Dakar 2014 – Etapa 7 (Salta – Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro “checkpoint” da etapa.
Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O “motard” queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino – navegado pelo português Paulo Fiuza – caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.
Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.
Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma – que foi quarto, a nove minutos de Sainz – continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.

Última Hora: ASO decide punir três pilotos no Dakar

Segundo conta o Rodrigo Mattar, no seu blog “A MIl Por Hora”, Carlos Sainz, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon foram penalizados  pela organização do Rally Dakar em uma hora na etapa de hoje, devido ao facto de não passaram por um dos postos de passagem da etapa, o quinto, mais concretamente.
Para Carlos Sainz, isto foi um golpe ainda mais duro do que o mau dia que teve na estrada, onde perdeu uma hora para Nani Roma e a liderança, caíndo para o sexto posto na geral. Agora, com esta penalização, desce mais três posições, para o nono lugar. Quanto a Nasser al Attiyah, é agora o quinto da geral e Robby Gordon perde o terceiro lugar da etapa, caindo do 19º para o 23º posto da geral.
Amanhã, a caravana do Dakar vai de Tucuman para Salta, onde os automóveis farão 400 quilómetros cronometrados de extensão.

Dakar 2014 – Etapa 4 (San Juan – Chilecito)

A quarta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de San Juan e Chilecito, foi marcada pelo feito de Carlos Sainz, que venceu a etapa com o seu “buggy” e assim ficou com a liderança do Rali, batendo completamente a armada Mini, enquanto que nas motos, o espanhol Pedrero Garcia foi o vencedor-surpresa desta etapa.
Comecemos com as duas rodas, onde como já foi dito, o espanhol da Scherco bateu o KTM do chileno Chaleco Lopez por meros 29 segundos, deixando também Marc Coma a três minutos e dez segundos. Quando a Cyril Després, teve um dia mau e perdeu mais de 42 minutos para os da frente, caindo para o sexto lugar da geral.
Quanto aos pilotos portugueses presentes na prova, Paulo Gonçalves conseguiu o sétimo melhor tempo na etapa no seu Honda, e está agora no 19º posto da geral, a mais de duas horas do líder, enquanto que Hélder Rodrigues perdeu algum tempo, com mais problemas mecânicos, chegando no 19º lugar na etapa, e caindo agora para o 15º lugar da geral.
Terminei mais uma etapa, esta por sinal difícil, estamos em etapa-maratona e não tive qualquer tipo de assistência mecânica no dia de ontem. Tive de partir muito atrás devido ao azar de ontem, sem road book e com a mota algo destruída. Estou contente por ter chegado ao fim em luta pelos lugares da frente, mesmo depois de ter de ultrapassar muitos adversários. Temos muito Dakar pela frente e ainda há muitas hipóteses de recuperar na classificação”, explicou Gonçalves. 
Nos automóveis, Sainz foi o melhor, mesmo com uma avaria na direção assistida do seu carro. Conseguiu uma vantagem de seis minutos e quatro segundos sobre Stephane Peterhansel. Nasser Al-Attiyah acabou no terceiro posto, na frente do argentino Frederico Villagra e do espanhol Nani Roma, o anterior líder do rali. Atrás, o motor de Guerlain Chicherit pegou fogo ao quilómetro 427, e ele poderá ter acabado o rali por ali.
Amanhã, o Dakar sai de Chilecito e vai para norte, na direção de Tucuman, numa etapa com 527 quilómetros de troços cronometrados.

Dakar 2014 – Dia 1 (Rosario – San Luis)

O Rali Dakar começou este domingo, em termos competitivos, na cidade argentina de Rosário, com Joan Barreda Bort e Carlos Sousa a serem declarados como os primeiros vencedores deste rali em motos e carros, respectivamente. Nesta etapa de 405 quilómetros (em termos competitivos), em termos de motos, o espanhol da Honda conseguiu superar Marc Coma, da KTM, por apenas 37 segundos. O francês Cyril Després, atual campeão de 2013, terminou na terceira posição, a 1.40 minutos do vencedor.

No caso dos motards portugueses, Paulo Gonçalves chegou ao fim na quinta posição, enquanto que Ruben Faria foi o 12º na etapa, a cinco minutos e 11 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, perdeu mais de nove minutos durante a etapa e chegou na 22ª posição da geral, um lugar atrás de outro português, Mário Patrão. 

