um lugar atrás de outro português, Mário Patrão. 

O Dakar ainda está a começar. Esta primeira etapa foi de pequena dimensão mas já exigiu elevado nível de concentração. Acordámos muito cedo, ainda estou em fase de adaptação, mas consegui estar muito concentrado e num bom nível ao longo de todo o dia, não perdendo muito tempo para os meus principais adversários que partiram nos lugares da frente”, disse Gonçalves.

A primeira especial está feita. Não quis arriscar. Muito pó…algumas armadilhas numa especial sinuosa…era um dia onde se podería perder muito e pouco havia a ganhar. Amanhã arranco na 12ª posição face ás primeiras dunas…com calma!“, comentou Ruben Faria na sua página de Facebook.

No caso dos automóveis, o piloto da Great Wall foi o melhor, superando em onze segundos o local Orlando Terranova, que corre num Mini 4All Racing. A 47 segundos, no terceiro posto, chegou o qatari Nasser Al-Attiyah, seguido por Nani Roma, também em Mini, a um minuto e 15 segundos. De facto, o feito do piloto português, a bordo de uma Great Wall, superando – pelo menos por hoje – a armada Mini, que toda a gente sabe que é a grande favorita ao título. Carlos Sainz é o quinto, no seu “buggy” SMG.

É fantástico, não estava nada à espera. Correu tudo muito bem, o carro estava fantástico e acabámos por fazer uma especial limpa. Mas confesso que estava longe de imaginar que pudéssemos ganhar! É um resultado que nos abre excelentes perspetivas para o muito que ainda resta neste Dakar, apesar de os nossos objetivos permanecerem intactos. Foi um ótimo e inesperado início, mas há ainda muito Dakar pela frente e vamos continuar focados em lutar por um lugar no top-10 à chegada a Valparaíso, no próximo dia 18 de janeiro. Para já, vamos saborear esta vitória e aproveitar o facto de estarmos na liderança da prova… Não é a primeira vez que isso acontece, mas não deixa de ser significativo consegui-lo com uma equipa chinesa e com um carro que, apesar das suas recentes evoluções, tem já seis anos de idade. É um feito, sem dúvida”, afirmou o piloto português à chegada à sua assistência, em San Luís.

A segunda etapa deste Dakar disputa-se entre as cidades de San Luis e San Rafael, na Argentina, com um total de 724 quilómetros, 359 dos quais serão cronometradas. “A partir de amanhã começa o verdadeiro Dakar, etapa longa, difícil, muito rápida e onde vamos ter as primeiras dunas. Vou continuar ao ataque para me manter em luta pelos lugares do pódio”, referiu Paulo Gonçalves.

Dakar 2013 – Dia 13

A penultima etapa do Rali Dakar, já em solo chileno, ligou as localidades de Copiapó e La Serena,  com 441 quilómetros competitivos, foi disputada em velocidade, mas com tudo quase decidido quer em carros, quem nas motos.

Nos automóveis, Robby Gordon demonstrou a sua força, vencendo a etapa com uma diferença de 22 segundos sobre o mini de Guerlain Chicherit. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro na etapa, a quatro minutos e 41 segundos, seguido pelo Toyota de Giniel de Villiers, que terminou a oito minutos e oito segundos do vencedor.

Carlos Sousa foi o sétimo classificado na etapa, na frente de do Mini de Stéphane Peterhansel, que já está em gestão, rumo à vitória na geral. 

O mais importante foi não perder a concentração e poupar nos pisos mais duros. Andámos sistematicamente entre os mais rápidos e foi pena o furo que sofremos já depois da neutralização, porque podíamos ter conseguido uma classificação mais positiva na etapa. Mas estamos satisfeitos, porque até consolidámos o 6º lugar da geral”, afirmou o piloto português.

Na classificação, Peterhansel é o lider e tem agora 44 minutos e 38 segundos de avanço sobre o sul-africano Giniel de Villiers, com Leonid Novitskiy no terceiro posto, a quase hora e meia. Orlando Terranova, acompanhado pelo seu navegador português Paulo Fiúza, são quintos classificados, na frente do Great Wall de Carlos Sousa, que deverá repetir o sexto lugar do ano passado.

