Rumor do Dia II: António Félix da Costa vai correr na DTM em 2014

O rumor existe há algumas semanas, mas a Autosport portuguesa anuncia esta tarde que a Red Bull decidiu colocar António Félix da Costa como piloto da DTM na temporada de 2014, ao serviço da BMW. A decisão, a ser confirmada, será consoante com os desejos da marca de energéticos austríaca, que quer colocar o piloto português – superado no final desta temporada por Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso – numa competição onde não haja colisão em termos de finais de semana na Formula 1.
Para além disso, a Red Bull vai o manter perto, sendo ele o terceiro piloto da marca, e trabalhando ativamente no simulador  ao longo de 2014. E a razão desta escolha poderá ser bem simples: com Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat sob escrutinio, quer na Red Bull, quer na Toro Rosso, a ideia é que Félix da Costa seja uma espécie de “fantasma” para que atice os outros três pilotos para que coloquem velocidade e resultados. E a ideia de o piloto português saltar para um Formula 1 a meio do ano é uma hipótese que a Red Bull coloca em cima da mesa, e alternar DTM com a categoria máxima do automobilismo é perfeitamente viável.
Veremos na semana que vêm, quando a Red Bull anunciar os planos que têm para o piloto de Cascais.   
Anúncios

Justificando o injustificável

Desde que a Red Bull anunciou a surpreendente decisão de colocar o russo Daniil Kvyat na Toro Rosso, no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo, que Helmut Marko anda a desdobrar-se em entrevistas a tentar justificar a escolha do russo em detrimento do português António Félix da Costa, que todos julgavam ser o candidato natural ao lugar. E agora a última justificação é que o piloto russo de 19 anos têm o estofo de Felipe Massa e Kimi Raikkonen, que entraram cedo na Formula 1 e a demonstrar todo o seu talento. 

Se você olhar para Räikkönen ou Massa, em como eles se adaptaram rapidamente à Formula 1 mesmo com pouca experiência em categorias menores, nós acreditamos que Kvyat pode fazer isso também”, começou por dizer. “Nós vimos como Daniil melhorou na Formula 3 e na GP3 neste ano, e o progresso dele tem sido fantástico de diversas maneiras”, afirmou, em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prêmio.
Nós também temos a impressão que ele está mais maduro, de menino para um rapaz. Félix [da Costa] teve seus altos e baixos. Algumas vezes ele foi rápido, mas não de uma forma constante. Além disso, Kvyat tem apenas 19 anos e Félix da Costa, 22, o que tornou a decisão mais fácil”, encerrou.

Portanto, Helmut Marko afirma que a sua rapidez inata foi o que o fez tomar uma decisão dessas. Não contesto a sua rapidez, mas ele está neste momento a disputar a liderança da GP3 com o argentino Facundo Regalia e ele até têm menos vitórias que Félix da Costa em 2012 – o russo têm duas, enquanto que o português conseguiu com três. O espantoso de toda a gente foi que só esperavam Kvyat em 2015, depois de ele passar pela World Series by Renault e fazer uma boa temporada, se conseguisse. E não há garantias de que em Abu Dhabi, apesar dos sete pontos que separam Kvyat de Regalia, ele tenha o “estofo suficiente” para superar o argentino na jornada dupla que falta disputar.