O Dakar ainda está a começar. Esta primeira etapa foi de pequena dimensão mas já exigiu elevado nível de concentração. Acordámos muito cedo, ainda estou em fase de adaptação, mas consegui estar muito concentrado e num bom nível ao longo de todo o dia, não perdendo muito tempo para os meus principais adversários que partiram nos lugares da frente”, disse Gonçalves.

A primeira especial está feita. Não quis arriscar. Muito pó…algumas armadilhas numa especial sinuosa…era um dia onde se podería perder muito e pouco havia a ganhar. Amanhã arranco na 12ª posição face ás primeiras dunas…com calma!“, comentou Ruben Faria na sua página de Facebook.

No caso dos automóveis, o piloto da Great Wall foi o melhor, superando em onze segundos o local Orlando Terranova, que corre num Mini 4All Racing. A 47 segundos, no terceiro posto, chegou o qatari Nasser Al-Attiyah, seguido por Nani Roma, também em Mini, a um minuto e 15 segundos. De facto, o feito do piloto português, a bordo de uma Great Wall, superando – pelo menos por hoje – a armada Mini, que toda a gente sabe que é a grande favorita ao título. Carlos Sainz é o quinto, no seu “buggy” SMG.

É fantástico, não estava nada à espera. Correu tudo muito bem, o carro estava fantástico e acabámos por fazer uma especial limpa. Mas confesso que estava longe de imaginar que pudéssemos ganhar! É um resultado que nos abre excelentes perspetivas para o muito que ainda resta neste Dakar, apesar de os nossos objetivos permanecerem intactos. Foi um ótimo e inesperado início, mas há ainda muito Dakar pela frente e vamos continuar focados em lutar por um lugar no top-10 à chegada a Valparaíso, no próximo dia 18 de janeiro. Para já, vamos saborear esta vitória e aproveitar o facto de estarmos na liderança da prova… Não é a primeira vez que isso acontece, mas não deixa de ser significativo consegui-lo com uma equipa chinesa e com um carro que, apesar das suas recentes evoluções, tem já seis anos de idade. É um feito, sem dúvida”, afirmou o piloto português à chegada à sua assistência, em San Luís.

A segunda etapa deste Dakar disputa-se entre as cidades de San Luis e San Rafael, na Argentina, com um total de 724 quilómetros, 359 dos quais serão cronometradas. “A partir de amanhã começa o verdadeiro Dakar, etapa longa, difícil, muito rápida e onde vamos ter as primeiras dunas. Vou continuar ao ataque para me manter em luta pelos lugares do pódio”, referiu Paulo Gonçalves.

Dakar 2013 – Dia 6

O sexto dia do Rally Dakar, numa etapa disputada entre Arica e Calama, no Chile, ficou marcado pelo conhecimento de um acidente envolvendo um camião de assistência do Dakar e dois taxis, perto da fronteira de Arica, resultando na morte de dois clientes de um taxi e ferimentos graves em mais sete pessoas.
Nos automóveis, o dia ficou marcado pelo ataque do qatari Nasser Al-Attiyah, que no seu buggy, à liderança de Stephane Peterhansel. O ataque resultou na vitória na etapa, que terminou com oito minutos e 36 segundos de vantagem sobre o francês da Mini. Apesar de Peterhansel manter o comando da prova, está agora bem mais pressionado, pois agora a diferença diminuiu-se para um minuto e 18 segundos. Robby Gordon foi o terceiro na etapa, enquanto que o russo Leonid Novistkiy aproveitou as dificuldades de Giniel de Villiers para se aproximar do terceiro lugar na geral.

Sorte diferente teve Carlos Sainz, que viu o motor do seu “buggy” se partir, acabando assim a sua participação no rali. 

