Endurance: Montezemolo diz que programa de LMP1 é possivel

Desde há pouco mais de um mês que se fala da possibilidade do regresso da Ferrari à Endurance, 40 anos após a sua saída, contudo, hoje, numa conversa com vários jornalistas em Maranello, Luca di Montezemolo, o presidente da Ferrari, afirma que, sobre o assunto do regresso da Scuderia a Le Mans e à Endurance, que isso poderá ser “uma questão de tempo“.
Admito que estamos a trabalhar numa espécie de inovação tecnologia do qual, em teoria, poderemos usar numa categoria como Le Mans” começou por afirmar, em declarações captadas pela Autosport britânica. “Desde há algumas semanas a esta parte que começo a pensar na possibilidade de, caso as regras sigam na direção certa, provavelmente mais cedo ou mais tarde poderemos estar em Le Mans com o objetivo de vencer“, continuou.
Para o patrão da Ferrari, o teto orçamental na Formula 1, previsto para entrar em vigor em 2015 poderá ser um bom pretexto para a Scuderia voltar à Endurance: “Como não posso dizer a cem pessoas para irem embora e procurarem emprego noutro lado, creio que a Endurance seria um boa alternativa, e poderia empregá-los nessa direção“, concluiu.
Contudo, Montezemolo diz que tal programa de Endurance não seria possível antes de 2016.
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Noticias: Porsche apresenta o 919 Hybrid

A Porsche apresentou esta noite o seu modelo 919 Hybrid, que irá atacar as 24 Horas de Le Mans e o Mundial de Endurance em 2014. Para além disso, apresentou mais dois pilotos aos quatro já conhecidos no alinhamento da marca para o campeonato: tratou-se do neozelandês Brendon Hartley e do alemão Marc Lieb.
Para Hartley, atualmente com 24 anos, ele já tinha sido piloto do programa da Red Bull e teve atuações na World Series by Renault, entre 2009 e 2011, e algumas passagens pela GP2, uma delas em 2012 pela Ocean Racing Technology. Em 2013, estava a correr na Rolex Sports Car Series americana, onde venceu uma corrida em Elkhart Lake.

Estou muito orgulhoso que a Porsche me tenha escolhido. Fiquei profundamente impressionado com a minha primeira aparição em Le Mans, mas competir ali em LMP1 numa marca emblemática como a Porsche é outra dimensão”, disse o neozelandês.

Quanto a Lieb, atualmente com 33 anos, é um piloto de fábrica da Porsche há 13 anos, participando em várias competições, desde o Porsche Carrera Cup até a várias participações na Endurance, nomeadamente nas 24 horas de Le Mans, conseguindo vitórias na classe GT2 (2008 e 2010) e na GTE Pro (2013). 

“Tenho a sorte de já ter celebrado vitórias com a Porsche em todo o mundo, mesmo na classe GT em Le Mans. As pessoas sempre perguntavam quando iríamos voltar para a classe LMP1 e desde que foi dado projeto luz verde ao projeto, só queria estar envolvido. Ir a Le Mans com a Porsche, nem posso descrever o quão animado isso me faz sentir.”, disse Lieb na apresentação.
Ambos os pilotos juntar-se-ão aos quatro já conhecidos: o suiço Neel Jani, o australiano Mark Webber, o francês Romian Dumas e o alemão Timo Bernhard

Endurance: Audi mostra o seu carro para 2014

A apresentação oficial será apenas a 18 de dezembro, mas a marca de Inglostadt mostrou neste domingo as imagens do seu Audi R18 e-quattro, versão 2014, numa temporada onde para além da Toyota, terá a concorrência da Porsche no Mundial WEC e nas 24 Horas de Le Mans.

Para o diretor desportivo da Audi, Wolfgang Ulrich, a divulgação do novo carro nesta altura serve para se conhecer ao mundo, antes de começar com uma bateria de testes em Sebring. “Nós alcançamos um estágio crucial neste projeto. Depois de construir o primeiro protótipo, agora estamos testando em várias pistas. O objetivo principal dos testes é acumular uma vasta quilometragem, coordenar o complexo sistema híbrido e trabalhar na eficiência total do equipamento, que nunca foi tão complexo quanto este”, declarou.
Para o próximo dia 18, para além de uma apresentação mais completa do carro, servirá também para confirmar os alinhamentos para a próxima temporada, bem como o calendário da marca no Mundial.