Também acho piada Marko usar a carta da “idade”. Para ele, um piloto de 22 anos já é “velho para a Formula 1“, o que me espanta um pouco, mas não tanto. Afinal de contas, lançou para os leões um jovem chamado Jaime Alguersuari, que tinha 19 anos quando chegou à categoria máxima do automobilismo. E não teve pejo nenhum de o dispensar dois anos mais tarde, transformando-o no mais jovem ex-piloto da história da Formula 1. E acho piada esta pressa toda. Se era isso, porque é que não colocou Félix da Costa num Toro Rosso nalgum treino livre no final do ano passado, inicio deste ano, ou então, que o colocasse como piloto titular a meio de 2013, em substituição de Jean-Eric Vergne ou Daniel Ricciardo? Para mim, não é mais do que uma desculpa esfarrapada. Só mesmo na cabeça de Helmut Marko que está a ver o Kvyat a fazer a pole-position em Melbourne numa Toro Rosso…
Não sei se o russo se vai estatelar “forte e feio“, e eu não desejo isso, claro. Só tenho sérias dúvidas sobre a “divindade” do piloto, que Marko apregoa aos quatro cantos da Terra. Mas acho que toda a gente sabe como o programa da Red Bull consegue ser implacável com os seus pilotos. E ele não terá mais aquilo que Felipe Massa, Kimi Raikkonen e até Jenson Button tiveram na década passada: experiência em testes. É certo que ele vai ter a oportunidade de andar no carro da Toro Rosso em Austin e Interlagos, e terá também a oportunidade de correr nos testes de pré-época. Mas não vejo Kvyat a fazer cinco mil quilómetros como tiveram Button, Massa ou Raikkonen na década passada. Os tempos dos testes ilimitados acabaram, e esta gente nova têm muito menos experiência a guiar carros de Formula 1, num tempo em que se exige que aprendam da pior forma. E Kvyat vai ter menos treinos livres que Ricciardo em 2011, por exemplo, e não terá uma vaga na HRT como teve o australiano.
Quero ver para crer que esse Kvyat é algum iluminado, como diz o Marko. Até prova em contrário, só foi para a Toro Rosso devido ao tamanho da sua carteira. Ponto.

Justificando o injustificável

Desde que a Red Bull anunciou a surpreendente decisão de colocar o russo Daniil Kvyat na Toro Rosso, no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo, que Helmut Marko anda a desdobrar-se em entrevistas a tentar justificar a escolha do russo em detrimento do português António Félix da Costa, que todos julgavam ser o candidato natural ao lugar. E agora a última justificação é que o piloto russo de 19 anos têm o estofo de Felipe Massa e Kimi Raikkonen, que entraram cedo na Formula 1 e a demonstrar todo o seu talento. 

Se você olhar para Räikkönen ou Massa, em como eles se adaptaram rapidamente à Formula 1 mesmo com pouca experiência em categorias menores, nós acreditamos que Kvyat pode fazer isso também”, começou por dizer. “Nós vimos como Daniil melhorou na Formula 3 e na GP3 neste ano, e o progresso dele tem sido fantástico de diversas maneiras”, afirmou, em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prêmio.
Nós também temos a impressão que ele está mais maduro, de menino para um rapaz. Félix [da Costa] teve seus altos e baixos. Algumas vezes ele foi rápido, mas não de uma forma constante. Além disso, Kvyat tem apenas 19 anos e Félix da Costa, 22, o que tornou a decisão mais fácil”, encerrou.

Portanto, Helmut Marko afirma que a sua rapidez inata foi o que o fez tomar uma decisão dessas. Não contesto a sua rapidez, mas ele está neste momento a disputar a liderança da GP3 com o argentino Facundo Regalia e ele até têm menos vitórias que Félix da Costa em 2012 – o russo têm duas, enquanto que o português conseguiu com três. O espantoso de toda a gente foi que só esperavam Kvyat em 2015, depois de ele passar pela World Series by Renault e fazer uma boa temporada, se conseguisse. E não há garantias de que em Abu Dhabi, apesar dos sete pontos que separam Kvyat de Regalia, ele tenha o “estofo suficiente” para superar o argentino na jornada dupla que falta disputar.