Quanto a Guerlain Chicherit, acabou por ser o nono mais rápido da etapa, ascendendo ao quinto posto com o Buggy SMG, depois ontem de ter tido problemas com a direção assistida do seu Buggy, que o fizeram com que tivesse problemas fisicos nos seus pulsos e que colocaram dúvidas sobre a sua continuidade no rali. Já Nani Roma caiu para sétimo na geral, depois de ter perdido mais de meia hora, atascado nas dunas.
Quanto a Carlos Sousa, teve um bom dia no Dakar, que o fez ascender até ao nono posto no Dakar, a mais de duas horas do comando.
Nas motos, o chileno Chaleco Lopez Cotardo foi o melhor, seguido pelo português Ruben Faria, depois de Paulo Gonçalves ter liderado boa parte da etapa, até ter problemas mecânicos no seu Husqvarna, que o fizeram atrasar-se em mais de uma hora. Olivier Pain foi décimo na etapa, mas manteve a liderança, embora tenha visto Cyril Després a aproximar-se.
Quanto aos portugueses, para além de Gonçalves e Faria, Hélder Rodrigues foi o oitavo e já está no “top ten” da geral.
Perfeito! É o que posso dizer sobre esta etapa. Mais uma vez definimos uma estratégia e mais uma vez resultou em pleno. Uma Etapa difícil com muita pedra e muito pó. Consegui um bom ritmo de corrida mas sempre com uma grande margem de segurança e sempre a controlar a corrida do Cyril. Quero aproveitar este excelente resultado para agradecer a toda a equipa KTM / Red Bull pelo brilhante trabalho que têm feito todos os dias não só nas motos mas também comigo e com o Cyril, comida excelente e massagens milagrosas no final de cada Etapa. Aos meus patrocinadores e fãs o resultado de hoje é para vocês! Obrigado por todo o vosso apoio!”, referiu Ruben Faria.
Já Paulo Gonçalves não escondia o seu desalento: “O dia de hoje estava a correr na perfeição, estava na frente da corrida até à neutralização, mas logo após iniciar a segunda secção da especial a moto teve um problema elétrico que me obrigou a parar, tendo perdido muito tempo, terminando o dia na 64ª posição. Hoje foi um dia muito difícil para a equipa Husqvarna Speedbrain.
Amanhã, o Rali Dakar sairá do Chile para chegar à Argentina, saindo de Calama e terminando em Salta, numa etapa de 754 quilómetros para os carros e 806 para as motos, com uma especial cronometrada de 220 quilómetros para ambos.  

Dakar 2013 – Dia 5

A etapa de hoje, entre Arequipa, no Peru, e Arica, no Chile, determinou o adeus às pistas peruanas por parte do Rally Dakar, chegando ao Chile e ao deserto do Atacama, a alta altitude, numa etapa extraordinariamente técnica.

Nos automóveis, o vencedor do dia foi Nani Roma, seguido por Stephane Peterhansel, numa dobadinha da Mini nesta etapa. Para o piloto francês, isto significou ganhar tempo – cinco minutos, mais concretamente – a Nasser al Attiyah, que foi sétimo na etapa e agora tem uma diferença de nove minutos e 54 segundos sobre o Mini do piloto francês.
O sul-africano Giniel de Villiers é agora o terceiro na geral, depois de ter sido quarto na etapa, atrás do Hummer de Robby Gordon. Carlos Sainz foi quinto, mas ambos estão muito atrás na classificação geral. Quanto a Carlos Sousa, o português da Great Wall foi o décimo na etapa, fazendo com que se mantivesse na 11ª posição da geral.

Foi uma etapa sem o grau de dificuldade das anteriores e que exigiu apenas alguns cuidados numa zona mais rochosa do percurso. A especial era muito bonita e guiámos sem problemas, muito concentrados e a um ritmo sempre consistente”, resumiu o piloto português à chegada à Arica.

Ainda falta muita corrida e mantém-se tudo em aberto, sendo certo que a passagem pelo Atacama, já a partir de amanhã, reserva sempre muitas surpresas… O carro continua sem problemas e acredito que podemos subir mais alguns lugares na geral até ao dia de descanso. Sem loucuras, mas andando sempre de forma consistente”, prometeu.

Nas motos, David Casteu foi o melhor, seguido de Olivier Pain, ambos em Yamaha. A dobradinha foi suficiente para consolidar a liderança a este último, já que Joan Barreda Bort teve problemas e esteve parado por muito tempo na etapa.