O regresso de um nome mítico… na Endurance

Não é novidade para ninguém que a Endurance está a viver um momento de ressurgimento. Em 2014 teremos o regresso da Porsche, e mais alguns nomes do passado estão a querer regressar com chassis e motores na classe LMP1, e hoje soube-se que um nome mítico do automobilismo irá regressar. Não têm um nome tão badalado na Endurance, mas mais na Formula 1: a Ligier.
A Onroak Automotive, até agora o departamento de construção da OAK Racing, de Jacques Nicolet, decidiu tornar-se numa empresa independente, e terá Olivier Quesnel – ex-diretor desportivo da Peugeot – como seu diretor. E com isso, eles estarão nas pistas sob o nome de Ligier, fruto de uma colabiração com o seu fundador, Guy Ligier. Contudo, o nome só será usado nas classes CN, LMP3 e LMP2, já que a LMP1 ficará reservada a outro construtor, logo… é mais um golpe publicitário do que outra coisa, como diz o site Le Mans Portugal.
Esta associação com a Onroak Automotive é muito importante para a minha companhia, e particularmente para a abertura do mercado asiático, que é onde o está o futuro. Além disso, esta aproximação irá dar origem a toda uma gama de sport-protótipos. Tenho toda a confiança em Jacques Nicolet, com o qual tenho uma longa amizade, para levar o nome Ligier de novo à grande cimeira da endurance. Assim, estou muito satisfeito por poder manter o desenvolvimento da marca, confiando na experiência das suas equipas.”, disse Guy Ligier.
A ambição da Onroak Automotive passa por desenvolver uma gama de modelos destinados à endurance e atingir o reconhecimento como referência neste sector. A Onroak está agora na posição de oferecer diferentes tipos de protótipos: o Morgan LMP2, o Ligier LMP2 coupe, O Ligier CN e um LMP1, aos quais está certamente destinado um grande futuro.”, referiu Olivier Quesnel.
Conheci o Guy pela primeira vez em 2006: fui o primeiro comprador do JS49. Fiquei imediatamente sensibilizado pela sua paixão pelo automobilismo. Este encontro levou ao nascimento de uma grande relação com base nessa paixão. A marca Ligier conheceu o sucesso na F1 e terminou diversas vezes no Top 3 em Le Mans. Há toda uma magia relacionada! É um símbolo que se encontra no coração dos fãs e estou muito orgulhoso por me associar a este nome.”, comentou Jacques Nicolet.
Neste momento, a Onroak está a desenvolver chassis de vários tipos, e o LMP3, batizado com o nome de JS53 Evo, terá um motor honda de dois litros e serve para o VdeV, bem como o Asian Le Mans Series, enquanto que o LMP2 será coupé e terá como destino os Estados Unidos da América. Estára pronto no inicio de 2014, e poderá rodar em simultâneo com o LMP2 aberto que fizeram para a Morgan. A Onroak também está a construir um LMP1 desde o final de 2012, mas pelo que se fala, o desenvolvimento está atrasado para a temporada que aí vêm, embora se fale que poderá estar a tempo de correr em Spa-Francochamps, às mãos a OAK Racing.

WEC: Eis o calendário de 2014 da Endurance

O Mundial de Endurance teve hoje divulgado o seu calendário para 2014. Sem alterações em relação ao numero de provas que compuseram o calendário de 2013, a grande novidade foi a colocação da corrida de Austin num sábado, bem como a antecipação em 15 dias da corrida final do calendário, no Bahrein.
Numa temporada onde irá haver a entrada da Porsche no Mundial, na categoria LMP1, a reunião da FIA decidiu estabelecer um FIA Endurance Trophy, para os pilotos da classe LMP1 que não estejam a bordo de carros das equipas oficiais, como a Audi, Porsche e Toyota. Contudo, o prémio só será estabelecido desde que pelo menos três carros estejam disponíveis por toda a temporada.
Para além disso, a FIA e a ACO decidiram constituir uma comissão de “equivalência de tecnologia” para os carros de LMP1, onde se adotarão regulamentos baseados naquilo que os carros poderão fazer em pista. Terá duas fases: a primeira, até Le Mans, e a segunda, após Le Mans, onde a partir daí far-se-á a base dos regulamentos para o WEC em 2015.
Eis o calendário completo:
20 de abril – Seis Horas de Silverstone (GB)
03 de maio –  Seis Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica)
14-15 de junho – 24 Horas de Le Mans (França)
31 de agosto – Seis Horas de São Paulo (Brasil)
20 de setembro – Seis Horas de Austin (EUA)
12 de outubro – Seis Horas de Mont Fuji (Japão)
01 de novembro – Seis Horas de Xangai (China)
15 de novembro – Seis Horas do Bahrein 

Youtube Testing Onboard: os ensaios do Porsche LMP1 para 2014

A imagem não é boa, mas foi feita ontem no circuito francês de Paul Ricard. Não se sabe quem andou a testar desta vez, mas não deverá sair do trio Neel Jani, Timo Bernhard e Romain Dumas, já que Mark Webber ainda está nos seus compromissos com a Red Bull.
Uma coisa é certa: a marca de Estugarda quer ter tudo certo para entrar a vencer na próxima temporada de Endurance.