Também acho piada Marko usar a carta da “idade”. Para ele, um piloto de 22 anos já é “velho para a Formula 1“, o que me espanta um pouco, mas não tanto. Afinal de contas, lançou para os leões um jovem chamado Jaime Alguersuari, que tinha 19 anos quando chegou à categoria máxima do automobilismo. E não teve pejo nenhum de o dispensar dois anos mais tarde, transformando-o no mais jovem ex-piloto da história da Formula 1. E acho piada esta pressa toda. Se era isso, porque é que não colocou Félix da Costa num Toro Rosso nalgum treino livre no final do ano passado, inicio deste ano, ou então, que o colocasse como piloto titular a meio de 2013, em substituição de Jean-Eric Vergne ou Daniel Ricciardo? Para mim, não é mais do que uma desculpa esfarrapada. Só mesmo na cabeça de Helmut Marko que está a ver o Kvyat a fazer a pole-position em Melbourne numa Toro Rosso…
Não sei se o russo se vai estatelar “forte e feio“, e eu não desejo isso, claro. Só tenho sérias dúvidas sobre a “divindade” do piloto, que Marko apregoa aos quatro cantos da Terra. Mas acho que toda a gente sabe como o programa da Red Bull consegue ser implacável com os seus pilotos. E ele não terá mais aquilo que Felipe Massa, Kimi Raikkonen e até Jenson Button tiveram na década passada: experiência em testes. É certo que ele vai ter a oportunidade de andar no carro da Toro Rosso em Austin e Interlagos, e terá também a oportunidade de correr nos testes de pré-época. Mas não vejo Kvyat a fazer cinco mil quilómetros como tiveram Button, Massa ou Raikkonen na década passada. Os tempos dos testes ilimitados acabaram, e esta gente nova têm muito menos experiência a guiar carros de Formula 1, num tempo em que se exige que aprendam da pior forma. E Kvyat vai ter menos treinos livres que Ricciardo em 2011, por exemplo, e não terá uma vaga na HRT como teve o australiano.
Quero ver para crer que esse Kvyat é algum iluminado, como diz o Marko. Até prova em contrário, só foi para a Toro Rosso devido ao tamanho da sua carteira. Ponto.

Noticias: Marko denfende Kvyat, mas (ainda) mantêm Félix da Costa

As declarações de Helmut Marko sobre o futuro de António Félix da Costa mais me convencem que a escolha de Daniil Kvyat para o lugar de Daniel Ricciardo na Toro Rosso tiveram a ver mais com o dinheiro do que com o talento que o russo tenha. Não que ele não tenha – nunca contestei essa parte – mas que ele é demasiado novo para estar na Formula 1. Mas claro, Marko não deixa de ser critico para o piloto português, acusando-o de ceder à pressão.

Em declarações à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, Marko afirma que “não o excluímos, ele ficará na nossa família. Temos que pensar agora sobre o seu futuro. Desde já, continuará no simulador e como piloto de reserva da Red Bull Racing”. E como sabem, a prova imediata de que o piloto português ainda é necessário para a Red Bull foi a sua chamada para o GP de Macau, onde vai correr ao serviço da Carlin.
O consultor da equipa insistiu ainda que a opção em Daniil Kvyat tinha a ver com uma constante progressão que o piloto russo têm: “Ele é que nos dá melhores garantias. Provou que pode lidar com a pressão, algo que Félix da Costa falhou. Se ele está já a vacilar em categorias de promoção, como será na Formula 1?”, questionou. E ao comparar o português com o russo, Marko explicou que “existiram muitos pilotos com um enorme talento que falharam no topo. O progresso de Kvyat foi sempre em crescendo, mas o de Félix da Costa ficou na mesma, ou decaiu”.

Pode-se pensar que Marko quer um super-piloto. Se for assim, então pode-se justificar tantos pilotos “queimados” na Red Bull Junior Team. Mas acho estranha a razão porque Marko não dispensou imediatamente o piloto português. Há duas boas razões para isso. Primeiro, nem todas as equipas pensam como Marko, logo, ter um piloto como ele numa outra equipa não seria de bom tom. Mas numa altura onde a Formula 1 precisa mais de dinheiro do que talento, essa hipótese têm de ser descartada. A segunda hipótese é onde está o meu instinto: têm a ver com o meio de 2014. Se um dos pilotos da Toro Rosso não andar como se espera, sempre têm um piloto mais experiente por onde pegar…

Já agora, mais um comparativo Kvyat – Félix da Costa: o russo fez um teste de Formula 1, em Silverstone, contra cinco do português (quatro pela Red Bull, um pela Force India). Kvyat andou com um Toro Rosso e o teste acabou após 14 voltas… na gravilha.

