Dakar 2014 – Etapa 7 (Salta – Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro “checkpoint” da etapa.
Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O “motard” queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino – navegado pelo português Paulo Fiuza – caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.
Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.
Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma – que foi quarto, a nove minutos de Sainz – continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.

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Dakar 2013 – Dia 10

O Rali Dakar viveu hoje nova etapa, a décima, desta vez entre Córdoba e La Rioja, numa especial com 636 quilómetros, 357 dos quais contra o cronometro.

Nos automóveis, sem o buggy de Nasser Al-Attiyah, fora de combate neste Dakar, os Mini parece quew não têm grandes opositores, mas hoje, o melhor pertenceu aos da casa. Orlando Terranova, no seu BMW X3, foi o vencedor, ele que tem como navegador o português Paulo Fiuza. A dupla luso-argentina deixou os Mini de Nani Roma e Stéphane Peterhansel a pouco mais de dois minutos, com Giniel de Villiers a cinco minutos do vencedor.

Carlos Sousa não teve um grande dia. Ele foi hoje apenas o 13º na etapa, perdendo 23 minutos para os vencedores da tirada. O piloto português ficou cerca de 15 minutos parado na especial devido a um problema com a correia de ventilação do motor. Por causa disso, Carlos Sousa se viu obrigado a imprimir um ritmo cauteloso até ao final da especial, uma vez a temperatura do motor do Great Wall nunca conseguiu estabilizar em níveis aceitáveis.

Nas motos, Cyril Després recuperou a liderança do rali, agora com um minuto de vantagem sobre Rúben Faria, que foi apenas o oitavo na etapa, obedecendo a ordens de equipa. Mas na etapa, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com um minuto e 15 segundos de vantagem sobre Cyril Després.

Quanto a Paulo Gonçalves (Husqvarna) regressou aos bons resultados e foi terceiro na etapa de hoje, com Hélder Rodrigues a ser o nono na etapa e a ascender ao sexto lugar da geral, a 34 minutos de Després.

Fui num ritmo muito calmo sem arriscar nada para garantir que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente mas sempre a controlar os mais diretos adversários pois em principio a equipa KTM / Red Bull vai dar luz verde para que eu, além de ter que cumprir o meu papel de aguadeiro a 100%, possa lutar por um lugar no pódio“, começou por referir o motard algarvio no final da tirada.

Vamos ver as ordens nos próximos dias. Perante estes resultados sei que é fácil esquecer-me por vezes de qual o meu papel neste Dakar mas tenho que estar concentrado e continuar a desempenha-lo na perfeição pois só assim é que os objetivos da KTM / Red Bull serão atingidos e se no final existir a possibilidade de conseguir uma boa classificação final melhor ainda. Estou tranquilo e muito forte fisicamente. Não tenho arriscado nada e sei que até final se tiver que andar forte para defender a minha posição vão ter que contar comigo.”, concluiu.

O Dakar continua amanhã, ainda em terras argentinas, entre La Rioja e Fiambalá, no total de 481 quilómetros, 221 dos quais em troços cronometrados.