Nas motos, a vitória na etapa “ficou em casa” e foi importante que isso acontecesse, porque “Chaleco” Lopez Cotardo conseguiu assim subir ao segundo posto, por troca com Rúben Faria, que se atrasou e ficou nesta etapa a 14 minutos e 27 segundos do piloto chileno. Cyril Després, que já tem a sua quinta vitória nas mãos, acabou a cinco minutos de Lopez Cotardo e ficou com o segundo posto na etapa.
Paulo Gonçalves foi o terceiro na especial, quatro segundos mais lento do que Després, e sobe ao “top ten” no décimo posto, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sexto na etapa e permitiu ascender até ao sétimo posto da geral.   
Foi um dia bastante positivo. Andei bem, cheguei à frente da corrida quando os pilotos que iam à minha frente cometeram um erro na navegação, mas isso também me aconteceu quando falhei uma nota logo a seguir a passar um waypoint. A navegação era muito exigente, mas superei bem todas as dificuldades. Estou satisfeito por saber que estamos três portugueses no Top 10 do Dakar. Somos o único país a ter três pilotos aí. É muito positivo”, referiu hoje, à chegada a La Serena, o piloto da Honda.
Amanhã é a última etapa do Dakar, ligando La Srena e Santiago do Chile, num total de 630 quilómetros, 128 dos quais em especial cronometrada.

Dakar 2013 – Dia 9

Depois de um dia de descanso  na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, máquinas e pilotos partiram desta cidade para Córdoba, na etapa mais longa do rali, num total de 593 km cronometrados, num percurso sem areia mas muito técnico, que contava com uma passagem por uma zona de floresta (!), entre outros.
Nas motos, o dia foi ótimo para os Mini e foi para esquecer para Nasser Al Attiyah. Parando por várias vezes ao longo da especial, teve uma mais grave quando faltavam cem quilómetros para a meta, que o fez parar por muito tempo e o fez afundar na classificação geral. Por causa disso, Stephane Peterhansel, que foi o segundo na etapa – atrás de Nani Roma – alargou a sua vantagem para 49 minutos sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O russo Leonid Novitsky é o terceiro da geral, e capaz de alcançar o Toyota do piloto sul-africano.
Carlos Sousa teve um grande dia, ao terminar a etapa na sexta posição, mas chegou a andar no terceiro lugar a meio da etapa. Com isto e os problemas sofridos por alguns dos seus concorrentes diretos, o piloto da Great Wall ascendeu ao sexto lugar da geral.
Nas motos, o dia foi marcado pelo acidente de David Casteu, que embateu numa vaca e acabou com o ombro maltratado, perdendo muito tempo e fazendo com que Ruben Faria acabe por ser o maior beneficiado na classificação geral, pois o francês Olivier Pain e o chileno Chaleco Lopez Cotardo também se atrasaram. Mas na etapa, o melhor foi Cyril Després, seguido pelo espanhol Joan Barreda-Bort, enquanto que Faria foi apenas quarto na etapa. Hélder Rodrigues foi o quinto e Paulo Gonçalves o sétimo na etapa.
Assim, na frente está agora Ruben Faria, com Cyril Després na segunda posição, a cinco minutos doi piloto português. O chileno Chaleco Lopez Cotardo é o terceiro, a nove minutos. Quanto a Hélder Rodrigues, deu um pulo na classificação geral, passando para o sétimo posto.
Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a Etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa KTM / Red Bull e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer. Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”, afirmou Faria na sua página do Facebook.
Era uma etapa longa, a maior deste rali, muito técnica e muito exigente do ponto de vista físico. Estar muito bem preparado foi uma enorme ajuda e um grande trunfo. Na fase inicial da prova vinha junto com o Cyril mas a ultrapassagem a um dos pilotos que tinham partido à nossa frente tornou-se mais complicada e ele acabou por se ir embora. Continuo a pautar a minha corrida por um andamento rápido, evitando correr riscos. Nas atuais circunstâncias a melhor forma de continuar a progredir na classificação”, referiu.
O Rali Dakar continua amanhã numa etapa entre Córdoba e La Rioja, em terras argentinas.