Noticias: Marko denfende Kvyat, mas (ainda) mantêm Félix da Costa

As declarações de Helmut Marko sobre o futuro de António Félix da Costa mais me convencem que a escolha de Daniil Kvyat para o lugar de Daniel Ricciardo na Toro Rosso tiveram a ver mais com o dinheiro do que com o talento que o russo tenha. Não que ele não tenha – nunca contestei essa parte – mas que ele é demasiado novo para estar na Formula 1. Mas claro, Marko não deixa de ser critico para o piloto português, acusando-o de ceder à pressão.

Em declarações à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, Marko afirma que “não o excluímos, ele ficará na nossa família. Temos que pensar agora sobre o seu futuro. Desde já, continuará no simulador e como piloto de reserva da Red Bull Racing”. E como sabem, a prova imediata de que o piloto português ainda é necessário para a Red Bull foi a sua chamada para o GP de Macau, onde vai correr ao serviço da Carlin.
O consultor da equipa insistiu ainda que a opção em Daniil Kvyat tinha a ver com uma constante progressão que o piloto russo têm: “Ele é que nos dá melhores garantias. Provou que pode lidar com a pressão, algo que Félix da Costa falhou. Se ele está já a vacilar em categorias de promoção, como será na Formula 1?”, questionou. E ao comparar o português com o russo, Marko explicou que “existiram muitos pilotos com um enorme talento que falharam no topo. O progresso de Kvyat foi sempre em crescendo, mas o de Félix da Costa ficou na mesma, ou decaiu”.

Pode-se pensar que Marko quer um super-piloto. Se for assim, então pode-se justificar tantos pilotos “queimados” na Red Bull Junior Team. Mas acho estranha a razão porque Marko não dispensou imediatamente o piloto português. Há duas boas razões para isso. Primeiro, nem todas as equipas pensam como Marko, logo, ter um piloto como ele numa outra equipa não seria de bom tom. Mas numa altura onde a Formula 1 precisa mais de dinheiro do que talento, essa hipótese têm de ser descartada. A segunda hipótese é onde está o meu instinto: têm a ver com o meio de 2014. Se um dos pilotos da Toro Rosso não andar como se espera, sempre têm um piloto mais experiente por onde pegar…

Já agora, mais um comparativo Kvyat – Félix da Costa: o russo fez um teste de Formula 1, em Silverstone, contra cinco do português (quatro pela Red Bull, um pela Force India). Kvyat andou com um Toro Rosso e o teste acabou após 14 voltas… na gravilha.

Noticias: Button duvida do sucesso de Kvyat

O anuncio surpresa da Red Bull no inicio desta semana com a escolha de Daniil Kvyat na Toro Rosso, no lugar de Daniel Ricciardo, deixou alguns pilotos de Formula 1 espantados com tamanha decisão por parte de Helmut Marko e da Red Bull. Jenson Button é um deles, o que é algo estranho quando se sabe que se estreou na categoria máxima do automobilismo em 2000, quando mal tinha feito vinte anos de idade, vindo diretamente da Formula 3 britânica. “É definitivamente mais difícil agora. Há muito menos testes do que costumava ter, por isso é muito mais difícil. Será difícil para ele“, começou por afirmar numa entrevista à Autosport britânica. 
Depois desenvolveu a ideia: “Claro que ele está achar que é algo ótimo correr na Formula 1, mas, se você pudesse ter a opção de entrar na aos 19 anos, depois de um ano na Formula 3 ou na GP3, ou fazer mais alguns anos em outras categorias, você certamente deveria optar por mais alguns anos. Dessa forma, você pode aprender muito mais sobre os pneus slick e a aerodinâmica, e aprender muitos dos circuitos que você correrá, bem como a forma com a qual uma equipa de Formula 1 aborda as corridas. É muito diferente de qualquer outra coisa“, continuou.
Há tanta coisa para aprender e que eu não entendia quando vim para cá que é um verdadeiro choque para alguém com 19 anos, que também terá que aprender a pilotar um carro de Formula 1 e trabalhar com motor e KERS… isto é algo completamente novo e estranho para a maioria de nós“, concluiu.
Já agora, sabe-se que o piloto russo vai ter adaptações rápidas a um Formula 1, pois irá participar no Toro Rosso nas primeiras sessões de treinos livres em Austin e Interlagos, as duas últimas corridas do campeonato.