Cyril Després foi o terceiro, estando agora na mesma posição na classificação geral, na frente de Ruben Faria, que na etapa foi apenas 13º. Faria ficou atrás de Helder Rodrigues, que foi oitavo na etapa e ascendeu ao 13º posto da geral, na frente de Paulo Gonçalves, que é o 16º. Bianchi Prata teve problemas e atrasou-se na classificação.

Esta foi uma etapa em que o cenário mudou radicalmente. Foi uma etapa relativamente curta mas com algumas partes bem complicadas. Vim muito tempo atrás do Farres e só na parte final consegui passar para a frente dele e ficar liberto do pó que a sua moto levantava”, salientou Helder Rodrigues à chegada a Arica. 

Hoje foi mais um bom dia para a equipa e principalmente para mim pois subi mais um pouco na geral. A etapa era dura com muito pó, pedras e algumas passagens de ribeiras. Consegui um bom ritmo desde o início, sempre sem arriscar o que me garantiu não perder muito tempo para os primeiros. Continuo muito bem fisicamente e a minha KTM está cada vez melhor. Amanhã voltam outra vez as dunas, o que significa atenção redobrada na navegação. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs”, comentou Ruben Faria no final da etapa.

O Rally Dakar voltará amanhã para uma etapa entre Arica a Calama, no Chile, no total de 767 quilómetros, dos quais 454 serão feitos em especial cronometrada, num regresso às dunas. 

Dakar 2013 – Dia 4

A etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, ainda em terras peruanas, era considerada pela organização como a “etapa rainha” do Dakar, devido à enorme quantidade de dunas que se apresentavam pelo caminho.

Nos automóveis, o dia foi marcado pelo duelo entre Nasser Al Attiyah e Guerlain Chicherit, com o buggy do qatari a levar o melhor sobre o Mini do piloto francês, por apenas meio minuto de diferença. Foi um duelo a quatro, pois Stephane Peterhansel e Carlos Sainz estiveram envolvidos, até que o piloto espanhol teve problemas e atrasou-se.

Peterhansel pode ter acabado a etapa na terceira posição, mas consolidou a liderança, desta vez com um avanço de cinco minutos sobre Nasser Al-Attiyah. O sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota, consolidou o terceiro lugar da geral, apesar de estar já a mais de meia hora sobre o lider.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português teve um bom dia, acabando a recuperar lugares. Agora, o piloto da Great Wall está na 11ª posição da geral.

Para Carlos Sainz, a etapa foi-lhe problemática. Depois de ontem ter-se queixado de que a organização lhe ter “devolvido” os 21 minutos que a organização lhe tirou na segunda etapa, devido a uma alegada avaria no GPS, e de ter perdido meia hora devido a problemas elétricos no seu “buggy”, desta vez, depois de ter estado envolvido na luta pela vitória, ficou parado no quilómetro 147 durante muito tempo, atrasando-se ainda mais na classificação, ficando por agora, fora dos dez primeiros. 

Outro dos azarados de hoje foi Robby Gordon. O americano continua a ser capaz do melhor… e do pior. Depois de ter sido segundo classificado na etapa de ontem, hoje voltou aos azares, ao capotar o enorme Hummer, acabando por ficar de rodas para o ar, à espera que alguém o virasse. Em termos físicos, nada sucedeu à equipa, e quanto a Gordon, foi mais um episódio da sua longa carreira no “off-road” e no Dakar. No final, ele retomou a prova, mas desta vez, acumulou mais quatro horas de atraso em relação à geral.

Nas motos, o grande vencedor do dia foi o espanhol Joan Barreda Bort, a bordo do seu Husqvarna, com oito minutos de avanço sobre o Honda do francês Olivier Pain, que ascendeu ao comando, já que Cyril Després atrasou-se, perdendo 17 minutos e fazendo-o cair para o terceiro lugar da geral.

Quanto aos portugueses, Hélder Rodrigues deu-se bem, com o piloto da Honda sa terminar no quinto lugar na etapa, o que deverá permitir subir alguns lugares na geral, enquanto que Rúben Faria ficou atrás de Rodrigues, no sexto posto, mantendo-se nesse lugar na classificação geral. Paulo Gonçalves foi apenas 18º na etapa e está na 21ª posição da geral.