Youtube Endurance Overtake: A ultrapassagem de Bruno Senna a Kamui Kobayashi

As Seis Horas de Xangai tiveram como vencedor os Audi, que mais uma vez superaram os Toyota, mas um dos motivos de interesse aconteceu na categora GTE, na luta pelo segundo posto, entre dois ex-pilotos de Formula 1: o japonês Kamui Kobayashi e o brasileiro Bruno Senna. O brasileiro partilhava o volante do seu carro com o português Pedro Lamy e o neozelandês Richie Steinway, enquanto que Kobayashi fazia dupla com o finlandês Toni Vilander.
A batalha foi dura e no limite, mas aqui, o Aston Martin levou a melhor, e Senna acabou a corrida no segundo posto na sua categoria.

As Seis Horas de Xangai, ao vivo!

FIA WEC – LIVE por fiawec

Quem estiver acordado a partir das oito da manhã, hora de Lisboa, poderá ver em direto, no canal do WEC no Dailymotion a corrida das Seis Horas de Xangai, prova a contar para o Mundial de Resistência, ainda por cima com um duelo entre Audi e Toyota ao rubro, especialmente agora, quando o carro guiado por Nicolas Lapierre e Alexander Wurz irá partir da “pole-position”.
Vai ser certamente uma prova bem interessante, assim como vai ser nas outras categorias, onde nos GTE, o Aston Martin de Bruno Senna e Pedro Lamy partirá da “pole-position”.

As Seis Horas de Xangai, ao vivo!

FIA WEC – LIVE por fiawec

Quem estiver acordado a partir das oito da manhã, hora de Lisboa, poderá ver em direto, no canal do WEC no Dailymotion a corrida das Seis Horas de Xangai, prova a contar para o Mundial de Resistência, ainda por cima com um duelo entre Audi e Toyota ao rubro, especialmente agora, quando o carro guiado por Nicolas Lapierre e Alexander Wurz irá partir da “pole-position”.
Vai ser certamente uma prova bem interessante, assim como vai ser nas outras categorias, onde nos GTE, o Aston Martin de Bruno Senna e Pedro Lamy partirá da “pole-position”.

Noticias: Bruno Senna quer correr na Indy… mas não nas ovais

Bruno Senna está a considerar o regresso aos monolugares em 2014, depois de uma temporada bem sucedida na Endurance, ao serviço da Aston Martin, e a prioridade poderá ser a IndyCar, mas aparentemente, colocou uma exigência: que apenas corresse em pistas convencionais e de rua. E alega um “histórico familiar conmplicado” como causa.

Comecei negociação com algumas equipes, mas a dificuldade é que não eu correria em ovais, porque tenho um histórico familiar complicado… Não dá para abrir chances para essas coisas. Isso dificulta um pouco as condições para fazer isso lá. Vamos ver se eu consigo fazer uma temporada só de circuitos mistos na Indy, o que provavelmente limita a chance de ganhar campeonato. Não é tão fácil fazer assim, e se sair, pode ser um programa que eu possa fazer no ano que vem”, reconheceu, citado pelo blog A Mil Por Hora, do Rodrigo Mattar.
Comparando o Aston Martin de GTE com um monolugar, o piloto de 30 anos considera que corridas de monoposto são bem mais “divertidas”, mas afirmou ter gostado da experiência com a Aston Martin no WEC: “Foi bom, me adaptei rápido ao carro, temos sido super bem-sucedidos, largamos na pole em todas as corridas – menos uma – e estamos vencendo, as duas últimas corridas eu venci. Estou me divertindo bastante, mas claro que monopostos são sempre os carros mais divertidos de se pilotar”.

Acho interessante ele alegar o “histórico familiar”, quando que eu me lembre, o tio nunca correu na antiga CART, apesar do famoso teste com a Penske em 1992. E acho também curioso que a única oval que ele estaria disposto a fazer seria a das 500 Milhas de Indianápolis, num ano em que vai ser corrido por duas vezes, pois a IndyCar decidiu utilizar o circuito interior, desenhado para acolher a Formula 1. 
Mas lendo há umas semanas atrás um artigo do Bandeira Verde sobre os inimigos da IndyCar, verifico que os pilotos europeus que chegam a esta categoria estão a seguir os passos de Sebastien Bourdais e Mike Conway, ao afirmar que não querem correr nas velozes ovais. E claro, o acidente mortal de Dan Wheldon, em Las Vegas, ainda está fresco na memória…
Mas mesmo assim, acho que não deveria impor esse “veto às ovais”. Deveria experimentar para conquistar os medos, porque é isso que faz parte da história, e deixar isso para a NASCAR abre um precedente perigoso. Digo eu.