Noticias: Félix da Costa reage à escolha de Kvyat

Menos de 24 horas depois do surpreendente anuncio da Red Bull, que escolheu o russo Danil Kvyat para o lugar de Daniel Ricciardo, António Félix da Costa decidiu reagir às novidades, escrevendo na sua página de Facebook que apesar da decepção, continua disposto a lutar por um lugar na Formula 1 nos tempos mais próximos.
Ele afirmou que, apesar da noticia, continua a trabalhar com a marca para a temporada de 2014, e agradeceu a todos os que manifestaram a sua solidariedade, e revelou que têm marcado para o final do ano um teste com a Carlin no sentido de correr para eles mais uma temporada na World Series by Renault, e que em breve daria mais novidades sobre o seu programa desportivo.
Esta é uma notícia que ninguém em Portugal queria ouvir, mas a Red Bull optou pelo Daniil Kvyat para a Toro Rosso em 2014 e o objetivo de entrar na Fórmula 1 como piloto titular não foi, para já, atingido. Acredito que estou preparado para dar o salto para a Fórmula 1, mas cabe à Red Bull decidir e por mais que custe, há que levantar a cabeça e ir à luta.” 

“Neste momento estou triste, como muitos portugueses estarão, mas aprendi que na vida nada é garantido e vou continuar a trabalhar arduamente para chegar à Formula 1, em conjunto com a Red Bull e toda a estrutura que me acompanha de há vários anos para cá, casos do Tiago Monteiro, o meu irmão Duarte, o meu preparador físico Emiliano Ventura e os meus parceiros. Continuo a fazer parte da família Red Bull e muito brevemente, logo que tudo esteja definido, comunicarei o meu programa desportivo de 2014.” 

“Como piloto profissional garanto a todos os portugueses que vou continuar a competir ao mais alto nível, com a mesma determinação e vontade de vencer. Quero desejar boa sorte ao Kvyat, esperando que ele seja um digno sucessor do Daniel Ricciardo. Resta-me agradecer ainda todo o incrível apoio que recebi nestas últimas horas, sinto que os Portugueses estão frustrados, mas continuem a acreditar, pois o meu caminho para a Fórmula 1 não termina aqui!”, concluiu.

Noticias: Félix da Costa reage à escolha de Kvyat

Menos de 24 horas depois do surpreendente anuncio da Red Bull, que escolheu o russo Danil Kvyat para o lugar de Daniel Ricciardo, António Félix da Costa decidiu reagir às novidades, escrevendo na sua página de Facebook que apesar da decepção, continua disposto a lutar por um lugar na Formula 1 nos tempos mais próximos.
Ele afirmou que, apesar da noticia, continua a trabalhar com a marca para a temporada de 2014, e agradeceu a todos os que manifestaram a sua solidariedade, e revelou que têm marcado para o final do ano um teste com a Carlin no sentido de correr para eles mais uma temporada na World Series by Renault, e que em breve daria mais novidades sobre o seu programa desportivo.
Esta é uma notícia que ninguém em Portugal queria ouvir, mas a Red Bull optou pelo Daniil Kvyat para a Toro Rosso em 2014 e o objetivo de entrar na Fórmula 1 como piloto titular não foi, para já, atingido. Acredito que estou preparado para dar o salto para a Fórmula 1, mas cabe à Red Bull decidir e por mais que custe, há que levantar a cabeça e ir à luta.” 