Dakar 2013 – Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.“, começou por dizer Rúben Faria.
Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.
Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

Dakar 2013 – Dia 7

A sétima etapa do Rali Dakar fez sair os concorrentes de Calama, no Chile, para Salta, na Argentina, e numa etapa em alta altitude – na ordem dos 4000 metros, ficou marcada pelo acidente mortal do motard francês Thomas Bourgin, de 25 anos, que foi vitimado pela colisão com um carro da policia chilena, na ligação para a etapa cronometrada. Apesar de assistido de imediato, acabou por não resistir aos ferimentos. Bourgin estava a fazer o seu primeiro Dakar e era o 68º da geral.

Nos automóveis, a etapa foi marcada pelo equilibrio. Stephane Peterhansel, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon lutaram pela vitória na etapa, com o francês da Mini a levar a melhor, com dois minutos de diferença para o Buggy do qatari. Guerlain Chicherit foi o segundo na etapa, seguido por Robby Gordon, no seu Hummer. Nasser Al-Attiyah foi o quinto, atrás do argentino Orlando Terranova Carlos Sousa foi o nono na etapa com o seu Great Wall.

Na classificação, Stéphane Peterhansel aumentou ainda mais a margem que detém no comando da prova, ficando agora a três minutos e 14 segundos sobre o buggy de Nasser Al-Attiyah. Giniel de Villiers é o terceiro no seu Toyota, a 44 minutos e três segundos, na frente do russo Leonid Novistkiy, no seu Mini, a 48 minutos e 54 segundos. Carlos Sousa é décimo, a duas horas e sete minutos do líder, mas está a menos de cinco miunutos do oitavo posto.

Nas motos, e apesar desta etapa ficar marcada pela morte de Thomas Bourgin, o melhor foi Kurt Caselli, que venceu na frente do chileno “Chaleco” Lopez Contardo. O líder da prova, Olivier Pain, foi terceiro, a um minuto e um segundo, com o melhor português a ser Rúben Faria, quinto classificado, numa etapa onde Cyril Després teve problemas na sua caixa de velocidade do seu KTM e perdeu cerca de treze minutos. Hélder Rodrigues, no seu Honda, voltou aos maus resultados e foi apenas 19º, enquanto que Paulo Gonçalves foi o 23º a cortar a meta.

A etapa de hoje não tinha qualquer tipo de dificuldade ao nível de navegação, era muito rápida e em pista bem definida. Tentei ser rápido, mas a altitude condicionou o andamento. Para além disso é importante ter sempre em linha de conta que estamos a meio de uma etapa maratona e que portanto me vai caber tratar da mecânica da moto, sem poder contar com o apoio da nossa habitual estrutura de assistência”, salientou à chegada a Salta o piloto da Honda.

Apesar do meu resultado obviamente que não posso estar contente pois com o problema que o Cyril teve tudo vai ser diferente a partir de agora. Hoje foi uma Etapa bastante rápida e de fácil navegação. Tive de parar para ajudar o Cyril mas nada podia fazer e ele deu-me luz verde para arrancar e atacar. A partir desse momento foi sempre a recuperar. Apesar da altitude a minha KTM este perfeita! Grande moto! Um abraço para todos”, disse Ruben Faria no final da etapa.

Na geral, Pain destaca-se, com seis minutos e seis segundos sobre Chaleco Lopez Cotardo, e David Casteu é o terceiro, a seis minutos e 37 segundos do líder. Ruben Faria é agora o quarto, com quase cinco minutos na frente de Cyril Després.

O Rally Dakar continua amanhã entre Salta e San Miguel de Tucuman, na Argentina, em véspera do dia de descanso, num percurso de 779 quilómetros, 491 dos quais em setor cronometrado.