O Dakar são quinze dias de corrida com muitos imponderáveis e temos de ser muito calculistas na maneira como o abordamos. O mais importante é não cometer erros, particularmente na navegação. Estou satisfeito por ter conseguido recuperar de forma significativa na etapa de hoje e amanhã tudo farei para melhorar ainda mais a minha classificação”, salientou Hélder Rodrigues, à chegada a Arequipa.

Ruben Faria, mais eufórico, comentou: “Isto é o Dakar! Resolvi atacar desde início para me aproximar ao máximo do Cyril pois com o resultado de ontem ele saiu à minha frente e tenho que andar sempre junto dele. Foi uma Etapa com uma navegação difícil principalmente na fase inicial. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs por todo o apoio diário. Um abraço especial para vocês”.

A etapa de amanhã levará máquinas e pilotos de Arequipa, no Peru, para Arica, no Chile, no total de 509 quilómetros para carros e 411 para as motos, dos quais 172 quilómetros (para os carros) e 136 km (para as motos) serão em troço cronometrado.  

Dakar 2013 – Dia 3

O terceiro dia do Rally Dakar, que ligou Pisco a Nazca, no Peru, começou com uma “decisão de secretaria”, com a organização a dar razão a Carlos Sainz à queixa que fez à organização devido à avaria do seu GPS durante o percurso na etapa anterior e que tinha passado na mesma pelos controles. Depois de uma cuidadosa observação, a organização decidiu que ele afinal tinha ganho a etapa com uma vantagem de três minutos e 20 segundos sobre o francês Stephane Peterhansel, mantendo assim a liderança.

A etapa de hoje ficou marcado por mais um dia de grande dureza nesta edição do Dakar onde mais uma vez as dunas de areia foram rainhas. Nos carros, o grande vencedor do dia foi Nasser Al-Attiyah, que no dia anterior, a organização equivocou-se, ao penalizar em três horas afundando-se até à ultima posição da geral. Reposta a verdade, ele venceu e subiu ao segundo lugar da geral. Robby Gordon, no seu Hummer, foi o segundo classificado, na frente de Stephane Peterhansel, que com isto ascendeu à liderança do rali, já que Carlos Sainz teve problemas e perdeu 21 minutos na geral, caindo para o quinto lugar na classificação.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português da Great Wall perdeu quase 30 minutos na fase inicial da especial, terminado a etapa no 25º lugar, a 52 minutos e 47 segundos de Al-Attiyah, o mais rápido no percurso. Por causa disso, Sousa caiu oito lugares e agora é o 17º da geral.

A etapa ficou também marcada pelo acidente do polaco Krzysztof Hołowczyc, que aconteceu a 40 km do final da especial. O piloto do Mini foi assistido devido a dores nas costelas, enquanto que o seu navegador, o português Filipe Palmeiro, nada sofreu.
Na classificação geral, Peterhansel lidera, seguido pelo buggy de Nasser Al Attiyah, a seis minutos e 33 segundos de Peterhansel, com o Toyota do argentino Lucio Alvarez no terceiro posto. O russo Leonid Nowitsky é o quarto, no seu Mini, na frente de Carlos Sainz e do sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota. 

Nas motos, a terceira etapa do Dakar foi vencida pelo chileno Chaleco Lopez, com Paulo Gonçalves em segundo, a pouco mais de um minuto. O francês Cyril Desprès foi terceiro, na frente de Alessandro Botturi, e tornou-se no novo líder da categoria.

A etapa correu muito bem, consegui impor um bom ritmo desde o início até ao final e terminei em segundo. Toda a equipa está a fazer um excelente trabalho e continuamos a mostrar todo o potencial da Husqvarna TE 449 RR”, afirmou. Paulo Gonçalves, que por causa disso, subiu ao 16º lugar da geral.

Quanto aos outros portugueses, Rúben Faria ficou parado no início da especial, perdendo 18 minutos na etapa, pois teve de ficar à espera de Cyril Després, que tinha tido dificuldades em passar uma duna, no inicio da etapa. Com isso, Faria é agora o 11º da geral, a dez minutos e 47 segundos de Després.