“Neste momento estou triste, como muitos portugueses estarão, mas aprendi que na vida nada é garantido e vou continuar a trabalhar arduamente para chegar à Formula 1, em conjunto com a Red Bull e toda a estrutura que me acompanha de há vários anos para cá, casos do Tiago Monteiro, o meu irmão Duarte, o meu preparador físico Emiliano Ventura e os meus parceiros. Continuo a fazer parte da família Red Bull e muito brevemente, logo que tudo esteja definido, comunicarei o meu programa desportivo de 2014.” 

“Como piloto profissional garanto a todos os portugueses que vou continuar a competir ao mais alto nível, com a mesma determinação e vontade de vencer. Quero desejar boa sorte ao Kvyat, esperando que ele seja um digno sucessor do Daniel Ricciardo. Resta-me agradecer ainda todo o incrível apoio que recebi nestas últimas horas, sinto que os Portugueses estão frustrados, mas continuem a acreditar, pois o meu caminho para a Fórmula 1 não termina aqui!”, concluiu.

Red Bull surpreende e anuncia Daniil Kvyat na Toro Rosso

No mínimo, deve ser a noticia mais surpreendente do ano: a Red Bull acaba de anunciar que o piloto que substituirá Daniel Ricciardo, na Toro Rosso, será o russo Daniil Kvyat. Surpresa, porque toda a gente no mundo da Formula 1 esperava que o escolhido fosse o português António Félix da Costa, que terminou o campeonato da World Series by Renault na terceira posição, atrás do dinamarquês Kevin Magnussen e do belga Stoffel Vandoome. E a noticia está a ser recebida neste momento com choque por parte de muitos dos que seguem a categoria máxima do automobilismo.
Sobre este anuncio, Franz Tost justificou a decisão da marca: “Estamos muito satisfeitos em continuar com a nossa política de promover jovens pilotos do programa júnior da Red Bull. Daniil é um piloto muito talentoso, o que pode ser comprovado pelos seus resultados em todas as categorias que correu. Ele foi um piloto de karting muito bem sucedido e, em 2012, foi Campeão da Fórmula Renault 2.0. Este ano, competiu em seis provas do Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3, obtendo uma vitória e cinco pódios. Além disso, está ainda em posição de vencer a GP3 Series, já que está apenas sete pontos atrás do líder. Ele impressionou-nos com um forte desempenho e feedback técnico muito informativo no teste de jovens pilotos de julho, em Silverstone e isto sugere que possui as qualidades básicas para progredir. O Daniil pode ter certeza que vamos utilizar toda a nossa experiência de treino de jovens para lhe dar o melhor começo para sua carreira na Fórmula 1“, disse Tost. 
Já Kvyat era um piloto naturalmente eufórico com o anuncio: “Esta é uma notícia fantástica, um sonho e eu quero agradecer à Red Bull e Toro Rosso por esta oportunidade. Desde que comecei no karting que pretendia chegar à Fórmula 1 e agora esse desejo vai tornar-se realidade na próxima temporada. Tive um breve ‘gostinho’ de trabalhar com a equipa Toro Rosso, quando pilotei para eles no teste de Silverstone e gostei muito da experiência.“, disse.
Atualmente com 19 anos – nasceu a 26 de abril de 1994, na cidade russa de Ufa – Kvyat é o segundo classificado do campeonato de GP3, que é liderado pelo argentino Facundo Regalia. E têm talento: começou a sua carreira nos monolugares em 2010, na Formula BMW, em 2011 passou para a Formula Renault 2.0 pela Koiranen Bros, onde terminou na segunda posição na categoria NEC e no terceiro posto na categoria Eurocup. No ano seguinte, venceu o campeonato da formula Renault Alps, enquanto que foi vice-campeão na Euroseries.
Em 2013, corre na GP3, ao serviço da Arden, onde venceu duas corridas, subiu ao pódio por mais duas, fez a pole-position em mais uma e a volta mais rápida em mais três ocasiões, estando agora na segunda posição do campeonato, com 131 pontos, menos sete do que o argentino Facundo Regalia.  