Foi uma etapa previsível pois com o resultado de ontem já sabia que teria que parar e esperar pelo Cyril. Mais uma vez muita areia mas tudo correu muito bem. Estou fisicamente forte e com um bom ritmo de corrida. A KTM está perfeita e o Red Bull que bebi esta manhã ajudou-me a voar sob as dunas. Obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fans por todo o apoio que me dão diariamante. Agora vou falar com os mecânicos e depois começar a preparar a etapa e a estratégia para amanhã”, referiu Ruben Faria à chegada a Nazca.

Quanto a Hélder Rodrigues, continua muito abaixo do que é capaz no seu Honda, perdendo mais 25 minutos à geral, especialmente na última parte da etapa devido a novos problemas de gasolina. Assim sendo, ele caiu para o 28º lugar da geral.

O Dakar ainda está no início e como já deu para se perceber a edição deste ano vai apresentar dificuldades muito superiores às dos anos anteriores. Estou confiante de que vamos ultrapassar estas complicações iniciais – é necessário ter em linha de conta que este projecto do Team HRC é muito recente e que a nossa Honda ainda está numa fase de desenvolvimento – e que vamos conseguir mostrar todo o nosso valor”, comentou.
O Dakar continua amanhã, entre Nazca e Arequipa, no total de 718 quilómetros, 288 dos quais percorridos em tempo cronometrado.

Dakar 2013 – Dia 2

Depois de um primeiro dia onde todos cumpriram uma pequena classificativa entre Lima e Pisco, no Peru, máquinas e pilotos tinham hoje um dia complicado numa etapa à volta das dunas que cercam a cidade de Pisco, num percurso de 242 quilómetros. A principio, começavam com terra compactada até às primeiras dunas, a partir do quilómetro 136, e até ao fim da etapa, todos tiveram de as enfrentar. 

Nos carros, Carlos Sainz começou bem, mas acabou por se atrasar bastante e a ceder o comando ao Mini de Stephane Peterhansel, que venceu a etapa com um avanço de 16 minutos sobre o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota. Um minuto atrás de De Villiers ficou o francês Romain Chabot, no seu buggy. O russo Leonid Novistkiy foi quarto na tirada, no seu Mini, e está na mesma posição da geral, na frente do buggy de Nasser Al-Attiyah, o quinto. Lucio Alvarez, no segundo Toyota, acabou por ser sexto na etapa, à frente do polaco Holowczyc, no MINI da X-Raid. Carlos Sousa acabou por ser nono classificado nesta etapa com o seu Great Wall.

Nas motos, o vencedor foi o espanhol Juan Barreda Bort, no seu Husqvarna, que se transformou no novo comandante do Dakar, a cinco minutos e meio do português Ruben Faria, no seu KTM, e seis minutos e 36 segundos de Juan Pedrero Garcia. David Casteu foi quarto e Cyril Després acabou por ser o quinto. Quanto ao anterior líder, o chileno Lopez Cotardo, perdeu muito tempo e cai para o vigésimo posto da geral.

Foi uma etapa tranquila onde cedo encontrei um bom ritmo. Estou bem fisicamente e a minha KTM está perfeita. Amanhã vou ter que esperar pelo Cyril o que vai condicionar o meu resultado no final do dia mas é para isso que cá estou. Obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs que diariamente acompanham a minha participação e que me dão motivação e energia para a Etapa seguinte. Agora vou beber um Red Bull e preparar tranquilamente o meu road book para amanhã”, comentou Ruben Faria.

Em relação aos outros portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Honda é o 15º da geral – perdendo muito temo devido à falta de gasolina – a 12 minutos e 32 segundos do líder. Paulo Gonçalves é 22º no seu Husqvarna e Pedro Bianchi Prata é 57º.

Estava a fazer a etapa de acordo com o que tinha planeado. Já sabia que na fase inicial iria perder algum tempo nas ultrapassagens, na medida em que havia bastante pó e não queria correr qualquer tipo de risco. Mas depois comecei a ter o terreno mais aberto e a poder andar mais a fundo. Infelizmente, a meia dúzia de quilómetros da chegada, apercebi-me que estava com pouca gasolina e fui forçado a dosear o andamento, para não correr o risco de ficar parado no meio do sector selectivo”, salientou Helder Rodrigues.

Amanhã, maquinas e pilotos sairão de Pisco, rumo a Nazca, numa especial de 343 quilómetros, 243 dos quais numa especial cronometrada.