As movimentações da Toro Rosso

A equipa do momento é… a Toro Rosso (STR). Provavelmente deverá ser a equipa média com maior potencial de crescimento em 2014, dado que vai ter cada vez mais ligações à Red Bull. Contratou um bom projetista, James Key, e aparentemente, o carro está a ser desenvolvido em Milton Keynes, em vez de ser em Faenza. Irá ter motores Renault, em troca com os Ferrari – igual aos carros da “equipa A”, a Red Bull – e com os novos regulamentos, poderá ser que ande ao nível – e até supere – equipas como Force India e Sauber. 
Assim sendo, a vaga que está por preencher é a mais cobiçada no momento. É certo que existe um candidato mais do que óbvio, o português António Félix da Costa, e deveria ser do interesse da estrutura da Red Bull em fazer o anuncio o mais rapidamente possível, pois nos últimos dias surgiram noticias sobre possíveis candidatos ao lugar deixado vago por Daniel Ricciardo, que vai ser promovido para a Red Bull. Na sexta-feira falei de Stoffel Vandoorne, que disse que tinha sido abordado pela casa de Salzburgo, mas na realidade, não foi mais do que o exagero de um contacto feito por eles. Porque sabe-se agora que nunca houve uma reunião entre os representantes do belga e Helmut Marko. E a razão por todo este alarido, então? Simples: Kevin Magnussen está a caminho da Formula 1. E se não é em 2014 (Marussia) será certamente em 2015, na McLaren, provavelmente ao lado de Fernando Alonso, com os motores Honda.
Ontem, surgiu um desabafo no Twitter por parte do brasileiro Luiz Razia sobre o tal lugar vago na STR, afirmando que sabe que o segundo lugar está à venda há muitos anos. Isso é verdade o que Razia diz, por dois motivos, um pessoal e outro profissional. Do primeiro, sei de uma conversa que tive no ano passado com uma pessoa que conhece bem esses meandros que o último piloto que a Red Bull pagou todas as despesas foi o suiço Sebastien Buemi. Todos os outros tiveram de dar algum dinheiro à STR para garantir o lugar, mas é um valor pequeno. Em 2009, o valor era de oito milhões de dólares, que esse foi o preço exigido por eles a Filipe Albuquerque, que estava interessado no lugar que acabou por ir para o francês Sebastien Bourdais.
O Humberto Corradi escreve hoje sobre este assunto que há dois óbvios candidatos ao lugar. Ele fala de um – o russo Danil Kvyat – mas sei que Carlos Sainz puxa os cordelinhos em Espanha para que o seu filho fique com o lugar. Mas a Red Bull não quer nem um, nem o outro. Por uma simples razão: são demasiado novos, demasiado “verdes”. Sainz Jr. não convenceu muito na World Series by Renault – para além de ter 19 anos – e Kvyat, que anda na GP3, lutando pelo título após duas vitórias e uma temporada regular, têm o problema da idade: também têm 19 anos. E mais importante ainda: ainda não andou num carro da World Series by Renault. E ele têm de passar por isso, se quer chegar à Formula 1.
E provavelmente agora nesta época, eles poderão ter modificado a postura em relação aos lugares na STR, importando menos com o dinheiro e mais com o talento. E eles gostam cada vez mais de Félix da Costa, que trabalha cada vez mais com a Red Bull em Milton Keynes, ajudando Vettel e Webber. E quando Buemi não pode ser o terceiro piloto devido aos seus compromissos com a Toyota, é o piloto de Cascais que fica com o lugar.
São pequenas coisas dos quais podem determinar quem será o piloto que preencherá o lugar de Daniel Ricciardo em 2014. Mas creio que apesar de estarem a pensar, não deve haver alterações no plano inicialmente traçado: António Félix da Costa é o candidato numero um à titularidade em 2014.